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sábado, 5 de novembro de 2016

OS MALES DE UM PAÍS DE ANALFABETOS POLÍTICOS

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Não há nada de errado com aqueles que não gostam de política. Simplesmente serão governados por aqueles que gostam. (Platão)
PUBLICADO EM SOCIEDADE POR 
Eu discordo, em partes, se me é possível confrontar um filósofo como Platão, mas, pelo menos na atualidade é possível contradizer de que não há nada errado com aqueles que não gostam de política. Está certo, pode não gostar, mas não se pode por conta disso abrir mão de seu dever cívico de se interessar e compreender o seu funcionamento. Talvez Platão, ao abordar a política de seu tempo, não visse grandes problemas em não se interessar por política baseado no fato de que a cidadania naquela época não era algo que englobava a todos na sociedade, ao contrário, excluía-se. Mas a sociedade brasileira segue um modelo que procura estender a cidadania política combatendo a exclusão e, sendo assim, cada um de nós herda o dever cívico de participar na escolha de nossos representantes, e acompanhar o seu trabalho cobrando a realização de projetos que beneficiem a maioria.
Assim sendo, eu utilizo as palavras do famoso dramaturgo Bertolt Brecht: “O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.”
Esse trecho poderia valer pelo texto inteiro, mas eu gostaria ainda de acrescentar que o problema do analfabeto político é que ele não causa prejuízos apenas em sua vida, ele também é responsável pelos males que afetam a sua e a minha vida. Ao dar de ombros para os acontecimentos, esse analfabeto acaba de contribuir para que tanto ele como o resto da sociedade sofra os males de um país onde a política é comandada por um grupo de pessoas que atuam em benefícios próprios sacrificando os direitos que beneficiariam a uma maioria.
Eu não me refiro à pessoa que, como dizia Platão, não gosta de política, o analfabeto, independente de gostar ou não, é aquele que não procura entender, não sabe o que está acontecendo... Ou pior, repete sem pesquisar tudo o que lê no facebook ou em textos tendenciosos. Essa pessoa sequer percebe que está sendo manipulada pela mídia interesseira, pelo discurso daqueles que escondem seus verdadeiros objetivos. Ele não consegue traduzir o lindo discurso político para a prática e nem tenta descobrir que mudanças trará em sua vida aquilo que foi anunciado.
Não se trata aqui sobre ser de uma ideologia ou outra, as pessoas podem e devem opinar e discordar em seus pontos de vista, para isso vivemos numa democracia! Mas o analfabeto político não concorda e nem discorda porque simplesmente não sabe a seriedade de seu papel na sociedade.
Ele acredita que pode culpar apenas um ou outro político, ou um partido, pela grande corrupção. Acredita que é necessário uma reforma na educação, na previdência, nos direitos trabalhistas e todo o resto, mas não sabe se posicionar sobre qual seria a melhor atitude.
O analfabeto político não sabe se tem um posicionamento de direita ou esquerda, mas critica aquele que está sendo acusado nas redes sociais, mesmo que ele não saiba o motivo, afinal, se disseram que a culpa é dele é porque é! O analfabeto político também pode ser fissurado em uma ideologia e não aceita críticas mesmo quando é notório que seus candidatos estão em esquemas de corrupção, porque cada um pode defender uma linha de raciocínio e cada um terá a sua, mas desde que saiba o que está defendendo.
O analfabeto político acredita no “rouba mas faz”! Acredita que não tem o poder de mudar nada, acredita que demonstrar sua indignação é votar em pessoas que nada entendem de política mas fizeram uma ótima musiquinha durante sua campanha eleitoral.
Ele não distingue o verdadeiro projeto social da esmola para enganar o povo. Ele confunde ditadura com ordem e progresso com massacre dos trabalhadores.
Infelizmente está difícil de acabar com os analfabetos políticos. Isso demanda educação de qualidade, e educação política daria mais trabalho para aqueles que gostam de governar conseguirem agir da maneira que os beneficia.
Enquanto as pessoas reclamarem da política mas não procurarem saber dela, não pararem de reclamar no facebook para passar a agir, não se posicionarem contra a corrupção independente da ideologia que defendem estaremos mergulhados em um país com discussões ideológicas inúteis, comandado por um grupo privilegiado apoiado pela arma que eles mesmos construíram para controlar o povo: a ignorância!

