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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Sindicato é pra Lutar vence as eleições da ADUERN. Rivânia Moura é a nova presidenta

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Com 215 votos de vantagem, a chapa SINDICATO É PRA LUTAR, encabeçada  pela professora Rivânia Moura venceu a eleição para a escolha da nova diretoria que vai comandar o Associação dos Docentes da UERN, no biênio 2017-2019.

Representantes das duas chapas acompanharam a apuração dos votos na sede da ADUERN, em Mossoró. Nos campi a apuração foi realizada simultaneamente e o resultado final foi comunicado oficialmente após 1h do início da contagem.

A participação da categoria no processo eleitoral foi considerada um sucesso pela comissão eleitoral, superando as expectativas iniciais. Dos 963 aptos a votar, foram contabilizados 705 votos válidos, o que corresponde a 74% do eleitorado.

A presidenta eleita da ADUERN Rivânia Moura comemorou a vitória e garantiu que os próximos dias serão de articulação. Em sua avaliação, Rivânia destacou que a história e o comprometimento com as lutas pesaram na escolha da categoria pela chapa SINDICATO É PRA LUTAR.

“A disputa foi muito saudável e envolveu a categoria. Vencer a eleição e com esta cotação expressiva nos dá mais responsabilidade ainda e mostra que a categoria sabe qual é a real função de um sindicato e quem tem trajetória nas lutas dentro e fora da universidade”, ressaltou Rivânia.

Confira o resultado da votação em cada Campus.

Sindicato é pra Lutar
Unidos pela ADUERN
ASSU
31
28
CAICO
08
10
NATAL
59
37
PAU DOS FERROS
78
03
PATU
19
03
MOSSORO
263
166
TOTAL
458
247

Encontro fortalece defesa do manancial Piquiri-UNA. - CPC/RN PRESENTE!


(Estação de captação da CAERN no rio Piquiri)

Aconteceu em Nova Cruz, na manhã desta quinta feira, 17 de Agosto, no Clube do Povo – Mercado Público, mais um encontro com representantes da sociedade e de Igrejas, em defesa do manancial dos rios, Piquiri e Una”, promovido pelo “Fórum Permanente S.O.S. rios, Piquiri e Una”, com o objetivo de ampliar os agentes de mobilização desta luta que terá um importante momento regional em Outubro deste ano.

O manancial é o provedor da água potável para a população dos municípios de Pedro Velho, Montanhas e Nova Cruz e, quando da construção da nova adutora pelo governo do estado, se estenderá até os municípios de Santo Antonio e Serrinha.






O encontro desta manhã contou com representantes de Igrejas Evangélicas,  da Igreja Católica – através do Serviço de Assistência Social –SAR da Arquidiocese de Natal e da Pastoral da Comunicação (Pascom da Paróquia de Nova Cruz), da EMATER/Escritório local, do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, de Associações, do Centro Potiguar de Cultura – CPC/RN, do CRAS de Nova Cruz, da Câmara Municipal de Nova Cruz, dos Conselhos: Municipal e Tutelar de Nova Cruz, e de populares, que debateram e definiram as estratégias de mobilização para o grande evento que marca o dia “D” de luta em defesa dos rios, previsto para Outubro deste ano e que busca dar visibilidade às diversas autoridades, municipais, estaduais e federais, dos problemas detectados nestes rios, que já afetam suas capacidades de abastecimentos e de promoção do desenvolvimento econômico destas populações.

O Rio Piquiri abastece uma população de aproximadamente 150 mil habitantes no Agreste e litoral sul potiguares, com uma adutora que já está obsoleta há pelo menos 20 anos. Estudos relatados pelo Fórum dão conta de que o rio está com capacidade cada vez menor, em virtude do assoreamento desenfreado, dos desvios dos cursos das águas, dos desmatamentos em suas margens promovidos pelas usinas, enfim, por uma gama de fatores apresentados e com um futuro agravante: A construção de uma nova adutora, com vazão direta do manancial até Nova Cruz e com ampliação até os municípios de Santo Antonio e Serrinha, anunciada pelo Governo do Estado. É necessário, portanto, um amplo e permanente trabalho de mobilização para a preservação do rio Piquiri e de implantações de projetos sustentáveis, que permitam sua plena saúde, para que ele possa em retribuição manter estes abastecimentos e o desenvolvimento das populações por ele, beneficiadas.

