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domingo, 17 de setembro de 2017

Desmonte da UERJ é golpe na democratização do ensino superior no Brasil

"Imagine a UERN!" - Eduardo Vasconcelos
Instituição que foi a primeira a implementar as cotas raciais e sociais hoje sofre com corte de verbas
Considerada a quinta melhor universidade brasileira, segundo dados compilados pela revista americana US News & World Report, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), enfrenta atualmente uma grave crise. A instituição é também reconhecida por ter sido a primeira a implementar o sistema de cotas raciais e sociais no país, e, por isso, o seu desmonte com a crescente falta de verbas e o fantasma da privatização assusta a comunidade acadêmica.
Para a diretora de combate ao racismo da UNE Dara Ignacio, o desmonte da UERJ e da educação pública como um todo é uma política que apenas favorece a evasão de negros e negras, pessoas de baixa renda e indígenas na universidade.
”A democratização da universidade possibilitou não só a ascensão desse público originalmente privado da educação superior, mas também fez com que as universidades tivessem que repensar seus currículos, sua estrutura e formas de produção do conhecimento. Nesse sentido, acabar com a educação pública é fazer com que esses indivíduos que passaram a ocupar a universidade retornem à base da pirâmide da exploração do capital. O desmonte só irá beneficiar aqueles que tenham condições de arcar com custos de passagem, livros, e alimentação consigam se manter. É a manutenção do privilégio em detrimento de uma universidade realmente popular”, falou.
O sistema de cotas da Uerj foi implantado no ano de 2003 com 40% das vagas destinadas ao estabelecimento de políticas afirmativas, porém, neste ano, a evasão tomou conta da instituição: foram 55% menos inscritos no vestibular.

A CRISE

A crise na UERJ tem origem na falta de dinheiro nos cofres públicos do estado do Rio de Janeiro. No início de 2016, o orçamento sofreu cortes de 22% no custeio e de 4% no investimento. De lá pra cá, aconteceram atrasos nos salários dos funcionários e professores, suspensão do calendário letivo, falta de verbas de manutenção, corte de bolsas de pesquisa, e o recente parecer do Ministério da Fazenda sugerindo o ”fim do ensino superior gratuito” como forma de recuperar a saúde fiscal do estado.
”Esse parecer é uma incompreensão por parte do governo do que representa uma universidade pública estadual. Por isso, a UNE tem se colocado ao lado dos DCEs e da comunidade acadêmica da UERJ para dar uma reposta e dizer que a universidade pública vai permanecer e a UERJ vai resistir”, enfatizou o diretor de universidades públicas da UNE, Leonardo Guimarães.
No início da semana, o site da UNE divulgou nota do DCE UERJ sobre a atual situação da universidade.
”Não aceitaremos nenhuma redução de vagas, fechamento de cursos e/ou campi, ou que as Universidades estaduais sejam fechadas. Essa crise é de prioridades! Se tem dinheiro para manter os salários do governador e sua cúpula altíssimos (quase 30 mil reais fora regalias do cargo), tem que ter dinheiro pras universidades”, diz o documento.
Leia na íntegra aqui.
Fonte: UNE

Semana Farroupilha celebra tradições gaúchas até 20 de setembro

desfile

A Semana Farroupilha, festa popular que celebra tradições gaúchas em todas as cidades do estado, e em algumas regiões de Santa Catarina, teve início nessa quinta-feira (14) e segue até a próxima quarta-feira (20). No último dia de evento, um feriado estadual que comemora o início da Revolução Farroupilha, haverá um desfile cívico-militar para encerrar a semana.
Cidades e atrativos turísticos contam a história da República Rio-Grandense (1836) e reforçam a tradição gaúcha. A rota turística do Caminho Farroupilha tem várias cidades da Costa Doce, às margens da Lagoa dos Patos e Pampa Gaúcho. São museus, casas de cultura e prédios históricos, além da bela paisagem. Músicas, danças, culinária típica e vinho também são alguns dos atrativos da rota.
Uma opção para o turista é começar a viagem por Porto Alegre. Além da casa do revolucionário Gomes Jardim, em Guaíba, é possível visitar o Cipreste Farroupilha e o monumento em sua homenagem, além do Hospital Farroupilha. Em Cristal, um atrativo é a Casa de Bento Gonçalves (exposição da indumentária farroupilha).
Já em Camaquã fica a fazenda Estância da Figueira, quartel general dos Farrapos. Em São Lourenço do Sul, o turista encontra a Fazenda do Sobrado, outro abrigo de um quartel da revolução. Na região do Pampa Gaúcho, a rota inclui destinos como Alegrete, Bagé, Caçapava do Sul, Rosário do Sul, Santana do Livramento e São Gabriel.
A Charqueada São João, em Pelotas, representa o peso da economia no movimento, que contou com a adesão dos escravos. Há, ainda, o antigo Quartel Legalista – Casa da Banha – onde o Conde de Porto Alegre (Manuel Marques de Souza), isolado, teria resistido ao movimento. Rio Grande e São José do Norte, mostram a participação maçônica no conflito, além de outros aspectos da história gaúcha.
Aos tradicionais locais marcados pela presença dos revolucionários, aliam-se cafés, restaurantes, hotéis, pousadas e atrativos naturais que enriquecem o roteiro e tornam a viagem uma imersão na cultura gaúcha. O trato com o cavalo, as lidas campeiras, o churrasco, o fandango, a bocha, o chimarrão, o rodeio, a bota e a bombacha. São hábitos e costumes que inspiram poetas, pajadores e gaiteiros.
Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério do Turismo