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quinta-feira, 20 de abril de 2017

Dia do Índio e pra se comemorar???


Antes da chegada dos primeiros europeus em terras americanas, todos os países que formam este continente eram amplamente povoados por grandes nações indígenas. Infelizmente, a ganância e a crueldade humana fizeram com que muitas tribos fossem totalmente dizimadas e grande parte da cultura indígena foi esquecida.

Na tentativa de preservar as tradições e identidade dos indígenas, o Dia do Índio surgiu para não deixar as novas gerações esquecerem das verdadeiras raízes que formam o povo brasileiro.
Devemos lembrar também, que os índios já habitavam nosso país quando os portugueses aqui chegaram em 1500. Desde esta data, o que vimos foi o desrespeito e a diminuição das populações indígenas. Este processo ainda ocorre, pois com a mineração e a exploração dos recursos naturais, muitos povos indígenas estão perdendo suas terras.

DIFERENTE, MAS IGUAL
Hoje, existem muitos índios que vivem em casas que têm luz elétrica e som. Já somam 5 mil os índios matriculados em universidades, estudando Medicina e Direito, por exemplo, e 20 mil os professores indígenas que ensinam nas línguas que falam. “O que caracteriza ser índio ou não é o jeito de viver, que está muito ligado a símbolos: por exemplo, o jeito de eles explicarem como acontecem os fenômenos da natureza, como os trovões, a chuva...é tudo mitológico”, diz a professora.

Ela conta, ainda, que mitos não são mentirinhas, mas são as maneiras com que cada tribo explica o mundo, é a ciência delas. “Os Xacriabá não falam língua indígena, mas preservam o mito de Iaiá Cabocla, que é uma onça que protege o território, as crianças e a aldeia. Um índio não deixa de ser índio porque tem carro”, defende.

“Os índios mantêm um espírito de continuidade, voltam às suas terras para fazer seus rituais. Alguns
ainda vivem caçando e pescando como fizeram na vinda dos portugueses, outros vivem de em contato com os brancos, mas preservam sua cultura. O contato com outras culturas leva à adaptação. Os brasileiros também vivem com uma série de criações dos europeus e norte-americanos”...

ESCOLA DE ÍNDIO
Aproximadamente, 0,5% da população brasileira é indígena, está distribuída em todos os estados do país com maior concentração no Norte. Existem 180 línguas diferentes e essa é apenas uma das características que diferencia um grupo dos outros.

De acordo com Verônica, a partir da legislação de 1988, conhecida como Constituição Cidadã, os índios conquistaram seus direitos, o que colaborou para o aumento das populações. O professor Mércio discorda. Ele afirma que, mesmo antes dessa Constituição, o número de indígenas crescia e eles já tinham alguns direitos.

“A grande alegria para a nação brasileira é que passados 500 anos da chegada dos portugueses, os povos indígenas estão crescendo. Na década de 1970, eles pareciam entrar em extinção, porque eles morriam de varíola, tuberculose e sarampo. Com o tempo, os remédios foram chegando, algumas doenças acabaram, eles adquiriram imunidade e, hoje, eles crescem a 4% ao ano enquanto o Brasil cresce a menos de 2%”, conta o professor. A população era de 100 mil, em 1955, e, agora, eles são 500 mil. Em cinqüenta anos, eles quase quintuplicaram!

Uma vitória indiscutível da Constituição de 1988 é a escola indígena, um lugar de ensino onde os alunos e os professores são índios. Nelas, eles podem ensinar apenas na língua própria, em português, ou nos dois idiomas. Os professores que dão aula nesses colégios são preparados por outras pessoas que trabalham em universidades, como a Verônica.

A ideia é que a escola tenha “um pé dentro da aldeia e o outro fora dela”, o que significa que os estudantes aprendem conteúdos ligados à cultura deles, como na disciplina “o uso da terra” que ensina a composição do solo, o tipo de plantas que nasceram ali, quais os chás que podem ser feitos e para que eles servem. Ao mesmo tempo, estudam como o governo e a sociedade podem ajudá-los, que direitos eles têm, entre outras utilidades. Aliás, um problema comum aos índios é a demarcação de terras – espaço destinados para eles 
morarem.

Origem da data 
Todo ano, aos dezenove dias do mês de abril, a sua escola organiza algum evento em homenagem aoDia do Índio ou, ao menos, seu professor de história pede a você algum trabalho sobre esse tema. Pois bem, mas você se lembra do motivo pelo qual o Dia do Índio é celebrado em 19 de abril?

Bom, para começar, apenas nos países do continente americano oDia do Índio é celebrado nessa data. No restante do mundo, os povos indígenas são homenageados no dia 09 de agosto desde o ano de 1995, uma determinação das Organizações das Nações Unidas (ONU).

Em países como México, Chile e Brasil, convencionou-se determinar a comemoração do Dia do Índio em 19 de abril em respeito à realização do Primeiro Congresso Indigenista Interamericano. Esse congresso foi realizado no México, em 1940, e, como o próprio nome “indigenista” indica, tratou dos problemas relacionados com a situação dos povos indígenas nas Américas (do Norte, Central e do Sul); por isso recebeu o nome de “interamericano”.