(Matéria Claudio Lima - Fotos Eduardo Vasconcelos)
 Membros do Fórum Social de Políticas Públicas de Nova Cruz e convidados, após reunião

 Carlinhos - Coordenação do Fórum
 Eduardo Vasconcelos - CPC/RN participando das discussões e encaminhamentos do FÓRUM
 Intervenções muito bem colocadas de Juliane Oliveira - representante da EMATER - Nova Cruz

 Listas de presenças
 Convite feito a sociedade civil e organizada

Historia do Carnaval: Brasil e a influencia do negro...


A cultura brasileira é uma síntese da influência dos vários povos e etnias que formaram o povo brasileiro. Não existe uma cultura brasileira perfeitamente homogênea, e sim um mosaico de diferentes vertentes culturais que formam, juntas, a cultura do Brasil. Naturalmente, após mais de três séculos de colonização portuguesa, a cultura do Brasil é, majoritariamente, de raiz lusitana. É justamente essa herança cultural lusa que compõe a unidade do Brasil: apesar do povo brasileiro ser um mosaico étnico, todos falam a mesma língua (o português) e, quase todos, são cristãos, com largo predomínio de católicos. Esta igualdade linguística e religiosa é um fato raro para um país de grande tamanho como o Brasil, especialmente em comparação com os países do Velho Mundo.

Embora seja um país de colonização portuguesa, outros grupos étnicos deixaram influências profundas na cultura nacional, destacando-se os povos indígenas, os africanos, os italianos e os alemães. As influências indígenas e africanas deixaram marcas no âmbito da música, da culinária, do folclore, do artesanato, dos caracteres emocionais e das festas populares do Brasil, assim como centenas de empréstimos à língua portuguesa. É evidente que algumas regiões receberam maior contribuição desses povos: os estados do Norte têm forte influência das culturas indígenas, enquanto algumas regiões do Nordeste têm uma cultura bastante africanizada, sendo que, em outras, principalmente no sertão, há uma intensa e antiga mescla de caracteres lusitanos e indígenas, com menor participação africana.

No Sul do país as influências de imigrantes italianos e alemães são evidentes, seja na língua, culinária, música e outros aspectos. Outras etnias, como os árabes, espanhóis, poloneses e japoneses contribuíram também para a cultura do Brasil, porém, de forma mais limitada
Os africanosA cultura africana chegou ao Brasil com os povos escravizados trazidos da África durante o longo período em que durou o tráfico negreiro transatlântico. A diversidade cultural da África refletiu-se na diversidade dos escravos, pertencentes a diversas etnias que falavam idiomas diferentes e trouxeram tradições distintas. Os africanos trazidos ao Brasil incluíram bantos, nagôs e jejes, cujas crenças religiosas deram origem às religiões afro-brasileiras, e os hauçás e malês, de religião islâmica e alfabetizados em árabe. Assim como a indígena, a cultura africana foi geralmente suprimida pelos colonizadores. Na colônia, os escravos aprendiam o português, eram batizados com nomes portugueses e obrigados a se converter ao catolicismo.

Capoeira, a arte-marcial afro-brasileira.Os africanos contribuíram para a cultura brasileira em uma enormidade de aspectos: dança, música, religião, culinária e idioma. Essa influência se faz notar em grande parte do país; em certos estados como Bahia, Maranhão, Pernambuco, Alagoas, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul a cultura afro-brasileira é particularmente destacada em virtude da migração dos escravos.

Os bantos, nagôs e jejes no Brasil colonial criaram o candomblé, religião afro-brasileira baseada no culto aos orixás praticada atualmente em todo o território. Largamente distribuída também é a umbanda, uma religião sincrética que mistura elementos africanos com o catolicismo e o espiritismo, incluindo a associação de santos católicos com os orixás.

