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quinta-feira, 9 de novembro de 2017

O MOVIMENTO NEGRO


Participantes da marcha do Movimento Negro Unificado, em São Paulo, novembro de 1979.
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HISTÓRIA DO MOVIMENTO NEGRO
O movimento negro no Brasil surge, ainda de forma precária e clandestina, durante o período escravagista . Grandes personagens se insurgiram contra o sistema e impulsionaram o movimento negro. Dentre eles, um dos mais conhecidos é Zumbi dos Palmares (líder do Quilombo dos Palmares). Os escravos utilizavam-se da quilombagem (fuga para os quilombos e outros tipos de protestos) e do bandoleirismo (guerrilha contra povoados e viajantes) para rebelar-se contra a escravidão.

Ainda no mesmo período, o Movimento Liberal Abolicionista passa a ganhar força, desenvolvendo a ideia de fim da escravidão e comércio de escravos. Como resultado, foi promulgada em13 de Maio de 1888 a Lei Áurea , encerrando o longo período escravagista. A população negra inicia então um novo desafio: a luta contra o preconceito e desigualdade social.
Ao final do século XIX e durante uma grande parte do século XX, circulam jornais e revistas voltados aos negros. Os periódicos são fundados por associações dos mais diversos tipos, desde carnavalescas, até literárias. As publicações começam com o intuito de discutir a vida da população negra em geral e promover assuntos interessantes à época.
Porém, esses periódicos acabaram se tornando meios de denúncia de atos praticados contra os negros, das dificuldades desse grupo no período pós-escravagista, da desigualdade social entre negros e brancos e das restrições sofridas em decorrência do preconceito racial. O agrupamento de todas as publicações passou a ser conhecido como Imprensa Negra Paulista. Dentro deste mesmo período, em 1931, é fundada a Frente Negra Brasileira. Esse movimento viria a se transformar em partido político , extinto com os demais na criação do Estado Novo.
Portal da Imprensa Negra Paulista da Universidade de São Paulo
Após o Estado Novo, esses grupos começam a se organizar, formando entidades importantes na história pelo direito dos negros, tendo como exemplo a União dos Homens de Cor e o Teatro Experimental do Negro. Já na década de 60, a caminhada dos grupos no Brasil ganha novas influências e referências, como o Movimento dos Direitos Civis nos EUA e a luta africana contra a segregação racial e libertação de colônias. Destacam-se personalidades como Rosa ParksMartin Luther KingNelson Mandela e Abdias Nascimento . Assim como influências advindas do movimento conhecido como “Black is Beautiful”. Para entrar no clima, escute a essa interpretação da música que leva o mesmo nome do movimento:
Alguns anos depois, nas décadas de 70 e 80, vários grupos são formados com o intuito de unir os jovens negros e denunciar o preconceito. Protestos e atos públicos das mais diversas formas passam a ser realizados, chamando a atenção da população e governo para o problema social – como a manifestação no Teatro Municipal de São Paulo, que resultaria na formação do Movimento Negro Unificado.
A Marcha Zumbi, realizada em Brasília em 1995, contou com a presença de 30 mil pessoas, despertando a necessidade de políticas públicas destinadas aos negros, como forma compensatória e de inclusão nos campos socioeducativos. Com dados alarmantes do IBGE e IPEA , um decreto do governo FHC instituiu o Grupo de Trabalho Interministerial para a Valorização da População Negra.

Porém, a instauração de medidas práticas passa a ser realizada só após a Conferência Mundial Contra o Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Formas Correlatadas de Intolerância (Durban, África – 2001). A partir desse momento, o governo brasileiro passa a ter interesse em demonstrar, efetivamente, o cumprimento de resoluções determinadas internacionalmente pelos órgãos de Direitos Humanos.
Desse momento em diante, são criados programas de cotas , iniciativas estaduais e municipais, e em 2003, a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (SEPPIR).
O QUE O MOVIMENTO NEGRO BUSCA HOJE
Após a abolição, os negros passaram a habitar guetos e comunidades, como forma de proteção, e em razão da falta de oportunidades. Entre as reivindicações do movimento negro hoje em dia está a compensação por todos os anos de trabalho forçado e à falta de inclusão social após esse período; a falta de políticas públicas  destinadas a maior presença do negro no mercado de trabalho e nos campos educacionais. Também, a efetiva aplicabilidade das leis que buscam a criminalização do racismo e a plena aceitação e respeito à cultura e herança histórica.