Fonte:  http://obviousmag.org/

Zumbi - Caetano Veloso


Zumbi dos Palmares nasceu no estado de Alagoas no ano de 1655. 
Embora tenha nascido livre, foi capturado quando tinha por volta de sete anos de idade. Entregue ao padre jesuíta católico Antônio Melo, recebeu o batismo e ganhou o nome de Francisco. Aprendeu a língua portuguesa, latim, álgebra e a religião católica, chegando a ajudar o padre na celebração da missa. Porém, aos 15 anos de idade, fugiu de Porto Calvo para viver no quilombo dos Palmares. Na comunidade, deixou de ser Francisco para ser chamado de Zumbi (que significa aquele que estava morto e reviveu, no dialeto de tribo imbagala de Angola).


No ano de 1675, o quilombo é atacado por soldados portugueses. Zumbi ajuda na defesa e destaca-se como um grande guerreiro. Após um batalha sangrenta, os soldados portugueses são obrigados a retirar-se para a cidade de Recife. Três anos após, o governador da província de Pernambuco aproxima-se do líder Ganga Zumba para tentar um acordo, Zumbi coloca-se contra o acordo, pois não admitia a liberdade dos quilombolas, enquanto os negros das fazendas continuariam aprisionados.

Em 1680, com 25 anos de idade, Zumbi torna-se líder do quilombo dos Palmares, comandando a resistência contra as topas do governo. Durante seu “governo” a comunidade cresce e se fortalece, obtendo várias vitórias contra os soldados portugueses. O líder Zumbi mostra grande habilidade no planejamento e organização do quilombo, além  de coragem e conhecimentos militares.


O bandeirante Domingos Jorge Velho organiza, no ano de 1694, um grande ataque ao Quilombo dos Palmares. Após uma intensa batalha, Macaco, a sede do quilombo, é totalmente destruída. Ferido, Zumbi consegue fugir, porém é traído por um antigo companheiro e entregue as tropas do bandeirante. Aos 40 anos de idade, foi degolado em 20 de novembro de 1695. 


Importância de Zumbi para a História do Brasil - Zumbi é considerado um dos grandes líderes de nossa história. Símbolo da resistência e luta contra a escravidão, lutou pela liberdade de culto, religião e pratica da cultura africana no Brasil Colonial. O dia de sua morte, 20 de novembro, é lembrado e comemorado em todo o território nacional como o Dia da Consciência Negra.

REBELE-SE CONTRA O RACISMO!

Um afr abraço.

Claudia Vitalino.

Navio negreiro - Tráfico de africanos para as américas




Navio negreiro (também conhecido como "navio tumbeiro") é o nome dado aos navios de carga para o transporte de escravos, especialmente os escravos africanos, até o século XIX.

Aprisionados no interior da África subsaariana, por outros africanos que lucravam com o tráfico, os escravos eram trazidos em marcha forçada até o litoral do continente, onde os sobreviventes, que não haviam sido comercializados localmente, eram despojados de suas roupas e eventuais pequenos pertences que ainda carregassem consigo, para serem vendidos aos comerciantes europeus, que os embarcavam nos navios negreiros. Neles, os escravos eram destinados aos porões da embarcação, onde ficavam presos em grupos às correntes. Cada navio, levava em média quatrocentos africanos amontoados. O mau-cheiro imperava, e o espaço para movimentação era mínimo, porque embora navios deste tipo fossem geralmente grandes, se otimizava o espaço do mesmo para caber o maior numero possível de escravos.

A partir de 1432 quando o navegador português Gil Eanes levou para Portugal a primeira carga de escravos negros vindos da África que os portugueses começaram a traficar os escravos com as Ilha da Madeira e em Porto-Santo. Mais adiante os negros foram trazidos para o Brasil.