A influência da cultura africana é também evidente na culinária regional, especialmente na Bahia, onde foi introduzido o dendezeiro, uma palmeira africana da qual se extrai o azeite-de-dendê. Este azeite é utilizado em vários pratos de influência africana como o vatapá, o caruru e o acarajé.

Na música a cultura africana contribuiu com os ritmos que são a base de boa parte da música popular brasileira. Gêneros musicais coloniais de influência africana, como o lundu, terminaram dando origem à base rítmica do maxixe, samba, choro, bossa-nova e outros gêneros musicais atuais. Também há alguns instrumentos musicais brasileiros, como o berimbau, o afoxé e o agogô, que são de origem africana. O berimbau é o instrumento utilizado para criar o ritmo que acompanha os passos da capoeira, mistura de dança e arte marcial criada pelos escravos no Brasil colônial.

Segundo definição genérica, o carnaval é uma festa popular coletiva, que foi transmitida oralmente através dos séculos, como herança das festas pagãs realizadas a 17 de dezembro (Saturnais - em honra a deus Saturno na mitologia grega.) e 15 de fevereiro (Lupercais - em honra a Deus Pã, na Roma Antiga.). Na verdade, não se sabe ao certo qual a origem do carnaval, assim como a origem do nome, que continua sendo polêmica. 

O Carnaval:
Alguns estudiosos afirmam que a comemoração do carnaval tem suas raízes em alguma festa primitiva, de caráter orgíaco, realizada em honra do ressurgimento da primavera. De fato, em certos rituais agrários da Antigüidade, 10 mil anos A.C., homens e mulheres pintavam seus rostos e corpos, deixando-se enlevar pela dança, pela festa e pela embriaguez.

Outros autores acreditam que o carnaval tenha se iniciado nas alegres festas do Egito. É bem verdade que os egípcios festejavam o culto a Ísis há 2000 anos A.C.

Em Roma, realizavam-se danças em homenagem a Deus Pã (as chamadas Lupercais) e a Baco (ou Dionísio para os gregos). Rituais Dionisíacos ou Bacanais.

Com o advento do cristianismo, a Igreja Católica começou a combater essas manifestações pagãs, sacralizando algumas, como o Natal e o Dia de Todos os Santos. Entre todas, o Carnaval foi uma das poucas a manter suas origens profanas, mas se restringiu aos dias que antecedem o início da Quaresma e ganhou colorido local. Na França medieval, era celebrado com grandes bebedeiras coletivas. Na Gália, tantos foram os excessos que Roma o proibiu por muito tempo. O papa Paulo II, no século XV, foi um dos mais tolerantes, permitindo que se realizassem comemorações na Via Ápia, rua próxima ao seu palácio. Já no carnaval romano, viam-se corridas de cavalo, desfiles de carros alegóricos, brigas de confetes, corridas de corcundas, lançamentos de ovos e outros divertimentos.

Entretanto, se o Catolicismo não adotou o carnaval, suportou-o com certa tolerância, já que a fixação do período momesco gira em torno de datas predeterminadas pela própria igreja. Tudo indica que foi nesse período que se deu a anexação ao calendário religioso, pois o carnaval antecede a Quaresma. É uma festa de características pagãs que termina em penitência, na dor de quarta-feira de Cinzas.

O baile de máscaras, introduzido pelo papa Paulo II, adquiriu força nos séculos XV e XVI, por influência da Commedia dell'Arte. Eram sucesso na Corte de Carlos VI. Ironicamente, esse rei foi assassinado numa dessas festas fantasiado de urso. As máscaras também eram confeccionadas para as festas religiosas como a Epifania (Dia de Reis). Em Veneza e Florença, no século XVIII, as damas elegantes da nobreza utilizavam-na como instrumento de sedução.

Na França, o carnaval resistiu até mesmo à Revolução Francesa e voltou a renascer com vigor na época do Romantismo, entre 1830 e 1850. 
Manifestação artística onde prevalecia a ordem e a elegância, com seus bailes e desfiles alegóricos, o carnaval europeu iria desaparecer aos poucos na Europa, em fins do século XIX e começo do século XX.

