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Centro Potiguar de Cultura reúne lideranças culturais para debater a Consciência Negra.

Mesa oficial do 8º Encontro Estadual da Consciência Negra: da esquerda para a direita: Afrânio Patrício: Coordenador da...

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Saiba de onde vem a quadrilha, dança típica das festas juninas

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A quadrilha, dança típica das festas juninas brasileiras,  é carregada de referências caipiras e matutas. Mas sua origem vem de muito longe. A “quadrille” surgiu em Paris, no século XVIII, como uma dança de salão composta por quatro casais. Era dançada pela elite europeia e veio para o Brasil durante o período da Regência (por volta de 1830), onde era febre no ambiente aristocrático.
Da Corte carioca, a quadrilha acabou caindo no gosto do povo. Ao longo do século XIX, a dança se popularizou no Brasil e se fundiu com manifestações brasileiras preexistentes. “O brasileiro é um povo muito criativo e criou a forma estilizada de dançar a dança dos nobres”, opina a arte-educadora Lucinaide Pinheiro. A partir daí, diversas evoluções foram sendo incorporadas à quadrilha, entre elas o aumento do número de pares dançantes e o abandono de passos e ritmos franceses. As músicas e o casamento caipira que antecede a dança, também foram novidades incorporadas ao longo dos anos.
Um dos resquícios franceses na dança são os comandos proferidos pelo marcador da quadrilha. Escolhido, geralmente, entre os mais experientes do grupo, seu papel é anunciar os próximos passos da coreografia. O abrasileiramento de termos franceses deram origem, por exemplo, ao saruê (Soirée – reunião social noturna, ordem para todos se juntarem no centro do salão), anarriê (en arrière – para trás) e anavã (en avant – para frente).
Tradição enraizada em Brasília
Para muitos, a quadrilha não se restringe ao mês de junho. Grupos profissionais de quadrilheiros levam a sério a dança, se apresentam em festas e participam de concursos até o mês de setembro. Sem contar os ensaios anteriores às apresentações e as confecções de roupas, que exigem tempo até ficar tudo perfeito. “No início de janeiro já começamos a ensaiar e, em abril, estamos prontos para viajar pelo país”, diz Hamilton ‘Tatu’, do Grupo Parafolclórico Quadrilha Junina Pau Melado. A escola de Samambaia, cidade-satélite de Brasília, tem 78 membros e coleciona títulos: cinco no circuito brasileiro e quatro no local.
Além deste, diversos outros grupos do Distrito Federal e entorno vivem da quadrilha. Organizados em uma entidade – a Liga Independente de Quadrilha Junina do Distrito Federal e Entorno (LinqDFe) – os grupos se apresentam, anualmente, em um circuito junino. “De maio à primeira semana de agosto, as agremiações se apresentam em dez cidades-satélite. Mas nossa meta é aumentar este circuito para quinze cidades”, aponta José Pereira, presidente da Linq.
A entidade foi criada em 2000 e hoje conta com 62 grupos filiados. “Essa associação surgiu da necessidade de organização dos grupos de quadrilha. Nós buscamos recursos para o circuito e para fomentar os grupos”, define Pereira. O liga deu tão certo que serviu de ponto de partida para a Confebraq – Confederação Brasileira de Entidades de Quadrilhas Juninas.
Para dançar, basta ter disposição. Muitos  grupos acolhem pessoas de todas as idades. “Temos a categoria mirim, infantil, cascudo e adulto”, define Hamilton. Os integrantes do grupo devem ter, porém, disponibilidade, já que ser quadrilheiro profissional significa ter uma agenda apertada.
Mais do que arte e dança, a quadrilha junina é uma expressão da cultura popular. E quem se dispõe a desenvolvê-la, acaba perpetuando a tradição de origem francesa. Para a arte-educadora Lucinaide Pinheiro, os dançarinos são, para muitos, grandes referências. “Essas pessoas são mais do que quadrilheiras, elas têm uma ação de protagonismo dentro das suas comunidades”, opina.
Fonte: Brasil Cultura

