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quinta-feira, 18 de maio de 2017

ADURN, PROIFES e sindicatos federados se mobilizam para 'ocupar' Brasília contra reformas de Temer


Com o objetivo de barrar a tramitação das contrarreformas Trabalhista e Previdenciária, as frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, centrais sindicais e movimentos sociais farão caravanas à capital federal e marcha até o Congresso no próximo dia 24 de maio.

O ADURN-Sindicato, que integra a FBP no Rio Grande do Norte, e sindicatos federados ao PROIFES já estão organizando a participação no #OcupaBrasília.

Um conjunto de atividades mobilizatórias para o #OcupaBrasília já estão programadas para serem realizadas em todos os Estados a partir desta quarta (17). No Rio Grande do Norte, debates e panfletagens já estão acontecendo.

Ontem quarta--feira (17), o ADURN-Sindicato debateu as contrarreformas no CERES de Currais Novos, a partir das 15h. 

Na sexta, 19, os mandatos da senadora Fátima Bezerra (PT) e do deputado estadual Fernando Mineiro (PT), em parceria com a Frente Brasil Popular (FBP), realizam uma #AudiênciaPública, a partir das 15h, para discutir os riscos e as perdas da Reforma Trabalhista (PLC 38/2017).

ADURN

Nota da Diretoria: Em defesa da volta da Democracia e do retorno à legalidade

Nota da Diretoria: Em defesa da volta da Democracia e do retorno à legalidade

Diante dos fatos escabrosos noticiados ontem (17/05), e dos desdobramentos já concretizados com o afastamento de um senador da República e do comprometimento do Executivo, a Diretoria do ADURN-Sindicato, que sempre atuou em defesa da legalidade democrática e da Democracia, vem a público externar sua preocupação com o acirramento da instabilidade institucional que estamos vivendo desde maio de 2016.

Consideramos fundamental para a sociedade brasileira retomar o caminho da Democracia e da legalidade constitucional e, para isso, é necessário que defendamos a concertação de todas as forças políticas, num amplo acordo nacional para retirar nosso país da atual situação de instabilidade institucional, que penaliza os trabalhadores na sua forma mais vil, o desemprego.

A Diretoria do ADURN-Sindicato soma-se às forças democráticas e patrióticas na busca de uma solução negociada para o impasse em que vivemos.

Fonte: ADURN

A segregação racial, o encarceramento e o livre mercado



Por Dennis de Oliveira
A jurista norte-americana Michele Alexander, na sua obra The New Jim Crown: mass incarceration in colorblindness age, defende a ideia de que está em curso nos EUA uma nova política de segregação racial mas revestida de um daltonismo (não menção explícita da raça): a segregação pelo encarceramento em massa.
Segundo os dados de 2008, um em cada 21 negros estava preso nos Estados Unidos, contra um em cada 138 brancos. O encarceramento em massa cumpre um papel de segregar no sistema prisional quase 5% da população afro-americana e com a “vantagem” de se revestir de uma normalidade legal e criminal. Esta é a expressão do racismo na era do daltonismo, um racismo sem racistas, como bem define Eduardo Bonilla-Silva na obra Racism without racists.
Um racismo que se insere dentro da lógica do atual modelo de produção e consumo em que as tecnologias possibilitaram um aumento extraordinário da produtividade (reduzindo, portanto, a necessidade de mão de obra a ser empregada) e que se direciona para um consumo customizado, não massivo e restrito (reduzindo a necessidade de mercados consumidores massivos).
No Brasil, o crescimento do encarceramento nos últimos anos levou o país a ter a quarta maior população carcerária do mundo, atrás apenas de EUA, Rússia e China. Em termos relativos, a população carcerária brasileira é maior que a da China: aqui há 300 presos para cada 100 mil habitantes, lá são 190.
No Brasil, 61,6% dos presos são negros segundo dados do Infopen (Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias) de 2016. Um dado que mostra a perversidade deste sistema: mais de 40% dos presos estão na condição de provisórios, ou seja, não foram condenados em definitivo e aguardam o julgamento. O tráfico de drogas é o crime que mais encarcera.
Uma série de questões pode ser tirada desta situação. A redução das possibilidades de inclusão social no atual modelo capitalista – e agravadas pelo desmonte das políticas públicas feita pelo governo golpista – leva a exclusão estrutural, no qual a variável racial é o principal elemento definidor. E é desta exclusão estrutural com corte racial que se criam as condições objetivas para a implantação de políticas de encarceramento em massa, movida pela chamada guerra às drogas.
O campo conservador articula tanto os seus “intelectuais orgânicos” que defendem as medidas de desregulação neoliberais (como as reformas trabalhista e previdenciária) com o campo dos defensores mais radicais da violência policial (a chamada “Bancada da Bala”) e as narrativas salvacionistas de cunho religioso expressas na Bancada da Bíblia que disseminam a ideia de uma luta do bem contra o mal. Disto ainda emerge a ideologia da meritocracia que ataca a construção de redes de proteção social e benefícios de assistência, bem como as ações afirmativas. Enfim, racismo e liberalismo estão de mãos dadas.
Fonte: Revista Fórum