Há que se registrar, entretanto, que as tradições momescas ainda mantêm-se vivas em algumas cidades européias, como Nice, Veneza e Munique.

Em outros países da Europa, as comemorações eram animadas por canções que ironizavam os governantes locais. Em cidades italianas como Nápoles, as pessoas acompanhavam grandes cortejos dançando e bebendo. 
Em Portugal – de onde veio para o Brasil – o Carnaval era sinônimo de Entrudo.por influência dos portugueses que trouxeram, em 1723, brincadeiras e festejos carnavalescos. Muitos atribuem o início do nosso carnaval à celebração feita pelo povo para comemorar a chegada da Família Real. As pessoas saíram comemorando pelas ruas com música, usando máscaras e fantasias.

O Carnaval do Brasil é a maior festa popular do país. A festa acontece durante quatro dias (que precedem a quarta–feira de cinzas). A quarta de cinzas tem este nome devido à queima dos ramos no Domingo de Ramos do ano anterior, cujas cinzas são usadas para benzer os fiéis no início da quaresma. O Carnaval prepara o início da quaresma, isto é, seu último dia precede a quarta-feira de cinzas (início da Quaresma).

Comemorado em Portugal desde o século XV, o entrudo foi trazido pelos portugueses para a então colônia do Brasil e em finais do século XVIII era já praticado por todo o território. Consistia em brincadeiras e folguedos que variavam conforme os locais e os grupos sociais envolvidos. Com a mudança da côrte portuguesa para o Rio de Janeiro, surgiram as primeiras tentativas de civilizar a festa carnavalesca brasileira, através da importação dos bailes e dos passeios mascarados parisienses, colocando o Entrudo Popular sob forte controle policial. A partir do ano de 1830, uma série de proibições vai se suceder na tentativa, sempre infrutífera, de acabar com a festa grosseira.


Em finais do século XIX, toda uma série e grupos carnavalescos ocupam as ruas do Rio de Janeiro, servindo de modelo para as diferentes folias. Nessa época, esses grupos eram chamados indiscriminadamente de cordões, ranchos ou blocos. Em 1890, Chiquinha Gonzaga compôs a primeira música especificamente para o Carnaval, "Ô Abre Alas!". A música havia sido composta para o cordão Rosas de Ouro que desfilava pelas ruas do Rio de Janeiro durante o carnaval. Os foliões costumavam frequentar os bailes fantasiados, usando máscaras e disfarces inspirados nos baile de máscaras parisienses. As fantasias mais tradicionais e usadas até hoje são as de Pierrot, Arlequim e Colombina, originárias da commedia dell'arte.

sambaGênero musical binário, que representa a própria identidade musical brasileira. De nítida influência africana, o samba nasceu nas casas de baianas que emigraram para o Rio de Janeiro no princípio do século. O primeiro samba gravado foi Pelo telefone, de autoria de Donga e Mauro de Almeida, em 1917. Inicialmente vinculado ao carnaval, com o passar do tempo o samba ganhou espaço próprio. A consolidação de seu estilo verifica-se no final dos anos 20, quando desponta a geração do Estácio, fundadora da primeira escola de samba. Grande tronco da MPB, o samba gerou derivados, como o samba-canção, o samba-de-breque, o samba-enredo e, inclusive, a bossa nova. 

A Escola de Samba:
Uma coisa é o samba. Outra, a escola de samba. O samba nasceu em 1917. A primeira escola surgiu uma década mais tarde. Expressão artística das comunidades afro-brasileiras da periferia do Rio de Janeiro, as escolas existem hoje em todo o Brasil e são grupos de canto, dança e ritmo que se apresentam narrando um tema em um desfile linear. Somente no Rio, mais de 50 agremiações se dividem entre as superescolas e os grupos de acesso.


