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sábado, 28 de outubro de 2017

EXTENSÃO - Projeto de extensão do Campus Currais Novos destaca a cultura local

Projeto de extensão do Campus Currais Novos destaca a cultura local
Festa de Nossa Senhora do Rosário na comunidade da Boa Vista dos Negros
No último dia 14 de outubro (sábado) a coordenadora de extensão Cristiane de Brito e o professor Duarte Júnior (sociologia) participaram das comemorações da Festa de Nossa Senhora do Rosário na comunidade da Boa Vista dos Negros. Trata-se de uma festa que afirma a cada ano sua tradição e as memórias de sua população no universo cultural da região Seridó. A apreciação do evento foi possível devido ao desenvolvimento do projeto de extensão “Revelando histórias do Seridó negro” coordenado pelo professor Duarte através de oficinas e vivencias em fotografia com o objetivo de estimular crianças, jovens e adultos a registrarem o cotidiano e as festas da comunidade.
O projeto aprovado por meio do Edital 02/2017-PROEX-IFRN tem como objetivo principal o desenvolvimento cultural e busca conhecer e reconhecer histórias das populações negras da região Seridó. Através de metodologias da imagem e da voz que retratam a vida cotidiana, busca dar visibilidade à cultura negra seridoense materializando-a em uma exposição fotográfica que ocorrerá ao final do projeto.
Sendo ainda desenvolvido pelas estudantes Natália Yolanda e Marília Gabriela do curso de Manutenção e Suporte em Informática do campus Currais Novos e bolsistas do projeto, firmou-se uma parceria com a Associação Comunitária, na pessoa de sua responsável, Maria do Socorro, através do que tem sido possível a realização do projeto. Já somam pontos positivos a doação de dois computadores e equipamentos, bem como o conserto de mais seis pertencentes à associação, que será de importância para o desenvolvimento desse e de outros projetos.
A equipe do projeto acredita que “Revelar histórias de Seridó negro” significa reconhecer a diversidade de expressões culturais da região, compartilhar vozes e gerar consciência étnica, desconstruir preconceitos, construir o sentimento mútuo de respeito e pertença, e com isso promover desenvolvimento cultural.
Fonte: IFRN - CURRAIS NOVOS

CULTURA: Leitor é quem faz a mídia independente

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O exemplo da França
Do Facebook da Carta Maior:

