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Dia Nacional da Consciência Negra - 20 de novembro - pode virar feriado em todo o país

O movimento negro luta há bastante tempo para que o Dia Nacional da Consciência Negra - 20 de novembro - seja realmente nacional. Na úl...

domingo, 20 de agosto de 2017

BREVEMENTE EM NOVA CRUZ/RN A INAUGURAÇÃO DA GALERIA SOARES E POUSADA CANTEIRO DA MATRIZ, LEIAM A MATÉRIA COMPLETA!


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LEMBRE-SE: DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA É TODO O SANTO DIA! - "O dia da Consciência Negra veio para fortalecer nossa identidade"

Foto divulgação (Google)

Naiara Rodrigues Silveira, filha única de Oliveira Silveira

Em 1971, um dos fundadores do Grupo Palmares declarava o 20 de novembro, dia da morte de Zumbi dos Palmares, como a data máxima da comunidade negra brasileira. Este idealizador era Oliveira Silveira, pesquisador, poeta e historiador gaúcho. Sete anos depois, o 20 de novembro foi elevado ao Dia Nacional da Consciência Negra.

Foi neste ambiente de ativismo e contestação que Naiara Rodrigues Silveira, 40 anos, cresceu. Filha de Oliveira Silveira, o engajamento ao Movimento Negro foi uma conseqüência natural. Professora e supervisora de uma escola estadual, ela também é secretária geral da Associação Negra de Cultura (ANdC), fundada por seu pai em 1987.

Naiara já foi muito atuante no MN e, com a morte do pai em janeiro deste ano, teve sua atenção voltada para a organização do acervo de sua obra. O livro de Poemas de Oliveira Silveira, que será lançado na sexta-feira (20/11/2009), também contou com a participação de Naiara em sua elaboração.

Imprensa SJDS - Por que o movimento negro gaúcho resolveu buscar uma nova data para reverenciar a luta dos negros contra o regime escravagista, em substituição ao 13 de maio?

Naiara Rodrigues Silveira - O 13 de maio representa para a população negra um grande engodo. Uma lei que trouxe a liberdade de direito, mas não de fato. Os negros chegaram ao Brasil "seqüestrados" da África, sem absolutamente nada. Aqui, construíram o país. Com o advento da abolição da escravatura, foram "despejados", sem direito a nada (educação, propriedade, trabalho, etc.), enquanto os imigrantes receberam vários incentivos para virem para o Brasil: terras, gado, escola, entre outros. Portanto, essa data não trouxe dignidade ao povo negro.

Imprensa SJDS - Qual a importância de comemorar o Dia da Consciência Negra?

Naiara Rodrigues Silveira - Ser negro é muito além do tom de pele. É um jeito de ser, de viver e de entender a vida. Ter consciência de tudo isso nem sempre é um ato fácil em uma sociedade racista como a nossa. É muito difícil ser negro e assumir a negritude. É uma questão de auto-estima. Trezentos anos de escravidão dizendo que "tu não és gente" não poderia dar em outra coisa.

O Dia da Consciência Negra veio exatamente para marcar uma tomada de consciência de quem nós somos, através do fortalecimento de nossa identidade. Ainda não temos muito para comemorar, embora o Movimento Negro Gaúcho seja um dos mais atuantes do país. Temos muito a conquistar no campo da eqüidade e igualdade de oportunidades. Enquanto não chegamos lá, devemos comemorar o Dia da Consciência Negra, levando nossa resistência, mas também nossa cultura, que é a base da cultura brasileira.

Foi através da pesquisa do Grupo Palmares, onde militava Oliveira Silveira, o idealizador do "20 de Novembro", que essa data foi escolhida por ser o possível dia de morte de Zumbi dos Palmares. Nesta data comemoramos não a liberdade, mas a tomada de consciência de nosso povo sobre seu valor e sua contribuição a este país. Hoje, repetimos isso em memória de nossos ancestrais.

Imprensa SJDS - Você acredita que as comunidades negras aqui do Estado conseguiram preservar as suas características culturais, como a religião, por exemplo?

Naiara Rodrigues Silveira - Certamente, embora com muita dificuldade. Dizem os estudiosos que temos peculiaridades nos cultos africanos daqui que não são encontradas em outras partes do país. Temos duas grandes vertentes: uma definida como Angola Conguense e outra Yorubá ou Gegê Nagô, influenciada pela Nigéria e, em menor escala, pelo Benin. A presença destas religiões é ostensiva em todo o Estado. O Rio Grande do Sul possui o maior número de terreiros do Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Porém, acredito que nossa religião esteja ameaçada pela intolerância de algumas igrejas, principalmente pelas neo-pentecostais. A comunidade negra religiosa resiste bravamente, com lideranças de expressão no cenário religioso nacional. Os negros cultores destas religiões, que ainda mantém a autenticidade em suas atitudes e moradias, devem ser protegidos desta ameaça, assim como toda cultura afro-gaúcha.

