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domingo, 22 de janeiro de 2017

Governo Temer é denunciado na Justiça Federal por negligenciar Conjuve


De acordo com Daniel Souza, presidente do Conjuve, o governo tem esvaziado o orçamento e, assim, inviabilizado o funcionamento do conselho. Ele foi informado por Santos que havia um valor de R$ 4 mil para despesas com passagens, mas que não poderiam convocar reuniões devido aos limites orçamentários. Ainda assim, o conselho tentou realizar as atividades que lhes são inerentes.

“Durante 2016, a gente continuou tentando convocar reuniões a partir da lei do Conjuve, garantir orçamento e uma estrutura mínima. Solicitamos relatórios das políticas e programas realizados, mas nada disso foi devolvido para nós. Um total descaso da Secretaria Nacional da Juventude", reclama Souza.

Segundo ele, o Conjuve enviou no dia 21 de novembro uma carta à SNJ solicitando também informações sobre relatórios atualizados dos projetos e políticas em planejamento e em execução na SNJ, além da solicitação para a realização de reunião extraordinária para debater sobre as eleições do conselho, mas a secretaria não respondeu às solicitações.

Souza argumenta que, sem estruturas mínimas para atuar, o governo fere princípios da participação social e democrática, e prejudica a participação da sociedade civil para a formulação de políticas públicas.“Quando retiram nossa estrutura, impossibilitam que o conselho acompanhe a implementação desse programa [de Juventude do governo federal]. E isso, para a sociedade, é muito ruim, porque o governo não tem nenhum outro agente externo que o regule, que o controle”, avalia.

O Brasil de Fato entrou em contato com a SNJ para saber sua posição sobre a ação, mas até o fechamento da matéria não houve retorno.

Participação social

O Conjuve é composto por 60 membros, sendo 20 representantes do poder público e 40 da sociedade civil, incluindo movimentos juvenis, organizações não governamentais, especialistas e personalidades com reconhecimento público pelo trabalho que executam na área de Juventude. Os membros do conselho são escolhidos em eleição direta e permanecem no mandato por dois anos. Já os cargos de presidente e de vice-presidente são alternados, anualmente, entre governo e sociedade civil. 


Fonte: Brasil de fato

CULTURA POPULAR DO RIO GRANDE DO NORTE

INTRODUÇÃO

Para a formação do povo norte-rio-grandense participaram três etnias: o índio, o português e o negro. A miscigenação étnica e cultural desses três elementos foi o pilar para a composição da população do RN. Na capital a uma grande influência de portugueses e índios. Já a raça negra influenciou nas tradições, nas danças, comidas, celebrações, religiões trazidas da cultura negra.

A influência da diversidade cultural está presente nos eventos populares e no folclore norte-rio-grandense, que vai de procissões a vaquejadas, e de danças típicas como forró, quadrilhas estilizadas e Bumba-meu-boi. Contadores de viola, cordelistas, repentistas, emboladores e grupos de dança que recontam a historia do povo potiguar é a presença mais marcante desta cultura, que é uma das mais ricas do nordeste.

O QUE É A CULTURA POPULAR? X O QUE E CULTURA DE ELITE

O que é a cultura popular? É a cultura do povo. É o resultado de uma interação contínua entre pessoas de determinadas regiões. Nasceu da adaptação do homem ao ambiente onde vive e abrange inúmeras áreas de conhecimento.

O que é cultura de elite? Defini elite como elitismo e segregação, mas ao mesmo tempo, afirmação de um padrão cultural único e tido como o melhor para todos os membros da sociedade.

SURGIMENTO DA CULTURA POPULAR

O termo surgiu no século XIX e começou a assumir o significado de uma cultura de classes mais baixas, um uso que se estabeleceu no período de entre guerras.

LINGUAGEM POPULAR

É notável como a língua se transforma na boca do povo, o povo pega as palavras espreme, retira letras ou sílabas. Outras vezes estira-as, acrescentado letras ou sílabas. As palavras paroxítonas, em particular, sofrem um processo de redução, que as deixa irreconhecíveis, às vezes as pessoas ao invés de reduzir as palavras ampliam o seu tamanho.

RELIGIÃO

A religião predominante é a católica. A religião protestante evangélica também tem destaque aqui no Rio Grande do Norte. O percentual de evangélicos no Brasil é: 6.49% maior que o percentual no RN.