Mídia honesta depende cada vez mais dos leitores

Os meios de comunicação não são empresas como as outras e produzem um bem público, a informação, necessária ao bom funcionamento da democracia
Por Leneide Duarte-Plon, de Paris
Com o desmoronamento da receita publicitária, jornais e revistas, impressos ou online, se deparam com a questão : "Como financiar as redações na produção de uma informação de qualidade e independente"? Honesta sobretudo, no caso do Brasil.
O slogan do mais conhecido e respeitado jornal online francês, Mediapart, resume a situação: “Mediapart, somente nossos leitores podem nos comprar”. Ele não tem publicidade e vive da assinatura dos seus mais de cem mil leitores. Criado em 2008 por Edwy Plenel, ex-diretor da redação do Le Monde, Mediapart é um verdadeiro jornal online, pure player, com uma redação de mais de 35 jornalistas.
O maior argumento publicitário do Mediapart é sua independência. Uma publicidade recente para ampliar o número de leitores perguntava: "a quem pertence seu jornal? A quem o possui? Aos que anunciam nele? Aos que defendem seus interesses? Aos que o leem? Mediapart, somente nossos leitores podem nos comprar".
Qual o papel dos leitores de jornais e revistas nesse momento de crise da imprensa e de crise político-econômica no Brasil? O que pode ser feito para que revistas, jornais e blogs independentes não morram?
Essas perguntas foram respondidas pela economista Julia Cagé no livro "Sauver les médias" ("Salvar os meios de comunicação", editora La République des idées). Por coincidência nefasta, o livro chegou às redações dos jornais franceses no dia em que dois homens invadiram a redação do semanário Charlie Hebdo matando quase toda a redação em plena reunião de pauta. Era 7 de janeiro de 2015.
Por coincidência feliz, Charlie Hebdo – que vinha perdendo leitores progressivamente e estava à beira da falência – foi salvo pelo grande élan de generosidade que se avolumou em dons que atingiram mais de 4 milhões de euros. Os números de exemplares vendidos antes do atentado oscilavam em torno de 30 mil e o chamado "número dos sobreviventes", que saiu dia 14 de janeiro, vendeu 7.950.000 exemplares. Ninguém poderia esperar esse resultado.
O excesso de euros doados – vindos de particulares e de empresas com vantagens de isenção fiscal segundo a lei francesa – chegou a criar um novo problema para a redação sobrevivente. Tiveram de reestruturar a estrutura jurídica do jornal.
Uma das ideias defendidas por Cagé em seu livro é exatamente que os leitores podem financiar e participar da gestão de jornais independentes do poder econômico. Charlie Hebdo não criou exatamento o que Cagé – doutora pela Universidade de Harvard e professora de economia do Instituto de Ciências Políticas (Sciences Po) de Paris – preconiza : o financiamento por pequenos doadores com participação nos destinos do jornal. Ela chama a isso de "société de média à but non-lucratif" (sociedade de mídia sem fins lucrativos).
A informação é um bem público, necessário à democracia
Uma das ideias mais interessantes e fundamentais do livro é que como a mídia produz um bem público, a informação, reconhecida como necessária ao bom funcionamento da democracia, os meios de comunicação não são empresas como as outras. Idealmente, se a imprensa com o que veicula, a informação, pode ser considerada como um bem público, ela deveria fazer parte do setor da "economia do conhecimento" tanto quanto a escola, os cinemas, as bibliotecas e os museus.
Ora, na França esses setores citados, incluindo neles a pesquisa e o ensino superior, recebem 10% do PIB. Mas na realidade francesa a imprensa está fora do PIB citado porque é um setor privado, ainda que os jornais recebam do governo o que se chama de "ajuda direta à imprensa escrita".
Em 2013, esse total foi de 400 milhões de euros e entre os títulos, de direita e de esquerda, que mais receberam a subvenção governamental estavam entre os vinte primeiros, em ordem decrescente : Le Figaro, Le Monde, Aujourd’hui en France, Ouest France, La Croix, Télérama, Libération, Le Nouvel Observateur, Télé 7 Jours, L’Humanité e L’Express. O primeiro da lista recebeu 16 milhões de euros e o último pouco mais de 6 milhões de euros.
"Na França consideramos que a educação não pode ser vendida porque é um bem público. Precisamos pensar a produção de informação da mesma maneira. A mídia pertence à iniciativa privada mas não pode ser considerada como qualquer empresa com fins lucrativos. Na sociedade de mídia de fins não lucrativos que menciono no livro, o voto dos pequenos acionistas é ampliado", explica Julia Cagé.
Charb, diretor do jornal Charlie Hebdo, um dos mortos no atentado, inspirou uma lei adotada no ano passado para "a modernização do setor de mídia". A lei prevê a dedução de impostos de dons de particulars às empresas de mídia de menos de 50 assalariados. O governo fixou dois níveis de abatimento fiscal : 30% do total doado para títulos da "imprensa de informação política e geral" e até 50% quando esse investimento diz respeito a "empresas solidárias de mídia".
100 anos de compromisso apenas com o leitor
O mais respeitado e sólido impresso francês de sátira, Le Canard Enchaîné, completou este ano 100 anos em março vivendo apenas das vendas em bancas. Lançado em março de 1916, numa Europa devastada em plena 1ª Guerra Mundial, o jornal não tem nenhuma publicidade. O número que comemorou os cem anos intitulava : "no caminho para o bicentenário" (En route pour le bicentenaire!).
Como resistir 100 anos sem publicidade? O segredo do jornal é aliar a sátira e desenhos humorísticos ao verdadeiro jornalismo. Frequentemente, o "Canard" dá furos nos outros jornais, que o citam em matérias apuradas a partir de histórias levantadas pelo jornal satírico.
Um pouco mais velho que o "Canard", o centenário L’Humanité (fundado em abril de 1904), já foi o órgão oficial do Partido Comunista Francês e hoje é apenas o melhor jornal independente, que sobrevive sem os milhões da casta financeira que se apropriou de parte da imprensa francesa. "Nosso objetivo é dar a informação mais ampla e exata a todas as inteligências livres para que tenham condições de compreender e julgar por elas próprias os acontecimentos do mundo", dizia no editorial do primeiro número seu fundador, Jean Jaurès.
Libération e Le Monde pertencem a bilionários que, no entanto, não interferem na liberdade da redação. A total autonomia da redação garante o bom jornalismo de centro-esquerda praticado pelos dois jornais.
Franceinfo, o allnews da TV pública
Como a BBC, o serviço público francês audiovisual tem agora seu canal de informação 24 horas. Dia 1° de setembro, o canal Franceinfo começou a funcionar e de repente deixou seus concorrentes parecendo jurássicos.
O canal público inovou na posição dos apresentadores, que não ficam mais sentados mas percorrem o estúdio e se servem dos mais modernos elementos de tecnologia. Os jornalistas fazem parte do grande serviço público francês de informação que conta com as holdings France Télévisions e Radio France. Elas dispõem de diversas estações de TV e rádio e têm a Maison de la Radio como base.
Os canais franceses de TV 24 horas de repente ficaram parecendo ultrapassados e demasiadamente comerciais. Os franceses têm agora um canal do serviço público digno do canal allnews da BBC.
No panorama francês de mídia sem publicidade, o jornal impresso semanal Le UN comemorou o número 100 em seu segundo ano de vida. Fundado por Éric Fottorino, ex-diretor da redação do Le Monde, Le Un é uma agradável revista político-cultural para quem quer complemento à imprensa tradicional.
Quanto à internet, segundo o Instituto Reuters de Estudo do Jornalismo da Universidade de Oxford, 44% dos internautas se informam pelo Facebook, que conta com 1 bilhão e 700 milhões de utilizadores.
O desafio é não se contentar com o Facebook e ir buscar a informação nos sites independentes do grande capital, cada vez mais numerosos e mais fortes.
A saúde e a sobrevivência deles depende dos leitores, que os sustentam com a leitura e colaboração financeira como forma de militância cidadã.

Fonte: CONVERSA AFIADA

A natimorta reforma trabalhista


Até o xarope Sistema S reconhece natimorta a reforma trabalhista que entrará em vigor no próximo dia 11.

Juízes, desembargadores e ministros do Trabalho já avisaram que não aplicarão as novas regras contidas na Lei 13.467/2017 por entendê-las inconstitucionais.

