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terça-feira, 8 de agosto de 2017

“Imperialismo do Século XXI: o lobo em pele de cordeiro”

Henrique Domingues, estudante da FATEC e integrante do Comitê Organizador Internacional do XIX Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes reflete sobre a política externa atual

Quando se ouve falar de “imperialismo” quase que automaticamente nossa memória nos remete às aulas de história, quando estudamos aquele punhado de impérios que se levantaram e depois sucumbiram ao longo do desenvolvimento político, social e econômico da humanidade no decorrer dos anos. Império romano, Império persa, Império turco-otomano, entre outros. Todos, em tese, muito distantes da nossa realidade, seja pelo modo como se organizavam ou mesmo pelas centenas ou milhares de anos que separam aqueles tempos dos atuais.
Existem ainda bons exemplos de movimentações que carregam relevantes motivações imperialistas em nossa história recente. Ao final do século XIX e durante boa parte do século XX, guerras foram estimuladas com o objetivo de garantir e expandir a supremacia política, cultural e econômica de países como Inglaterra, Estados Unidos da América, Japão e Alemanha. Sendo as duas grandes guerras mundiais o ápice da violência e da ganância imperialistas, que custaram centenas de milhões de vidas, cidades e países inteiros, deixando marcas e sequelas para toda a eternidade.
Ao contrário do que imaginamos, políticas imperialistas seguem sendo sofisticadas e aplicadas em todo o mundo. O que configura um grave ataque à autodeterminação, soberania, liberdade e independência de países e nações que buscam se estabelecer e desenvolver-se. Sendo o mundo divido entre nações desenvolvidas e subdesenvolvidas, é possível notar que entre os desenvolvidos estão aqueles que atingiram tal patamar através de iniciativas imperialistas. Curiosamente, entre os subdesenvolvidos podemos encontrar as vítimas dos impérios.
O império estadunidense que se amplia cotidianamente após a 2º Grande Guerra, produz exemplos de como desenvolve o caráter imperialista de sua política externa em todo o mundo, com intervenções na Ásia, Oriente Médio, Europa e sobretudo na América Latina. Aqui, começaram primeiro com a Operação Condor, que financiou e respaldou politicamente a ascensão dos regimes militares que assaltaram o poder em diversos países latinos, inclusive no Brasil com o golpe de Estado de 1964. Naquele período, o grande objetivo era neutralizar a influência soviética na região e impor o domínio norte-americano.
Já no século XXI, o movimento se repete: Frente a ascensão de governos populares, democráticos, progressistas e patrióticos o império se articula novamente. Agora com nova roupagem a “Operação Condor 2.0” ou Plano Atlanta, tem por objetivo derrotar o projeto desenvolvimentista soberano de integração e cooperação latino-americana, não mais com a presença de militares mas com todo o apoio da grande mídia, do parlamento e do judiciário. Ignoram-se as regras da democracia e, de maneira “branda”, deslocam governos eleitos em detrimento de uma falsa maioria política. Brasil (2016), Paraguai (2012) e Honduras (2009) são grandes provas.
Há, contudo, valiosos exemplos de resistência no nosso continente. Cuba que segue firme mesmo após meio século de um embargo que a impediu de se relacionar política e economicamente de maneira plena com outros países. E também a Venezuela que passa por um duro ataque midiático e econômico que visa pôr fim à revolução bolivariana responsável por elevar a qualidade de vida de dezenas de milhões de venezuelanos nas últimas décadas. Ante a sanha para controlar as maiores reservas de petróleo do mundo, os EUA esmagam a soberania e a dignidade do povo venezuelano para alcançar os mais obscuros objetivos políticos.
O imperialismo é uma realidade. Conta com aliados nas mais variadas esferas da sociedade globalizada. É fundamental, portanto, que a juventude rompa com o senso comum, com o bombardeio midiático e busque informações para além dos meios tradicionais. Apenas desse modo será possível organizar uma resistência popular que garanta o desenvolvimento das forças produtivas nacionais e de todos os povos. Nossa agricultura, nossa indústria, nossos postos de trabalho, nossos bancos e toda a nossa estrutura deve prevalecer às intentonas imperialistas. Só o próprio povo pode garantir o desenvolvimento que o país precisa.
Caso contrário seguiremos encarando com absoluta normalidade nos locomovermos em nossos veículos “General Motors”, rumo a um cinema para assistir um filme de “Hollywood” e depois comer um sanduíche no “Burger King” em algum “Shopping Center” qualquer.
Que floresça a primavera anti-imperialista. Que vença a soberania dos povos de todo o mundo!
Rumo ao XIX Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes!
*Henrique Domingues é estudante da FATEC e do COI – Comitê Organizador Internacional do XIX Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes.