Mas podemos encontrar outras religiões como: espiritismo, umbanda, candomblé, quibanda.

TRADIÇÃO

Transmissão de lendas, fatos, costumes, valores através das gerações.

CELEBRAÇÕES

A semana Santa é uma tradição, que se faz presente na forma de um retiro espiritual, inicia-se ai o período quaresmal, que suas relações eram de valorização a vida. Para uns a tradição continua imutável, mais para a maioria da população desse mundo pós-moderno as demandas são outras, pois o desejo de ter e o de ser falam mais alto.

Em Mossoró, quando vai se aproximando o São João, já é tradição, acontecem vários festejos como: Mossoró Cidade Junina que recebe bandas, quadrilhas, pessoas se deslocam de vários lugares para reverenciar os festejos de Mossoró.

O reisado, ou folia de reis é um espetáculo popular das festas de natal e reis, cujo palco é a praça pública, a rua.

ARTESANATO

Garrafinhas de Tibau: As areias são retiradas das dunas, que estão bem à vista, diante da praia. São areias siltosas, às vezes argilosas, impregnadas de sais de ferro. Encontram-se também areias com minerais pesados (biotita, iemenita, etc.), que são as de cores escuras. Suas variedades de cores são impressionantes, subindo a vinte e cinco tonalidades.

Barcos de santos Reis: Esses barcos são fabricados de papel seda em diversas cores, colado sobre uma armação de palitos de coqueiro. Seu interior, interior tradicionalmente recheado de castanhas, farinha de amendoim e outros produtos semelhantes, hoje transporta uma carga de confeitos.

Rendas de bilro: As rendas de bilro que são utilizadas para adornar enxovais e saídas de banho são como símbolos para o artesanato local. Já se observa o uso de novas técnicas buscando atender as tendências da moda e da arquitetura através da decoração de peças de roupas e de ambientes rústicos.

COMIDAS TÍPICAS

Entre as mais variadas comidas que o povo consome há séculos, no interior do Estado estão aquelas que derivam da atividade pecuária: a carne-de-sol, a paçoca, o queijo de manteiga e de coalho, a coalhada, etc. Também são comuns as comidas preparadas com produtos da terra como a mandioca, milho verde, coco, etc.

Carne-de-sol – É uma base da alimentação do Nordeste, insubstituível e indispensável. Onde a mesma recebe os nomes de: Carne do Ceará, Carne do Sertão, Carne Seca e Carne de Vento, dependendo do Estado nordestino e da região.

Tapioca – Espécie de beiju, feito de goma de mandioca meio seca e cozida em uma vasilha rasa e circular, tomando assim a sua forma. Recebe, às vezes, certa porção de coco ralado, coberta com uma camada fina da mesma goma, revirada para cozer esta parte, e dobrada ao meio, ficando assim com a feição de um semicírculo. São chamadas de tapiocas de coco.

Arroz de Leite - Também conhecido como Arroz da Terra, é uma deliciosa alternativa ao Arroz tradicional na mesa do nordestino.

Doces diversos –(vendidos em latas ou taças) - de banana, caju, de coco, de leite, de mamão.
FESTAS POPULARES

Festas de padroeiro - As festas de padroeiro são uma forte evidência da mescla entre a religião e a cultura popular no Brasil. As de Sant’Ana (Caicó), Santa Luzia (Mossoró), santos Reis (Natal) e Nossa senhora dos navegantes (Areia Branca) são algumas das mais conhecidas do Estado.

Festas Juninas – Santo Antônio, São João e São Pedro, três dos santos católicos mais populares no Nordeste, regem o ciclo festivo que esquenta a região em junho/julho. Coincide com a nossa colheita de grãos. É um dos principais eventos da nossa cultura, celebrado com canjicas, pamonha, forró, quadrilha.

Forró é uma festa popular brasileira, de origem nordestina e é a dança praticada nessas festas, conhecida também por arrasta-pé, bate-chinela, fobó, forrobodó. No forró, vários ritmos musicais daquela região, como baião, a quadrilha, o xaxado, que tem influências holandesas e o xote, que veio de Portugal.

DANÇAS

Araruna - O Araruna, Sociedade de Danças Antigas e Semidesaparecidas, existe em Natal, desde 1956, e representa um repertório coreográfico de danças folclóricas ou folclorizadas.