Os trabalhadores, por sua vez, incluem “cláusulas de salvaguardas” nos acordos coletivos com as empresas para se protegerem de retrocessos.

Evidentemente que a “desaplicação” da reforma trabalhista encontra mais eco nas categorias com maior tradição de organização e mobilização.

Mas, regra geral, entrou água na reforma trabalhista de Michel Temer. E não foi por falta de aviso.

Fonte: http://ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br

Os grafiteiros e a valorização da arte urbana no Brasil

Mural em Manaus
Foto: Instagram - @amazon_urb
Os grafiteiros Rogério Arab e Barbara Goy falam ao GGN sobre os desafios da disseminação do grafiti e a importância do apoio popular para o movimento.

Por Ana Gabriela - Especial para o Jornal GGN
 
Jornal GGN -  As questões que envolvem as diferentes vertentes da arte urbana ganhou novo tom no início deste ano, quando as discussões em torno do grafiti e dos espaços conquistados para a pintura vieram à tona. O desnível na valorização do movimento grafiteiro é claro: enquanto capitais, como Manaus, vêm ganhando novas cores, outras acabam perdendo para o cinza, o que aconteceu com São Paulo na exclusão do maior mural de graffiti a céu aberto da América Latina. 
 
O poder público é a peça principal na disseminação do grafiti, é quem apoia e libera os espaços que podem ser preenchidos. Mas é a repercussão da arte em sociedade que dá força ao movimento.”A população é carente de arte ao extremo, ela não sabe como identificar uma arte e, infelizmente, a gente deu alguns passos para trás nesse último ano. Falta participação tanto da população quanto do poder público”, diz a artista plástica Barbara Goy, uma das grafiteiras que participou na criação do mural apagado em São Paulo. 
 
 
No início de 2017, com os murais que ocupavam a Avenida 23 de Maio, em São Paulo, cobertos por tinta cinza, os artistas não hesitaram em se manifestar. A população se contentou com a justificativa da gestão pública, que alegou ter apagado as pinturas porque estavam danificadas ou com pichações. Depois desse episódio, a disseminação do grafiti se tornou um desafio na capital. “Essa gestão está dificultando o nosso trabalho. Hoje, eu tenho muito mais dificuldade pra trabalhar e para realizar os projetos particulares.”, diz Barbara ao GGN.
 
Já o cenário que envolve Manaus, no norte do país, apresenta resultados positivos quando o assunto é grafiti. Com uma iniciativa da prefeitura, pontos urbanos foram revitalizados com novas formas e cores sob o tema “Amazônia”: muros foram invadidos por desenhos de índios, plantas e animais encontrados na floresta. 
 
“O apoio do poder público para disseminar a arte urbana em Manaus foi essencial. Nós artistas tínhamos potencial, estilo e conceito para apresentar um trabalho e não tínhamos suporte, estrutura e condições financeiras. Com esse projeto nós conseguimos o suporte necessário. A repercussão vem através do talento de cada artista e com o apoio do poder público, o casamento é perfeito.”, destaca o grafiteiro Rogério Arab, responsável por alguns dos desenhos espalhados em Manaus. 
 
O projeto na capital do Amazonas foi dividido em fases e a deste ano já foi finalizada. Entre a população a repercussão dos murais, de maneira geral, é positiva. Para os artistas envolvidos, o trabalho ajudou na emancipação de suas carreiras, na visibilidade das pinturas e do movimento como um todo.
 
“Hoje, Manaus se integra nacionalmente às grandes capitais em relação a arte urbana e, por fora, ainda consegue abranger a América do Sul, países como Peru, Colômbia e Venezuela estão acompanhando os trabalhos desenvolvidos aqui e isso é só um primeiro passo para que, futuramente, artistas locais, tanto de Manaus - do interior, quanto de todo norte, tenham uma carreira promissora, espalhando suas artes pelo mundo”, complata Arab, em entrevista ao GGN.
 
MAR
 
Diante da repercussão paulista em torno do programa Cidade Linda, que apagou o mural pintado por cerca de 200 artistas na Avenida 23 de Maio, o prefeito então decidiu apoiar e lançar o Museu de Arte de Rua - MAR, iniciativa de uma comissão independente. Já em sua segunda edição, o projeto acabou contando com a participação de artistas contrários à atual gestão.
 
”Respeito quem participou e admiro quem fez o projeto. São poucas as pessoas que tiveram coragem, bateram no peito e foram lá. Não sou a favor do Doria e da sua postura perante ao grafiti, mas independente da minha posição, independente de comissão, estamos lutando pelo grafiti”, afirma Barbara Goy.

