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sábado, 19 de agosto de 2017

Carlos Drummond de Andrade, da província para o vasto mundo

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O calendário data o ano de 1929. Belo Horizonte, a cidade símbolo da República brasileira, ganha um novo elemento: o viaduto Santa Tereza passa a integrar a paisagem urbana da capital de Minas Gerais. No cotidiano descer a rua da Bahia, Carlos Drummond de Andrade (1902 – 1987) passeia pela nova ponte, obra influenciada pelas principais tendências arquitetônicas da época. Errante e anônimo entre outros passantes, o poeta segue seu caminho até que, para surpresa de todos, começa a escalar o arco direito de quem logo sobe pelas vias do bairro Floresta.
Inusitada, a anedota é comumente lembrada ao se falar da relação de Drummond com a Belo Horizonte dos idos de 1920 e 1930, onde viveu por 14 anos. A história ilustra bem a ambígua relação do escritor com a recém-inaugurada capital – apenas cinco anos mais velha que ele. O pacato e o efêmero, a tradição e a modernidade – as contradições da cidade foram registradas pelo poeta e não escaparam de seu olhar crítico.
“Drummond tem uma relação permeada por tensões com Belo Horizonte”, analisa a professora do departamento de Letras da UFMG, Maria Zilda Ferreira Cury. Afinal, “a mesma cidade projetada para ser o símbolo da República, a capital da Luz, fundada sob o signo do modernismo e do iluminismo, é também aquela que ainda guardava algo de bucólico e de provinciano”, lembra.
Além disso, em matéria de Brasil, “as coisas aconteciam mesmo era no Rio de Janeiro, capital da República na época”. Era esta a referência de Drummond, que, por vezes, se punha crítico à pacatez de Belo Horizonte em contraste à efervescência da Cidade Maravilhosa. “BH ainda era provinciana demais para os sonhos de ocupação intelectual e política de Drummond”. Por isso, ele várias vezes a classifica como “cidade do tédio”.
A capital, obviamente, foi importante para a formação intelectual do poeta e é também um lugar de muitos afetos – além das amizades, ele se casa aqui em 1925 e tem dois filhos, observa o jornalista e escritor Fabrício Marques, autor do livro “Uma Cidade Se Inventa” (2015). Marques, no entanto, vai além, pontuando que a capital, com menos de meio século desde sua fundação, se beneficiou sobremaneira do prestígio da vanguarda literária que abrigava.
E se falando do horizonte afetivo de Drummond na capital mineira, “é preciso lembrar que, ao se instalar em BH, ele se agrupou a outros intelectuais”, frisa a professora Maria Zilda. Participavam do grupo de Drummond nomes como Abgar Renault, João Alphonsus, Pedro Nava, Milton Campos, Ciro dos Anjos e Alberto Campos. Juntos, eram conhecidos como “Meninos do Estrela”, em referência aos encontros no Café Estrela, que, como o Bar do Ponto (foto) e outros espaços, são lugares antológicos na obra drummondiana. Lá, trocavam versos entre um chope e outro.
O grupo, é verdade, também se beneficiou do fato de a cidade, ainda com pouco mais de 50 mil habitantes, ser lugar que gozava de certa importância – afinal, foi a primeira grande obra da República. “Eles logo ocuparam espaços de relevância no meio intelectual”, pontua a professora. Drummond, por exemplo, se tornou redator do “Diário de Minas”, jornal conservador do Partido Republicano Mineiro, mas que serviu de acesso para as publicações modernistas do poeta.
O conservadorismo literário, aliás, foi trincheira vencida pelo itabirense já em 1927, quando publicou, em uma revista carioca, o poema “No Meio do Caminho”, considerado um escândalo para os padrões de então. Em 1930, atuando no diário oficial do Estado (Minas Gerais) e assinando uma coluna com os pseudônimos Antônio Crispim e Barba Azul, o poeta, ainda em BH, lança “Alguma Poesia”, seu primeiro livro, com a expressiva tiragem (para a época) de 500 exemplares.
Fonte: Jornal O Tempo

