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marxismo, sexualidade e gênero

Como é ressaltado na Apresentação abaixo, este dossiê é uma tentativa dos marxistas de enfrentar, com rigor e seriedade analítica, o de...

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Casa do Estudante do Rio Grande do Norte - CERN - RESISTIR SEMPRE! DESISTIR JAMAIS!

CERN UMA HISTÓRIA E MERECE RESPEITO!

ONTEM E HOJE SE CRUZAM

"Fundada há mais de 100 anos, a Casa do Estudante é Patrimônio Histórico e Cultural de Natal desde 1993. O prédio secular serviu como sede do Hospital de Caridade, posteriormente transferido para o bairro de Petrópolis, com a construção do Hospital de Caridade Juvino Barreto, no governo de Alberto Maranhão. 

Também funcionou a Escola de Aprendizes Artífices e o Quartel da Polícia Militar do RN, que se mudou para o bairro do Tirol, após a construção de um grande prédio. Em 1935, o prédio construído na segunda metade do século 19, sede do Batalhão de Segurança, fora tomada pelo movimento conhecido como "Intentona Comunista", levante de civis e militares que, em nome da Aliança Nacional Libertadora, rebelaram-se contra o governo de Getúlio Vargas. 

Os vestígios da troca de tiros são o registro da história que muitos desconhecem. Mas, antes de virar caserna e se transformar em palco da luta política, o prédio centenário em estilo neoclássico foi Hospital de Caridade e Escola de Aprendizes Artífices (embrião do atual IFRN). Depois do movimento comunista, passou a abrigar jovens infratores, até virar sede da Casa do Estudante Pobre do Rio Grande do Norte (CERN), em 1956."

Fonte: Revista Bzzz | Ano 2 | Nª 14 | Agosto de 2014 | Página 65
Link para essa edição da Bzzz: http://issuu.com/revistabzzz/docs/bzzz-14-web

Negros vão entrar na USP! Agora!

Cartaz na porta da universidade...

USP terá reserva de vagas para alunos de escolas públicas e PPIs

Saiu no Jornal da USP:
Castelo neolibelês abre as portas aos pobres.

O Conselho Universitário aprovou, em sessão realizada no dia 4 de julho, a reserva de vagas para alunos oriundos de escolas públicas e autodeclarados pretos, pardos e indígenas (PPI) nos cursos de graduação da Universidade a partir do próximo ano. Esta é a primeira vez que a USP irá adotar uma política institucional de cotas sociais e raciais. 

A reserva será feita de forma escalonada a partir do próximo ano: no ingresso de 2018, serão reservadas 37% das vagas de cada Unidade de Ensino e Pesquisa; em 2019, a porcentagem deverá ser de 40% de vagas reservadas de cada curso de graduação; para 2020, a reserva das vagas em cada curso e turno deverá ser de 45%; e no ingresso de 2021 e nos anos subsequentes, a reserva de vagas deverá atingir os 50% por curso e turno.

Um dos destaques ao texto original da proposta aprovado pelos conselheiros é que, na reserva de vagas para os estudantes de escolas públicas, também incidirá o porcentual de 37% de cotas para estudantes autodeclarados PPI, índice equivalente à proporção desses grupos no Estado de São Paulo verificada pelo IBGE.

A reserva de vagas considerará, conjuntamente, os dois processos de seleção da Universidade: o vestibular da Fuvest e o Sistema de Seleção Unificada (Sisu). 

O reitor da USP, Marco Antonio Zago, classificou a decisão do Conselho Universitário como “histórica”. “É emblemático, porque representa uma Universidade que tem liderança e muita visibilidade no país. A inclusão social é uma questão importante do ponto de vista de integração de nossa população”, afirmou.

Também deverá ser constituída a Comissão de Acompanhamento da Política de Inclusão da USP, que apoiará a Pró-Reitoria de Graduação na avaliação dos resultados do processo, propondo medidas para atingir as metas estabelecidas e informar ao Conselho Universitário sobre a sustentabilidade orçamentária da Política de Permanência e Formação Estudantil.

Em 2017, a USP registrou recorde no número de ingressantes oriundos de escolas públicas em seus cursos de graduação, que passou de 3.763 (34,6%), no ano passado, para 4.036 estudantes (36,9%) neste ano. (...)

O Conselho Universitário também aprovou a ampliação do número de vagas do próximo concurso vestibular que serão destinadas ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

Ao todo, em 2018, serão oferecidas 11.147 vagas. Desse total, 8.402 serão reservadas para candidatos aprovados pela seleção da Fuvest e 2.745 para o Sisu, o sistema informatizado gerenciado pelo Ministério da Educação (MEC), no qual instituições públicas de ensino superior oferecem vagas para candidatos participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

As 2.745 vagas reservadas para o Sisu serão distribuídas em três modalidades: 423 serão para ampla concorrência; 1.312 para estudantes que tenham cursado o ensino médio integralmente em escolas públicas; e 1.010 para alunos oriundos de escolas públicas e autodeclarados pretos, pardos e indígenas (PPI). Em relação ao vestibular de 2017, houve aumento de 407 vagas destinadas ao Sisu.

Neste ano, todas as 42 Unidades de Ensino e Pesquisa da USP disponibilizaram vagas para o Sisu, sendo que três delas aderiram ao sistema pela primeira vez: a Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), a Faculdade de Medicina (FM) e o Instituto de Física (IF). Nos links a seguir estão publicadas as tabelas com a distribuição das vagas por área – Humanas, Exatas e Biológicas.