Fonte: jornalggn.com.br

Violeta Parra, a chilena que conquistou o mundo

Violeta Parra, a chilena que conquistou o mundo

Auguste Comte (1798-1857)
Sociologia
Quando Auguste Comte (1798-1857) e Émile Durkheim (1858-1917) procuram formular as leis que regem a organização social, a especulação filosófica sobre a sociedade transforma-se em sociologia, ciência que pode ser sumariamente definida como o estudo da sociedade humana e de suas instituições.
Podemos, assim, verificar que a sociologia nasce mesmo é como conseqüência das profundas transformações geradas pela Revolução Francesa e pela Revolução Industrial. É a formação da sociedade capitalista “que impulsiona uma reflexão sobre a sociedade, sobre suas transformações, suas crises, seus antagonismos de classe”.
Ou seja: na Europa, duas condições precedem o aparecimento do pensamento sociológico:
· uma secularização de atitudes e dos modos de compreender a natureza humana, a origem e o fundamento das instituições
· um processo de racionalização que projeta na esfera da ação coletiva a ambição de conhecer, explicar e dirigir os acontecimentos e a vida social.
5. Comte e a Instauração do Espírito Positivo Vamos exemplificar este processo com uma síntese do pensamento de Comte, que, abalado com a os resultados mais radicais da Revolução Francesa, e considerando que a humanidade se encontrava numa fase de desorganização social perigosa, propõe uma nova ordem social que deve nascer de um sólido espírito positivo em oposição ao espírito negativo do Iluminismo, segundo seu parecer.
Comte estrutura seu pensamento em torno de três temas básicos que são: uma filosofia da história, uma classificação das ciências e uma reforma das instituições.
A filosofia da história de Comte pode ser resumida na sua lei dos três estágios ou três fases pelas quais o espírito humano passou historicamente: a teológica, a metafísica e a positiva. Na fase teológica, o homem, impotente diante dos fenômenos naturais, apela para seres sobrenaturais aos quais atribui sua origem. Isto se dá na Idade Antiga. Na fase metafísica, o homem, mais habituado ao manejo da racionalidade, passa a atribuir a causa dos fenômenos naturais a forças da natureza, incontroláveis do ponto de vista prático, mas passíveis de serem pensadas de modo abstrato. Isto ocorre na Idade Média. Na fase positiva, já presente entre os gregos e que agora reaparece com Bacon, Galileu e Descartes, o homem abandona a consideração das causas dos fenômenos, que era uma atitude teológica ou metafísica, e põe-se a pesquisar as suas leis, entendidas como relações constantes entre os fenômenos.
Em suas palavras: “O caráter fundamental da filosofia positiva é tomar todos os fenômenos como sujeitos a leis naturais invariáveis, cuja descoberta precisa e cuja redução ao menor número possível constituem o objetivo de todos os nossos esforços (…) Cada um sabe que, em nossas explicações positivas, até mesmo as mais perfeitas, não temos de modo algum a pretensão de expor as causas geradoras dos fenômenos, posto que nada mais faríamos então além de recuar a dificuldade. Pretendemos somente analisar com exatidão as circunstâncias de sua produção e vinculá-las umas às outras, mediante relações normais de sucessão e de similitude”.
A classificação das ciências é o segundo tema básico de Comte, que, partindo da que julga mais simples, as ordena de acordo com sua complexidade: matemática, astronomia, física, química, biologia e sociologia. A sociologia, no topo da classificação, é para Comte “a única meta essencial de toda filosofia positiva, considerada de agora em diante como formando, por sua natureza, um sistema verdadeiramente indivisível, em que toda decomposição é radicalmente artificial, sem ser aliás, de modo algum, arbitrária, já que tudo se reporta finalmente à Humanidade, única concepção plenamente universal”.
O terceiro tema básico da filosofia de Comte é a reforma das instituições que tem seus fundamentos teóricos na sociologia. Diz Comte que “conforme o sentimento, cada vez mais desenvolvido, de igual insuficiência social que hoje oferecem o espírito teológico e o espírito metafísico, os únicos até agora a disputar ativamente um lugar ao sol, a razão pública deve encontrar-se implicitamente disposta a acolher o espírito positivo como a única base possível para uma verdadeira resolução da anarquia intelectual e moral, que caracteriza sobremaneira a grande crise moderna”.
E acrescenta um pouco mais adiante: “Não se pode primeiramente desconhecer a aptidão espontânea dessa filosofia a constituir diretamente a conciliação fundamental, ainda procurada de tão vãs maneiras, entre as exigências simultâneas da ordem e do progresso (…) Para a nova filosofia, a ordem constitui sem cessar a condição fundamental do progresso e, reciprocamente, o progresso vem a ser a meta necessária da ordem (…) Especialmente considerado, em seguida, no que respeita à ordem, o espírito positivo apresenta-lhe hoje, em sua extensão social, poderosas garantias diretas, não somente científicas mas também lógicas, que poderão logo ser julgadas muito superiores às vãs pretensões duma teologia retrógrada…”.
Ou seja: para o conservador Comte, como a Revolução Francesa destruíra as instituições sociais por ter sido negativa e metafísica em seus pressupostos, mas ao mesmo tempo tinha sido necessária para superar as anacrônicas instituições políticas e sociais ainda teológicas, só uma nova elite científico-industrial seria capaz de instaurar o espírito positivo na organização social e política, fazendo com que as ciências se tornassem bem comum.
Este anseio por uma reforma intelectual e social levou Comte a desenvolver, nos últimos quinze anos de sua vida, uma religião da humanidade, com novo calendário, cujos meses tinham os nomes de grandes figuras da história do pensamento, com dias santos, em que se deveriam comemorar as obras de Dante, Shakespeare, Adam Smith e outros, e com novo catecismo, que substitui Deus pela Humanidade. A Igreja Positivista do Brasil existe até hoje no Rio de Janeiro, nossa bandeira tem o lema comteano “Ordem e Progresso” e a Constituição de 1891 foi fortemente influenciada pelos positivistas.
