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marxismo, sexualidade e gênero

Como é ressaltado na Apresentação abaixo, este dossiê é uma tentativa dos marxistas de enfrentar, com rigor e seriedade analítica, o de...

quinta-feira, 27 de julho de 2017

“Diretas Já: É pela vida das mulheres negras”

Dara Sant’Anna, diretora de Combate ao Racismo e Mariana Jorge, Secretaria Geral da UNE refletem sobre a urgência por democracia nos marcos do Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha
As empregadas domésticas eram regidas por contratos, muitas vezes informais, em 2015, através da Lei Complementar n.º 150, isso mudou. Essas mulheres trabalhadoras, negras em sua grande maioria, passaram então a ter direitos trabalhistas. Direito à previdência social, ou seja, a aposentadoria, direitos de condições de trabalho digno, de receber hora extra, folga, salário mínimo.
Dezoito de novembro de 2015, mulheres negras de todo o Brasil se organizaram e, pela primeira vez, marcharam em Brasília, mulheres negras marcharam no centro político deste país, mulheres negras marcharam em um protesto contra o racismo e a desigualdade social e de gênero no país.

Também, em 2015, 12,8% dos negros entre 18 e 24 anos chegaram ao nível superior, segundo pesquisa pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), demonstrando ter duplicado o número de estudantes negras e negros em comparação com 2005, um ano após a implementação de ações afirmativas, como as cotas, apenas 5,5% dos jovens pretos ou pardos na classificação do IBGE e em idade universitária frequentavam uma faculdade.
Em 2016, levamos um golpe. Um golpe de caráter misógino que em pouco tempo ataca a cada trabalhadora e trabalhador, cada estudante que através das políticas de acesso e expansão das universidades fruto de muita luta daquelas que vieram antes de nós. O PL da terceirização, reforma trabalhista que busca a flexibilização das Leis Trabalhistas, uma reforma previdenciária que reduz o valor da aposentadoria para quem contribuir durante 25 a 33 anos, a aprovação da Emenda Constitucional n.º 95/2016, a qual congela os investimentos em saúde e educação no mínimo constitucional por 20 anos, um reajuste do salário mínimo abaixo da inflação.
Nesse cenário, de ataque à democracia, em que um governo ilegítimo tenta de todas as formas justificar o ataque aos poucos direitos conquistados pela classe trabalhadora no último período.
Ressalto, que em 2015, as domésticas tiveram sua profissão regulamentada e passaram a ter acesso à previdência social e direitos trabalhistas, mas em 2017, o legislativo e o governo federal debatem se o acordo entre trabalhador e patrão valha sobre a CLT. Dois anos, esses profissionais, em sua maioria mulheres negras tiveram por apenas dois anos a garantia da CLT.

Hoje, encaramos uma conjuntura difícil em toda a América Latina: o avanço de forças reacionárias, tentativas de golpe e um judiciário que não tem mais o pudor de mascarar sua seletividade. Estamos brigando para barrar as reformas trabalhista e previdenciária, para barrar o PL da terceirização, lutando por permanência estudantil em cada universidade do Brasil, seja ela pública ou privada.
Nós, que estamos nas universidades, vemos o aumento da evasão, o corte de bolsas de assistência estudantil, obras e projetos de construção de moradia e restaurantes universitários parados, endividamento de estudantes com mensalidades nas privadas. Isso fruto do desemprego, do reajuste do salário mínimo incompatível com o aumento da inflação, do aumento do custo de passagem e alimentação. Fruto de uma política que visa a manutenção de privilégios a custo do suor e sangue daquelas que estão na base do sistema capitalista.
Hoje, encaramos uma conjuntura difícil em toda a América Latina: o avanço de forças reacionárias, tentativas de golpe e um judiciário que não tem mais o pudor de mascarar sua seletividade. Neste dia vinte e cinco de julho de 2017, queremos saudar todas que vieram antes de mim, que lutaram para garantir as cotas, que lutaram por esse dia, pelo reconhecimento de nossa existência e resistência. Saudamos todas que foram e existiram para que nós pudéssemos entrar nas universidades, nas pós graduações, sonhar em ser médicas, advogadas, professoras, engenheiras, biólogas, escritoras…
Chegou o momento que nós precisamos mais do que nunca beber de nossa ancestralidade, das experiências, dos livros escritos e da oralidade, para lidar com a batalha que se iniciou. O próximo período será árduo, diferente da luta que enfrentamos nos anos de governo do PT – de aumento de direitos, de denúncia e exposição do racismo e extermínio da população negra, aumento de acesso a bens, aumento de negras nas universidades e pós graduações – lutas positivas, estamos lutando, também, pela manutenção de todos os direitos conquistados. Estaremos nas ruas para dizer que queremos preservado nosso direito de voto, que esse governo ilegítimo e denunciaremos todas as tentativas de retirada de direitos.
*Dara Sant’Anna é diretora de Combate ao Racismo e Mariana Jorge, Secretaria Geral da UNE.