Sala de visitas: mercado de trabalho é mais desafiador para população negra

Neta edição: Theo van der Loo (Bayer), André Chaves (especialista em mercado) e músicos do Choro do Sertão
Nesta edição, Nassif recebe presidente da Bayer Brasil, Theo van der Loo, o especialista em mercado de trabalho André Chaves e os músicos do projeto Choro do Sertão.
Jornal GGN -  Nassif recebe o presidente da Bayer Brasil, Theo van der Loo, sobre o racismo no mercado de trabalho e o programa de diversidade implementado há alguns anos pela empresa farmacêutica, no segundo bloco de entrevistas.
No final de março deste ano um depoimento feito por Theo no seu perfil no LinkedIn ganhou repercussão nas principais mídias do país. No post, que teve mais de 300 mil visualizações em seis dias, o CEO relatava um caso de preconceito racial em uma entrevista de emprego, vivido por um colega próximo:
"Um conhecido meu, afrodescendente, com uma excelente formação e currículo, foi fazer uma entrevista. Quando o entrevistador viu sua origem étnica, disse à pessoa de RH que ele não sabia deste detalhe e que não entrevistava negros!". No relato, Theo conta que sugeriu ao amigo fazer uma denúncia e teve outra surpresa: a vítima avaliou que seria melhor não expor o caso por medo de "queimar" sua imagem. "Sou de família simples e humilde custou muito para chegar onde cheguei", justificou.
Nesta entrevista, o CEO fala sobre a política de diversidade e inclusão implementada globalmente pela Bayer e como, ao longo da sua carreira, foi se dando conta do desafio do profissional negro no mercado de trabalho, quando decidiu se aproximar de colegas negros para entender a experiência deles no dia a dia. "Tive contato com pessoas maravilhosas no mercado, juízes, advogados, empresários, executivos, pessoas fantásticas e a partir disso percebi que os negros são invisíveis na sociedade de uma forma inconsciente", destacou completando que, no caso brasileiro, onde cerca de metade a população é afrodescendente essa mesma proporção não é acompanhada no mundo empresarial.
No caso da implementação do programa de inclusão na Bayer brasileira, Theo consultou dois colegas negros que trabalhavam na mesma equipe que ele. Se por um lado afirmaram que, pelo menos naquela empresa, não se sentiam descriminados, por outro admitiram que para evoluir e alcançar cargos mais altos sentem que precisam se esforçar muito mais que os não negros. Mais recentemente, o CEO obteve a informação de que os funcionários negros que exercem a função de chefes são mais boicotados pelas próprias equipes.
No primeiro bloco, Luis Nassif recebe, nesta edição do Sala de Visitas, André Chaves, que também é publicitário e foi CEO do Portal iG. Para ele, no geral, o ser humano tem uma forte tendência a evitar mudanças, mas com a dinâmica cada vez mais fluída do mercado de trabalho superar essa característica, tornando-se mais resiliente e apto às mudanças é a chave para ter sucesso profissional e, por que não, qualidade de vida. Essa é a proposta do livro (Re) Start Me Up, escrito a seis mãos pelos coaches e especialistas em mercado de trabalho André Chaves, Alexandre Campos e Marcio Ogliara. 
"O nosso livro não foi escrito para ser um guia, é muito mais um livro de insights onde falamos não como a pessoa deve ir para determinado lugar, mas o que pode impedir ela de chegar onde quer", destaca nesta entrevista. O trabalho também se aprofunda na necessidade de o profissional desenvolver o autoconhecimento. "Não existe trabalho fácil. Quando a gente fala de autoconhecimento, é você assumir o protagonismo da vida e da carreira", completa.
Por fim, no último bloco do Sala de visitas, Luis Nassif recebe Henrique Araújo (cavaquinho e bandolim), João Camarero (violão 7 cordas) e Rafael Toledo (Pandeiro) que apresentam o projeto O Choro do Sertão, um CD produzido com a ajuda de financiamento coletivo onde interpretam apenas choros de Dominguinhos, alguns deles inéditos. O trabalho tem uma equipe mais ampla: Henrique Araújo e o Regional Imperial, formado por João Camarero (violão de 7 Cordas), Junior Pita (violão), Lucas Arantes (cavaquinho) e Rafael Toledo (pandeiro), o percussionista Alfredo Castro, com participação especial dos sanfoneiros Toninho Ferragutti e Mestrinho.
http://jornalggn.com.br