O surgimento da Sociologia e o Socialismo
Europa, final da Idade Média, crise do Modo de Produção Feudal. Classicamente, se diz que o Modo de Produção entrou em contradição com os interesses das Forças Produtivas. Naquele caso, embora a densidade demográfica crescesse assustadoramente, de nada adiantava produzir mais porque o excedente não iria para aqueles deles necessitados; iria engordar ainda mais os cofres da Nobreza…
As pessoas começam a se rebelar, fogem dos feudos (a que eram “presas” por laços de honra) e passam a roubar ou com parcos recursos comprar bens baratos a grandes distâncias vendendo-os mais caro onde eram desejados – ressaltem-se as famosas “especiarias” -, ou seja, na Europa. A prática do lucro era condenada pela Igreja Católica, a maior potência do mundo à época. Mas para os fugitivos dos feudos, fundadores de burgos, que serão mais tarde chamados de “burgueses”, não restava outra alternativa exceto a atividade comercial voltada ao lucro, tida como “desonesta” por praticamente todas as culturas e civilizações do mundo a partir de todos os pontos de vista éticos.
O capitalismo era como um pequenino câncer que surgiu no final da sociedade feudal. Foi crescendo, crescendo e hoje, a burguesia e seus interesses comerciais se sobrepõem ao ser humano numa infecção que contamina todo o planeta. Aquelas sociedades que buscam a cura para este mal são “reconvertidas” ao satanismo pagão de holocaustos ao deus-mercado através de diversas formas de pressão e, no limite, uso da força física, como ocorreu no Chile de Salvador Allende e, mais recentemente, no Afeganistão – um com proposta socialista, outro com proposta islâmica; ambos intoleráveis hereges dentro do fundamentalismo de mercado.
Era fundamental reorganizar a sociedade de maneira a que os novos donos da riqueza fossem também os donos do poder. Surge uma nova religião para reforçar uma ética mais consentânea com os tempos cambiantes: surge o protestantismo. Os padres diziam nas missas – embora sua prática fosse bem outra… – ser “mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus”, reiterando serem pecaminosos aqueles que praticavam a cobrança de juros, lucros… “Usurários”, enfim, eram todos enfileirados no caminho que conduz ao fogo do inferno. Por outro lado começam a surgir ex-padres, agora pastores que passam a informar: “se a mão de Deus estiver sobre a sua cabeça, você prosperará imensamente nesta terra; nisso você verá um sinal de estar sendo por ele abençoado”… Se você tivesse enriquecido à beça na base do comércio lucrativo, ou do empréstimo a juros, preferiria o discurso do padre (vale repetir, em contradição com a sua prática) ou o do pastor? Assim cresceram as seitas protestantes pelo mundo afora.
Politicamente a burguesia endinheirada sentia-se lesada tendo de pagar tributos à antiga nobreza, agora praticamente falida. No início compravam títulos de nobres aos de antiga linhagem – que os discriminavam! – a seguir passaram a pensar em alternativas mais radicais (ser radical é ir à raiz e a burguesia foi radical no período de suas glórias revolucionárias!) como convocar os trabalhadores a uma aliança contra a nobreza e implantar um novo tipo de regime político, muito mais interessante e lucrativo para a burguesia, a “república”. Os burgueses convocaram seus empregados, desempregados e desesperados, superiores em número, para uma aliança contra a nobreza ou “antigo regime” e, após muitos percalços, saem-se vitoriosos. Agora, “duque”, “king” e “marquesa” passam a ser nomes de animais domésticos da burguesia! O passo seguinte foi agradecer e condecorar trabalhadores, desempregados e desesperados e mandá-los de volta a seus trabalhos, a seus desempregos e a seu desespero.
Estes, à medida que se conscientizavam de que foram usados para uma troca de poder que em absolutamente nada lhes beneficiou começam a organizar-se em sindicatos e outras agremiações classistas, por vezes secretas, maçônicas mesmo, por vezes aberta mas sempre e imediatamente proclamadas ilegais ou heréticas e perseguidas por todo o aparato estatal e religioso que a burguesia podia colocar em marcha!
Karl Marx
Originário da Renânia, um pedaço da enorme colcha de retalhos que mais tarde constituiria a Nação Alemã, filho de burgueses e educado no mais rigoroso protestantismo, incrivelmente perspicaz, cedo percebeu que enquanto houver neste mundo gente que se alimenta e gente que passa fome, enquanto houver opressores e oprimidos a espécie humana inteira estará refém da insânia. Chegou à conclusão de que somente a partir do ponto de vista de quem não tem absolutamente nada a perder se pode almejar a vislumbrar a verdade. Adotando o ponto de vista dos trabalhadores criou um ferramental intelectual inédito e até hoje imbatido para a compreensão do Real. Com base no socialismo chamado “utópico” dos franceses, da filosofia clássica alemã (em particular o materialismo de Feuerbach e a dialética de Hegel) e a economia clássica inglesa construiu o MATERIALISMO DIALÉTICO, filosofia voltada não apenas à ascensão da classe trabalhadora ao poder, mas à libertação de toda a espécie humana de toda a classe de opressão e exploração.
Dialética
Há muito o que dizer e em que refletir sobre a Dialética; menciono apenas dois pontos…
Movimento: Tudo está em movimento, tudo se transforma, freqüentemente em seu contrário… É como as nuvens no céu: você olha, está de um jeito; olha novamente, a configuração já mudou completamente.
A essência é mais significativa que a aparência: Este postulado fez com que a Dialética ficasse conhecida como “Filosofia Negativa”, pois buscava a compreensão do que está para além da superfície, do “Positivo”, da mera aparência fenomênica de alguma coisa.
Augusto Comte e a “Física Social”
