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quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Universidades paulistas propõe reserva de vagas para indígenas e refugiados

por Redação com UEE-SP.

Unicamp e UFABC propõe importantes inserções na reserva de vagas para os próximos anos
A Universidade de Campinas (Unicamp) apresentou na última quinta-feira (31) uma proposta de mudança no vestibular que abre ainda mais o acesso a universidade: cotas, Enem, vestibular indígena e vagas para medalhistas de competições científicas. Pela nova proposta 80% das vagas deveram ser escolhidas pelo vestibular e 20% pelo Sisu via Enem. Das vagas do vestibular 15% vão para candidatos autodeclarados negros e pardos e do Sisu metade atingindo um total de 25%.
As mudanças são indicações do grupo de trabalho escolhido para discutir o tema e a decisão final acontecerá na reunião do Conselho Universitário em Novembro. Se aprovadas as novas regras valerão para ingressantes a partir de 2019.
No caso dos indígenas a ideia é um vestibular específico para que eles disputem vagas entre candidatos com saberes similares com a reserva de até duas vagas não preenchidas na primeira chamada em 16 cursos como medicina, farmácia, enfermagem, engenharia agrícola, comunicação social entre outros. Serão admitidos candidatos autodeclarados indígenas e que possuam vínculo com sua comunidade.
“É muito bom ver uma universidade importante como a Unicamp atualizando a suas formas de acesso. Quando a gente vê universidades importantes aderindo ao Enem e cada vez mais as cotas, se somando a esse coro da sociedade que está ganhando a opinião pública de que as cotas são fundamentais na democratização do acesso, é um avanço muito importante que a UNE comemora muito”, destacou o 1º diretor de Universidades Públicas da UNE, Leonardo Guimarães.
Na mesma direção a Universidade Federal do ABC (UFABC) aprovou de Julho durante reunião do Conselho Universitário a proposta de cotas para refugiados no acesso da Universidade.
A partir do próximo ano serão reservadas 2 vagas em cada curso, por turno, para refugiados do país. O acesso também será via Enem com seleção via SISU e 50% dessas vagas serão voltadas para os candidatos em situação de vulnerabilidade social, que não tenham renda familiar per capita superior a um salário mínimo e meio.
Conforme informações da comunicação da universidade, o Bacharelado em Ciência e Tecnologia terá oito e no Bacharelado em Ciências Humanas oferecerá outras quatro.
Os candidatos deverão apresentar documentação que comprovem a situação de refúgio no Brasil, indiferente dos fatores que o levaram a deixar o país. Os estudantes também terão direito às políticas de assistência e permanência estudantil, o que é muito importante por conta das condições que imigrantes vivem.
De acordo com Bianca Borges, estudante de Direito da USP e vice-presidenta da UNE em São Paulo, a reserva de vagas para refugiados mostra o cumprimento de compromissos institucionais – a dignidade das pessoas e o acesso à educação- e de compromissos internacionais assumidos pelo Brasil, como a Declaração Internacional de Direitos Humanos. ” Acredito que o pioneirismo da UFABC nessa modalidade de cotas no acesso seja um precedente importante para a ampliação dessa discussão nas demais universidades públicas”, afirma Bianca.
UNE

Ouça “História Hoje” 06/09: Dia Mundial do Tambor de Crioula foi criado há 13 anos