As primeiras:
A Deixa Falar foi a primeira escola e samba do Brasil. Ela foi fundada em 18 de agosto de 1928, na cidade do Rio de Janeiro, por Nilton Basto, Ismael Silva, Silvio Fernandes, Oswaldo Vasques, Edgar, Julinho, Aurélio, entre outros. As cores oficiais desta escola de samba eram o vermelho e branco e sua estréia no carnaval carioca ocorreu no ano seguinte a sua fundação.

O termo “escola de samba” foi usado, pois na rua Estácio, onde aconteciam os ensaios, havia uma Escola Normal. A escola de samba Deixa Falar funcionava ao lado desta Escola Normal. 

A Deixa Falar fez muito sucesso entre os moradores da região. Ela acabou por estimular a criação, nos anos seguintes, de outras agremiações de samba. Surgiram assim, posteriormente, as seguintes escolas de samba: Cada Ano Sai Melhor, Estação Primeira (Mangueira), Vai como Pode (Portela), Vizinha Faladeira e Para o Ano sai Melhor.

Nestas primeiras décadas, as escolas de samba não possuíam toda estrutura e organização como nos dias de hoje. Eram organizadas de forma simples, com poucos integrantes e pequenos carros alegóricos. A competição entre elas não era o mais importante, mas sim a alegria e a diversão.

O desfile das 16 superescolas cariocas se divide em dois dias (domingo e segunda-feira de carnaval), em um megashow de mais de 20 horas de duração, numa passarela de 530 metros de comprimento, onde se exibem cerca de 60 mil sambistas. Devido à enorme quantidade de trabalho anônimo que envolve, é impossível estimar o custo de sua produção. Uma grande escola gasta cerca de um milhão de dólares para desfilar, mas este valor não inclui as fantasias pagas pela maioria dos componentes, nem as horas de trabalho gratuito empregadas na concretização do desfile (carros alegóricos, alegorias de mão, etc.). Com uma média de quatro mil participantes no elenco, cada escola traz aproximadamente 300 percusionistas, levando o ritmo em sua bateria, além de outras figuras obrigatórias: o casal de mestre-sala e porta-bandeira (mestre de cerimônias e porta-estandarte), a ala das baianas, a comissão de frente e o abre-alas.


Primeira escola de samba: Deixa falar, fundada em 12 de agosto de 1928, no Estácio, Rio de Janeiro, por Ismael Silva, Bide, Armando Marçal, Mano Elói, Mano Rubens e outros sambistas (foi extinta em 1933).

Primeiro desfile oficial: Carnaval de 1935, vencido pela Portela. 

Atualmente, no Rio de Janeiro e em várias grandes e pequenas cidades, as escolas de samba fazem desfiles organizados, verdadeiras disputas para a eleição da melhor escola do ano segundo uma série de quesitos. Com o crescimento vertiginoso dessas agremiações o processo de criação se especializou gerando muitos empregos concentrados, principalmente, nos chamados barracões das escolas de samba.

O desfile mais tradicional acontece no Rio de Janeiro, na Passarela do Samba, Marquês de Sapucai, como é chamado o sambódromo carioca, primeiro a ser construído no Brasil. Outros desfiles importantes ocorrem em Uruguaiana, Porto Alegre,Florianópolis,Manaus e em Vitória.

Recentemente o desfile das escolas de samba de São Paulo adquiriu relevância ao passar a ser transmitido pela Rede Globo para todo o país, exceto no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, onde a RBS TV, afiliada da Globo nos dois estados, transmite os desfiles do grupo especial de Porto Alegre, que ocorre em dois dias (sexta e sabado de carnaval), e Florianópolis (no sabado de carnaval).

Além dos desfiles das escolas de samba acontecem também os desfiles de blocos e bandas, grupo de pessoas que saem desfilando pelas ruas das cidades para se divertir, sem competição. Também existem os bailes de carnaval, realizados em clubes, ou em áreas públicas abertas, com execução de músicas carnavalescas.

O carnaval de rua manteve suas tradições originais na região Nordeste do Brasil. Em cidades como Recife e Olinda, as pessoas saem as ruas durante o carnaval no ritmo do frevo e do maracatu.