Evidentemente era necessário que a burguesia também produzisse uma teoria em defesa de seus pontos de vista e poucos foram tão brilhantes – e influenciaram tanto a nossa combalida Nação – quanto o positivismo.
Era necessário olvidar a essência e trabalhar com o que é perceptível aos sentidos físicos mais grosseiros e imediatos. Era necessário esquecer a “filosofia negativa” e, voltando ao reino das aparências criar uma filosofia capaz de compreender o social com tanta precisão quanto a matemática ou a física – que hoje sabemos também serem imprecisas…
Eivado de motivos nobres, impregnado de boas intenções, aquelas mesmas que pavimentam todas as estradas do inferno, Comte pregava a necessidade de “libertar o conhecimento social de toda a ingerência filosófica”, como se isso fosse possível… Mas… Se o fosse? Seria desejável? Se a filosofia responde a muitas questões que dizem respeito ao ser do homem no mundo, qualquer ciência que se volte a compreender o homem “afastando a ingerência filosófica” tende mais a falsear a compreensão do ser humano do que a compreendê-lo. Falando claramente: para que uma ciência humana mereça ser chamada de “científica”, tem de ser filosófica! O oposto disso é simplesmente fechar os olhos ao que constitui o SER do homem…
Mas Comte e seus discípulos criaram um sistema “científico” voltado a conciliar o inconciliável: a Luta de Classes. Olvidando totalmente a existência concreta de interesses antagônicos na Sociedade Burguesa, a Luta de Classes, busca integrar a todos em torno do ideal ou meta burguesa – “integralismo”, por sinal, tem esta raiz… –; crescendo por etapas ou degraus seria possível chegar-se a uma precisão “científica”, não filosófica, acerca da sociedade e do ser do homem. Os positivistas contemporâneos, que já percebem as falhas do positivismo clássico, mantêm suas mesmas raízes, suas mesmas motivações – “conciliar Capital e Trabalho”, “que os ricos sejam mais ricos para que, através deles os pobres sejam menos pobres”, e outras idiotices só críveis porque repetidas em altos brados e ad nauseam
Durkheim e “As Regras…”
Discípulo genial de Comte, Émile Durkheim sistematizou algumas de suas idéias e foi o primeiro a usar efetivamente a expressão “Sociologia” para referir-se ao estudo em pauta, que seu mestre ainda chamava de “Física Social”.
O que é fato social? Tudo o que é coletivo, exterior ao indivíduo e coercitivo, em linhas gerais.
Como compreender o fato social? Primeiro passo: “Afastar sistematicamente as pré-noções”. Como se fosse possível ao ser humano estar acima de todos os sentimentos, emoções, e “juízos de valor”… Como se a própria colocação da questão – seja ela qual for – não traga nela embutidos os juízos ou as pré-noções… Posição hoje indefensável, Durkheim tem contudo enorme valor para a Sociologia contemporânea.
Weber – a jaula de ferro do capitalismo…
Max Weber, um dos maiores gênios do século XX, filho de pastor evangélico, lutou na Primeira Guerra Mundial como capitão do exército prussiano chegou à conclusão de que é necessário não tomar partido, separar o “lugar da teoria” do “lugar da prática” em ciência política. Segundo o capitão evangélico, a inteligência deve ser livre de vínculos (em alemão, Freischwebend Intelligenz). Sua posição de professor conservador, liberal, militar e evangélico talvez explique os motivos do “acidente de trabalho” que o conduziu a uma profundíssima crise depressiva que durou quatro longos anos em que até a alimentação era levada à sua boca pela esposa. Quatro anos em que, consta, não pronunciou uma única palavra, não escreveu uma única linha. De repente, o gênio adormecido desperta para o espanto de todos e compõe uma das mais geniais obras sociológicas do século XX – “A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo”.
Georg Lukács
Húngaro, o mais notável discípulo de Weber, percebe-lhe as limitações e conduz os avanços sociológicos que esta corrente positivista havia logrado atingir ao marxismo, a que se alinha com muito maior conforto. O Clássico “História e Consciência de Classe” é um leitura obrigatória a todo aquele que queira compreender o ser humano vivendo em sociedade. O peso de sua erudição não tira o interesse do trabalho, ao contrário. Foi um dos últimos brilhos a ir mais longe que Marx dentro do pensamento marxista.
Escola de Frankfurt
É fundamental citar o lugar dos teóricos de Frankfurt, particularmente Herbert Marcuse, que resgata a Dialética Materialista com grande ênfase à Dialética. Sua grande obra ainda é “Razão e Revolução”. É nela que se defende que o grande critério a submeter o Real é a Razão Humanista. O Capital é irracional: desiguala os semelhantes e equaliza os dessemelhantes. Você vale o quanto é capaz de produzir e é avaliado não pela grandeza de sua alma e de seus valores humanos, mas do quanto você tem em bens materiais. Isso é a Destruição da Razão (em alemão, “Zerstorung der Vernunft“).
Teologia da Libertação
Segundo os grandes filósofos europeus contemporâneos, esta é a grande contribuição da América Latina em geral e do Brasil em particular ao Saber Universal. O revolucionário em busca de um mundo melhor, como Che Guevara ou o padre Camilo Torres é equiparado aos primeiros cristãos. O comunismo nascente comparado ao cristianismo também em processo de parturição no Império Romano. Assim como o Império Romano negou o cristianismo por quase 400 anos, proclamando-lhe extinto, acabado, morto e era aterrorizado pelo fantasma de seu cadáver insepulto o Capital proclama reiteradas e repetidas vezes a “morte do comunismo”. O que Weber chamava de “jaula de ferro” os Teólogos da Libertação chamam de “pessimismo defensivo” da burguesia. Em síntese, eles dizem: “não tem jeito”. “Sempre foi e sempre será assim” – preenchendo o futuro como se houvesse uma linha invisível a ligar todos os tempos, como se a Vontade humana não houvesse sido capaz de proezas memoráveis como a transformação do Império Romano num Império Cristão; a travessia do “Mar Tenebroso” que todos “sabiam” intransponível e a chegada ao Novo Mundo; os exemplos se multiplicam.
Fonte: BRASIL CULTURA