Além de contar com a participação de diversas autoridades governamentais dos países da América, vários líderes indígenas deste contimente foram convidados para participarem das reuniões e decisões. Porém, os índios não compareceram nos primeiros dias do evento, pois estavam preocupados e temerosos. Este comportamento era compreensível, pois os índios há séculos estavam sendo perseguidos, agredidos e dizimados pelos “homens brancos”.

No caso específico do Brasil, o acatamento da sugestão do dia 19 de abril veio em 1943, sob o governo de Getúlio Vargas, em forma de decreto-lei. Nessa época, Vargas governava de forma autoritária (na chamada ditadura do Estado Novo), de modo que as leis não eram apreciadas pelo Congresso Nacional, mas passavam a vigorar na forma de decreto.

O texto do decreto-lei pode ser lido a seguir:
“O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando da atribuição que lhe confere o artigo 180 da Constituição, e tendo em vista que o Primeira Congresso Indigenista Interamericano, reunido no México, em 1940, propôs aos países da América a adoção da data de 19 de abril para o "Dia do Índio",

DECRETA:
Art. 1º É considerada - "Dia do Índio" - a data de 19 de abril.
Art. 2º Revogam-se as disposições em contrário.

Rio de Janeiro, 2 de junho de 1943, 122º da Independência e 55º da República.”
GETÚLIO VARGAS
Percebe-se que, no parágrafo de apresentação do texto, há uma referência ao Primeiro Congresso Indigenista Interamericano, que havia sugerido, como dissemos, a data para a comemoração. Assim, até os 
dias de hoje, os povos indígenas são homenageados, no Brasil, nessa data.
Um afro abraço.
Claudia Vitalino.
fonte:https://www.calendarr.com/brasil/www.suapesquisa.com/datascomemorativas/

Um ano do golpe: a história vai fazer justiça

17 de março
Foto: UBES
Motivos políticos que levaram ao golpe parlamentar sobre a presidenta Dilma Rousseff​ ​ficam cada vez mais evidentes​. "Nunca foi pelo fim da corrupção, nunca foi pelo povo", diz diretora da UBES.

Um ano depois que a Câmara dos Deputados votou pela abertura do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, a operação Lava Jato e delações de empresários têm mostrado que a corrupção brasileira é muito mais complexa do que acreditou uma parcela da população na época.
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Dos 39 deputados investigados hoje no Supremo Tribunal Federal, por corrupção e caixa dois, 21 votaram pelo impeachment como solução para desvio de dinheiro no País naquele 17 de março de 2016. Ao longo das seis horas de votação daquele domingo, a palavra “corrupção” foi citada 65 vezes, mais de 10 vezes por hora.
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“O Congresso Nacional, este que em tese deveria nos representar, mas em nada está comprometido com os interesses do povo, cassou por motivos políticos o mandato de Dilma Rousseff”, declarou a diretoria da UBES em 31 de agosto, quando o processo de golpe parlamentar terminou de ser consumado.
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Nunca foi pela corrupção

Neste domingo (16), Michel Temer assumiu, em entrevista à TV Band, teoria que Dilma vem sustentando desde seu afastamento: o processo de impeachment foi uma chantagem do então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, por ter sido cassado na comissão de ética.
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Enquanto condenação judicial da ex-presidente nunca saiu, Cunha foi condenado no mês passado a 15 anos de prisão por corrupção passiva, recebimento indevido de vantagens e lavagem de dinheiro.
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Desde que assumiu a presidência, o presidente ilegítimo Michel Temer inverteu as prioridades federais, ao atacar direitos conquistados pelo povo: a PEC “do fim do mundo” (PEC 55) congela os gastos primários por 20 anos, inviabilizando os 10% do PIB para educação, como determina o Plano Nacional de Educação. A Lei da Terceirização ameaça direitos trabalhistas e a Reforma da Previdência a ser votada na Câmara pode acabar com o direito de milhares à aposentadoria.
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“Um ano do golpe na democracia brasileira equivale a vinte anos de retrocesso. Nunca foi pelo fim da corrupção, nunca foi em prol do povo”, afirma Jéssica Lawane, diretora de Movimentos Sociais da UBES.

Linha do tempo do golpe

2/12/2015
Eduardo Cunha é cassado pelo Conselho de Ética da Câmara. Como vingança ao Partido dos Trabalhadores, que votou pela sua cassação, no mesmo dia o ex-deputado e então presidente da Casa abriu o processo de impeachment.
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 4/3/2016
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi ilegalmente levado com algemas de sua casa em São Bernardo do Campo (SP) por agentes da Polícia Federal. O juiz Sérgio Moro reconheceu que mandato de condução coercitiva só deveria ter sido usado caso Lula se negasse a depor, mas que acabou aplicado devido “às circunstâncias”.
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 13/3/2016
Insuflada pela condução coercitiva de Lula, pela mídia e por grupos do empresariado, como a Fiesp, manifestação verde e amarela dá fôlego para afastamento da presidenta.
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17/4/2016
Em nome de suas famílias e de Deus, 367 dos 513 deputados aprovaram a abertura do processo de impeachment.
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12/5/2016
Abertura do processo de impeachment foi aprovado no Senado. Dilma foi afastada da previdência por três meses.
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31/8/2016
Votação final do impeachment no Senado Federal
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Fonte: UBES