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O movimento negro luta há bastante tempo para que o Dia Nacional da Consciência Negra - 20 de novembro - seja realmente nacional. Na úl...

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Há 63 anos morria Getúlio Vargas

vargas
Em 24 de agosto de 1954 o presidente Getúlio Vargas se matou com um tiro no peito, acossado por uma campanha difamatória sem precedentes (lembrando ao que acontece hoje contra o o ex Presidente Lula) contra ele e seus familiares.

Um dos maiores estadistas do Brasil, o “pai dos pobres”, o trabalhista, o ditador. Faz exatamente 63 anos, nesta quinta feira, que uma das figuras mais complexas da política brasileira deixou esta vida para entrar para a história. Getúlio Vargas, presidente da República por quatro mandatos, porém, eleito democraticamente somente para um, foi amado e odiado, mas no fim, pondo fim à própria vida, conseguiu, sozinho, mudar o curso da história.

Uma das marcas mais vivas de Vargas é a do gestor que deu direitos aos trabalhadores brasileiros. De fato, houve um avanço social significativo durante o período em que ele esteve no poder. Foi entre 1930, ano da revolução que colocou Vargas no comando do Brasil pela primeira vez, e 1945, data da sua deposição, após a ditadura do Estado Novo, que a maior parte das leis trabalhistas foi formulada e os maiores avanços nesta área também, como o salário mínimo, descanso semanal, farias remuneradas e redução da carga horária para oito horas diárias.

Foi no seu governo que se fez a Consolidação das Leis Trabalhistas, a conhecida CLT, que reúne todas as normas da área. Getúlio também era um grande defensor da economia nacionalista e foi o responsável por um conjunto de ações estruturadoras que possibilitaram o desenvolvimento da indústria no Brasil. Seu objetivo era tornar independente a economia brasileira. Visando proporcionar essa infraestrutura para o desenvolvimento industrial, Vargas criou, já no governo democrático, duas forte estatais no setor energético: a Petrobras e a Eletrobrás.

A herança do modo de governar “getulista” curiosamente foi herdada pelas forças de esquerda do Brasil. Curioso, porque Getúlio era, em princípio, um ditador com inclinações fascistas, que perseguiu, torturou e matou muitos comunistas durante o Estado Novo. Seu legado e, principalmente, as circunstâncias da sua morte fizeram o Getúlio ditador ficar no passado. “Ele é a figura a quem se associa a proteção social, dos direitos dos trabalhadores, a previdenciária. É também a referência do que se costuma chamar de nacionalismo econômico. A essência desse legado de Vargas hoje pode ser identificada nas propostas e governos dos partidos mais à esquerda”, avaliou o historiador da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Flávio Weinstein.

Segundo ele, as forças políticas que trazem um sentimento econômico mais liberal e que encaram a legislação trabalhista como um entrave ao desenvolvimento são também aquelas que normalmente fogem desse legado getulista. “Esse grupo que fala em flexibilização das leis trabalhistas, tornando mais fácil contratar e demitir, reduzindo os custos com a remuneração de pessoal, no geral, tem verdadeiro horror à herança de Vargas”, explicou.

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TROVADORES URBANOS FAZEM HOMENAGENS PARA OS FEIRANTES DA CIDADE DE SP

Foto marco aurelio olimpio_resized
Bom dia, freguesa! Precisa de alguma coisa? “Olha o mamão! Morangos aqui  , docinhos, docinhos. Olha o pastel,  de todos os sabores, freguesia!
No dia 25 de agosto comemora-se o dia do feirante, o profissional que trabalha com produtos da agricultura, levando os alimentos até nossas mesas.