10 de Novembro - Dia Nacional de Lutas, Mobilização e Paralisação nos estados Em Defesa dos Serviços Públicos

Nacional
Fonasefe divulga jornal sobre necessidade de nova Greve Geral

O Fórum das Entidades Nacionais de Servidores Públicos Federais (Fonasefe) divulgou, nesta quinta-feira (26), uma nova edição de seu jornal. Intitulado "O Brasil precisa de uma nova Greve Geral", o jornal é um instrumento de mobilização do Fonasefe para o Dia Nacional de Lutas e Defesa de Nossos Direitos, que será realizado em 10 de novembro, com participação ativa dos servidores federais. A publicação também reforça a necessidade de intensa mobilização nesta sexta-feira (27), Dia Nacional de Lutas, Mobilização e Paralisação nos estados, Em Defesa dos Serviços Públicos, que antecede o Dia Nacional do Servidor Público.
Seminário internacional sobre esquema sistema da dívida pública ocorre em novembro
A Auditoria Cidadã da Dívida realizará, de 7 a 9 de novembro, em Brasília (DF), o Seminário Internacional “Esquema Financeiro Fraudulento e Sistema da Dívida - Criação de ‘Estatais não Dependentes’ para securitizar Dívida Ativa e lesar a sociedade”. A entidade, que tem o ANDES-SN como um de seus parceiros -, atua reivindicando a realização de uma auditoria da dívida pública no Brasil, que atualmente consome quase metade do orçamento da União. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas aqui.
Docentes se mobilizam no dia 27 em defesa dos serviços públicos
A sexta-feira (27), que antecede o Dia do Servidor Público, será um dia nacional de mobilização dos servidores públicos federais, estaduais e municipais. Diversas entidades sindicais, entre elas o ANDES-SN, realizarão atos e manifestações em todo o país, em defesa dos serviços públicos e dos direitos trabalhistas dos servidores.
Reunião conjunta dos setores do ANDES-SN aprova calendário de lutas
Em reunião conjunta entre os Setores das Instituições Federais de Ensino (Ifes) e Instituições Estaduais e Municipais de Ensino (Iees/Imes), realizada no Rio de Janeiro (RJ) no dia 19 de outubro, os docentes deliberaram por participar ativamente do dia 10 de novembro, Dia Nacional de Lutas, Paralisação e Greve, que ocorrerá às vésperas da entrada em vigor da Contrarreforma Trabalhista. Para esta data, as reuniões do final de semana definiram por encaminhar a paralisação dos docentes em unidade com as demais categorias de trabalhadores, para tanto, as seções sindicais realizarão assembleias gerais pautando a paralisação no dia 10 de novembro.
Comissão aprova que Funpresp gerencie fundos de previdência estaduais e municipais
A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP) da Câmara dos Deputados aprovou proposta que autoriza a Funpresp, fundação de previdência complementar de previdência complementar criada para os servidores federais, a administrar planos previdenciários dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. O texto aprovado é o Projeto de Lei 6088/16, do Poder Executivo, com emendas apresentadas pelo relator, deputado Daniel Vilela (PMDB-GO).
Relatório de CPI do Senado confirma que Previdência Social não tem déficit
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Previdência apresentou, nesta segunda-feira (23), o relatório final da comissão, que investigou as contas da Seguridade Social do país. A conclusão é de que a Previdência Social não é deficitária, mas, sim, alvo de má gestão. Associação e entidades como a Auditoria Cidadã da Dívida, a Associação Nacional de Auditores Fiscais da Receita Federal (Anfip) e o ANDES-SN denunciam, há anos, a farsa do "rombo na Previdência", utilizada por sucessivos governos para justificar a necessidade de contrarreforma da Previdência Social.
Diretoria do ANDES-SN repudia violência policial em ato SOS Educação Pública no RJ
A diretoria do ANDES-SN divulgou, nesta terça-feira (19), nota em repúdio à violência policial contra docentes, técnico-administrativos e estudantes que participavam da manifestação em defesa das Instituições de Ensino Superior Públicas, no dia 19 de outubro. A diretoria do Sindicato Nacional solicita às seções sindicais ampla divulgação da nota e cobra das autoridades competentes apuração dos fatos e punição aos que ordenaram e executaram a ação truculenta.
Parlamentares votam denúncia contra Temer e discutem ataques aos servidores
O destaque do plenário da Câmara dos Deputados nesta semana será a votação, na quarta-feira (25), do pedido de autorização do Supremo Tribunal Federal (SIP 2/17) para processar, por crime comum, o presidente da República, Michel Temer (PMDB), e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral). A tendência é que se repita o que ocorreu na votação da primeira denúncia, que foi rejeitada em agosto, por 263 votos contra a autorização, 223 favoráveis e 2 abstenções.