Greve Geral: Trabalhadores vão descer o Alto de São Manoel no dia 30

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Trabalhadores e trabalhadoras de Mossoró irão paralisar todas as suas atividades na próxima sexta-feira (30) e ‘descer’ o Alto de São Manoel em protesto às contrarreformas de Temer e do Congresso Nacional. A segunda Greve Geral está sendo articulada em todo o Brasil e deve mobilizar milhões de brasileiros.
Centrais sindicais, sindicatos e movimentos sociais já haviam se reunido na última sexta-feira (23) em uma plenária ampliada na sede do Sindprevs/Mossoró,  que aprovou a adesão à greve e a realização de uma segunda descida no Alto de São Manoel. A primeira descida, que mobilizou mais de 5 mil pessoas, foi realizada na Greve Geral do dia 28 de abril.
Com o tema “Arraiá da resistência”, a mobilização em Mossoró vai integrar os componentes lúdicos, típicos dos festejos juninos, à luta contra Temer e suas contrarreformas. A descida do Alto terá apresentações de artistas locais, música regional e também intervenções de lideranças políticas e dos movimentos sociais.
Movimento docente – A ADUERN realiza assembleia na próxima quarta-feira (28) para deliberar sobre a participação unificada da categoria na Greve Geral. De antemão, a Diretoria já informou que defenderá a paralisação geral na universidade.
A diretoria do ANDES-SN divulgou, na sexta-feira (23), uma nota na qual reafirma a necessidade de realização da Greve Geral de 30 de junho. A nota critica a possibilidade de recuo de algumas centrais sindicais – que cogitam não participar do movimento – e ressalta que a diretoria do sindicato nacional acredita que a Greve Geral é fundamental para impedir a aprovação das contrarreformas Trabalhista e da Previdência, revogar a Lei de Terceirizações e derrubar o presidente Michel Temer do poder.
Fonte: ADUERN

SINTAUERN ENTRA COM MANIFESTAÇÃO CONTRA DECISÃO DO STF



EXCELENTÍSSIMA MINISTRA PRESIDENTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.

SS 5163
PROCESSO Nº 00643548620161000000.

SINDICATO DOS TÉCNICOS ADMINISTRATIVOS DA UERN – SINTAUERN, devidamente qualificado nos autos, neste ato representado por seu advogado, vem à presença de Vossa Excelência, em tempo oportuno, apresentar a presente


MANIFESTAÇÃO (Clique em MANIFESTAÇÃO para abrir o documento)
Fonte: SINTAUERN

UERN é destaque em número de artigos aprovados para evento regional




Por
 Luziária Machado

A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) foi a terceira instituição com mais artigos aprovados no 13º ENECON – Encontro Nordestino de Contabilidade, que acontece de 02 a 04 de agosto, no Centro de Convenções de Natal.
Em primeiro lugar ficou a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE); em segundo, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e empatados em terceiro lugar, UERN e Universidade Estadual da Paraíba (UEPB).
Lista de Artigos Aprovados – Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN)
  • A relação do disclosure socioambiental e a eficiência: uma análise do desempenho no
    setor elétrico brasileiro.
    Autores: Erika Maia da Rocha; Reginaldo de Souza Araújo;Augusto Raniere Pereira da Cruz; Wigna Almeida.
  • O SPED fiscal como gerenciador do estoque e do processo produtivo: um estudo de caso em indústrias agrícolas no município de Mossoró – RN.
    Autores: Ana Zanandréia Rocha; Antonio Rafael Holanda da Silva; Larissa Karoline Souza Silva; Rosângela Queiroz Souza Valdevino.
  • O impacto do PROFUT nas demonstrações contábeis: um estudo de caso nos times de futebol do campeonato brasileiro.
    Autores: Augusto Raniere Pereira da Cruz; Erika Maia da Rocha; Reginaldo de Souza Araújo; Joaquim de Siqueira Furtado Neto.
  • Análise das demonstrações contábeis como ferramenta auxiliar para a tomada de decisão dos stakeholders: estudo em empresas do agribusiness.
    Autores: Lailson da Silva Rebouças; Erika Maia Rocha; Jandeson Dantas da Silva; Wenyka Preston Leite Batista da Costa.
  • Comparativo financeiro de uma empresa do ramo do agronegócio
    Autores: Vanessa Karem Alves de Menezes; Rosângela Queiroz Souza Valdevino; Saulo Medeiros Diniz; Larissa Karoline Souza Silva.
  • Gestão de custos ambientais: um estudo numa rede hoteleira do Rio Grande do Norte
    Autores: Auris Martins de Oliveira; Alan Martins de Oliveira.
  • Fonte: Portal UERN

