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sexta-feira, 13 de outubro de 2017

DIVERSIDADE - PESQUISA IBOPE - No Brasil, o machismo é o preconceito mais praticado

Protesto contra o machismo
Rovena Rosa/Agência Brasil/Fotos Públicas
45% já viu preconceito nos comentários feitos por pessoas do seu convívio, mas metade decidiu não reagir diante da situação. Na foto, protesto contra o machismo em São Paulo, em 2016.
Estudo revela que sete em cada 10 brasileiros já fizeram comentários intolerantes, mas só 17% acredita que é preconceituoso.
"Mulher tem que se dar o respeito" e "não sou preconceituoso, até tenho um amigo negro" estão entre as frases preconceituosas mais faladas no Brasil, segundo pesquisa Ibope encomendada pela Skol, que buscou traçar um retrato do preconceito no Brasil. A pesquisa focou-se em quatro tipos de discriminação: racial, LGBT, de gênero e estética.
O vasto repertório brasileiro de frases, comentários ou piadinhas discriminatórias com as mulheres faz o machismo ser percebido por 99% dos entrevistados, além de fazer dele o preconceito mais praticado, ainda que não seja notado ou admitido por alguns (61%). 
Os resultados do levantamento, realizado em todas as regiões brasileiras entre 21 e 26 de setembro, apresentam uma distância entre o que se fala e o que se faz. Só 17% dos 2002 entrevistados reconhecem que são preconceituosos, mas 72% admitiram ter feito pelo menos um comentário intolerante ou ofensivo.
Isto é, sete em cada dez brasileiros já fizeram observações carregadas de prejulgamentos contra mulheres, negros, LGBTs e outros. O índice varia regionalmente: no sudeste, o preconceito declarado corresponde a 21%, já no norte e centro-oeste o índice é de 18%, enquanto no sul e no nordeste a taxa fica em 13%. 
Além de questionamentos diretos sobre como cada indivíduo se enxerga, as pessoas foram perguntadas se já ouviram ou disseram determinadas frases, como "pode ser gay, mas não precisa beijar em público", "toda negra tem samba no pé" ou "ele é bonito, mas é gordinho", entre outras. 
Entre as discriminações mais presentes no dia a dia do brasileiro, estão o machismo, percebido por 99% dos entrevistados, a discriminação racial (97%), contra LGBTs (97%) e estéticas, como a gordofobia, percebidas por 92% dos ouvidos no estudo. 
Além disso, 45% respondeu já ter visto preconceito nos comentários feitos por pessoas do seu convívio, mas metade decidiu não reagir diante da situação. Quando há reação, as mulheres são as que mais agem: 60%. 
Entre as discriminações declaradas, a mais prevalente é a homofobia, expressa por 29% dos brasileiros que admitem ter preconceito. Em seguida, há o preconceito religioso (20%), mais alto entre os jovens de 18 a 24 anos: 35%. Já o machismo é admitido por 7%, com uma taxa maior entre adultos de 25 a 34 anos (16%).  
No rol de frases mais ouvidas estão: "mulher tem que se dar o respeito" (92%), "mulher no volante, perigo constante" (90%), "isso é coisa de viado" (88%) e "toda negra ou mulata tem samba no pé" (87%). 
Confira alguns dos principais resultados:
O preconceito mais praticado, mesmo sem ser notado, é o machismo:
• Machismo: 61%
• Racial: 46%
• LGBTQ: 44%
• Gordofobia: 30%

Frases preconceituosas apontadas como as mais faladas
• Mulher tem que se dar ao respeito – 49%
• Mulher no volante, perigo constante – 28%
• Não sou preconceituoso, até tenho um amigo negro – 26%
• Pode ser gay, mas não precisa beijar em público – 25%
• Ele(a) é bonito, mas é gordinho (a) – 25%
• Toda negra ou mulata tem samba no pé – 24%
• Isso é coisa de viado. É viadagem – 23%
• Ela não é mulher para casar – 22%

Expressões preconceituosas apontadas como as mais ouvidas pelos entrevistados:
• Mulher tem que se dar ao respeito 92%
• Mulher no volante, perigo constante – 90%
• Isso é coisa de viado. É viadagem – 88%
• Toda negra ou mulata tem samba no pé – 87% 

Fonte: Carta Capital

Governo liberou cobrança de bagagens e agora a passagem de avião subiu

Do Estadão
Ao contrário do que se esperava quando a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) permitiu que as companhias aéreas passassem a vender passagens que não dão direito a despachar bagagem, o preço das tarifas tem subido desde que as empresas começaram a adotar a prática. Entre junho e setembro, essa alta chegou a 35,9%, segundo dados da FGV. De acordo com levantamento do IBGE, entretanto, a elevação foi mais moderada, de 16,9%.
O preço das passagens aéreas está no centro de uma discussão entre o governo federal e as companhias do setor. No fim de setembro, o Ministério da Justiça instaurou averiguação sobre um estudo da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) que apontou tendência de queda no preço das passagens nos últimos meses. Segundo o levantamento da entidade feito com base em dados preliminares, entre junho e o início de setembro, as tarifas recuaram de 7% a 30% nas rotas domésticas das companhias que adotaram a cobrança da mala despachada (Azul, Gol e Latam).
Os números da FGV e do IBGE, porém, mostram queda apenas em agosto, de 2,07% e 15,16%, respectivamente. A divergência de 13 pontos porcentuais entre os índices de agosto revela a complexidade que as entidades enfrentam para calcular o preço médio das passagens e as diferentes metodologias adotadas por cada uma – é também sobre a metodologia adotada que o Ministério da Justiça questionou a Abear.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