Centenas de docentes participam do Dia Nacional em Defesa da Educação Pública
Centenas de docentes, técnico-administrativos em educação, estudantes, reitores e entidades da educação e científicas, movimentos sociais, sindicais e populares, e sociedade em geral, participaram nesta quinta-feira (19), no Rio de Janeiro, do “Dia Nacional em Defesa da Educação Pública" para intensificar a luta em defesa das universidades municipais, estaduais e federais, Institutos Federais e Cefets e, também, dar visibilidade nacional à luta em defesa das instituições de ensino superior (IES) públicas. A mobilização teve início, de tarde, com o lançamento da Frente Nacional em Defesa das Instituições de Ensino Superior Públicas, na Concha Acústica do campus Maracanã da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
Seções Sindicais
Servidores estaduais potiguares protestam contra atraso de salários
Convivendo com atraso de salários e o fim da progressão funcional das carreiras, os servidores estaduais do Rio Grande do Norte realizaram uma grande manifestação na quarta-feira (25), em Natal, capital do estado. Milhares de servidores, entre eles os docentes da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), foram às ruas contra o atrasos dos salários e a falta de um calendário de pagamento.
Universidades Estaduais da Bahia aprovam indicativo de greve
Os docentes das quatro Universidades Estaduais da Bahia (Ueba) deliberaram em assembleia a aprovação de indicativo de greve. O indicativo é uma resposta à falta de disposição do governo baiano de negociar com a categoria sobre direitos trabalhistas e orçamento. O governo não apresenta nenhuma posição sobre a pauta de reivindicações dos docentes, protocolada em dezembro de 2016.
Outras Lutas
Auditores-fiscais do trabalho paralisam contra portaria sobre trabalho escravo
Os auditores-fiscais do trabalho paralisam as suas atividades em todo o país, nesta quarta-feira (25), em protesto contra a portaria 1.129/17, publicada no último dia 16 pelo Ministério do Trabalho (MT), que trata da fiscalização de combate ao trabalho escravo. A portaria altera o conceito de trabalho escravo, disciplinado pelo Código Penal e por convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT), para favorecer os infratores e enfraquecer a sua inclusão na “Lista Suja”, de acordo com o Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho (Sinait). Pelas medidas anunciadas, a condição análoga à escravidão só será caracterizada se houver privação da liberdade de ir e vir do empregado.
Corpo de Santiago Maldonado é identificado na Argentina
O corpo encontrado na última terça-feira (17) no Rio Chubut, Patagônia argentina, foi identificado como de Santiago Maldonado, artesão desaparecido em 1º de agosto após repressão policial a uma manifestação em defesa de terras indígenas mapuches.
FNDC lança relatório sobre violações à liberdade de expressão
O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) publicou, na terça-feira (17), o relatório “Calar Jamais!”, que traz o balanço das violações à liberdade de expressão registradas ao longo de um ano. O relatório é resultado de uma campanha do FNDC, de mesmo nome, iniciada em 2016 e que luta pela liberdade de expressão no país.
Agenda
Outubro
27 - Dia Nacional de Luta em Defesa do Serviço Público
28 - Reunião do Grupo de Trabalho de Comunicação e Arte – GTCA, na sede do Conselho Federal de Serviço Social - CFESS, em Brasília (DF).
28 e 29 - Reunião do Grupo de Trabalho Política Educacional - GTPE, na sede do ANDES-SN, em Brasília (DF).
28 e 29 - Reunião do Grupo de Trabalho de Ciência & Tecnologia  do ANDES-SN – GTC&T, na sede do ANDES-SN, em Brasília (DF).

Novembro 
4 - Reunião do Grupo de Trabalho História do Movimento Docente - GTHMD, na sede do ANDES-SN, em Brasília (DF).
10 - Dia nacional de lutas, paralisação e greve
23 - Reunião do Grupo de Trabalho de Políticas Agrárias, Urbanas e Ambientais – GTPAUA do ANDES-SN. Local: Auditório Setorial do CCH – Centro de Ciências Humanas da Universidade Federal do Maranhão – São Luís (MA)
23 a 25 - Seminário Nacional do Grupo de Trabalho de Políticas Agrárias, Urbanas e Ambientais – GTPAUA do ANDES-SN, com o tema “Desafios Atuais das Questões Agrárias, Urbanas, Ambientais, Indígenas e Quilombolas”. Local: Auditório Setorial do CCH – Centro de Ciências Humanas da Universidade Federal do Maranhão – São Luís (MA).

Janeiro
22 a 27 - 37º Congresso do ANDES-SN, com tema central “Em defesa da educação pública e dos direitos da classe trabalhadora. 100 anos da reforma universitária de Córdoba”. Local: Universidade do Estado da Bahia (Uneb). Salvador (BA).

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