Coco, Bambelô, Maneiro-Pau - São danças de roda em que não há qualquer enredo dramatizado, das quais o publico pode participar, já que não é exigida uma indumentária padronizada, ao contrário dos autos.

Bandeirinhas - Dança característica do ciclo junino. As pastoras cantam jornadas em louvor a São João Batista.

Espontão - Dança característica da festa dos negros, na região do Seridó, durante a coroação de reis e rainhas, na Festa de Nossa Senhora do Rosário, em Caicó, Parelhas e Jardim do Seridó.

RITOS, LENDAS E CONTOS

Ritos: apresentam nos dias atuais, fórmulas originais, que alcançam as mais diversas classes sociais. Ocorre quando uma criança nasce o pai convida os amigos para "beber o mijo do menino", uma festinha em que a cerveja rola solta.


Lendas: Cada vila ou cidade tem suas próprias histórias que são transformadas em lendas. Transmitidas oralmente e nascidas de uma anedota ou de uma criação imaginária criam uma história de conteúdo sombrio e místico. 

Lendas de Natal: Papa figo, lobisomem, boi-tatá curupira etc.

Contos populares do RN: O principal autor do conto popular é Câmara Cascudo.

Autor de várias histórias como: As três velhas, a festa no céu, viajando o sertão etc.
CORDEL, REPENTISTA, EMBOLADORES

Cordel: Cordel popular nordestino é rico em formas e gêneros. Ele nasceu como uma literatura popular publicada em livros de impressão simples, para serem vendidos em feiras e mercados.

Embolada: Pode ser chamado de coco de embolada, coco-de-improviso ou coco de repente. È uma espécie de arte surgida no nordeste.


Repentista: refere-se um improvisador que debita espontaneamente um poema em forma de repente.

PERSONAGENS DA CULTURA POPULAR

Dona Militana

Militana Salustino do Nascimento, mais conhecida como Dona Militana (São Gomçalo do Amarante,19 de março de 1925 — São Gonçalo do Amarante, 19 de junho de 2010)foi uma cantora de versos brasileira, considerada por muitos a maior romanceira do Brasil.

Boi Bumbá

Todo mundo conhece ou já ouviu falar do boi-bumbá, mas muitos não sabem o que é, qual é a usa lenda. É uma dança folclórica popular brasileira com personagens humanos e animais fantásticos como o boi-bumbá que gira em torno da morte e ressurreição de um boi.
Lobisomem

De acordo com a lenda, um homem foi mordido por um lobo em noite de lua cheia. A partir deste momento, passou a transforma-se em lobisomem em todas as noites em que a Lua apresenta-se nesta fase. Caso o lobisomem morda outra pessoa, a vítima passará pelo mesmo feitiço.

Mula-sem-cabeça

É um personagem do folclore brasileiro. Na maioria dos contos, é uma forma de assombração de uma mulher que foi amaldiçoada por Deus por seus pecados, muitas vezes é dito ser uma concubina que ter feito sexo dentro de uma Igreja com um padre católico, e condenada a se transformar em uma criatura descrita como tendo a forma de um equino sem a cabeça que vomita fogo, galopando pelo campo de entardecer de quinta-feira ao amanhecer de sexta-feira.

Boitatá

De acordo com a lenda, o boitatá protege as matas e florestas das pessoas que provocam queimadas.

Bicho papão

Dizem que o bicho papão é um monstro que persegue as crianças travessas.

O negrinho do pastoreio

Nos tempos da escravidão, havia um estancieiro malvado com negros e peões.
Na volta à estância, o patrão, ainda mais irritado, espancou o garoto e o amarrou, nu, sobre um formigueiro.

CENTROS CULTURAIS DO RN

Capitania das Artes; Solar Bela vista; Centro de Turismo; Casa da Ribeira; Casas de Cultura Popular; Memorial Câmara Cascudo.

ANÁLISE

Com o advento da tecnologia as culturas são adaptadas ou desapareceram ao longo dos séculos, modelados hoje pela televisão e pelos interesses privados que criam novos hábitos culturais, adaptando o calendário das festas populares ao calendário turístico, como o carnatal ou as festas de São João.

Um problema recorrente é a falta de divulgação dos locais de cultura popular para as pessoas da cidade, muitas pessoas não conhecem sua própria cultura e para os visitantes. O que importa é que o turista venha e conheça. Não se importam em mostrar a nossa cultura e sim o simples comércio.

Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.

Elizabeth Medeiros Santos

por Elizabeth Medeiros Santos

Elizabeth Medeiros, tenho 24 anos, sou estudante universitária do Curso de Turismo, da Universidade do estado do Rio Grande do Norte - UERN, curso o 8º período e do Curso Técnico de Eventos pelo Instituto Federal do Rio Grande do Norte.

Fonte: Portal Educação

Discriminação De Negros No Ambiente De Trabalho

Imagem do Google
Os Africanos começaram a chegar ao Brasil em meados do séc. XVI a bordo de navios negreiros com o objetivo de servirem de mão de obra escrava nos canaviais brasileiros. Essa forma de sociedade (escravocrata) movimentou a economia brasileira por mais de três séculos. Um dado interessante é que o Brasil foi o último país na América a abolir (teoricamente/lei) a escravidão. Atualmente, 123 anos depois da lei Áurea o senso comum aponta para a existência da discriminação nas empresas brasileiras, fato que é confirmado em estudos especializados. Estes estudos constatam que as oportunidades de estudo e rendimentos, assim como de oportunidades de crescimento profissional nas organizações estão basicamente restritos aos brancos (Cacciamali, Hirata 2005). A reflexão subsequente não tem a intenção de fazer uma reprodução mecânica – já esgotada – de colocar a escravidão como única responsável pela discriminação no Brasil, sendo que essa foi uma forma de discriminação. Caso a escravidão fosse à única responsável, poderíamos entender que com o passar dos anos a discriminação automaticamente diminuísse.
Formas de uma discriminação à brasileira

A discriminação racial nas empresas e na sociedade brasileira não é um funcionamento exclusivo de determinadas regiões, pois mesmo em estados como São Paulo, onde pardos e negros constituem 28% da população, e na Bahia, onde essa proporção cresce para 77,9% (PNAD, 2002), não impede a predominância dos brancos em cargos superiores e com melhores salários. Um dado interessante é que em algumas pesquisas apontam que 87% dos brasileiros acreditam que existe discriminação no mercado de trabalho, no entanto apenas 10% da população assume a posição de discriminador (Cacciamali, Hirata 2005). Portanto o entendimento do preconceito racial no Brasil é algo que causa considerável conflito aos próprios atores sociais, de um lado os discriminadores que criam novas formas de discriminar sem entrar em conflito com as leis vigentes e com a sociedade hipocritamente não racista; por outro lado estão os discriminados que se apropriam de um discurso não racista e passam a acreditar que o sucesso profissional só depende deles próprios, esquecendo consciente ou inconscientemente de um contexto social discriminador. Fato que pode afetar a autoestima, limitar a possibilidade de autoconhecimento e identificação com a atividade, principalmente os jovens, fatores essenciais para o mercado de trabalho competitivo. 

Sabe-se que o Brasil é um país autointitulado “miscigenado” e reconhecido mundialmente como tal, seria uma grande decepção reconhecer que no seu dia a dia é um País discriminador e preconceituoso. Com isso a sociedade mantém uma posição firme ao se afirmar “não racista” ao passo que o senso comum e o publico acadêmico comprovam exatamente o contrario. Causando uma ambivalência psicológica entre o que o indivíduo discriminador realmente sente e o que a sociedade permite que seja expresso. 

Constatado que a sociedade brasileira é discriminatória, buscaremos entender o seus mecanismos de exclusão no campo profissional. Desde a desvalorização de candidatos não brancos durante o processo seletivo até a restrição no desenvolvimento de sua carreira. Para Cacciamali, Hirata (2005) mesmo quando pessoas negras apresentam atributos iguais, são valorizadas de forma distinta pelos empregadores ou pelos usuários de serviços, apenas em virtude da sua cor/raça, caracterizando a existência de preconceito que leva a uma discriminação direta.

Ausência de características positivas
O “jeitinho brasileiro” utilizado para velar a discriminação no mercado de trabalho e nas empresas Brasileiras nos leva a uma falsa ilusão do não preconceito racial em nosso País. O fato que mais contribua com isso talvez seja a não atribuições de características negativas aos negros (Camino, et al, 2000), ou seja, as pessoas buscam características positivas como “bons em atividades artísticas e esportivas”, “alegres e gentis”. Essa visão restrita – apesar de positiva da atuação do negro na sociedade – encobre o discurso de incapacidade intelectual, de construção e manutenção de bens por exemplo.

