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domingo, 18 de junho de 2017

Pela primeira vez, Flip terá mais autoras que autores na programação

A escritora Conceição Evaristo é um dos destaques da programação deste ano
A escritora Conceição Evaristo é um dos destaques da programação deste ano


“Havia expectativa para que essa edição tivesse mais negros e mulheres. São dois movimentos paralelos de ativismo muito importantes e isso nos fez repensar a representação dos eventos literários. Há cinco anos, ninguém era perguntado sobre isso, ficava todo mundo silencioso, era naturalizado”, disse a curadora.

Nas últimas edições do evento, a baixa diversidade e a pequena representatividade na programação recebeu críticas do público e dos próprios autores. Na edição do ano passado, por exemplo, a falta de autores negros em mesas centrais da Flip causou debates entre os presentes – inclusive, a escritora Conceição Evaristo, um dos nomes confirmados para esta edição, chegou a chamar a atenção do então curador, Paulo Werneck.

“É muito fácil fechar três programações só com homens, é muito mais rápido”, disse Aguiar, refletindo que, para as mulheres, batalhar por um lugar ao sol no mercado literário é mais difícil, já que a elas é empurrada a função da maternidade, as tarefas domésticas e outras responsabilidades que envolvem a família. “Não necessariamente as mesas vão falar sobre feminismo, mas muitas delas foram pensadas a partir desse ponto de vista, desse olhar e dessa contribuição.”

Programação

Entre os nomes confirmados estão a ruandesa Scholastique Mukasonga, a britânica da África do Sul Deborah Levy, o islandês Sjón e o rapper ativista angolano Luaty Beirão. Um dos principais encontros será entre os autores negros Marlon James, da Jamaica, e Paul Beatty, dos Estados Unidos, ambos vencedores do Man Booker Prizer, prêmio mais prestigiosa da língua inglesa. A romancista e poeta Conceição Evaristo encerra o evento ao lado de Ana Maria Gonçalves, em um tributo a autoras africanas e da diáspora negra.

Um dos eixos da curadoria foi a busca por autores renovadores da linguagem – como Lima Barreto (1881-1922), grande homenageado desta edição, que aparece como tema, direta ou indiretamente, de dez mesas. A curadora diz que espera que a programação da Flip deste ano seja um “ponto de virada” para a própria festa, para outros eventos literários que acontecem pelo país e para o próprio mercado editorial.

“Estamos trazendo autores que há muito tempo já poderiam ter vindo, mas que talvez por fugirem do padrão e por trabalharem com editoras independentes não vieram”, disse a curadora. “São autores que estão aí já presentes, e que a gente pode redescobrir. É como entrar numa livraria e ir ali para baixo na prateleira, ou então em cima – e não apenas ver o que está só ali na frente como proposta.” 