Carro abre-alas da Gaviões da Fiel.Na cidade de Salvador, existem os trios elétricos, embalados por músicas dançantes de cantores e grupos típicos da região. Na cidade destacam-se também os blocos negros como o Olodum e o Ileyaê, além dos blocos de rua e do Afoxé Filhos de Gandhi.

Indústria do carnaval é o nome dado ao conjunto de atividade para produção de fantasias, adereços, materiais para os carros alegóricos. São na maioria empregos informais para milhares de costureiras.

Um afro abraço e exelente carnaval.

Fonte:Wikipédia, a enciclopédia livre/www.coladaweb.com/www.passeiweb.com/saiba_mais/voce.

Inscrições para o Festival de Cinema Universitário terminam em setembro

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Estudantes universitários de qualquer curso superior e instituição de ensino já podem inscrever curtas-metragens no 1º Folia – Festival de Cinema Universitário. O evento será realizado na Cidade de Goiás (GO), nos três primeiros dias de dezembro.
Podem participar curtas-metragens brasileiros de todos os gêneros, de até 30 minutos, que tenham sido finalizados a partir de janeiro de 2015. As inscrições são gratuitas e vão até o dia 10 de setembro.
Os filmes selecionados concorrerão aos prêmios de Melhor Filme e Melhor Direção, concedidos por um júri especializado, e da Crítica Jovem, eleito por um conjunto de críticos de cinema, jovens em formação na área.
Festival
O Folia é dedicado aos filmes de curta duração que expressam as transformações da juventude brasileira nos últimos anos, por meio da valorização do cinema que é feito dentro das universidades.
A ideia é reunir filmes inéditos na Cidade de Goiás e proporcionar ao público vilaboense e universitário da antiga capital a diversidade presente nas experiências do jovem cinema brasileiro, que é realizado por estudantes de diferentes cursos e instituições de ensino superior.
Fonte: Portal Brasil, com informações da Ancine e do Folia

“O artista é o perturbador profissional da banalidade”