Hoje em dia, além dos produtos alimentícios, hortifrutigranjeiros, podemos encontrar bancas vendendo vários tipos de produtos, como doces, farinha, pescados, carnes e linguiças defumadas, deliciosos pastéis fritos na hora, pequenos utensílios de cozinha, roupas, CDs e DVDs, além de serviços de consertos de panelas entre outros.
A criação da data se deu em virtude da realização da primeira feira livre do Brasil, no ano de 1914, na cidade de São Paulo. São Paulo tem, em média, 122 feiras livres por dia
OS  seresteiros Trovadores Urbanos vão circular feiras em quatro regiões da cidade, fazendo uma linda homenagem aos feirantes e também aos  clientes.
Serviço: 
A partir das 7h da manhã
Feiras Visitadas:
– Pacaembu (em frente ao Estádio)
– Santana – Rua Tupiguaes
– Vila Mariana – Rua Conceição Veloso
– Tatuapé – Rua Santa Catarina
Sobre as feiras da cidade de SP:
Em São Paulo, há 857 feiras livres, segundo dados Secretaria Municipal de Coordenação das Subprefeituras. Nelas, há 16.305 barracas. Se somarmos a extensão de todas as feiras, temos 248, 6 quilômetros – quase a mesma distância entre São Paulo e Ubatuba, no litoral norte do Estado. Em média são 122 feiras por cada dia da semana.
As subprefeituras da Penha e da Mooca, ambas na zona leste, são as campeãs em número de feiras, com 52 e 42, respectivamente. Perus, na zona norte, e Parelheiros, na zona sul, empatam em último lugar, ambas com 8.
Sobre Trovadores Urbanos:
Conhecidos como os “Seresteiros da Cidade”, têm 26 anos de carreira, 8 CDs e 2 DVDs gravados, mais de 100 mil serenatas realizadas e shows pelo Brasil e mundo.
Instituto Trovadores urbanos atende a 150 crianças, com aulas de música e teatro.
Toda sexta oferecem à cidade uma serenata gratuita, “Seresta de Sexta “, na Casa dos Trovadores Urbanos, em Perdizes.
Facebook: Trovadores Urbanos
Instagran #trovadoresurbanos
Macida Joachim
Relacionamento com a imprensa
Rua Diana, 607/24 -Vila Pompéia
São Paulo – Brasil
11-3459-2442/99937-3446

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Empoderamento e letramento – Por Richard Santos*