O QUE DIZ A LEI EM RELAÇÃO À IGUALDADE RACIAL?
Iniciando as batalhas jurídicas contra o racismo no Brasil, foi estabelecida a lei 1390/51 (1951), conhecida como “Lei Afonso Arinos”, proibindo qualquer tipo de discriminação racial no país. Sua aplicabilidade não demonstrava qualquer eficácia, visto que as punições não eram aplicadas, mesmo em casos claros de discriminação.
A“Lei Caó”, de 1989  , tipificou o crime de racismo no Brasil.  Hoje, esse crime é imprescritível e inafiançável no país. Além da “Lei Caó”, há a injúria racial (Art. 150, CP), utilizado nos casos de ofensa à honra pessoal, valendo-se de elementos ligados à cor, raça, etnia, religião ou origem.
No caso da inclusão dos negros no sistema educacional brasileiro, foi criada a Lei 12.711/12  , que determina a criação  cota de vagas em universidades públicas para a população negra.
Para maior presença no campo de trabalho, foi determinada, também, uma cota relacionada a concursos públicos, através da Lei 12.990/14. 20% das vagas oferecidas nos concursos são destinadas aos negros.
POLÊMICAS
Desde sua aplicação, o sistema de cotas instaurado no Brasil provocou muitas manifestações contrárias. Uma parte dos vestibulandos e candidatos a concursos alegam inconstitucionalidade, apoiados por alguns juristas e juízes brasileiros. Entretanto, o STF manifestou-se unanimemente a favor da constitucionalidade da medida.
Além do problema em relação às cotas, os negros são alvos recorrentes de racismo, seja ele de forma velada ou explícita. Exemplos, infelizmente, muito comuns são:
·          Jogadores de futebol chamados de “macacos” em estádios;
·          Mensagens ofensivas destinadas a atores, jornalistas e atletas negros através das redes sociais – como o caso nacionalmente conhecido, relacionado à jornalista Maria Júlia Coutinho (Maju, apresentadora de meteorologia do Jornal Nacional, Rede Globo);
·          Alunos em idade escolar alvo de preconceito por seus cabelos.
São apenas uma pequena amostra de como o racismo ainda persiste na cultura brasileira, mesmo sendo um país de tanta diversidade cultural e étnica.
E você, o que achou deste conteúdo sobre a história do Movimento Negro? Deixe sua opinião nos comentários! Também queremos saber se você é contra ou a favor às cotas raciais. Mas antes de responder a esta questão tenha certeza que leu nosso  conteúdo sobre cotas raciais aqui.


Publicado em 22 de agosto de 2016.
Ana C. Salvatti Fahs
Acadêmica do curso de Ciências Políticas, aprovada e certificada nos cursos Moral Foundations of Politics/Yale University e Intercultural Communication and Conflict Resolution/University California, Irvine – plataforma Coursera.

“Esse cidadão não gosta de povo”, diz Leci Brandão sobre William Waack

Deputada LECI BRANDÃO
Deputada estadual pelo PCdoB afirma que não se surpreendeu com a postura do âncora: “Ele sempre demonstrou grande antipatia por temas relacionados aos mais pobres, aos negros”.
Da Redação
O vídeo vazado do apresentador William Waack, no qual ele tece considerações racistas, desagradou, mas não surpreendeu a deputada estadual Leci Brandão (PCdoB). “Assisti ao vídeo e vou ser muito objetiva sobre esse assunto: para mim, não é surpresa. Ele sempre demonstrou grande antipatia por temas relacionados aos mais pobres, aos negros. Esse cidadão não gosta de povo. Aliás, está no semblante dele na bancada daquele jornal. Ao que parece, ele simpatiza apenas quando os temas tratam da elite, dos banqueiros”, disse a deputada em entrevista à Fórum.

Globo afasta Waack de suas funções e diz que iniciará “conversas com ele sobre os próximos passos”

A Globo emitiu nota sobre o vazamento do vídeo em que Waack faz declarações racistas:

A Globo emitiu nota sobre o vazamento do vídeo em que Waack faz declarações racistas:
“A Globo é visceralmente contra o racismo em todas as suas formas e manifestações. Nenhuma circunstância pode servir de atenuante. Diante disso, a Globo está afastando o apresentador William Waack de suas funções em decorrência do vídeo que passou hoje a circular na internet, até que a situação esteja esclarecida.
Nele, minutos antes de ir ao ar num vivo durante a cobertura das eleições americanas do ano passado, alguém na rua dispara a buzina e, Waack, contrariado, faz comentários, ao que tudo indica, de cunho racista. Waack afirma não se lembrar do que disse, já que o áudio não tem clareza, mas pede sinceras desculpas àqueles que se sentiram ultrajados pela situação.
William Waack é um dos mais respeitados profissionais brasileiros, com um extenso currículo de serviços ao jornalismo. A Globo, a partir de amanhã, iniciará conversas com ele para decidir como se desenrolarão os próximos passos.”
Fonte: DCM - Diário do Centro do Mundo

Ou a Globo demite Waack ou vira cúmplice do racismo de um dos jornalistas mais detestados do Brasil. Por Kiko Nogueira