INSCRIÇÕES PARA O PRÊMIO NACIONAL DE EDUCAÇÃO FISCAL VÃO ATÉ 15 DE JULHO


Chegou à reta final o prazo de inscrições para a edição 2017 do Prêmio Nacional de Educação Fiscal, promovido pela Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais (Febrafite) em parceria com a Escola de Administração Tributária (Esaf) que objetiva valorizar as melhores práticas de educação fiscal do país e ressaltar a importância social dos tributos e sua correta aplicação em benefício da coletividade. Até 15 de julho os interessados podem se inscrever na premiação nacional, que tem o apoio de empresas com o Correio Braziliense.
O Prêmio visa incentivar escolas e instituições de ensino sensíveis ao tema, fazendo da participação social um caminho para transformar o Brasil.
Na edição deste ano, seis trabalhos serão premiados: primeiro, segundo e terceiro lugares na Categoria Escolas, que receberão R$ 10 mil, R$ 5 mil e R$ 3 mil, respectivamente; dois primeiros colocados na Categoria Instituições,com a premiação em dinheiro de R$ 10 mil para o primeiro e R$ 5 mil para o segundo lugar; e uma premiação de melhor reportagem na Categoria Imprensa, com direito a troféu e um prêmio em dinheiro de R$ 2 mil.
Quem apoia o Prêmio
A edição 2017 do Prêmio conta com o patrocínio do Banco de Brasília – BRB e o apoio das 27 associações filiadas à Febrafite; da Receita Federal do Brasil; do Centro Interamericano de Administração Tributária (Ciat); do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID); do Encontro Nacional de Coordenadores e Administradores Tributários Estaduais (Encat); do Sindifisco Nacional; da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp); do Conselho Federal da Ordem dos Advogados (OAB); da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip); da Federação Nacional de Auditores e Fiscais de Tributos Municipais (Fenafim); do Fórum Nacional de Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate); do Grupo Globo; do Correio Braziliense e do site Congresso em Foco.

Saiba mais no vídeo institucional da edição:  https://www.youtube.com/watch? v=gDgNMYAcclM
Fonte: Febrafite
C/ SINDIFERN

Auditores fiscais entrarão em luta contra projetos de reformas

Os auditores Fiscais do Rio Grande do Norte anunciaram que vão parar as atividades na próxima sexta-feira (30), em adesão ao movimento nacional de luta contra as reformas da previdência e trabalhista. A decisão foi tomada em assembleia geral, na sede do sindicato – SINDIFERN.
A categoria vai manter apenas 30% do efetivo trabalhando em respeito à lei de greve. O movimento do Fisco começa às 9h da manhã da sexta-feira, com o “Arraiá da Resistência” (em alusão ao período junino), em frente à SET – Secretaria de Estado da Tributação. À tarde, a partir das 14 horas, os auditores se reúnem com as demais categorias no ato unificado, ao lado do Shopping Midway em Natal.
Por Robson Pires

CNTE ingressa com ação no STF para derrubar limite de gastos na educação pelos próximos 20 anos

Foto: Google

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) defende que a Emenda Constitucional (EC) 95/2016, que promove o congelamento dos recursos para a educação e a saúde pelos próximos 20 anos, é inconstitucional. A confederação ingressou, na última quinta-feira (21), com uma Ação Direita de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a medida promulgada em dezembro do ano passado.
 
O advogado Gustavo Ramos, do escritório Roberto Caldas, Mauro Menezes & Advogados, que representa a CNTE na ação, explica que a entidade pretende suspender a vigência do artigo 110 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias que instituiu o Novo Regime Fiscal (ADCT), fixando um teto para o crescimento dos gastos públicos pelo período de 20 anos no âmbito dos orçamentos Fiscal e da Seguridade Social da União. “A norma deverá ser declarada inconstitucional para que seja determinada a retomada da aplicação integral dos critérios de financiamento do ensino público previstos na Constituição Federal”, pontua.  
 
O especialista reforça que o governo de Michel Temer retira direitos fundamentais de índole social. “Na educação, o desmonte será de grandes proporções. O fato de um governo provisório propor mudanças de tamanha envergadura no texto constitucional, com amplo impacto na organização da sociedade, especialmente sob o aspecto da retirada de direitos fundamentais conquistados ao longo de décadas, faz com que a PEC 241 possua vício de origem. Além disso, a flexibilização dos artigos 198 e 212 da Constituição Federal atingirá gravemente o financiamento de duas das principais políticas públicas – a educação e a saúde”.
 
Segundo Gustavo Ramos, “é senso comum que o verdadeiro crescimento de qualquer País está diretamente relacionado a um maior investimento em educação. Pois bem. Estamos claramente caminhando em sentido contrário”.
 