Imperialismo no século XXI: O lobo faminto em pele de cordeiro – Por Henrique Domingues

Quando se ouve falar de “imperialismo” quase que automaticamente nossa memória nos remete às aulas de história, quando estudamos aquele punhado de impérios que se levantaram e depois sucumbiram ao longo do desenvolvimento político, social e econômico da humanidade no decorrer dos anos. Império romano, Império persa, Império turco-otomano, entre outros. Todos, em tese, muito distantes da nossa realidade, seja pelo modo como se organizavam ou mesmo pelas centenas ou milhares de anos que separam aqueles tempos dos atuais.
Existem ainda bons exemplos de movimentações que carregam relevantes motivações imperialistas em nossa história recente. Ao final do século XIX e durante boa parte do século XX, guerras foram estimuladas com o objetivo de garantir e expandir a supremacia política, cultural e econômica de países como Inglaterra, Estados Unidos da América, Japão e Alemanha. Sendo as duas grandes guerras mundiais o ápice da violência e da ganância imperialistas, que custaram centenas de milhões de vidas, cidades e países inteiros, deixando marcas e sequelas para toda a eternidade.
Ao contrário do que imaginamos, políticas imperialistas seguem sendo sofisticadas e aplicadas em todo o mundo. O que configura um grave ataque à autodeterminação, soberania, liberdade e independência de países e nações que buscam se estabelecer e desenvolver-se. Sendo o mundo divido entre nações desenvolvidas e subdesenvolvidas, é possível notar que entre os desenvolvidos estão aqueles que atingiram tal patamar através de iniciativas imperialistas. Curiosamente, entre os subdesenvolvidos podemos encontrar as vítimas dos impérios.
O império estadunidense que se amplia cotidianamente após a 2º Grande Guerra, produz exemplos de como desenvolve o caráter imperialista de sua política externa em todo o mundo, com intervenções na Ásia, Oriente Médio, Europa e sobretudo na América Latina. Aqui, começaram primeiro com a Operação Condor, que financiou e respaldou politicamente a ascensão dos regimes militares que assaltaram o poder em diversos países latinos, inclusive no Brasil com o golpe de Estado de 1964. Naquele período, o grande objetivo era neutralizar a influência soviética na região e impor o domínio norte-americano.
Já no século XXI, o movimento se repete: frente a ascensão de governos populares, democráticos, progressistas e patrióticos o império se articula novamente. Agora com nova roupagem a “Operação Condor 2.0″ ou Plano Atlanta, tem por objetivo derrotar o projeto desenvolvimentista soberano de integração e cooperação latino-americana, não mais com a presença de militares mas com todo o apoio da grande mídia, do parlamento e do judiciário. Ignoram-se as regras da democracia e, de maneira “branda”, deslocam governos eleitos em detrimento de uma falsa maioria política. Brasil (2016), Paraguai (2012) e Honduras (2009) são grandes provas.
Há, contudo, valiosos exemplos de resistência no nosso continente. Cuba que segue firme mesmo após meio século de um embargo que a impediu de se relacionar política e economicamente de maneira plena com outros países. E também a Venezuela que passa por um duro ataque midiático e econômico que visa pôr fim à revolução bolivariana responsável por elevar a qualidade de vida de dezenas de milhões de venezuelanos nas últimas décadas. Ante a sanha para controlar as maiores reservas de petróleo do mundo, os EUA esmagam a soberania e a dignidade do povo venezuelano para alcançar os mais obscuros objetivos políticos.
O imperialismo é uma realidade. Conta com aliados nas mais variadas esferas da sociedade globalizada. É fundamental, portanto, que a juventude rompa com o senso comum, com o bombardeio midiático e busque informações para além dos meios tradicionais. Apenas desse modo será possível organizar uma resistência popular que garanta o desenvolvimento das forças produtivas nacionais e de todos os povos. Nossa agricultura, nossa indústria, nossos postos de trabalho, nossos bancos e toda a nossa estrutura deve prevalecer às intentonas imperialistas. Só o próprio povo pode garantir o desenvolvimento que o país precisa.
Caso contrário seguiremos encarando com absoluta normalidade nos locomovermos em nossos veículos “General Motors”, rumo a um cinema para assistir um filme de “Hollywood” e depois comer um sanduíche no “Burger King” em algum “Shopping Center” qualquer.
Que floresça a primavera anti-imperialista. Que vença a soberania dos povos de todo o mundo!
Rumo ao XIX Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes!

