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sexta-feira, 27 de outubro de 2017

CPC/RN MOBILIZA JOVENS TALENTOS PARA O 8º ENCONTRO ESTADUAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA!

O 8º Encontro Estadual da Consciência Negra, uma promoção do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, que ocorrerá dia 17 de novembro no IFRN de Nova Cruz-RN, já toma corpo e alma e é tanto que hoje (27) o presidente, Eduardo Vasconcelos já deu os primeiros passos.

Ainda pouco na Escola Estadual Professor PAULO FREIRE, na cidade de Baía Formosa, litoral sul potiguar, reuniu-se com jovens talentos e após reunião inscreveu-se 6 (seis) jovens para participarem do evento.

O SINTE local também irá participar com dois representantes, fortalecendo ainda mais a participação da cidade no evento.

Participaram da reunião: Eduardo Vasconcelos (CPC); Leonardo Cardoso; Antonia Elizabete; Thais Dias; Mariana Silva; Elizabete Morais e Clara Nascimento.

Lembrando que Eduardo aproveitando sua estadia em Baía Formosa, aproveitou para falar com o prefeito da cidade, Adeilson Gomes de Oliveira e garantiu por parte do prefeito o veiculo para levar os inscritos ao evento.

Gerson Bientinez lança CD comemorando quatro décadas de carreira

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O músico e compositor Gerson Bientinez é, certamente, um dos mais talentosos e profícuos artistas curitibanos. Exímio violonista, sua formação musical inclui aulas de harmonização com Baden Powel, Sebastião Tapajós e Claudionor Cruz.
Ao longo de 40 anos de carreira Gerson tem mais de 150 composições no currículo, algumas delas gravadas com as participações de grandes nomes da música popular brasileira como Carlinhos Vergueiro, Eudes Fraga, Maurício Carrilho, Mauro Senise, Raúl de Souza, Robertinho Silva e Luís Alves, entre outros.
Na próxima terça-feira, dia 31 de outubro, no + 55 Bar, acontece o show de lançamento do CD “Gerson Bientinez – 40 anos de música”. O disco reúne músicas do Gersinho com vários de seus parceiros ao longo dessas quatro décadas de história musical. Entre eles estão o compositor e jornalista Cláudio Ribeiro, Etel Frota, Marilda Confortin, Jamil Snege, José Oliva, Antonio Carlos Domingues, Helena Sut, Nina Padilha, Alexandre e Luiz Felipe Leprevost.
No show do + 55, Gerson Bientinez estará acompanhado pelos músicos Davi Sartori (teclado), Mauro Martins (bateria), Thiago Duarte (baixo) e Eduardo Ramos (violão e bandolim). Ele contará, também, com as participações especiais das vozes de Ana Cascardo, Rogéria Holtz e Ciro Morais.

Gerson Bientinez – 40 anos de música
Gravado no estúdio Gramofone, o CD “Gerson Bientinez – 40 anos de música” contou com arranjos de Davi Sartori, Adriano Pontes, Lucas Franco, Alberto López, Jerôme Graz, Stefanos Pinkus e Álvaro Ramos, que também assinou a produção musical.
Segundo Álvaro, na gravação deste disco buscou-se, ao mesmo tempo, manter as características musicais do artista, sempre fiel às mais puras vertentes da nossa MPB, mas também dar uma nova roupagem sonora ao seu trabalho. “Por isso mesclamos intérpretes tradicionais das composições do Gersinho, como Ana Cascardo, Rogério Holtz, Iria Braga e Carlinhos Vergueiro, com novos expoentes da nossa música como Raissa Fayet, Bernardo Bravo, Leo Fressato, Lilian e Layane e Marcelo Dias”, explica o produtor.
A intenção, de acordo com Álvaro Ramos foi, além de apresentar Gerson Bientinez para as novas gerações por meio desses novos intérpretes, produzir um CD com sonoridade musical de linguagem mais contemporânea e radiofônica.
O CD “Gerson Bientinez – 40 anos de música” foi viabilizado por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, com patrocínio da Caixa Econômica Federal.
SERVIÇO
Show de lançamento do CD “Gerson Bientinez – 40 anos de música
Data: Terça-feira, 31 de outubro
Hora: 21h
Local: +55 Bar (Av. Vicente Machado, 866)
Informações: 3322-0900
Ingresso: Entrada franca. Durante o show o CD estará sendo vendido ao preço promocional de R$ 30,00.
Fonte: BRASIL CULTURA

Se oriente, rapaz – uma seleção de filmes para ver na Mostra de SP

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Por José Geraldo Couto*
Para permanecer na metáfora marítima, a ambição totalizante do filme de Weiwei acaba por afogá-lo, ou quase. Em pouco mais de duas horas, Human flow tenta abarcar o drama dos refugiados nos quatro cantos do globo. Sendo assim, cai na tentação de misturar no mesmo saco situações muito diversas.
O que há em comum entre a minoria muçulmana que foge de uma perseguição feroz em Mianmar para o miserável Bangladesh e os mexicanos que buscam melhorar de vida cruzando ilegalmente a fronteira com os Estados Unidos? Ou entre os palestinos que vivem há décadas espremidos na faixa de Gaza e os sírios que, fugindo da guerra em seu país, atravessam várias fronteiras com o intuito de chegar à parte rica da Europa? O que une todas essas situações é a ideia abstrata de migração, de deslocamento, de desterritorialização. Mas são fenômenos completamente distintos, experiências humanas únicas, intransferíveis.
Quando aproxima sua câmera e seu afeto de alguma dessas experiências, trocando a visão panorâmica pela imersão, Weiwei faz seu filme crescer, ganhar substância e contundência. Ao mostrar como, nas situações mais cruéis, as pessoas lavam suas roupas, cozinham seus alimentos e mantêm seus rituais religiosos, ou como as crianças não cessam de inventar suas brincadeiras mesmo entre escombros e lixo, Human flow nos aproxima desses seres, aguça nossa sensibilidade para a vida que eles levam. Cada uma das situações abordadas daria um filme.
Sobre esse núcleo concreto, porém, o documentário sobrepõe uma capa de informações, uma avalanche de números, além de entrevistas com agentes humanitários e estudiosos que acabam por atordoar e talvez até por anestesiar o espectador. Essa carga informativa ficaria melhor, por exemplo, numa série documental de TV. No cinema, o drama de uma única pessoa diz mais do que a informação abstrata da morte de milhares.