Com as informações acima, acredito que duas questões merecem uma atenção especial, que são:
1- Por que as atribuições positivas basicamente se restringem a atuações esportivas e artísticas? 
2- Porque mesmo com as características de pessoas trabalhadores, alegres e gentis os negros não crescem profissionalmente dentro das organizações?

A primeira questão da conta de que as atividades a qual os negros se destacam não exigem um alto grau de escolaridade, sendo assim, depende mais da capacidade de se entregar a uma atividade diariamente na busca pelo aprimoramento de uma capacidade inerente ao ser humano. O esporte ou a atividade artística aparece como uma possibilidade de ascensão social (financeira) em uma sociedade em que os negros têm um acesso precário à educação (Camino, et al, 2000). No entanto é estarrecedor acreditar que mesmo quando fator educacional é superado (mesma condição escolar) os negros são valorizados de forma diferente (Cacciamali, Hirata, 2005).
Segundo ponto entra em discussão algumas premissas de administração de pessoal que parte da ideia de que atualmente as empresas buscam e priorizam por pessoas capazes de agregar ao grupo algo mais do que a formação especifica. São valorizadas competências como bom relacionamento, comprometimento, trabalho em equipe entre outros. Logo, se os negros, segundo pesquisas consultadas, “são trabalhadores, alegres e gentis” Camino, et al, (2000). Por que não tem, pelo menos a mesma ascensão profissional em comparação com o homem branco? A consequência da não ascensão profissional do negro culmina no aumentam as diferenças sociais, manutenção da escassez de oportunidades e diminuição do acesso à educação. Situação destacada por Cacciamali, Hirata (2005, p 772) afirmando que a diferença salarial do homem negro com relação ao homem branco cresce com o aumento da renda do primeiro (ascensão profissional), evidenciando que a obtenção de educação e a experiência (conclui) não são suficientes para dar fim à discriminação contra os negros.
Considerações finais
O mercado de trabalho e as organizações empresariais, repetindo o funcionamento da sociedade brasileira, mantêm um regime de discriminação racial. Em alguns momentos temos a falsa impressão da redução da discriminação, mas o que ocorre segundo Camino, et al, (2000) é que a discriminação racial assumiu novas formas sutis e camufladas de expressão. Também cabe salientar que em sociedades modernas – como o Brasil – em que os atos discriminatórios são proibidos por lei, a discriminação por raça ou cor da pele continua a se desenvolver. Concordo com *Olivia Santana ao afirmar que o negro ainda permanece em uma posição de filho bastardo de uma pátria-mãe pouco gentil, sem jamais usufruir do berço esplêndido reservado a um seleto grupo euro descendente. Entendo que vivemos um “apartheid” à brasileira, embalado a samba, sorrisos e tapinhas nas costas.
* Olívia Santana é pedagoga titulada pela Universidade Federal da Bahia e Coordenadora da UNEGRO
Bibliografia
CACIIAMALI. M. C, HIRATA. G. I. A influência da raça e do gênero na obtenção de renda – Uma analise da discriminação em mercados de trabalho distintos: Bahia e São Paulo. Est. Econ, São Paulo, V. 35, N. 4, P 767-795, outubro – dezembro 2005.
CAMINO. L, DA SILVA. P, MACHADO. A PEREIRA. C (2000). A face oculta do racismo no Brasil: Uma análise psicossociológica. Revista de psicologia política. Universidade federal da Paraíba: 13-36.
SANTANA. O. O negro e mercado de trabalho no Brasil: Quais as perspectivas em tempo de globalização? Universidade Federal da Bahia.

Everton Gaide de Oliveira
Administrador, acadêmico de Psicologia, orientador profissional, secretário do Movimento de Igualdade Social de Campo Bom, escritor e blogueiro.
http://evertongaide.blogspot.com.br