hip hop

Há alguns anos escrevo esta coluna em nome da Nação Hip Hop Brasil, o que para mim é motivo de grande orgulho poder através de minhas letras, não mais cantadas em forma de rap, chegar a um público vasto e amplo como o deste espaço. Representar a Nação Hip Hop, ser membro do movimento Hip Hop é motivo de orgulho e parte significativa de minha história, relato isso no memorial de minha tese de doutoramento. Porém, sempre fiz coisas pensando em seu inicio, meio e fim. E achando que estamos chegando no momento de passar o bastão, o espaço é para escritos e pensamentos da Nação, com toda a boa vontade que tenha, tenho certeza que não consigo traduzir com minhas palavras e compreensão do mundo as demandas e necessidades dos manos e minas deste enorme país filiados a essa importante entidade. Precisamos respirar, re-energizar as relações e compreensões. Assim que com este texto começo a me despedir deste momento e contribuição extremamente significativo em minha formação pessoal.
Ainda que esteja de partida deste espaço e não da militância na Nação Hip Hop, gostaria de deixar dois indicadores de caminho a serem analisados por aqueles que se propõem a ler minhas más traçadas linhas, a você leitor:
1- EMPODERAMENTO- Ao longo dos últimos anos tenho visto, lido e ouvido muitas queixas sobre como pensar o Hip Hop, como ser mais respeitado por parceiros como partidos políticos e organizações de juventudes que, independentes da nomenclatura, têm sido fortes aliados à esquerda daqueles que acreditam que podem transformar o mundo, também, através do Hip Hop. O conteúdo básico das reclamações é que o aliado Xis ou Ipissilóm não lembra dos manos e minas para a hora do filé mignon, apenas para roer o osso. Que somos convidados apenas para cantar, dançar ou pintar gratuitamente (e a maioria de nós assim aceita), exoticamente somos vistos mais como acessórios do que como sujeitos ativos e contribuintes da transformação. De certo modo já escrevi sobre isso em um texto anterior (Sobre o uso utilitarista do Hip Hop), mas, é algo que não se esgota.
Ultimamente perdemos importantes parceiros que foram para fora das fronteiras do movimento e/ou mesmo buscaram oportunidades oportunas em novos conglomerados políticos com perspectivas de mudança e CAPITALIZAÇÃO da situação do sujeito negro e favelado no Brasil. Certo ou errado, não estou julgando, esses verdadeiramente continuam sua caminhada em busca de EMPODERAMENTO. Sim, faz parte da auto-estima coletiva se sentir empoderado, não vislumbrar soluções individuais para os problemas imediatos mas saber, sentir-se abraçado pelo coletivo e reconhecido nas oportunidades que isso for possível. Enfim, acho que neste momento crucial de acirramento das contradições e das identidades precisamos ter uma organização empoderadora, empoderada e cada vez mais independente. Como isso se dará ou se já está acontecendo, o tempo dirá. Isso é o que definirá se somos uma organização de jovens nem tão jovens mais em busca de um caminho mais rápido para o sucesso e fama, ou se temos amadurecido nossa compreensão sobre o espaço pisado e caminhamos para consolidarmos o processo de amadurecimento organizacional. Esse empoderamento não é responsabilidade de um ou de outro, é uma construção coletiva de todos os que formam essa entidade e, passa também pelo letramento, o segundo ponto a ser tratado aqui.
2- LETRAMENTO- O Hip Hop historicamente é responsável pelo letramento de muitos jovens alijados do processo de alfabetização comum. Em Guiné-Bissau, África, pude conhecer muitos jovens que através das letras do rap, do interesse em fazer a pintura do grafite ou mesmo da necessidade de saber a marcação da música, foram atrás de mais conhecimento e deram os primeiros passos para a cidadania, para o ser e saber através das posses, das pequenas organizações juvenis de Hip Hop aos quais eram filiados. Agora, mais recentemente, no mês de julho de 2017 estava em Cartagena das Indias na Colômbia participando de um Congresso na Universidad Tecnológica ,e dentro de um local histórico chamado Cidade Amuralhada, conheci uns B.Boys venezuelanos que se apresentavam na rua e davam aulas de dança para os interessados, didaticamente localizavam a origem dos movimentos, relacionavam o processo histórico, etc.
Além dos elementos do Hip Hop, tantos os ativistas do bairro de Pindiguiti em Bissau como os venezuelanos em Cartagena, utilizam a arte de rua contra o analfabetismo, isso é letramento. O letramento apresenta-se como um processo em que o ensino da leitura e da escrita acontece dentro de um contexto social e que essa aprendizagem faça parte da vida dos alunos efetivamente. Ao contrário do tradicional conceito de alfabetização, em que os alunos deveriam dominar as habilidades de leitura e escrita de forma mecânica, sem a preocupação com a capacidade de interpretar, compreender, criticar; As habilidades adquiridas na escola devem fazer parte das relações comunicativas dos indivíduos. Assim que questiono: quantos de nós trabalha com essa perspectiva? Quantos têm no estudo uma das ferramentas para a emancipação e luta contra a subserviência? Talvez, através do letramento, do estudo e do raciocínio crítico direcionado um dia consigamos nos livrar das amarras ilustradas no item Empoderamento.
Sei que posso ter me alongado tratando desses dois itens, mas penso que são reflexões e ações que faltam para os manos e minas que se querem ativistas das periferias, da cultura de rua, do movimento Hip Hop. Para quem acredita no poder emancipador descoberto, talvez, através do Hip Hop, mas que possível de irmos mais longe, de vislumbrarmos outras possibilidades e atitudes perante a vida, o letramento e o empoderamento é essencial para esta independência. O que não significa se afastar das atividades ligadas ao Hip Hop, e, sim, fortalece-las, retornando para os seus de forma mais significativa todo o aprendizado iniciado ali nas rodas de break, nas batalhas de rima ou na pista para pintar a cidade cinza. É de cores que falo aqui, precisamos buscar caminhos e soluções para que nossa relação com o movimento, com a arte não seja tão cinza, de dependência e subserviência a quem pagar mais, e, sim, colorida de possibilidades, saberes e altruísmo.
Saudações e respeito à todos os camaradas do Hip Hop brasileiro, axé!