Com fascistas não se conversa: uma lição de 1935 para os dias de hoje. Por Gilberto Maringoni

Seu Alberto
Por
 Gilberto Maringoni

Já publiquei a foto do personagem aqui. É Alberto de Souza (1908-92), herói (quase) anônimo do povo brasileiro. Faço-o novamente neste 7 de outubro. A data marca os 83 anos da Batalha da Praça da Sé, quando centenas de comunistas e democratas colocaram para correr quase quatro mil integralistas reunidos no local.
O objetivo da direita era comemorar os dois anos do lançamento do Manifesto Integralista, de Plínio Salgado, chefe da versão nativa dos fascistas italianos. Uma espécie de MBL da época, grupo tão abusado quanto a malta atual.
Apelidados de galinhas-verdes – pela cor da camisa – os manifestantes vieram de diversos pontos da capital e do interior.
Não sabiam que a esquerda – conhecendo o planejado – marcara outro ato para o mesmo dia e lugar.
Seu Alberto era bauruense e comunista desde muito jovem. Enfrentou prisões e torturas, em 1935, que o deixaram paraplégico. Mas naquele 7 de outubro ele estava na Sé, a mil, desde a madrugada. Já velho, contava a história entre baforadas de um cigarro de palha e soltas gargalhadas.
“Vários companheiros foram armados, outros com pedaços de pau e a maioria só levou punhos e pés. Alguns subiram nos telhados dos prédios em volta, para dar cobertura, diante de qualquer eventualidade. Planejamos direitinho. Com fascistas não se conversa”.
Seu Alberto era soldado da Força Pública. Nesse dias estava à paisana e brigou como um leão. Levou e distribuiu pancadas, no meio da batalha campal.
O que se viu foi um enfrentamento memorável. Os direitistas, mesmo em maior número, fugiram apavorados.
Lembro hoje da gargalhada de meu companheiro.
“Com fascistas não se conversa”.
“Com fascistas não se conversa”.
“Com fascistas não se conversa”.
A frase lateja em minha cabeça.
Fonte: DCM

Teatro, dança e circo – Estão abertas as inscrições para quem quiser encenar espetáculos na rede de teatros da Secretaria de Estado de Cultura

teatro e circo rio
Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro (SEC/RJ) está com inscrições abertas para a seleção de projetos para a programação dos teatros da rede estadual, com vistas ao primeiro semestre de 2018. Os candidatos poderão se inscrever através no portal Local para inscrição e para leitura do edital: http://www.cultura.rj.gov.br/funarj-inscricao-pautas/, preenchendo os formulários, disponíveis até o dia 15/10. Podem ser inscritos espetáculos de artes cênicas em geral, como teatro, dança e circo. E também serão selecionados espetáculos de música para compor a programação semanal dos teatros Armando Gonzaga e Arthur Azevedo. Dez por cento da lotação de cada teatro são destinados à formação de plateia e oferecidos a organizações sociais.

Esta é a quarta edição de seleção pública para composição da programação desses espaços, mantendo-se o objetivo de colaborar com a política de transparência e democratização do acesso de artistas e produtores aos equipamentos públicos do estado. Tem-se também como meta, criar um banco estadual de artistas e grupos através do cadastramento de dados e difundir o fazer das mais diversas artes em espaços cênicos.

Nesta chamada pública serão selecionados espetáculos inéditos ou estreados. O edital será aberto a pessoas jurídicas (produtoras, associações de classe, cooperativas, entidades, grupos ou coletivos de artistas, entre outros) e pessoas físicas, que tenham trabalho comprovado na área de artes cênicas, há pelo menos um ano. A seleção é feita por uma comissão mista, que conta com técnicos da SEC e da Funarj, além de pessoas da sociedade civil com especialização na área cultural. 

Os critérios se baseiam na relevância artística, adequação da proposta ao espaço cênico, estratégias de ampliação de divulgação, formação de plateia e acessibilidade (valor de ingressos).

Cronograma:
Inscrições – de 21/09/2017 a 15/10/2017
Período de Triagem – de 16/10/2017 a 19/10/2017
Publicação de Triagem – 20/10
Recurso (documentos)- 23/10
Publicação dos habilitados – 27/10/2017
Período de Avaliação – de 27/10/2017 a 14/11/2017
Reunião de comissão – 20 e 21/11/2017
Publicação do resultado – 27/11/2017
Reunião com os selecionados – 04 e 05 dez/2017
-> Local para inscrição e para leitura do edital: http://www.cultura.rj.gov.br/funarj-inscricao-pautas/
Mais informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação Social
Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro
Tel: (21) 2216-8500

Ramais: 264 e 317