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quarta-feira, 5 de abril de 2017

DIA 28 DE ABRIL, VAMOS PARAR O BRASIL | Contra as reformas da Previdência e trabalhista e contra a terceirização

“Dia 28 de abril, vamos parar o Brasil”. Com esta formulação as Centrais Sindicais decidiram por unanimidade os próximos passos da mobilização nacional unificada contra as reformas da Previdência e trabalhista e contra a terceirização.

Todo o mês de abril será dedicado a protestos, atos, paralisações e atividades que culminarão com uma Greve Geral no País no dia 28.

Confira o chamado do dirigente da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas Luiz Carlos Prates, o Mancha:

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Um Encontro Nacional dos Trabalhadores do Transporte, no próximo 6 de abril em São Paulo, organizará a paralisação do setor. Outras categorias também devem realizar encontros para organizar sua participação.

Este 31 de março também será incorporado, com comando conjunto, no calendário de luta das Centrais Sindicais, com panfletagens e mobilizações, servindo para preparar o 28 de abril com suas bandeiras unificadas.

A decisão foi aprovada na tarde desta segunda-feira (27) pela CSP-Conlutas, CTB, CUT, UGT, Força Sindical, Intersindical, CSB, CGTB e Nova Central.

Essa greve será construída em cada local de trabalho, em cada escola, universidade, nos bairros e também pelos movimentos sociais e pela juventude.

De acordo com o dirigente da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas Luiz Carlos Prates, o Mancha, a decisão é fundamental. “Foi muito importante a marcação do dia 28 contras reformas e a terceirização e a CSP-Conlutas vai lutar com todas suas forças e organizar pela base uma verdadeira Greve Geral neste dia”.



Veja abaixo a nota oficial assinada pelas Centrais Sindicais:

Dia 28 de abril
Vamos parar o Brasil

As centrais sindicais conclamam seus sindicatos filiados para, no dia 28, convocar os trabalhadores a paralisarem suas atividades, como alerta ao governo de que a sociedade e a classe trabalhadora não aceitarão as propostas de reformas da Previdência, Trabalhista e o projeto de Terceirização aprovado pela Câmara, que o governo Temer quer impor ao País.

Em nossa opinião, trata-se do desmonte da Previdência Pública e da retirada dos direitos trabalhistas garantidos pela CLT.

Por isso, conclamamos todos, neste dia, a demonstrarem o seu descontentamento, ajudando a paralisar o Brasil.

São Paulo, 27 de março de 2017.
Adilson Araújo
Presidente da CTB


Antonio Neto
Presidente da CSB


Edson Carneiro (Índio)
Secretário Geral Intersindical


José Calixto Ramos
Presidente da Nova Central


Luiz Carlos Prates (Mancha)
Secretaria Executiva da CSP-Conlutas


Paulo Pereira da Silva (Paulinho)
Presidente da Força Sindical


Ricardo Patah
Presidente da UGT


Ubiraci Dantas de Oliveira (Bira)
Presidente da CGTB 


Vagner Freitas
Presidente da CUT

Fonte: CSP/CONLUTAS

“PEC 55 vai limitar o direito à educação”, alerta secretário da CNTE

Gilmar Ferreira participou de debate do 65º CONEG e falou ao site da UNE sobre os impactos do pacote de maldades de Temer na implementação do PNE

“Tem dinheiro pra banqueiro, mas não tem pra educação’’. O grito de guerra tão usado pelos estudantes sempre prenunciou os impactos que uma política de favorecimento ao capital, como a PEC 55, pode causar em setores estratégicos para o desenvolvimento nacional. Na manhã deste sábado (18), segundo dia do 65º CONEG, o assunto foi discutido junto ao secretário de Assuntos Educacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Gilmar Ferreira, e outros convidados.
Antes do debate, GIlmar falou ao site da UNE sobre as consequências da imposição de um teto para se investir na educação.
‘’Estamos diante de um grande desastre em termos de políticas de financiamento da educação. Infelizmente, a iniciativa privada será a saída para muitos estudantes, pois neste cenário de falta de recursos a escola pública acaba por perder sua força’’, disse.
Leia a entrevista completa abaixo:

QUAIS OS IMPACTOS DA PEC 55 NO PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO?

Auditório da Zumbi dos Palmares ficou lotado para a mesa sobre a PEC 55 e os impactos no PNE

Nós temos um viés de limite de investimento no país para os próximos vinte anos e na educação nós temos uma demanda crescente, ou seja, a PEC 55  vai afetar diretamente a educação, porque ela vai limitar os investimentos causando a exclusão da maior parte da população de projetos educacionais necessários. A PEC vai limitar o direito à educação. Nós vamos ter menos recursos e, consequentemente, um PNE inviabilizado do ponto de vista do financiamento público. Um dos elementos que também está colocado como consequência é de que a iniciativa privada vai acabar sendo a grande alternativa. Então, é um desastre, estamos diante de um grande desastre em termos de políticas de financiamento da educação. Infelizmente, a iniciativa privada será a saída para muitos estudantes, pois neste cenário de falta de recursos a escola pública acaba por perder sua força.

A PEC 55 É UMA ESTRATÉGIA DO GOVERNO PARA EMPURRAR OS ESTUDANTES PARA A INICIATIVA PRIVADA?

Gilmar, da CNTE, na mesa sobre os impactos da PEC 55 na educação


Com certeza. Nós estamos numa escalada em que o atual governo está atendendo aos pré-requisitos das grandes corporações financeiras, não só nacionais como mundiais. Portanto, é um governo que não tem liberdade, ele só age para o mercado e ele tem que fazer esse serviço sujo que é aprovar as reformas para favorecer justamente a iniciativa privada. Então, nesse sentido, o governo vai fazer as reformas porque ele não tem outra saída, não tem legitimidade popular. A única força que ele tem é a força de quem o obriga a fazer: a própria iniciativa privada.

VOCÊ ACREDITA QUE NÓS TEMOS CONDIÇÕES DE BARRAR ESSA PEC?

Temos. Não há nenhum processo que não tenha chances de ser revertido. A condição principal que nós temos hoje é o movimento na rua. Se nós não ganharmos as ruas, não ganharmos praças, não ocuparmos as escolas, as universidades, se a gente não continuar nessa disputa de projeto aí sim nós teremos muita dificuldade. A própria CNTE chamou uma greve geral nacional, mas todos os movimentos tem que seguir nessa luta, não só na educação básica, mas no ensino superior, nos outros segmentos da classe trabalhadora, porque nós não temos só o retrocesso da PEC 55, nós temos a reforma da previdência, nós temos a reforma do ensino médio que já foi aprovada, nós temos outras reformas que estão vindo por aí do ponto de vista de limitar tudo  aquilo que conhecemos como direitos sociais.

PELA SUA EXPERIÊNCIA NA ÁREA DA EDUCAÇÃO, VOCÊ ACREDITA QUE OS INVESTIMENTOS QUE TEMOS HOJE JÁ SÃO SUFICIENTES?

De forma alguma. Na CNTE nós temos apontado desde a luta das Conferências Nacionais de Educação de que é preciso mais e novos recursos para a educação. A demanda que nós temos hoje são melhorar as condições de aprendizagem, melhorar as condições de contratação de pessoal – que precisa ser efetivo, precisa passar pelo concurso e precisa ter uma política de formação continuada – e as melhorias das condições de infraestrutura das nossas escolas. Precisamos de mais, melhores e novos recursos.
Estudantes de todo o Brasil participam do 65º CONEG da UNE em São Paulo
Fonte: UNE