Segundo o presidente da CNTE, Heleno Araújo, o golpe contra a educação e a saúde, promovido pela Emenda Constitucional 95, deve ser combatido de todas as formas e em várias frentes. “A CNTE atua na mobilização social e política para que essa medida não seja colocada em prática, e ingressamos com esta ação no STF para que seja declarada inconstitucional. 
 
Rejeitamos essa medida absurda, promovida por um governo ilegítimo, golpista e corrupto, que está a serviço do capital estrangeiro e de uma elite nacional conservadora, que explora a classe trabalhadora e nega os direitos humanos e sociais para a maioria da população brasileira. Não à EC n. 95!”, afirmou.

Fonte: APEOESP

Crise na educação: "O analfabetismo prospera com o declínio da escola", afirma especialista

Foto: Google
 
Por Jornal do Brasil

A crise econômica e política no Brasil, que não parece ter data para acabar, vem afetando não apenas as taxas de emprego, a saúde e a segurança. A qualidade do ensino no país também vem sofrendo consequências. Especialistas na área de educação apontam que o quadro de anomia que vive o país pode ter impacto inclusive nos índices de analfabetismo. “O analfabetismo prospera com o declínio da escola“, afirmou a professora da faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense (UFF), Célia Linhares.
 
“A escola é uma das instituições mais importantes para o desenvolvimento de um país. No quadro político atual, o que temos visto é uma situação que se deteriora cada vez mais, e se torna angustiante, com professores mal remunerados, crianças que não podem ir para a escola por um motivo ou por outro e pais que, por causa do desemprego, mudam de um lugar para outro”. De acordo com ela, dificuldades familiares como essas prejudicam a frequência escolar da criança, tornando o aprendizado mais difícil.
 
Também da faculdade de Educação da UFF, Zoia Prestes ressaltou que faltam políticas públicas direcionadas para enfrentar o analfabetismo no país. “Tinha que haver projetos em conjunto com as universidades, com programas de alfabetização feitos pelos próprios cursos”, opinou.
O analfabetismo já é uma chaga antiga no Brasil. Em 2013, quando o país ainda não estava em uma severa crise econômica, os números apresentavam uma alta pela primeira vez em 15 anos, com um aumento de aproximadamente 300 mil analfabetos entre 2011 e 2012, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), divulgada pelo IBGE na época.
 
O Pnad de 2015 demonstrava que a taxa de analfabetismo de pessoas de 10 a 14 anos de idade era de 1,6%, a taxa de analfabetismo das pessoas de 10 anos ou mais de idade era de 7,4%, e a taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade era de 8%.
 
Em um país no qual quase um quarto da população (45,9 milhões) é de pessoas entre 0 a 14 anos, a valorização da escola é fundamental, como afirma Célia. “O aumento da evasão escolar contribui para o aumento do tráfico e da criminalidade. Se você não vai para a escola, qual o caminho que você vai seguir?”, reitera a professora.
 
Edwiges Zaccur, que é professora no mesmo curso, concorda e complementa: "Eu queria ver 100 mil pessoas na rua exigindo educação de qualidade. O que me incomoda é pensar que tanta gente sai de casa para protestar, mas não tem alfabetização política para exigir mudança. Precisamos de uma reforma política, por exemplo. Quarenta partidos políticos recebendo cota de fundo partidário, entra presidente, sai presidente e todos precisam fazer barganhas. É preciso que eles tenham medo de nós."
 
E a professora Célia Linhares conclui: “Como dizia Victor Hugo, abrir uma escola é fechar uma prisão. Como essa afirmação é atual no Brasil em que vivemos, no qual vemos crises de todos os tipos?”