Fonte: Revista Cult

Com avanço do conservadorismo, ativistas veem retrocessos para a população LGBT


Por Walber Pinto, do Portal da CUT
No mês em que se celebra a diversidade, gays, lésbicas, travestis e transexuais sairão às ruas em São Paulo neste próximo domingo (18) para denunciar o crescimento da LGBTfobia e o retrocesso nas políticas públicas como resultado da ascensão do conservadorismo e do agravamento da crise política no país.
À véspera da Parada do Orgulho LGBT, em entrevista ao Portal da CUT, ativistas de três capitais do país apontaram que o cenário mudou drasticamente nos últimos anos, e para pior.
Referência mundial de enfrentamento à violência homofóbica, a cidade do Rio de Janeiro vê suas principais ações, que buscavam atendimentos para casos de discriminação, serem esvaziadas. Os Centros de Cidadania LGBT que atenderam mais de 95 mil pessoas entre 2010 e 2016 estão parados. Dos atendimentos que eram realizados, 40% tratavam de casos de violência homofóbica, o equivalente a 40 mil casos.
“Estávamos numa onda positiva e, de repente, o governo começa a nadar no mar revolto religioso. Com Crivela aprofundou a crise, temos uma agenda conservadora que pretende diminuir recursos da Parada do Rio, do Carnaval e diz que a prefeitura não apoiará a marcha LGBT este ano”, explica o ativista e ex-coordenador do Programa Rio Sem Homofobia, Cláudio Nascimento.
Segundo ele, há um forte movimento financeiro para proibir políticas públicas de igualdade de gênero e esse cenário tende a aumentar a violência em um estado pioneiro no combate à discriminação. “Foi do Rio que se iniciou a união estável para casais do mesmo sexo, logo depois teve o reconhecimento no CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e foi aqui que criamos o Programa Rio Sem Homofobia”, lembra.
Essa dificuldade apontada por Nascimento é endossada pela ex-presidenta do Conselho Nacional LGBT, Janaína Oliveira. Negra e lésbica, a militante que reside em Brasília aponta que na capital federal também não há mais nada em andamento.
“Há um desejo por parte do governo para que as políticas não saiam do lugar. No governo da ex-presidenta Dilma Rousseff nós já tínhamos certa dificuldade, entretanto, existia uma Coordenação LGBT, mesmo que pequena, e isso hoje praticamente acabou. Não tem orçamento e nem ajuda da ministra de Direitos Humanos que sequer dialoga conosco”, reafirma.
Janaína recorda de outro retrocesso no MEC (Ministério da Educação), que retirou as expressões “identidade de gênero” e “orientação sexual” do documento da Base Curricular após pressão da bancada religiosa. “Temos que abordar nas escolas, nas universidades, a questão da identidade de gênero”.
Se para gays e lésbicas essas políticas estão escassas, para travestis e transexuais é ainda pior.  No mundo do trabalho, por exemplo, elas seguem distantes do processo de inclusão. Mulher transexual e representante do ANTRA (Articulação Nacional de Travestis, Transexuais e Transgêneros no Brasil) Fernanda de Moraes afirma que a retificação do nome social nos documentos é a única política que existe para travestis, mulheres transexuais e homens trans, entretanto, “não é efetiva de fato”.
“Se o nome social fosse implementado pelo governo do estado de São Paulo, seria diferente. A lei 10948/2001 (lei anti-homofobia) que existe é para orientação sexual, não para identidade de gênero”.
Fernanda ocupava uma vaga no programa Transcidadania, criado pela gestão do ex-prefeito Fernando Haddad, mas foi demitida pelo governo Doria.  “Se temos uma política voltada para a empregabilidade de travestis, mulheres transexuais e homens trans como é que fomos demitidas? Além disso, o programa foi descentralizado, e dificulta as meninas saberem se estão ainda no projeto”, finaliza.
VIOLÊNCIA E ASSASSINATO DE LGBT
O resultado desse processo de desmonte é que em um ano, o golpe também atingiu seriamente o combate à violência contra LGBTs. Em 2017, até o início do mês de maio, foram 117 lésbicas, gays, travestis ou transexuais assassinados em razão da orientação sexual e identidade de gênero.
Com isso, o Brasil continua sendo o país que mais mata LGBTs no mundo por não ter uma lei que penalize e tipifique crimes de ódio em relação ao gênero.  Em nível federal, estadual e municipal, os projetos que pedem punição contra a intolerância são distorcidos pela bancada conservadora que tem apoio do governo Michel Temer.
“Há um inconsciente coletivo que, sob o pretexto de que a ‘homofobia não é crime’, acha que haveria um ‘direito’ a ofender, discriminar e até mesmo agredir ou matar pessoas LGBTs por sua mera orientação sexual e identidade de gênero”, afirma Paulo Iotti, advogado e Diretor-Presidente do GADvS (Grupo de Advogados Pela Diversidade Sexual e de Gênero).
Segundo o levantamento feito pelo portal G1 através da Lei de Acesso à Informação, divulgado nesta semana, mostra que 465 vítimas, em 10 anos, procuraram ou foram encaminhadas ao Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância) para registrar uma queixa de crime motivado por homofobia em São Paulo.
De acordo com o advogado, o crescimento da bancada fundamentalista piora o cenário para se aprovar uma lei no Congresso Nacional que criminalize a LGBTfobia. “Vivemos tristes tempos na seara política, há uma maioria reacionária não só no Congresso, mas também nas Assembleias Legislativas estaduais e Câmaras municipais”, completa Iotti, que defende que é necessário equiparar os crimes motivados por ódio à sexualidade ao racismo.
A CUT defende esses princípios e novamente participará da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, cujo o tema deste ano é ‘Independente de nossas crenças, nenhuma religião é lei. Todas e todos por um estado laico”. Para Jandyra Uehara, secretária nacional de Políticas Sociais da CUT,  enfrentar o fundamentalismo religioso é defender a laicidade do estado. “É lutar sempre contra a discriminação, a intolerância e a violência que tem origem em convicções religiosas”, finaliza a dirigente.
(Foto: Paulo Pinto/Fotos Públicas) - Fonte: Revista Fórum