A história dos navios negreiros é das mais comoventes. Homens, mulheres e crianças eram transportados amontoados em compartimentos minúsculos dos navios, escuros e sem nenhum cuidado com a higiene. Conviviam no mesmo local, a fome, a sede, as doenças, a sujeira, os agonizantes e os mortos.

Sem a menor preocupação com a condição dos negros, os responsáveis pelos navios negreiros amontoavam negros acorrentados como animais em seus porões que muitas vezes advinham de diferentes lugares do continente africano, causando o encontro de várias etnias e que por vezes eram também inimigas. Seus corpos eram marcados pelas correntes que os limitavam nos movimentos, as fezes e a urina eram feitas no mesmo local onde permaneciam. Os movimentos das caravelas faziam com que muitos passassem mal e vomitassem no mesmo local. Os alimentos simplesmente eram jogados nos compartimentos uma ou duas vezes por dia, cabendo aos próprios negros promover a divisa da alimentação. Como os integrantes do navio não tinham o hábito de entrar no porão, os mortos permaneciam ao lado dos vivos por muito tempo.

Quando o navio encontrava alguma dificuldade durante seu trajeto, o comandante da embarcação ordenava que os negros moribundos ou mortos fossem lançados ao mar, como alternativa para reduzir o peso do navio. Nestes casos, o mar acabava se tornando a única saída dos negros para a luz, antes de chegarem aos destinatários do comércio.
A organização da Companhia dos Lagos propunha-se a incentivar e desenvolver o comércio africano e dar expansão ao tráfico negreiro, sua viagem inicial motivou a formação de várias companhias negreiras, tais como:Companhia de Cacheu] (1675), Companhia de Cabo Verde e Cacheu de Negócios de Pretos (1690), Companhia Real de Guiné e das Índias (1693) e Companhia das Índias Ocidentais (1636). No Brasil, devido ao êxito do empreendimento, deu-se a criação da Companhia Geral do Comércio do Brasil (1649).

Somente no século XIX que as leis proibiram o comércio de negros. Entre 1806 e 1807, a Inglaterra acabou com o tráfico negreiro em seu Império e em 1833 proibiu o trabalho escravo. No Brasil, mesmo após o tráfico negreiro ter sido proibido, a escravidão permaneceu até 1888.

O tráfico transatlântico de escravos africanos começou a entrar em decadência, somente a partir da sua abolição no início do século XIX pelo Reino Unido, com alguns países como o Brasil persistindo em sua prática, até serem forçados a abandoná-lo décadas depois. Devido às péssimas condições, físicas e psicológicas, em que se encontravam os escravos transportados, muitos morriam, eram mortos ou suicidavam-se durante a travessia.

É no fim do século XVIII e início do século XIX, que conceitos provenientes da fé religiosa, do humanismo (e mais tarde do iluminismo), e mesmo da lógica mercantil foram sendo reunidos como prova da inviabilidade da manutenção de tal comércio, que beneficiava poucos, e impedia muitos de serem iniciados na moderna sociedade que nascia. É então, que percebendo que a eliminação do comércio escravo seria mais lucrativo para a sua indústria nascente que a Grã-Bretanha promove o fim (muitas vezes pela força) do comércio escravo e de seu veículo nefasto, o navio negreiro.

Alguns comerciantes resistiriam ainda por um certo tempo, negando-se a abandonar tão lucrativa empreitada, mas, o tempo encarregou-se de mostrar que o negócio com a vida humana só atraso o avanço e progresso do homem.


Se liga :Rebeliões eram frequentes. E algumas revoltas resultavam na conquista da embarcação pelos escravos, como a do navio Amistad, em 1839. Outras, porém, como a do Kentucky, em 1845, acabaram com a morte de todos os escravos rebeldes, cujos corpos foram lançados ao mar...

REBELE-SE CONTRA O RACISMO!

Um afro abraço.

Claudia Vitalino.

Fonte:Claudia Vitalino/Wikipédia, a enciclopédia livre