Por 
Kiko Nogueira
Este texto foi atualizado
A Globo está numa sinuca de bico com o vídeo em que William Waack, em frente à Casa Branca, impaciente com as buzinadas que invadiam o estúdio, comenta no ouvido de Paulo Sotero, diretor do Wilson Center — centro de estudos de geopolítica:
“Tá buzinando por quê, seu merda do cacete? Não vou nem falar, porque eu sei quem é… é preto. É coisa de preto. Com certeza”.
O desfecho mais óbvio é fazer Waack ajoelhar no milho e pedir desculpas. Em seguida, demiti-lo. Vale uma suspensão. Mas tudo é possível ali. 
Provavelmente, uma sindicância será instaurada para saber como as imagens vazaram e quem vazou. A transmissão é do ano passado, na cobertura das eleições americanas, e será difícil achar o autor.
A “piada” de WW, que deixou seu interlocutor constrangido, é típica do sujeito que fala isso toda hora. Aquela sordidez foi apenas uma que foi ao ar.
O episódio deixa evidente que Waack não é detestado apenas fora da emissora — a raiva que guardam dele também está no coração de seus colegas.
Quem vazou sabia o que fazia e lavou a alma de milhões de pessoas.
A reação da internet, pedindo sua cabeça, mostra o tamanho do ódio a ele. Ódio kármico.
Waack tornou-se um monstro ao longo do processo de impeachment de Dilma. A arrogância, o rancor que demonstrava o colocaram no padrão de um Jabor.
Dilma era “insignificante e cúmplice de ditaduras”. Liderava o “bloco do fracasso”.
Na GloboNews, dedicou um programa inteiro a uma declaração que Dilma não deu, a de que “as forças ocidentais deveriam dialogar com o Estado Islâmico”.
Num rompante, ao vivo, se exaltou: “manda ela calar a boca”. Ela e Lula eram “mentirosos”. Suas diatribes foram reproduzidas orgiasticamente pelo MBL num canal canalha no YouTube.
Mas com Dilma podia.
Como vão ficar seus pingue pongues com Eraldo Pereira? Imaginemos que Eraldo, num surto, cravasse: “É coisa de judeu”. E então?
A situação fica ainda mais patética diante do best seller “Não Somos Racistas”, de seu chefe Ali Kamel, uma tese alucinada jogada no lixo por uma das estrelas da casa.
Ex-companheiros de Waack relatam que ele não era assim. Virou um kataguiri com o antipetismo cafajeste e deram-lhe corda — até ele se enforcar.
Como diz o jornalista Palmério Dória, a máscara mortuária de Waack está mais exposta do que nunca. Faltava ser enterrada.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

COMPOSIÇÃO FERROVIÁRIA APRESENTA CANTUS QUATRO E CLAUDIO NUCCI NA ÚLTIMA EDIÇÃO DE 2017

arte digital nucci e cantus 4 composicao 1000pix

O Composição Ferroviária, projeto que traz grandes nomes da música brasileira aos domingos na Antiga Estação Mogyana, tem muito a celebrar em 2017. Cinco edições persistindo na boa música acolhendo a comunidade de Poços de Caldas e região – chegando a receber turistas de cidades até 300km distantes, respeitando o público que tem conquistado ao longo de suas 18 edições em 4 anos de realizações e o riquíssimo patrimônio histórico que a nossa estação representa.
A quinta edição deste ano será no dia 12 de Novembro. Semelhante à edição do ano passado, quando o projeto juntou dois grupos vocais em uma só apresentação, a proposta aqui se repete, celebrando o reencontro de Cláudio Nucci que produziu o primeiro CD do Cantus Quatro.
Não há como negar a influência do Boca Livre, do qual Claudio Nucci fez parte, na música do Cantus Quatro ou de qualquer grupo vocal brasileiro de qualidade. O Boca Livre com seu estilo refinado, se destacou por suas composições e releituras. Seus arranjos fogem da métrica convencional utilizada por outros grupos, através do uso de acordes vocais dissonantes e revezamentos nos solos. Fizeram turnês nos EUA e na Europa e parcerias com nomes como Milton Nascimento, Edu Lobo e Tom Jobim. Nucci esteve presente na maior parte da história do Boca Livre, mas tem também sua carreira solo, pontuada pela produção de diversos CDs e turnês pelo mundo. O Cantus Quatro é formado por quatro jovens músicos sulmineiros, todos instrumentistas, professores e cantores. O berço favorável de grandes talentos vocais e intensa produção musical de gêneros diversos e criatividade infinita, fez nascer em 2005, em Pouso Alegre, um movimento que chamou a atenção de jovens e agregou os saudosos da boa música. Em 2012 veio o primeiro CD, Cantus Quatro (produzido por Claudio Nucci), e shows de lançamento que repetiram o sucesso a cada nova apresentação. O grupo exibe em seu repertório composições próprias, ao sabor das canções mineiras, um elaborado garimpo de compositores regionais e locais, além de releituras de clássicos de Lô Borges, Renato Russo e 14 Bis. A apresentação tem também a participação especial da cantora Dri Gonçalves.
O Composição Ferroviária acontece no Domingo, dia 12 de Novembro, as 10h da manhã, pontualmente, na Antiga Estação Mogyana de Poços de Caldas.
O projeto é produzido pela Mecenaria Brasil (dos produtores Wolf Borges e Jucilene Buosi) e tem o patrocínio da Secretaria Municipal de Turismo de Poços de Caldas, além do apoio da Cristais Cá D’oro, StartOutdoor, Tenda do Habibi e Poços de Caldas Convention e Visitors Bureau.
Fonte> BRASIL CULTURA