Nordeste é a região que mais aproveita potencial turístico, diz pesquisa

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O potencial do Nordeste para a atividade turística foi avaliado como alto ou muito alto por 44,2% dos nordestinos. Seus moradores são os que mais reconhecem o valor de sua região para o setor, seguidos pelos moradores das regiões Sudeste (42,3%), Sul (32,6%) e Centro-Oeste e Norte (32,2). O estudo foi encomendado pelo Ministério do Turismo.
A pesquisa revela ainda que 8 em cada 10 brasileiros acreditam que o potencial turístico do País é de médio para muito alto. Se a questão é aproveitar o potencial, novamente para os entrevistados, o Nordeste desponta, com 39,6%. Em segundo lugar, aparece o Norte e Centro-Oeste (32,7%), seguido do Sudeste (32,3%) e Sul (20,1%).
“O Ministério do Turismo tem realizado uma série de ações para investir na infraestrutura dos destinos nacionais, assim como na qualificação de quem está na linha de frente do atendimento ao turismo. Queremos posicionar o Brasil entre os grandes destinos mundiais”, afirmou o ministro do Turismo, Marx Beltrão.
Uma série de trabalhos tem sido feita para divulgar os atrativos brasileiros. Em maio deste ano, foi a vez da Amazônia, com a campanha “Descubra uma nova Amazônia”. O objetivo na ocasião era gerar identificação, apresentando a multiplicidade da região.
A pesquisa foi realizada de 17 a 23 de março de 2017 pelo Instituto FSB Pesquisa. Foram ouvidas 2.002 pessoas com mais de 16 anos em todas as regiões do País.
Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério do Turismo

Cais do Valongo coloca Brasil em novo patamar de turismo cultural, dizem especialistas

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Em julho deste ano, o Sítio Arqueológico do Valongo, no Rio de Janeiro (RJ), foi declarado Patrimônio Mundial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O título representa o reconhecimento de um período marcante da história da humanidade.
O local, encoberto por outras obras do antigo porto, foi a principal porta de entrada de africanos escravizados no Brasil, e o reconhecimento como patrimônio, segundo especialistas, coloca o Brasil em um novo patamar no turismo cultural e étnico, além de valorizar a cultura e memória dos povos africanos no País.
De acordo com o coordenador-geral de produtos turísticos do Ministério do Turismo, Cristiano Borges, o Cais do Valongo é o 14º patrimônio cultural da humanidade no Brasil. Esse número, segundo ele, contribui para que o País se torne um produto turístico atraente para o visitante internacional.
“Além da importância de proteção do bem tombado, esse tombamento tem importância para o turismo cultural e para o turismo étnico”, afirma.
História e Cultura
A origem africana é um dos aspectos mais relevantes da história brasileira. Para a pesquisadora do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros da Universidade de Brasília (Neab/UnB), Glória Moura, o reconhecimento do Cais valoriza a cultura e resgata valores.
“Africanos escravizados tiveram uma contribuição inestimável para nossa história, não só na música e culinária, por exemplo, mas também no trabalho. O Cais do Valongo merecia esse reconhecimento, merece essa importância, para que a luta histórica dos afro-brasileiros neste País seja reconhecida. O Cais é um memorial da nossa identidade”, defende.
A candidatura do cais ao título de patrimônio da humanidade demonstra, inclusive, aos olhos dos outros países, a “coragem” de colocar o tema da escravidão em pauta, defende o diretor do Departamento de Articulação e Fomento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Marcelo Brito.
“O Brasil foi pioneiro e protagonista com relação a essa temática, a gente se orgulha muito de poder ter dado essa contribuição. O Cais do Valongo será referência para que outras nações apresentem propostas semelhantes para a lista dos patrimônios da humanidade”, afirma.
Aterrado em 1911, o cais foi redescoberto um século depois, em 2011, durante as obras de revitalização da região do porto.
Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério do Turismo, do Iphan e da Universidade de Brasília

UNE lança versão online do catálogo da 10ª Bienal

Edição traz fotos, entrevistas, e um relato caprichado sobre as mostras convidadas e selecionadas

Foram 4 dias de festival, 1140 trabalhos inscritos, 85 convidados, 75 atrações, mais de cem caravanas de estudantes de todo o Brasil e um público total de 80 mil pessoas. O catálogo da 10ª Bienal da UNE já está disponível online onde está registrada toda a magia e as cores do maior festival estudantil da América Latina que fez  “A Feira da Reinvenção” em Fortaleza, no Ceará de 29 de Janeiro a 1º de fevereiro de 2017. Um relato caprichoso sobre os debates, mostras convidadas e selecionadas nas linguagens de cinema, literatura, artes cênicas, artes visuais, C&T, projetos de extensão, música e audiovisual. A edição traz ainda entrevistas com participantes, convidados especiais e um resumo sobre a história das bienais da UNE.
Folheie a edição na íntegra:

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