Tambor de Crioula
Em 2004 foi criado o Dia Mundial do Tambor de Crioula e de seus brincantes. Com raízes africanas, a manifestação cultural é conhecida como a expressão de um povo, transformada em dança.
Apresentação Carmen Lúcia
ANTES DE OUVIR O ÁUDIO DESLIGUE O SOM DA RÁDIO BRASIL CULTURA NO TOPO DA PAGINA
tambor de Crioula também é considerada uma demonstração religiosa que chegou ao Brasil, junto com os navios negreiros, entre os séculos 18 e 19 e se fortaleceu no estado do Maranhão, aonde sobrevive até hoje.
O som que conduz a roda é contagiante e inconfundível: a percussão é conhecida como parelha – e é formada pelas palmas das mãos batendo sem intervalos em três tambores, que ditam o ritmo. Enquanto isso, os cantadores e as dançarinas fazem a coreografia. Os homens só tocam e apenas as mulheres dançam.
As músicas são puxadas por um solista que canta palavras de improviso, também cantadas pelos outros brincantes. Os tambores são especiais: esculpidos em madeira, cobertos por couro, com a parte de cima mais larga que a de baixo. Sempre, antes de cada roda de Tambor de Crioula, o instrumento é esquentado diretamente no fogo para ter a afinação perfeita.
As danças acontecem pelos mais variados motivos: homenagem a São Benedito, padroeiro dos negros, e a santos tradicionais da igreja católica, a nascimento de crianças, festa de Preto Velho, comemoração de aniversários,  reunião de amigos ou em tributo a entidades cultuadas nos terreiros de matriz afro-brasileira.
Não tem local e nem data fixa para acontecer, mas é mais comum em períodos como carnaval, São João, e em agosto, quando acontecem as rodas de bumba-meu-boi. Tradicionalmente, toda a festividade de bumba-meu-boi é encerrada com um tambor de crioula.
A dança não requer ensaios e lembra um samba de roda. A punga, ou umbigada, acontece quando há o encontro de coreiras no centro da roda e uma delas deseja sair. É um convite para que a outra dançante assuma a liderança dos movimentos. Já a rodada é quando a coreira, sozinha no centro, expande a saia e demonstra toda a alegria.
Desde 2007 o Tambor de Crioula é considerado patrimônio Imaterial do Brasil.
História Hoje: Programete sobre fatos históricos relacionados às datas do calendário. Vai ao ar pela Rádio Brasil Cultura de segunda a sexta-feira

Meirelles vai fechar a UERJ

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É melhor gastar com os rentistas!
Parecer do Ministério da Fazenda sobre Regime de Recuperação do Rio sugere medidas adicionais de contenção de gastos. Pela primeira vez, a intenção de fechar a UERJ e as Universidades Estaduais é oficialmente documentada. Entre as outras medidas, estão a demissão de servidores ativos, a extinção de benefícios previstos para servidores estaduais e criação de alíquota extra para a Previdência.
O Rio encerra nesta semana o longo processo que culminou na adesão do Estado ao Regime de Recuperação Fiscal. Pezão vem insistindo que, com isso, conseguirá pagar os salários atrasados e estabelecer um calendário de pagamentos.
Mas não se engana quem tem insistido que o Acordo é presente de grego. Em parecer assinado pela Secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, são sugeridas outras medidas de arrocho, além das aprovadas na ALERJ. As medidas contemplam:
  • extinção de mais empresas públicas (além da CEDAE)
  • fim da oferta de Ensino Superior
  • reforma do Regime Jurídico Único dos Servidores
  • demissão de servidores ativos
  • contribuição previdenciária para inativos
  • alíquota extra de contribuição previdenciária (além dos 14% já aprovados)
Quem acompanhou toda a tramitação do Acordo vai lembrar que o Governo Federal tem insistido em algumas dessas medidas, muito embora Pezão e Temer não tenham conseguido apoio dos deputados para aprová-las. A novidade é que, pela primeira vez, o Governo Federal coloca no papel sua intenção de extinguir a UERJ e as demais universidades estaduais do Rio.
A implementação das medidas sugeridas no parecer deverá se dar caso o Estado falhe em colocar em prática alguma das medidas de ajuste já pactuadas. Durante a vigência do Regime de Recuperação Fiscal, as contas do Estado ficarão sujeitas à avaliação de um Conselho de Supervisão, que na prática vai atuar quase como um interventor. O Conselho deverá emitir pareceres sobre a situação financeira do Rio e poderá solicitar a adoção de mais medidas de ajuste além das já combinadas. 
Confira o Parecer Conjunto 01/2017 na íntegra e acesse mais detalhes do acordo na página do Tesouro Nacional.
Fonte: CONVERSA AFIADA