C/ APEOESP

Uma câmera na mão, uma ideia de democracia na cabeça – Por Patrícia de Matos*

Aproximar-se do outro e gostar do diferente. Construir uma relação próxima com o fotografado. Olhar para nós mesmos ao olhar para os outros, fotografar a nós mesmos quando fotografamos os outros. Nos entrevistar quando entrevistamos o outro.
Sou Patrícia, tenho 23 anos e estudo jornalismo na FMU. Comecei minha militância no grêmio Honestino Guimarães da escola Elefante Branco de Brasília aos 15 anos de idade. Aos 16 me filiei à União da Juventude Socialista (UJS), movimento de juventude que compõe a UNE. No ano seguinte ingressei na Universidade de Brasília (UnB). Aos 19 fui morar em São Paulo em razão de ter sido convidada para dirigir a pasta de cultura da UNE. Cheguei de mudança com uma mala enorme e desci na praça da Sé para encontrar o pessoal que iria me receber. Quando saí do metrô, passava na minha frente uma manifestação enorme contra o aumento das passagens. Nem me lembro como consegui chegar em casa naquele dia.
Lembro da inquietação de muitos movimentos quando tentavam fazer uma avaliação sobre o que representava, de fato, aquela ascensão de grandes mobilizações que eclodiam pelo Brasil. Lembro, inclusive, do momento em que a grande mídia parou de criminalizar as mobilizações e passou a disputá-la.
Não demorou muito para que a Av. Paulista mudasse de cara nos dias de protesto e a parecer bastante com as mobilizações pró-golpe do último período. Começaram a destilar bastante ódio contra as organizações dos movimentos sociais. Setores da grande mídia entraram em cena mais uma vez e, com eles, os políticos oportunistas que viam na despolitização uma oportunidade de emplacar uma agenda “superconservadora.”
Tinha uma galera com carrinho de feira, uns fios e celular na mão. Faziam transmissão ao vivo, gambiarra total. Eu acompanhava e uma galera também. Caia muito a transmissão, era meio ruim em termos de qualidade técnica. Mas era a ótima a sensação de ter gente narrando as manifestações do chão, no lugar de quem protestava. Estava crescendo o mídia ativismo.
Nesse ano de 2013 fechamos um ciclo de estabilidade. Havia a necessidade de radicalizar a democracia por um lado e, por outro, havia o crescimento de uma “frente pelo retrocesso”. Começava a Jornada Nacional de Lutas da Juventude e, com ela, uma nova geração. Desde então, estivemos sempre em provação. A luta política no país só se intensificou e a necessidade de relançar os nossos movimentos para resistir à onda conservadora se tornou urgente. Nascia uma semente que floresceu no último domingo.
A EMERGÊNCIA DAS MÍDIA ALTERNATIVAS SOB O PRISMA DO 55º CONGRESSO DA UNE
A União Nacional dos Estudantes completa 80 anos de vida no dia 11 de agosto desse ano. A entidade já nasceu na luta contra o integralismo – expressão do fascismo no Brasil. Ao contar a história da UNE, contamos a história da república brasileira e as lutas que nos guiavam no sentido de tornar esse país uma nação que aproveitasse plenamente suas possibilidades de desenvolvimento.
Foi a partir da UNE que se nacionalizou a campanha do “Petróleo é nosso”, na década de 50, responsável pela criação da Petrobrás. Nos anos dourados, os estudantes também se mobilizaram contra o aumento do preço da passagem dos bondes, realizando grandes manifestações. Na década de 60, foi na UNE que muitos artistas se organizaram para propagar a arte engajada através do Centro Popular de Cultura da UNE – o CPC da UNE – propondo a discussão da reforma universitária em formato artístico. Durante a “UNE volante” – caravana da UNE pelo Brasil que pretendia aprofundar a discussão sobre a reforma universitária – Eduardo Coutinho descobriu a história do engenho da Galiléia e os confrontos em torno da luta pela terra, culminando no início do que seria uma das obras cinematográficas que marcou a história do cinema documentário brasileiro, o “Cabra Marcado para Morrer.” Foi nesse mesmo período que Aldo Arantes, presidente da UNE à época, se juntou a Brizola no Rio Grande do Sul para articular a “Campanha da Legalidade”, no intuito de barrar o golpe civil militar de 1964.
Não foram poucos os estudantes que tombaram na ditadura. Não foram poucos os que se mobilizaram pelas eleições diretas no processo de democratização do país, nem os que se juntaram aos milhões pelo #ForaCollor, na esperança de eleger um projeto político que não aprofundasse o processo de sucateamento da educação pública.
Se fosse falar de toda a história da UNE, talvez demorasse muitas laudas para citar apenas os momentos mais importantes e seus pontos de encontro com a história dessa nossa imatura república. Mas gostaria de me concentrar aqui no que a UNE se tornou nesse último congresso: um laboratório vivo da democracia brasileira em um contexto de retrocesso dos direitos democráticos e avanço das ideias fascistas.
A UNE REÚNE O CONJUNTO DO MOVIMENTO DE JUVENTUDE DO BRASIL
Setores que tinham se afastado do movimento estudantil agora retornam, como os estudantes que constroem o movimento MAIS, em grande parte antigos filiados ao PSTU e esse, por sua vez, fruto da antiga “Convergência Socialista, retornaram à entidade nesse último congresso. A vinda também da juventude do PSDB, que organizou sua bancada no congresso da UNE, com camisetas e palavras de ordem próprias, exaltando Mário Covas e FHC. Destoando da orientação nacional do partido, pediram pelo #ForaTemer. E, o mais impressionante: a realização de, talvez, a maior aliança que o movimento estudantil já viu. O que antes era a Frente Brasil Popular, dedicada a coordenar as diversas manifestações pela manutenção da democracia no último período, desdobrou-se na chapa vitoriosa desse congresso com forças políticas de centro.