CELEBRAÇÃO DO DIA INTERNACIONAL DOS POVOS INDÍGENAS 2017 – RJ

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A celebração do Dia Internacional dos Povos Indígenas ocorrerá nos dias 12 e 13 de agosto, das 9h às 18h, com exposição e venda de artesanatos; pintura corporal com grafismos étnicos; apresentações de cantos e danças indígenas; contação de histórias; e debates na Oca Huni-kuin do Parque Lage.
Uma grande feira cultural indígena, para adultos, jovens e crianças, com entrada franca. Excelente programa para o público carioca curtir em família e também para os turistas em visita ao Rio.
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A energia da floresta paira sobre as árvores da bela área verde do Parque Lage e dos jardins do palacete onde funciona a Escola de Artes Visuais (EAV). Neste local, ideal para celebrar o Dia Internacional dos Povos Indígenas, no final de semana de 12 a 13 de agosto, das 9 às 18 horas, dezenas de indígenas de diferentes etnias de todo o Brasil se reúnem para entoar cantos e danças indígenas, expor e vender seu artesanato tradicional, fazer pintura corporal, contar histórias e promover debates sobre a questão indígena.

O evento está em sua sétima edição e é realizado pela Associação Indígena Aldeia Maracanã (AIAM), em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura (SEC) e a Escola de Artes Visuais (EAV). A programação é a seguinte:
Sábado 12/08 e Domingo 13/08
  • 9h – Abertura da Feira de Artesanato Indígena*;
  • Das 10h às 12h30 – Apresentações de grupos culturais indígenas;
  • Das 12h30 às 14h – Contação de histórias na Oca Huni-kuin;
  • Das 14h às 16h30 – Mesas de debates indígenas na Oca Huni-kuin;
  • Das 16h30 às 17h30 – Roda de cantos e danças com o público presente ao evento
  • 18h – Encerramento.
* Exposição e venda de artesanato indígena em 40 barracas por mais de 100 indígenas de diversas etnias; apresentações de cantos e danças indígenas; pintura corporal étnica; contação de histórias.
Mesas de Debates
SÁBADO (12/08), das 14h às 16h30
“A Saga da Aldeia Maracanã: sua história de lutas, conquistas e desafios atuais”
Palestrantes: lideranças da Aldeia Maracanã
  • Carlos Tukano, presidente da AIAM
  • Marize Guarani
  • Arassari Pataxó
  • Dauá Puri
DOMINGO (13/08), das 14h às 16h30
“Ameaças a demarcação das terras indígenas e a inconstitucionalidade do marco temporal”
Palestrantes: lideranças do movimento indígena nacional
  • Luiz Eloy Terena, advogado indígena da APIB e doutorando em Antropologia pelo Museu Nacional/RJ;
  • Felipe Cruz Tuxá, pesquisador indígena e Mestre em Antropologia Social pela UnB ;
  • Edson Kayapó, professor indígena e doutor em História pela USP.
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O projeto faz parte do Programa Territórios Culturais RJ / Favela Criativa, da Secretaria de Estado Cultura em parceria com a Light e a Agência Nacional de Energia Elétrica.
A diversidade do artesanato, o grafismo étnico das pinturas corporais e a riqueza musical dos povos originários contam a história ancestral de uma cultura dos primeiros habitantes da terra hoje chamada Brasil.
Indígenas Pataxó, do sul da Bahia, Kaingang do Rio Grande do Sul, Fulni-ô, de Pernambuco, povos do Alto Xingu, os Guarani e Puri do Rio de Janeiro, Tukano do Amazonas, Guajajara do Maranhão, Kariri-Xocó e Potiguara do nordeste serão algumas das etnias presentes à celebração, que também contará com apresentações do Grupo Multiétnico da Aldeia Maracanã.
Além dos rituais, cantos e danças, muitas contações de história serão feitas por indígenas do movimento da Aldeia Maracanã, que reúne diferentes etnias em contexto urbano na cidade do Rio de Janeiro.
“Cada qual aprende com outro e, assim, temos uma potência cultural no plano nacional. Representamos a cultura viva dos povos indígenas de todo Brasil”, explica Carlos Tukano, cacique da Aldeia Maracanã e presidente da AIAM, liderança do povo Tukano da região do Alto Rio Negro, em São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas.
A preservação de uma cultura se dá através do reconhecimento de suas práticas e crenças, e a oportunidade de encontro entre várias etnias aproxima narrativas e expande a interação entre os povos e o público, demonstrando a força e a diversidade da cultura indígena.
Este ano, com o agravamento das ameaças aos direitos dos povos indígenas, o evento será enriquecido através de mesas de debates ao longo dos dois dias.
A mesa de sábado (12/08 – 14h), será sobre “A Saga da Aldeia Maracanã: sua história de lutas, conquistas e desafios”, e será composta por Carlos Tukano, Marize Guarani, Arassari Pataxó e Dauá Puri, lideranças da origem do movimento Aldeia Maracanã que, em 20 de outubro de 2006, iniciaram a ocupação cultural indígena do prédio do antigo Museu do Índio.