Imprensa SJDS - Como você vê a figura do negro na identidade do gaúcho?

Naiara Rodrigues Silveira - A população negra no Brasil é de 48%, conforme pesquisa de auto-declaração do IBGE, mas, na verdade, sabemos que é bem maior. No Estado, ela chega a aproximadamente 16%, mas sua influência está emaranhada em todos os segmentos.

A figura do negro sempre foi vista como "menor" na construção da identidade do gaúcho. Isso se deve a uma postura preconceituosa em que somente as culturas alemãs, italianas, polonesas e outras, de origem branca, são consideradas como formadoras da comunidade gaúcha. Hoje sabemos da influência do negro em toda cultura sulista.

Ainda temos muito que caminhar e isso começa na escola, que ainda não conta a história do negro no RS e de seus heróis. Por isso, desejamos a implementação da lei que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira".

Imprensa SJDS - Como você avalia a atuação do Movimento Negro hoje e a inserção do negro na sociedade brasileira?

Naiara Rodrigues Silveira - O Movimento Negro vem crescendo em número, organização e ação. Nas décadas de 60 e 70, o movimento era de denúncia e resistência; hoje, ele é também propositivo. Graças a ele, houve avanços significativos em diversas áreas e temos adquirido, embora timidamente, a visibilidade e a inserção na sociedade. A conquista das ações afirmativas é uma delas. A luta não pára, irá continuar até que as diferenças se unam e não separem. Ser diferente sim, mas com direitos iguais.

Fonte: http://oliveirasilveira.blogspot.com.br/

Grito dos Excluídos de 2017 será “por direitos e democracia, a luta é todo dia”