Nesse histórico congresso da UNE protagonizamos a sua transformação em mais um laboratório da democracia do ponto de vista da comunicação. Ouvimos muito dos veículos da grande mídia a famosa defesa da “imparcialidade jornalística” como um véu que cobre os verdadeiros interesses dessas corporações que se posicionam, muitas das vezes, de acordo com os interesses de seus financiadores. Não que isso seja propriamente errado, mas estamos falando aqui do mito da imparcialidade e da invisibilidade sofrida pelos que simplesmente não fazem parte da “linha editorial” desses veículos.
Foi justamente esse bloqueio aliado à crise de credibilidade vivida pela grande mídia e o advento da nova revolução tecnológica que possibilitou a democratização da possibilidade de produção de conteúdo e que beneficiou milhares de brasileiros e brasileiras, gerando um nascente organismo composto por mídias alternativas de vários matizes e que constroem narrativas sobre as pautas que bem entendem. Outros surgiram não para tratar de pautas específicas, mas para se constituírem enquanto plataformas das lutas populares e formas alternativas de prática jornalística, como é o caso dos Jornalistas Livres e do Mídia Ninja. O processo de luta contra o golpe vem produzindo uma interessante simbiose entre as novas mídias, o movimento estudantil e cultural. Embora seja de extrema importância a luta por transformações estruturais no sistema de telecomunicações do país, a necessidade urgente de construção de nossas próprias narrativas levou grande parte do contingente militante a construir mais intimidade com os processos de produção de conteúdo sobre a história de suas vidas e de suas lutas. É urgente que os movimentos sociais se entendam como laboratórios vivos da comunicação alternativa, tornando a militância uma grande rede de produção de notícia e conteúdo.
AS PARCIALIDADES CONSTROEM O TODO
Foi nessa perspectiva que vimos o lançamento via edital, a partir do CUCA da UNE, das inscrições da cobertura colaborativa desse congresso. Centenas de estudantes e colaboradores de várias mídias se inscreveram, inclusive coletivos e movimentos que compõe a oposição da UNE. É interessante como em um espaço de disputa de ideias e de representação política foi possível vivenciar processos de troca e experimentação estética entre agentes de orientações ideológicas tão diferentes.
O exercício não foi o de certamente tornar invisíveis as parcialidades, mas sim de evidenciá-las, torná-las alcançáveis aos olhos de qualquer um que tenha feito a opção de acompanhar esse processo. A existência dessa quantidade de agentes políticos envolvidos em um processo colaborativo constituiu ambientes de inflexão e reconhecimento de lutas em comum que dão um baile de democracia quando tomamos como perspectiva a situação política atual.
Diferentemente da tal imparcialidade, nos apegamos em exaltar as identidades políticas contribuindo para a reinvenção da institucionalidade da organização mais antiga do movimento social brasileiro.
As mídias alternativas ligadas aos movimentos sociais que constroem certa autonomia à dinâmica mercadológica não foram só amplificadas pela participação de 26 movimentos de juventude que compõe a entidade, mas representou também um exercício de plena liberdade estética e experimentação, transformando o congresso da UNE, de fato, em um laboratório para um exercício de linguagem política e estética.
Com o surgimento dessas novas mídias é fortalecida também a noção de campo político da comunicação. Eliminam-se os velhos intermediadores e é criada uma nova forma de organização e construção política entre os agentes no processo de construção narrativa, diluindo as fronteiras entre técnica e política.
Na UNE mora boa parte da esperança do povo brasileiro, porque na UNE está boa parte da juventude que sonha e luta pelas causas humanitárias, populares e nacionais, para além dos interesses corporativistas. É na UNE que mora, também, boa parte do futuro da política. Que felicidade ver a UNE continuar atendendo sua vocação histórica. Foi no mesmo momento em que a UNE lançou uma frente mais ampla que pudemos ver até agora que ela contribui com uma experiência que nos leva a chegar mais perto do que deveria ser uma comunicação democrática e a acreditar que, de fato, todos nós podemos pegar uma câmera na mão com uma ideia na cabeça.
*Patrícia de Matos, diretora de comunicação da União da Juventude Socialista (UJS)
Fonte: UJS
* Eduardo Vasconcelos
" Querida companheira e jornalista, Patrícia Matos, após a leitura dinâmica acima escrita por você fico muito feliz de presenciar hoje que as nossas lutas nas décadas de 70, 80 e 90 não foram em vão, muito pelo contrário! Os frutos hoje são justamente heranças daqueles que não se intimidaram diante das constantes ameaças do império americano no Brasil, como de alguns defensores da ditadura militar, mas a força, a coragem, a determinação e da realização da luta não foram em vão! Muitos deram suas vidas para que hoje a abertura democrática no Brasil fosse concretizada, portanto suas mortes não foram em vão.
Parabenizo-a pela grandeza de suas palavras, que ora nos emocionam de maneira qual escrevo essas singelas linhas para registrar o oportuno de suas palavras diante do quadro atual que passa o nosso Brasil, chega em boa hora.  Pessoas como você nos orgulham e é por isso que eu acredito na juventude brasileira! Vamos adiante, não vamos recuar nem um centímetro a menos, vamos avançar! Grande abraço!
Patrícia Matos, PARABÉNS MESMO!
Eduardo Vasconcelos - 54 anos
NOVA CRUZ/RN
centropotiguardecultura.blogspot.com
Ex diretor da APES, UMES-Natal e Fundador e primeiro presidente do Grêmio Estudantil da Escola Estadual Wisnton Churchill - Natal, fundador da AMES-Nova Cruz/RN , radialista e atual presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN."