A mesa de domingo (13/08 – 14h) tratará das “Ameaças a demarcação de terras indígenas e inconstitucionalidade do marco temporal”, e contará com a presença de Luiz Eloy Terena, advogado e militante indígena, natural da aldeia Ipegue, na região de Aquidauana, no Mato Grosso do Sul.
Luiz Eloy é uma jovem liderança de 27 anos, ameaçado por pistoleiros da região devido ao seu trabalho na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e na defesa dos direitos indígenas e na luta contra o assassinato de muitas lideranças indígenas dos povos Guarani Kaiowá e Terena, no Mato Grosso do Sul.
Nessa mesa também estarão as lideranças indígenas Felipe Cruz Tuxá, doutorando em Antropologia pelo Museu Nacional do Rio, e Edson Kayapó, professor e doutor em História pela USP.
O DIA INTERNACIONAL DOS POVOS INDÍGENAS
Celebrada mundialmente no dia 9 de agosto, a data foi criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1995 para expressar o reconhecimento internacional em relação aos povos que ainda carecem da manutenção de seus direitos mais básicos, como a autodeterminação de suas condições de vida e cultura, respeito a sua espiritualidade, bem como o direito a seus territórios ancestrais e a preservação de suas próprias línguas, costumes e saberes tradicionais.
A ASSOCIAÇÃO INDIGENA ALDEIA MARACANÃ (AIAM)
Após a truculenta desintrusão dos indígenas da Aldeia Maracanã pela tropa de choque da Polícia Militar, ocorrida em 22 de março de 2013, as principais lideranças indígenas do movimento concluíram que, para ter sucesso em sua luta pela preservação do prédio do antigo Museu do Índio e outras conquistas, seria necessário estruturar uma associação para fortalecer seu diálogo junto ao poder público e encaminhar soluções concretas e políticas públicas para os indígenas residentes no Estado Rio de Janeiro. Assim, em janeiro de 2015 foi formalmente criada a Associação Indígena Aldeia Maracanã (AIAM), formada por cerca de 50 associados indígenas representando mais de 20 povos indígenas do Brasil.
– Abrimos diálogo porque os povos precisam de respostas e não-indígenas precisam saber quem somos, o que queremos e o que temos a oferecer. O cidadão comum do Rio de Janeiro não conhece a história de sua própria terra. O passado indígena nunca foi colocado na historia da construção do Brasil. Hoje, nós sabemos falar português, não precisamos de tradutores, e temos capacidade de discutir direitos para cumprir deveres – explica Carlos Tukano, cacique da Aldeia Maracanã e presidente da AIAM.
Através desse diálogo, várias conquistas foram possíveis tais como: o tombamento pelo INEPAC e pelo IRPH do prédio do antigo Museu, que sediou o SPI de Rondon e o Museu do Índio de Darcy Ribeiro; e a publicação em 16/12/13 de um decreto do governador do Rio de Janeiro destinando o prédio ao “Centro de Referência da Cultura Viva dos Povos Indígenas”, a ser implantado no emblemático prédio após seu restauro, com gestão compartilhada com os próprios índios.
No momento, em função da grave crise financeira que acomete o Estado do Rio e restringiu seus recursos para investimentos, a AIAM está articulando com a Secretaria de Estado de Cultura um projeto para captação de recursos que viabilizem o restauro do prédio e a breve implantação do prometido centro cultural indígena no local.
Desde 2014, a AIAM vem realizando também diversos eventos culturais indígenas, como a celebração da “Semana do Índio no Parque Lage 2017”, realizada no Parque Lage pela sexta vez; o Seminário “O Rio continua Índio”, realizado em parceria com o Museu da Justiça em 2015; a “Grande Feira Cultural Indígena” na Fundição Progresso durante a Rio 2016; entre várias outras atividades voltadas a valorização e divulgação da cultura indígena no âmbito do Rio de Janeiro.
Outra iniciativa importante liderada pela AIAM foi a criação do Conselho Estadual dos Direitos dos Povos Indígenas, articulada em parceria com a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), em fase final de publicação no Diário Oficial do Estado para sua criação e início de funcionamento.
Serviço:
Data: Sábado (12/08) e Domingo (13/08)
Horário: das 9h às 18h
Local: Parque Lage – Rua Jardim Botânico, 414, Rio de Janeiro, RJ
Entrada franca
Mais informações:
Toni Lotar
Indigenista Responsável pelo evento – Associação Indígena Aldeia Maracanã (AIAM)
Telefone: (21) 98881-4419
Assessoria de Imprensa – Sandra Menezes – smenezescomunicacoes@gmail.com
21 – 9 97669787
Fonte: BRASIL CULTURA