23ª Edição do Grito dos Excluídos
Na 23ª edição do Grito dos Excluídos, os movimentos sairão às ruas do país com as bandeiras reafirmando que a luta por direitos e democracia se faz todos os dias. A atividade ocorre no dia 7 de setembro em diferentes estados brasileiros. É o dia da comemoração da independência do Brasil. Nada melhor do que esta data para refletir sobre a soberania nacional, que é o eixo central das mobilizações do Grito.
A programação das atividades do Grito dos Excluídos no Distrito Federal será divulgada em breve.
O objetivo maior da manifestação é valorizar a vida e anunciar a esperança de um mundo melhor, construindo ações a fim de fortalecer e mobilizar a classe trabalhadora nas lutas populares; assim como denunciar a estrutura opressiva e excludente da sociedade e do sistema neoliberal que nega a vida e quer nos impedir de sonhar.
Em 2017, o Grito dos Excluídos abordará sete grandes eixos para reflexão, denúncia e ação. Confira:
1- Democratizar a Comunicação
Na era da informação quem detém a mídia tem poder sobre a opinião das pessoas. A comunicação é um bem público que o Estado concede o direito de operar, só que no Brasil essa operação atende a interesses particulares, dos endinheirados que só visam ao lucro. Denunciamos esse modelo de mídia e comunicação e exigimos a sua regulamentação, assim como um processo transparente de democratização da informação em nosso país.
2 – Direitos Básicos
O Brasil “democrático” foi construído com um desejo impetuoso das elites de dominar, acumular e lucrar mais e mais à custa do povo. É um Brasil que desrespeita os direitos fundamentais: à vida, à dignidade, a ter direitos. O acesso, ampliação e universalização dos direitos fundamentais conquistados e garantidos na Constituição Federal de 1988, e que não foram plenamente implementados e universalizados, hoje estão sendo ameaçados.
Em nome da crise econômica, o governo golpista de Michel Temer está fundamentando a redução e a negação de direitos básicos, com o corte dos investimentos sociais, beneficiando ao sistema financeiro transnacional. Estamos no meio de um ataque aos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras: congelamento dos investimentos por 20 anos, reformas da previdência e trabalhista que abrem um leque para privatizações dos serviços básicos. Vamos nos juntar e fortalecer a luta e a resistência contra qualquer retrocesso e ameaça aos nossos direitos (saúde, educação, aposentadoria, terra, água, salário maternidade, transporte, etc.). Nenhum direito a menos! Por isso, a rua é o nosso lugar!
3 – Estado fomentador de violência
A política do Estado mínimo imposta pelo sistema capitalista neoliberal busca a acumulação de capital, em detrimento das políticas sociais, cuja implementação, muitas vezes, fica a cargo de terceiros. Prática que fomenta as várias situações de violência.
A violência é justificada como forma para o Estado funcionar, ela é “silenciosa” e seletiva com os setores vulneráveis da sociedade a fim de contê-los. O sistema capitalista exclui a juventude negra, pobre e da periferia, degrada o meio ambiente e mata negros, mulheres, índios, quilombolas, LGBT(s) e não nos suporta!
4 – Que projeto de país desejamos? Que Estado queremos?
O Estado sempre foi assediado e disputado pelo capital como instância que lhe garante acessos, facilidades e proteção. A corrupção não é uma novidade, nem no Brasil, nem em lugar algum do mundo, ela faz parte do sistema e o mantém. Portanto, devemos
nos desvencilhar desta armadilha que foi montada sobre a corrupção e de processos eleitorais, e refletir sobre: Que Estado queremos? Que país desejamos? Certamente, uma nação que sustente um projeto comum, que garanta o crescimento econômico, não dos grandes empresários, das instituições milionárias, mas sim dos trabalhadores. Com distribuição de renda de forma igualitária, garantia de fato dos direitos a todos e todas, especialmente os/as mais vulneráveis e excluídos/das.
5 – Participação política é emancipação popular
Sob um governo golpista e ilegítimo, as experiências coletivas estão em xeque. O trabalho de base e a formação de coletivos de luta e resistência, nos mais diferentes recantos de nosso país, rompem com esse novo padrão que tentam nos impor.
Reconstruímos o país com as Diretas Já, elaboramos uma avançada Constituição Cidadã, conquistamos vários direitos que hoje estão ameaçados. Isso indica que não há um modelo pronto. A participação política é fundamental para provocar processos de mudanças estruturais, na construção de uma sociedade, de um Estado e um país livre, democrático, justo e igualitário. Todos e todas somos convidados a participar para construir a democracia e assegurar nossos direitos.
6 – Unir generosas/os nas ruas
A rua traz consigo dois sentidos, principalmente para moradores das periferias, pode ser um ambiente de acolhimento, mas também de abandono e perigo. Toda a violência sofrida pela periferia, sobretudo a policial, provoca o medo das pessoas de frequentar a rua como um espaço de convivência e de uso coletivo, o que nem sempre é uma preocupação em alguns bairros de classe média.
Em tempo de retrocessos democráticos se torna mais urgente e necessário ocuparmos esse espaço. Vamos para as ruas não só para lutar, mas também para celebrar. Ocupar a rua é vivenciar, é sentir, é olhar o outro sem preconceitos, racismo, machismo, homofobia, é olhar o outro na sua integralidade e como companheiro/a.
7 – Uma ecologia integral
A Campanha da Fraternidade desse ano trouxe para a reflexão os biomas brasileiros, as ameaças a que estão submetidos e a convocação para lutar em sua defesa. Falar de bioma não é só falar de plantas, animais, fungos e as relações entre si, mas também inclui os seres humanos. Denunciar e lutar contra a destruição dessa comunidade é lutar por nossa casa comum, pela vida em toda a sua integralidade, pelo Planeta, “que sofre em dores de parto”. É preciso resistir e lutar: pela nossa história, pela vida do Planeta, por “Vida em primeiro lugar”!
O Grito dos Excluídos foi concebido para ser um processo de construção coletiva. Hoje compõem a Coordenação Nacional a Comissão 8 da CNBB, Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Cáritas Brasileira (CB), Central dos Movimentos Populares (CMP), Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Pastoral Operária (PO), Serviço Pastoral dos Migrantes (SPM), Comissão Pastoral da Terra (CPT), Rede Jubileu Sul Brasil, Grito Continental, Juventude Operária Católica (JOC), Pastoral Afro Brasileira, Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Pastoral da Mulher Marginalizada (PMM), Rede Rua, Pastoral da Juventude do Meio Popular (PJMP), Pastoral da Juventude (PJ) e Pastoral Carcerária (PCR).
Aguarde mais informações.
SINPRO/DF

O CENTENÁRIO DA REVOLUÇÃO QUE ABALOU O MUNDO MAS FICOU DEVENDO O TIRO DE MISERICÓRDIA NO CAPITALISMO.


Por Paulo Francis

Ninguém é perfeito. Então, por mais que eu tente trazer para o blogue todas as informações realmente importantes que vêm à tona, uma ou outra escapa.