Os bônus do Programa de Inclusão Social da USP (Inclusp) continuarão a ser oferecidos a alunos oriundos de escolas públicas que se inscreverem na Fuvest. Os bônus do Inclusp incidem sobre a nota da primeira fase e a nota final do Vestibular, podendo chegar a 25%, conforme o grupo no qual o candidato se inserir. (...)

EM 87 ANOS DA ACADEMIA ATORES NEGROS A GANHAREM O OSCAR...


Ao contrário de 2016, quando atores negros foram ignorados pela Academia de Artes e Ciência Cinematográficas de Hollywood, a lista do Oscar 2017 conta com o recorde de indicações: foram seis atores negros indicados no total.

"Até agora, a premiação com mais negros indicados havia sido a de 2006, ano dos filmes Dreamgirlse Ray, com cinco."

No ano passado, todos os 20 indicados nas categorias de atuação eram brancos, o que gerou críticas nas redes sociais e a repercussão da campanha #OscarSoWhite (#OscarMuitoBranco). Para mudar essa imagem, em 2017 as seis principais categorias possuem pelo menos um diretor, atriz ou ator negro.

Este ano se destacam três filmes com atores e temática afro-americanos: Cercas, Estrelas além do tempo e Moonlight.
Entre os indicados à categoria de Melhor Filme está Cercas, estrelado por Denzel Washington e Viola Davis, ambos negros. Denzel Washington foi indicado a Melhor Ator e Viola Davis está na lista de Melhor Atriz Coadjuvante. O ator também dirigiu o filme.

O ano de 2017 também é o primeiro em que três atrizes negras são indicadas em uma mesma categoria, a de atriz coadjuvante. Além disso, Viola Davis se tornou este ano a primeira atriz negra a ser indicada três vezes ao Oscar.SIDNEY POITIER - Na noite de 13 de abril de 1964, em Los Angeles, Sidney Poitier se tornava o primeiro ator negro a ganhar um Oscar.

"Sidney Poitier KBE (Miami, 20 de fevereiro de 1927) é um ator, diretor, autor e diplomata bahamense, 


nascido nos Estados Unidos".
Poitier cresceu em Cat Island, nas Bahamas. Em 1963 fez história ao se tornar o primeiro ator negro da história a receber o prêmio Oscar de melhor ator principal por sua performance no drama Uma Voz nas Sombras (Lilies of the Field) em 1963. Em 2002 se tornou o primeiro artista negro a receber um Oscar honorário pelo conjunto da obra. É pai da também atriz Sydney Tamiia Poitier.

Pelo papel do operário Homer Smith em “Lillies of the Field” (“Uma Voz nas Sombras”), Poitier subiu ao palco para receber a estatueta de Melhor Ator das mãos de Anne Bancroft. Aliás, o beijo na bochecha da atriz (branca) causou polêmica na época. Sinal de que o inédito prêmio ainda não derrubaria completamente o preconceito dentro da sociedade americana, vigente até hoje, infelizmente.

Eram tempos de debates e embates. Tempos de luta pelos direitos civis. Por igualdade racial. Em agosto de 1963, Martin Luther King anunciara que tinha um sonho, diante de quase 300 mil pessoas, em Washington. Um sonho por um dia em que todos estariam “prontos para dar as mãos e cantar as palavras de uma velha canção negra: ‘Enfim livres, livres enfim. Graças a Deus Todo-Poderoso, nós estamos enfim livres.’”

A Academia já havia premiado um artista negro antes. Em 1940, Hattie McDaniel ganhou como Melhor Atriz Coadjuvante pela governanta Mammy, humilde e fiel à patroa Scarlett O’Hara (Vivien Leigh) em “E o 


Vento Levou”. Mas era o clássico negro estereotipado.

Poitier rompeu com esses padrões desde o início. Conduziu a carreira de forma altiva. Não aceitou o jogo da indústria e recusou diversos papéis de negros típicos em Hollywood. Com isso, virou exemplo, ganhou respeito do meio cinematográfico e admiração de seus pares de cor.

Em 1959, foi indicado ao Oscar de Melhor Ator pela atuação em “Acorrentados” (“The Defiant Ones”). Antes, já tinha interpretações de destaques, em filmes como “Blackboard Jungle” (1955) e “Edge of the City” (1957). A consagração definitiva veio em 1964, com “Lillies of the Field” – depois, brilharia no ótimo “Ao Mestre com Carinho” (“To Sir, with Love”), de 1967.

Nas poucas palavras de seu breve discurso, Poitier agradeceu ao diretor Ralph Nelson e ao roteirista James 


Poe.

Somente 38 anos depois um negro voltaria a ganhar a estatueta de Melhor Ator: Denzel Washington, por “Dia de Treinamento”, no Oscar de 2002. Justamente na cerimônia em que Sidney Poitier seria homenageado pelo conjunto da obra.

Mas essa história fica pra outro dia… Porque todo dia é histórico.

Os 16 atores negros vencedores do Oscar


Se liga O Oscar começou a ser entregue em 1929. A primeira indicação para uma atriz (ou ator) negra veio apenas dez anos depois. Hattie McDaniel ganhou pelo papel de Mammy, em '...e o vento levou'. McDaniel 
foi muito criticada durante sua carreira por interpretar papéis de domésticas que, segundo movimentos de direitos civis, perpetuavam estereótipos.

Hattie McDaniel
Sidney Poitier,
Louis Gossett, Jr.
Denzel Washington
Cuba Gooding, Jr;
Whoopi Goldberg;              

Halle Berry;
Jamie Foxx;
Morgan Freeman;
Forest Whitaker ;
Jennifer Hudson;
Mo'Nique;
Octavia Spencer;
Lupita Nyong'o;
Viola Davis;

Um afro abraço.

Claudia Vitalino.

Fonte: history.com/news.bbc.co.uk