Brasil adere a Programa de Crédito para ampliar turismo na Rota das Missões

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O ministro do Turismo, Marx Beltrão, participou nesta segunda-feira (7), em São Miguel das Missões (RS), da primeira reunião do Conselho Executivo da Rota Jesuítica Internacional da América do Sul. Durante o encontro, o ministro assinará uma carta de adesão do Brasil ao Programa Global de Crédito, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), para a Integração Regional dos Países da Bacia do Prata, com o intuito de integrar o turismo regional. O valor total da iniciativa é de US$ 100 milhões para os cinco países.
“O Ministério do Turismo tem total interesse no sucesso desta rota integrada. Por isso, fiz questão de aproveitar este ato para assinar na frente de todos aqui presentes a carta de crédito que representa o ponta pé inicial para termos acesso aos recursos do BID para o nosso projeto”, afirmou o ministro Marx Beltrão.
A rota, composta por destinos do Brasil, Uruguai, Bolívia, Paraguai e Argentina, é um tema fundamental para o desenvolvimento econômico da região. O evento contou ainda com a presença do ministro do Desenvolvimento Agrário, Osmar Terra; o governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, – que assinou, como testemunha, a carta de adesão – e de representantes da Argentina e Paraguai.
No encontro, organizado pela Associação dos Municípios das Missões (AMM), os países participantes discutiram, ainda, estratégias para consolidar a rota, que recebe cerca de 250 mil visitantes por ano em seus mais de 30 atrativos integrados. Na parte brasileira, a expectativa é triplicar o número de visitantes da região em dois anos, passando dos atuais 100 mil anuais para 300 mil.
“Sabemos que não adianta investirmos em infraestrutura se não promovermos os destinos. Por isso, imagens de atrativos da Rota das Missões vão entrar na campanha do Sul do país que vamos lançar no próximo dia 24, com o objetivo de divulgar tudo os que essa região tem de melhor”, concluiu o ministro.
Também foram debatidos a maior interação do setor público com a iniciativa privada nos atrativos do Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia, além de assuntos relacionados a linhas de financiamento para promoção e estruturação da rota e diretrizes sobre formatação e comercialização do roteiro no mercado internacional.
Ministro Marx beltrão assina carta de adesão. Crédito: Roberto Castro
ROTEIRO – A beleza e importância das Ruínas de São Miguel das Missões (RS), garantiram ao conjunto remanescente dos Sete Povos das Missões Jesuíticas na América o título de patrimônio cultural da humanidade, concedido pela Unesco. O local conta um pouco da história da Companhia de Jesus, que tinha os objetivos de doutrinar e catequizar a população indígena da região.
Integram o roteiro turístico, na parte brasileira, a Aldeia Guarani, o Museu das Missões, a Cruz Missioneira, a Fazenda da Laje, a Fonte Missioneira, o Ponto de Memória Missioneira e o Pórtico com escrita em guarani – CO YVY OGUERECO YARA, que significa “esta terra tem dono”. O visitante pode aproveitar para conhecer outros atrativos da região como a Catedral Angelopolitana, de Santo Ângelo, e os Sítios Arqueológicos de São João Batista, São Lourenço e São Nicolau.
BRASIL CULTURA