Formigueiros humanos

Mas há imagens de fato impressionantes, como as tomadas aéreas da agitação humana em certos acampamentos, semelhantes em tudo a formigueiros. Ou as cenas de refugiados envolvidos em papel alumínio dourado fulgurando estranhamente na noite ao se deslocar por uma zona de conflito. São tocantes também, e eventualmente divertidas, as passagens em que o próprio Weiwei interage com refugiados. Numa delas, por exemplo, ele tem seu cabelo cortado por alguém numa cadeira de barbeiro ao ar livre, num acampamento; em outra, é ele que corta o cabelo de alguém.

Relações descompassadas

Mas a “invasão asiática” vem também da Coreia, de Taiwan, do Japão… O coreano Hong San-soo, de quem ainda está em cartaz nos cinemas o belo Na praia à noite sozinha, comparece com o ainda mais belo O dia depois, que mostra, num límpido preto e branco, as relações descompassadas entre um homem e três mulheres: a esposa, a amante e a recém-contratada funcionária de sua editora.

Em poucas e enxutas cenas (de diálogos, em sua maioria), com movimentos sutis de câmera, recusa do campo/contracampo, uso preciso do zoom e delicada direção de atores, Sang-soo pega seu protagonista no contrapé, acumula mal-entendidos, desvela camadas insuspeitas de sentimentos, compõe enfim todo um ensaio audiovisual dramático (e divertido) sobre o teatro de máscaras das relações afetivas numa grande metrópole contemporânea (Seul, no caso). No cinema paciente e arguto do diretor coreano há muito de Ozu, como já foi dito, mas também, neste filme específico, um tanto do Eric Rohmer dos “contos morais” e das “comédias e provérbios”.
Relações humanas desencontradas estão também no cerne de Missing Johnny, longa-metragem de estreia do taiwanês Huang Xi. A metrópole, neste caso, é Taipei, onde se tangenciam e acabam por se entrelaçar as trajetórias de uns poucos personagens: um faz-tudo desajeitado, um adolescente com alguma forma de autismo, uma moça que cria pássaros exóticos em seu apartamento e é sustentada a contragosto pelo namorado. O modo como o filme equilibra os caprichos do acaso e os desejos desses personagens é muito hábil, bem como a revelação paulatina da história pregressa de cada um.
As primeiras imagens (que ecoarão no final) são de uma situação aflitiva: um carro enguiça no meio de uma avenida de grande tráfego e seu motorista, que não consegue fazê-lo pegar de novo, sente a pressão crescente da cidade às suas costas, querendo avançar. A dialética entre movimento e paralisia, inclusive no plano pessoal, guiará todo o desenvolvimento da narrativa. A imagem recorrente de viadutos, elevados e túneis que se entrecruzam será também a tradução visual do percurso dramático dos personagens. Não deve ser por acaso que o estreante Huang Xi é apadrinhado por Hou Hsiao-Hsien. O grande diretor de A assassina e O mestre das marionetes é produtor executivo de Missing Johnny.
Outro cineasta chinês de primeiríssimo time, Jia Zhangke, está presente na 41ª Mostra num segmento do longa coletivo Em que tempo vivemos?, do qual participa também o brasileiro Walter Salles, cujo episódio fala do desastre ecológico de Mariana.
Há ainda o cinema japonês, que vai da doçura de Naomi Kawase, com Esplendor, à violência de Takeshi Kitano, com Outrage Coda.
Dicas e apostas

Para quem está em busca de dicas, por enquanto o que é possível recomendar, além das retrospectivas dedicadas a Agnès Varda, Paul Vecchiali e Paulo José, são alguns brasileiros mais ou menos obrigatórios: A garota do calendário, de Helena Ignez, obra de um vigor libertário invejável; Gabriel e a montanha, de Fellipe Barbosa, que venceu o Festival do Rio; Arábia, de João Dumans e Affonso Uchoa, ganhador do Festival de Brasília; Antes do fim, de Cristiano Burlan, lindo filme de amor e morte; Café com canela, de Ary Rosa e Glenda Nicácio; Não devore meu coração, de Felipe Bragança; Vazante, de Daniela Thomas, que tem gerado tanta controvérsia e que cada um deve ver com os próprios olhos.

Na categoria “ainda não vi, mas boto fé”, algumas apostas a conferir são: As boas maneiras, de Marco Dutra e Juliana Rojas, Zama, de Lucrecia Martel; Abaixo a gravidade, de Edgar Navarro, e Saudade, de Paulo Caldas.
Muita coisa escapou e escapará, como a água do mar por entre os dedos de quem tentar segurá-la.
Assista ao trailer de Human flow: 
Fonte: Brasil Cultura