Racismo no Brasil

O racismo é qualquer pensamento ou atitude que separam as raças humanas por considerarem algumas superiores a outras.
Quando se fala de racismo, o primeiro pensamento que aparece na mente das pessoas é contra os negros, mas o racismo é um preconceito baseado na diferença de raças das pessoas.
Pode ser contra negros, asiáticos, índios, mulatos, e até com brancos, por parte de outras raças. Por terem uma história mais sofrida com o preconceito, os negros são principal referência quando é discutido o tema racismo.
O racismo em uma pessoa tem diversas origens, depende da história de cada um. Em alguns casos, pode ser por crescerem ouvindo as diferenças e superioridade de determinadas raças, em outros, alguma atitude que moldou seu pensamento. Não importa como o racismo cresceu na mente das pessoas, mas vale ressaltar que se ele for provado, é um crime inafiançável, com pena de até 3 anos de prisão.
Além disso, algumas pessoas valorizam tanto a superioridade de raças que acreditam na purificação delas, onde dominariam o meio em que vivem. Essa justificativa apareceu na escravidão, em que os negros trabalhavam em condições precárias e eram vendidos como objetos. No nazismo, o foco principal eram os judeus, mas também perseguiam negros, homossexuais, entre outras minorias, para serem executados nos campos de concentração.
Com isso, percebe-se como o racismo fez parte da história, e como alguns grupos sofreram muito com isso.
Embora no Brasil haja uma forte mistura de raças, a incidência de racismo pode não ser tão evidente para alguns, mas ele não deixa de existir. Em alguns casos, ele ocorre de forma sutil, em que nem é percebido pelas pessoas. Pode acontecer em forma de piadas, xingamentos, ou simplesmente evitar o contato físico com a pessoa. A verdade é que nenhum lugar está protegido do racismo.

Diferenças entre Raça e Etnia

Embora seja dito muitas vezes como sinônimos, existem certas diferenças entre raça e etnia. Raça se expressa nas características visíveis da pessoa, ela engloba as características físicas, tais como tonalidade de pele, formação do crânio, rosto e tipo de cabelo.
A etnia também refere-se a isso, mas ela vai além das características físicas da pessoa, ela inclui a cultura, nacionalidade, afiliação tribal, religião, língua e tradições.
Dentre as várias raças humanas, as quatro principais são:
Caucasianos: De origem europeia, norte-americana, árabes e até indiana. Com exceção dos mediterrânicos, tem nariz estrito, lábios delgados e cabelos ondulados ou lisos. Tem como principais características pele e olhos claros.
Mongoloides: De origem asiática, apresentam a tonalidade de pele amarelada, cabelos lisos, rosto achatado ou largo e nariz de forma variada. Variaram dessa raça os esquimós e índios americanos.
Australóides: Tem como características os olhos escuros, cabelo encaracolado e nariz largo. A tonalidade da pele é escura, quase negra.
Negros: De origem africana, apresentam as características de pele escura, olhos escuros, lábios grossos, nariz achatado e cabelos crespos.
Fonte: http://racismo-no-brasil.info/

VÁRIAS FORMAS DE RACISMO!

     
 Racismo individual – Realça-se nos lugares mais estranhos, nas atitudes, nos comportamentos e até nos interesses pessoais que estão socializados entre várias raças.
·         Racismo institucional – demonstrado em dados oficiais, por exemplo aqueles que são discriminados no nosso sistema de trabalho, na Justiça, na Economia, na Política e nas instituições.
·         Racismo cultural – Manifesta-se nos valores, nas crenças, na religião, na língua, na música, na filosofia, na estética, entre outros.
·         Racismo primário – É um fenómeno emocional ou passional, sem qualquer elaboração ou justificações.
·          Racismo comunitarista ou diferencialista – É um racismo contemporâneo que se apropriou dos pontos centrais do anti-racismo, ou seja que raça não é natureza.
·         Racismo ecológico ou ambiental – É a forma ou subespécie mais recente de discriminação, contra a “Mãe Terra”.


Civilizações Africanas:Reino de Mali


O Império Mali foi um estado africano localizado no Noroeste da África, perto do Rio Níger, e que teve seu domínio durante os séculos XIII e XIV. Foi um Império dentre três consecutivos que dominaram a região, e dentre eles, o Império de Mali foi o mais extenso territorialmente comparado com os outros dois, Songhai e Gana.



Seguindo uma cronologia podemos enumerar o Império de Songhai como o primeiro império que obteve domínio sob a região do rio Niger, seguido pela Império de Gana que desapareceu por volta de 1076 quando foi imposto um governo de berberes e dos muçulmanos até que em 1240, o rei de Mali, Sundiata Keita, foi e os conquistou. Logo após essa decadência e essa conquista, ergueu-se o Império de Mali, que é considerado o maior o maior de todos os impérios medievais africanos.