40º Congresso da UEE-SP desembarca em Paulínia

Evento acontece entre os dias 1 e 2 de julho; as inscrições estão abertas
por Renata Bars.
No próximo final de semana – 1 e 2 de julho – a cidade de Paulínia, localizada a 120 km da capital paulista, receberá estudantes de todos os cantos do estado de São Paulo para debater os caminhos da educação, a conjuntura política e social do país e eleger a nova direção da UEE-SP no 40º Congresso da entidade.
As inscrições estão abertas e podem ser realizadas por meio do site www.ueesp.org.br/inscricao, com o valor de R$ 100. O pagamento da taxa dá ao inscrito o direito à participação em todas as atividades do Congresso, como debates, palestras, oficinas, atos políticos, grupos de discussão e intervenções culturais.
O inscrito também tem direito ao alojamento, que geralmente é organizado em escolas e universidades, além da alimentação e transporte até a cidade de Paulínia.
“Fomos uma gestão que passamos pela preparação do golpe, pela consolidação e agora pelas consequências. Nenhum dia hesitamos em lutar contra a defesa da democracia e sair das ruas. Por isso será muito simbólico fazer a abertura do nosso Congresso na Greve Geral do dia 30”, destacou a presidenta da UEE-SP, Flávia Oliveira.
Ela ressaltou alguns dos momentos dessa gestão que se encerra. “Aqui em São Paulo conseguimos conquistar o Plano Estadual de Educação, que foi muito importante e teve o avanço das cotas, o avanço da assistência estudantil para os estudantes das instituições públicas e privadas. E depois tivemos o Ocupa Alesp que foi a principal batalha que a gente travou e mudou completamente o movimento estudantil paulista porque demos um gás e mostramos que era possível fazer uma gestão vitoriosa”, relembra.
Flávia afirmou também que a realização do Encontro de Negros da UEE-SP foi uma virada no diálogo com os movimentos negros das universidades que queriam conquistas reais que dialogassem diretamente com a pauta do movimento negro. “A partir desse diálogo conseguimos construir uma grande vitória que foi a conquista das cotas na Unicamp e agora a discussão das cotas dentro da USP”.

O QUE LEVAR

O participante deve levar tudo aquilo que for imprescindível para sua estadia, como barracas, toalha, colchões e cadeados. Produtos de higiene pessoal, agasalhos e protetor solar também não devem ficar de fora da bagagem.

SOBRE PAULÍNIA

A cidade foi fundada em 1964, após ser emancipada de Campinas e teve um crescimento populacional grande nos últimos anos. A região tem temperatura média de 20ºC, e para o final de semana a previsão é de tempo frio com mínimas de 12ºC.
Paulínia se destaca por ser um polo industrial, a sétima renda per capita do páis e por ter um complexo cinematográfico construído em 2010.
Fonte: UNE