Caso de alguns trechos delação premiada do Emílio Odebrecht, que foram dados a público pelo ministro Edson Fachin no último mês de abril (e eu, lamentavelmente, passei batido). O patriarca dos Odebrecht admitiu:
— ter organizado uma série de encontros com empresários para apresentar-lhes o Lula nos anos de 2001 e 2002, visando dissipar a desconfiança com relação a um possível governo do PT; 
— ter sido um dos primeiros magnatas a apoiar financeiramente o PT ("E não posso negar que fazíamos pagamentos em volumes consideráveis"); e 
— ter ajudado a redigir aquele que certamente é o mais infame documento da trajetória do Lula e da história do PT ("A Carta ao Povo Brasileiro, datada de 22 de junho de 2002, e feita com o propósito de acalmar o mercado financeiro, é um exemplo exato do tipo de apoio não financeiro que dávamos ao ex-presidente... Essa carta tem muita contribuição nossa").
Adicionar legenda
Aquela que mais merecia ser chamada de Carta de Vassalagem aos Capitalistas Brasileiros (leiam-na aqui ) foi o mico que Lula pagou publicamente para os donos do PIB permitirem que ele vencesse a eleição presidencial e depois fosse empossado. 

O pagamento do outro mico se deu na reunião fechada em que o Zé Dirceu, representando-o, assumiu com a mesma cambada o compromisso de manter política econômica similar à do FHC, nunca adotando medidas macroeconômicas que afetassem os interesses dos realmente poderosos.

O pior é que o Lula nem sequer se envergonhava de ter vendido a alma ao diabo. Pelo contrário, várias vezes reconheceu que os capitalistas jamais haviam explorado tanto os trabalhadores quanto o fizeram durante a parceria com o PT. 

Usava, claro, palavras mais suaves, como estas: 
"Se tem uma coisa que nenhum empresário brasileiro pode se queixar nos meus seis anos de mandato é que nunca se ganhou tanto dinheiro como no meu governo"

O sentido era inequívoco. Daí os dotados de espírito crítico sempre terem afirmado que Lula era o pai dos pobres e a mãe dos ricos...