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Por Alessandra Monterastelli*
Segundo o autor, que acabou de lançar no país a peça Migraaantes Ou Tem Gente Demais Nessa Merda de Barco ou O Salão das Cercas e Muros, baseada em notícias reais sobre as dificuldades vividas por migrantes que tentam chegar à Europa, “os arquitetos do nosso futuro” são banqueiros, militares, publicitários e políticos, enquanto escritores, filósofos, poetas, artistas e professores são excluídos da mesa em torno da qual poderosos decidem os rumos da humanidade.
“O futuro é decidido por um círculo restrito de indivíduos e figuras da globalização”, diz o dramaturgo e jornalista romeno naturalizado francês Matéi Visniec, para a Cult. Os “arquitetos do nosso futuro”, afirma, são banqueiros, militares, publicitários e políticos, enquanto escritores, filósofos, poetas, artistas e professores são excluídos da mesa em torno da qual poderosos decidem os rumos da humanidade.
O autor, com 21 peças publicadas no Brasil, usa a poesia e doses de humor ácido para explorar o mundo e as contradições do ser humano.
Visniec reforça o papel do artista no debate político e social. Segundo ele, o teatro é um espaço de debate encorajador e gratificante para o espírito, já que permite explorar, de maneira diferente, os problemas da sociedade contemporânea. “Frente à complexidade de certos problemas, a análise dos políticos é nula, o aviso de especialistas se mostra insípido e inoperante e o olhar dos sociólogos é frio. O artista, o comediante, o diretor encenado, o poeta pode trazer um olhar fresco sobre a atualidade. Podem contribuir, às vezes com as ferramentas do humor e da poesia, para chegarmos mais próximos ao coração dos problemas”, afirma o romeno. Ele ainda reitera que sempre confiou na força do olhar peculiar do artista, que seria menos impregnado de ideologia, menos submisso a pressão midiática e mais livre e desinibido: “eu milito para que o artista possa se sentar a essa mesa onde nós tentamos construir o futuro e compreender as dificuldades do presente. O artista é indispensável porque é o perturbador profissional da banalidade, da monotonia, do dogmatismo e do pensamento politicamente correto.
Matéi afirma que a crise da imigração mostra os limites da democracia na Europa e os limites do pensamento humanista. Ao concordar que esse é um problema desencadeado também pelo capitalismo, o dramaturgo diz que o sistema socioeconômico “descarrilhou em uma forma de autocelebração contínua; a lógica do consumo projeta uma falsa imagem nos países pobres ou em via de desenvolvimento que, forçosamente, ‘sonham’ em integrar-se ao modelo ocidental de ‘felicidade’. Esse modelo único de consumidor ‘feliz’ substitui o pensamento crítico e a lucidez”.
Quando questionado sobre a importância da arte e do teatro diante da sociedade do entretenimento, Visniec declara que elas impedem a “total lavagem do cérebro” pela indústria do entretenimento, cada vez mais dominante e com uma linguagem única; ele usa como exemplo a indústria cinematográfica de Hollywood, e aponta como saída para a educação a preservação da identidade cultural, porque seria nesta que reside o espírito crítico.
A peça 
“Eu poderia dizer que essa peça foi escrita em colaboração entre o jornalista que vive em mim e o escritor que vive em mim. Cada um a coletar à sua maneira informações. Em todas as minhas peças eu exploro o mundo e as contradições do ser humano com ferramentas não-científicas, como a poesia e o humor ácido”, conta Visniec, e completa: “quando o jornalista que vive em mim está impressionado com o sofrimento das pessoas, o escritor que está em mim também se coloca a questionar sobre o absurdo do sofrimento. O jornalista vê tudo depois da injustiça, mas o escritor também vê o lado grotesco da própria injustiça”.
Durante a encenação há uma denúncia, de forma metafórica, à tendência das pessoas de se cercarem de farpas, de se enclausurarem por medo do outro; o autor contou ficar surpreso como quase todos os edifícios do Rio de Janeiro são protegidos por grades e sistemas de segurança. “Tudo que eu posso dizer é que a realidade é, às vezes, mais forte que a ficção”.
Política 
Visniec conta ainda à Cult que, segundo ele, os partidos políticos têm a tendência de se tornarem, em todo lugar, clãs rivais, sem ideologias e sem projetos. “É preciso começar a introduzir a democracia no interior dos partidos políticos. Nós vivemos nessa realidade inacreditável: a vida democrática é povoada de partidos que funcionam de uma maneira ditatorial. Cada partido tem a tendência de tornar-se o produto de um guru e de seu grupo mais próximo, uma espécie de propriedade pessoal, uma estrutura piramidal que não permite a liberdade de pensamento e nem serve para o cidadão”. Hoje em dia a democracia estaria fatigada, usada, roída pelo dinheiro, desfigurada pelos bufões da política, esvaziada de sentido por causa do pensamento politicamente correto.
“Há urgência de reinventar o debate democrático de modo que o cidadão não se torne um consumidor dócil”. Em crítica a esquerda, o autor argumenta que, devido a globalização acelerada, esta perdeu sua massa gravitacional, o proletariado no sentido marxista teria desaparecido, e a consciência de classe não carrega mais o ímpeto revolucionário. “Em minha peça eu faço um pouco a análise dos tiques da linguagem política. Desde minha infância romena (à época do comunismo) eu me forjei uma espécie de bússola interna. Assim que ouço um político falando, eu já sei quando ele vai falar sem dizer nada. Minha bússola me adverte e me impele a denunciar esse tipo de abuso e agressão à inteligência dos outros”.
Por fim, Visniec acredita que, devido a onda de conservadorismo global, o mundo regressa para uma paisagem humana, econômica e cultural desfigurada. Contudo, termina a entrevista esperançoso; “o escritor que vive em mim diz que o homem sempre teve a força para saltar, que um renascimento geral é possível, que um recomeço da civilização poderia acontecer”, e completa: “é por isso que eu continuo a escrever”.
* estagiária do Portal Vermelho
Do Portal Vermelho