Autonomia financeira da UERN é discutida em Audiência Pública na AL/RN

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A situação da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) foi discutida na tarde da última quarta-feira (14), na Assembleia Legislativa. Por iniciativa da deputada Larissa Rosado (PSB), a Casa realizou uma audiência pública contando com representantes da instituição, da Secretaria de Educação do Estado e de entidades sindicais ligadas à universidade. O principal tema em discussão foi a autonomia financeira da instituição e seus impactos para o RN.
Contando com as presenças da deputada Larissa Rosado (PSB) e dos deputados Souza Neto (PHS) e Fernando Mineiro (PT), a audiência debateu a proposta de fazer com que a UERN tenha orçamento garantido e os repasses realizados integralmente pelo Estado, fazendo com que a instituição tenha a possibilidade de se planejar e realizar a gestão da universidade, que existe desde 1968 e está presente em todas as regiões do estado.
O presidente da ADUERN, Lemuel Rodrigues, destacou em sua fala a importância da autonomia financeira para a manutenção do trabalho prestado pela universidade. Ele também relembrou os perigos da ofensiva neoliberal em todo o mundo, que vem promovendo uma série de contrarreformas no Estado e privatizando serviços públicos.
A secretaria de Educação do RN, Cláudia Santa Rosa, que representou o Governo do Estado, reafirmou que a questão da autonomia financeira da UERN é bastante complexa. Segundo ela, a situação financeira do RN é um fator de complicação.
“Sugiro que seja realizada uma discussão mais ampliada com o Governo, com quem tem condições de fazer esse debate com mais consistência, e até sobre o próprio projeto que está sendo estudado”, destacou Santa Rosa.
Confira a intervenção completa do Presidente da ADUERN na audiência pública
Com informações da assessoria de comunicação da AL/RN

PROIFES realiza Seminário Nacional sobre Privatização e Mercantilização da Educação


 O PROIFES-Federação, em parceria com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (CONTEE) e a Internacional da Educação (IE), realiza, nos dias 20 e 21 de junho em Brasília (DF) o Seminário Nacional sobre Privatização e Mercantilização da Educação. O objetivo do encontro é aprofundar o debate sobre os processos, alcance e efeitos da privatização do ensino público, para gerar resoluções e sistematizar ações das entidades para a defesa da Educação Pública.
Serão discutidas as conjunturas internacional e nacional voltadas para a educação, com apresentação da agenda privatista e análise de dados orçamentários, de transferência de recursos e de políticas para o setor que demonstram o avanço da privatização, além de avaliações e pesquisas dos dirigentes sindicais sobre o processo de privatização do ensino no Brasil.

No evento, no dia 20, às 18h, haverá também o lançamento da Conferência Nacional Popular de Educação CONAPE – 2018. O Seminário será realizado no Hotel Nacional, na capital federal, com início às 9h.
 Veja abaixo a programação:
20 de junho

Privatização e Mercantilização da Educação no Brasil
07h30 às 08h30: Panfletagem no terminal rodoviário de Brasília: Esquenta para Greve Geral do dia 30 de junho
09h00: Abertura
IE/IEAL
PROIFES
CONTEE
CNTE
09h30: Apresentação do Contexto da Pesquisa Privatização e Mercantilização da Educação no Brasil no contexto da Resposta Mundial à Privatização da IE
Conjuntura Internacional na Educação
Combertty Rodriguez Garcia
Coordenador Regional da Internacional da Educação para a América Latina
10h30: Mesa 1: A Bancada da Educação no Congresso Nacional Brasileiro: perfil e agenda privatista
Apresentação de Pesquisa da CNTE

Maria Lúcia Santana Braga - DIAP
11h30: Debate
12h30: Almoço
14h00: Mesa 2: Privatização e Mercantilização da Educação Básica no Brasil: Análise das matrículas, orçamentos públicos, transferências de recursos públicos à iniciativa privada, políticas de renúncia e isenção fiscal e a percepção dos dirigentes sindicais sobre as políticas de privatização em curso no Brasil
Apresentação de Pesquisa da CNTE
Pesquisadores Universidade de Brasília – UnB
15h00: Debate
16h00: Mesa 3: Privatização do Ensino Superior Público
Apresentação da pesquisa
Gil Vicente Reis de Figueiredo - PROIFES
16h45: Debate
17h30: Lançamento da Conferência Nacional Popular de Educação – CONAPE 2018
21 de Junho
09h00: Mesa 4: O avanço da Privatização da Educação Superior no Brasil e as consequências nas politicas educacionais
Apresentação da Pesquisa realizada pela CONTEE
09h30: Debate
11h15: Trabalho em Grupos
Apresentação do Planejamento realizado na Costa Rica
Tarefa dos grupos:
Com base no planejamento já apresentado no encontro da Costa Rica, refletir quais componentes, além dos já previstos, são necessários para nossa RESPOSTA ao fenômeno da Privatização da Educação no Brasil, considerando as vertentes:
  1. Educação Básica Pública
  2. Ensino Superior Público e Técnico-Tecnológico
  3. Ensino Privado
12h30: Almoço
14h00: Mesa
Sistematização das Ações
Encaminhamentos
Iniciativas das entidades para enfrentar os desafios com relação ao tema
16h00: Encerramento

Fonte: PROIFES-Federação c/ a ADURN