Fonte: https://naufrago-da-utopia.blogspot.com.br/

A realidade do aborto no Brasil retratada em quadrinhos

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Por Alessandra Monterastelli*
Há dois dias, o Portal Vermelho publicou uma matéria do El País que tratava de como o aborto continua sendo um grande tabu na América Latina, já que é considerado crime em quase todas as legislações desses países. Apesar da recente despenalização sob três hipóteses no Chile (risco de vida para a gestante, inviabilidade fetal e estupro) e a codificação dada pelo STF no Brasil em 2016 de que praticar aborto nos três primeiros meses de gestação não é crime, os avanços para uma lei que proteja as mulheres e reconheça o direito delas sobre o próprio corpo ainda é tímida.
Segundo dados da ONU, a América Latina é a região do mundo com maior porcentagem de gestações não planejadas, 56%. Apesar da proibição, o abordo é uma realidade: a cada ano centenas de milhares de mulheres efetuam o processo de forma clandestina, representando enormes riscos para a própria saúde. As complicações decorrentes dessas intervenções sem auxílio médico representam uma das principais causas de mortalidade materna- 67 mortes por cada 100.000 nascidos vivos, segundo dados do CEPAL.
Na realidade desigual e injusta de um país como o Brasil, movimentos feministas lembram que as mulheres ricas abortam através de procedimentos caros, enquanto as mulheres pobres e periféricas morrem ao tentar interromper a gravidez em clinicas de aborto clandestinas, muitas vezes de infecções causadas pela falta de preparo, cuidados e higiene do local.
Na maioria das vezes essas mulheres não têm condições financeiras e familiares de criar uma criança ou, ainda, são abandonadas no cuidado da criança, já que os homens têm o aborto liberado- se não querem ter o bebê, vão embora, não assumindo responsabilidade afetiva ou financeira.
Além de passar inúmeros riscos e dificuldades sozinhas, são julgadas pela sociedade como “assassinas” e “imorais”. Mas, afinal, quem são essas mulheres?
É isso que o projeto Quatro Marias, de Helô D’Angelo, Joyce Gomes e Bianca Santana trata de mostrar. A ideia, que nasceu como projeto de TCC, é contar a história, através dos quadrinhos, de quatro personagens que praticaram o aborto clandestino – humanizando-as e retratando suas dificuldades, situação social e personalidade. Os quatro relatos são histórias reais, apenas os nomes foram mudados. “Todo mundo conhece pelo menos uma mulher que abortou. Aqui, nós apresentamos as histórias em quadrinhos de quatro anônimas – quatro mulheres com quem você pode muito bem já ter cruzado na rua. Uma delas pode até ser sua amiga. Uma delas pode até ser sua mãe”.
Maria Memória é uma jovem de classe média que engravida e decide abortar no final dos anos 70, durante a ditadura militar, em uma sociedade ainda muita conservadora: “os anos 60 haviam passado e levado junto a liberdade sexual. Mas essa história só pegou mesmo na Europa e nos EUA. Por aqui, pelo menos entre quem estava no poder, os costumes e as regras continuaram tão rígidos e antiquados como antes (…) o aborto era uma coisa tão remota, no imaginário tradicional, que nem merecia ser discutido”. Além de contar a experiência das entrevistadas, o quadrinho apresenta dados reais da situação do aborto no Brasil. No Caso de Maria Memória, que após abortar engravidou novamente três meses depois, é revelado que 25% das adolescentes engravidam de novo um ano após primeiro procedimento.
Maria Dentro da Lei, descendente de avó indígena, engravidou vítima de estupro. “Você precisa ser mulher para sofrer violência sexual. Não tem cor, não tem classe social. Tem madame que entra no carro e tarado entra junto. E tem gente que está no ponto de ônibus e a violência acontece. É uma violência de gênero”, diz, em um dos desenhos, Beatriz Duarte Gomes, assistente social do Hospital Pérola Byngton. Maria recorreu ao aborto legalizado (permitido em caso de violência sexual), mas conta como é difícil encontrar um lugar para fazer o procedimento. “Na teoria, há no Brasil 71 hospitais disponíveis para o procedimento em 26 Estados; só que a lista desses estabelecimentos não está divulgada em lugar nenhum”; é citado, inclusive, que o Ministério da Saúde foi investigado por omissão pelo Ministério Público Federal em janeiro de 2016.
Na história de Maria Mudança, os traumas passados, a vida familiar e o lado psicológico da moça são mais explorados, já que sua história começa com ela contando do aborto em uma consulta na psicóloga. Por ser de classe média alta, consegue fazer o procedimento em uma clínica especializada, com um médico atencioso à sua saúde, e é bem tratada. No final, ela chora: “só porque eu tinha dinheiro esse procedimento foi seguro”.
Maria Julieta mora na periferia. “Sabe o que mais deixa as pessoas bem putas mesmo? Uma mulher com tesão. Isso não pode, só o homem pode sentir prazer”. Transa com um rapaz e, após contar a ele de sua gravidez, é abandonada: “cê você decidir ter o filho, sabe que vai ter sozinha. Eu não tô afim de ser pai”. Maria faz o aborto tomando Cytotec, que arranja de forma clandestina. Sofre durante todo o processo, tanto pelas fortes dores, pela falta de segurança e auxílio médico, quanto pelo medo de morrer ou de não conseguir interromper a gravidez de forma efetiva.
Essas são as quatro Marias. O trabalho narra, pelos quadrinhos, não só as dificuldades e perigos presentes na realidade de inúmeras mulheres brasileiras na hora de abortar, mas também os machismos da sociedade e a forma como as mulheres crescem com eles no seu entorno; o que passa pela cabeça de uma mulher diante dessas situações, e suas consequências psicológicas. Além disso, divulga dados importantes, explica o funcionamento da pílula e de alguns remédios dentro do corpo feminino. Tudo isso unindo texto e desenho, de forma simples e clara.
* estagiária do Portal Vermelho 
Do Portal Vermelho 

Ministério pretende alavancar Niterói no cenário internacional do audiovisual

audiovisualniteroi
A cidade de Niteroi (RJ) vai se tornar o próximo polo de grandes produções audiovisuais do País a partir de 2018. O Ministério da Cultura anunciou o laçamento de editais de apoio e de desenvolvimento de audiovisual, eventos internacionais e estruturação e ativação de equipamentos culturais da cidade.
Os recursos serão oriundos da Agência Nacional do Cinema (Ancine), da Lei Rouanet, da Prefeitura de Niterói, do ICMS do governo do estado e da lei de incentivo municipal.
Para o ministro da Cultura, Sergio Sá Leitão, a forma mais eficiente de o governo federal promover o desenvolvimento do País é fazer parceria com os estados e municípios. “Essa é uma diretriz da minha gestão no Ministério da Cultura”, afirmou Sá Leitão.
O ministro informou que a parceria deve incluir todos os elos da cadeia do audiovisual e disse que Niteroi já tem vocação para o setor, onde foi criado, por exemplo, um curso de cinema na Universidade Federal Fluminense (UFF), referência no País.
Fonte: Portal Brasil, informações do Ministério da Cultura