Porém o Império de Mali foi muito inconstante. Certa vez, durante um período, o reino dos Mossinos que estava localizado na região do Alto Volta (um antigo pais africano cuja atualmente se tornou o pais Burquina Fasso) dominou uma parte de Mali e chegou até mesmo a saquear a sua capital. Mali posteriormente conseguiu recuperar o seu poderio sob a região sob a chefia de Suleimã, que governou Mali de 1341 a 1360.

O Império teve seu apogeu no inicio do século XIV com o governo de Mansa Mussa, que foi o responsável por converter todo o Império para o Islamismo. Em sua peregrinação a Meca (como costume de um islã) Mansa Mussa teve o acompanhamento de cerca de 15 mil homens, dizem que nessa comitiva tinha cerca de 100 camelos e uma expressiva quantidade de ouro. E nessa peregrinação ele trouxe para Mali vários mercadores e sábios que ajudaram na divulgação da religião islâmica. Foi Mussa que trouxe também o poeta-arquiteto Abu Issak, conhecido também como Esseheli, que foi quem planejou a grande mesquita de Djingareiber que teve inicio sua construção em 1325 e foi terminada por Kandu Mussa.

Quando retornou ao seu Império, Mansa Mussa, determinou a construção de escolas islâmicas na capital do Império. Assim a capital que era conhecida por ser um grande centro comercial ficou conhecida também como um grande centro de estudos religiosos. Referindo-nos ao comércio o Império controlava as principais rotas comerciais 

transaarianas da costa sul ao norte. Dentre os principais produtos comercializados estavam o ouro, o sal, o peixe, o cobre, escravos, couro de animais, nós de cola e cavalos.

Se liga:Na era colonial, Mali ficou sob o controle francês no fim do século XIX. Rumo a 1905, toda a sua área estava sob controle francês, fazendo parte de Sudão Francês. No início de 1959, Mali e Senegal se uniram, tornando-se a Federação do Mali. A Federação do Mali conquistou a sua independência da França em 20 de agosto de 1960, onde a retirada da federação senegalesa permitiu que a ex-República do Sudão formasse a nação independente do Mali, e, 22 de setembro de 1960. Modibo Keita, que foi chefe de governo da Federação do Mali até sua dissolução, foi eleito o primeiro presidente. Keita rapidamente estabeleceu um único estado à parte, adotando uma orientação africana independente e socialista de fortes laços com o oriente, e realizou uma ampla nacionalização dos recursos econômicos.

Em 1968, como resultado de um crescente declínio econômico, o mandato de Keita foi derrubado por um sangrento golpe militar liderado por Moussa Traoré. O regime militar subsequente, de Traoré como presidente, tentou realizar reformas econômicas. Apesar disso, seus esforços foram frustrados pela instabilidade política e uma devastadora seca 
que ocorreu entre 1968 e 1974. O regime Traoré enfrentou distúrbios estudantis que começaram no final dos anos 70, e três tentativas de golpe. No entanto, os dissidentes foram suprimidas até o final da década de 80.
O governo continuou a tentar implantar reformas econômicas, mas a sua popularidade entre a população diminuiu ainda mais. Em resposta à crescente demanda por uma democracia pluripartidária, Traoré consistiu uma liberalização política limitada, mas negou a marcar o início de um pleno sistema democrático. Em 1990, começaram a surgir movimentos de oposição coerentes, mas estes processos foram interrompidos pelo aumento da violência étnica no norte do país, devido ao regresso de muitos tuaregues ao país.

Novos protestos contra o governo ocorreram em 1991 levaram a um golpe de estado, seguido de um governo de transição e a realização de uma nova constituição. Em 1992, Alpha Oumar Konaré venceu as primeiras eleições presidenciais democráticas de Mali. Após sua reeleição em 1997, o presidente Konaré pediu reformas político-econômicas e lutou em combater a corrupção.
-Em 2002, foi substituído por Amadou Toumani Touré, um general que liderou um outro golpe de estado contra a democracia militar imposta em 1991. Hoje, o Mali é um dos países mais estáveis de África no domínio político-social.
Um afro abraço.
Claudia Vitalino.

REBELE-SE CONTRA O RACISMO!

Fontes:http://pt.wikipedia.org/wiki/Império_Mali/http://civilizacoesafricanas.blogspot.com/2009/12/imperio-mali.html/http://www.infopedia.pt/$imperio-do-mali