46º Congresso da UPE desembarca em Arapongas

Cidade localizada ao norte do estado receberá maior encontro estudantil do Paraná
O 46º Congresso da União Paranaense dos Estudantes (UPE) já tem data e endereço certos: nos dias 5 e 6 de agosto, o Ginásio de Esportes Augusto Zin, em Arapongas, norte do estado, receberá estudantes das mais diferentes cidades para debater os rumos da educação e da política no país.
Sob o tema ”“Lutar Sem Temer, estudantes contra o retrocesso na educação”, o encontro promete renovar a esperança e o fôlego para as lutas do próximo período. A nova diretoria da entidade também será escolhida durante o evento.
São presenças confirmadas o reitor da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Ricardo Marcelo, o reitor da Uninter Wilson Picler, e a presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE) Marianna Dias.
Segundo o atual presidente da entidade Bruno Pacheco a expectativa em torno do Congresso é alta. ”Este promete ser um dos congressos mais mobilizados dos últimos tempos, com 90% de participação de estudantes de todo o estado. Isto só comprova o crescimento da UPE que vem atuando como um forte catalisador das demandas estudantis do Paraná”, falou.
Bruno conta ainda que outras duas atividades farão parte desta edição. Um debate em defesa das universidades estaduais no dia 5 e um grande ato em defesa das eleições diretas no país, no dia 6.
”Será um grande Congresso com atividades importantes, sem contar o momento da eleição, quando o bastão será passado para a próxima geração de lutadores e lutadoras que levarão adiante o legado de 78 anos de lutas da UPE”, falou.

SERVIÇO

O que? 46º Congresso da União Paranaense dos Estudantes (UPE)

Quando? Dias 5 e 6 de agosto
Onde? Ginásio de Esportes Augusto Zin – R. Marabu, 810 – Centro, Arapongas – Paraná


Fonte: UNE

CPC/RN E AMES SE FAZEM PRESENTES A VIII CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL DE NOVA CRUZ/RN


 Abertura da VIII Conferência Municipal de Assistência Social Social - Nova Cruz-RN (27/07/2017), Auditório do Colégio Nossa Senhora do Carmo - CNSC

 Composição da mesa da VIII CMAS

A Conferência contou com as presenças de várias assistentes sociais e universitárias/os
 Conselheiros Tutelares: Irmão ERIVALDO, VANDSON, além de Zenaide Toge, representaram o Conselho Tutelar de Nova Cruz
 Delegado, Eduardo Vasconcelos - CP/RN e Marília Barbosa - AMES se fizeram presentes representando as áreas cultural (Eduardo) e Marília (Movimento Estudantil)
 Ingrid (UNOPAR/AMES) fez intervenções para esclarecimentos na Abertura da VIII CMAS

A Prefeitura de Nova Cruz promoveu hoje (27) sua VIII Conferência Municipal de Assistência Social. A conferência aconteceu no auditório do Colégio Nossa Senhora do Carmo, durante o dia, encerrando as 17:30.

Na abertura e composição se fizeram presentes a Secretária de Assistência Social, Germana Targino, o Presidente do Conselho Estadual de Assistência Social, Pe. e a Presidenta do CMAS, Marione, em seguida chegaram o Prefeito Targino Pereira, acompanhado do Deputado Estadual Gustavo Fernandes.

Em seguida foi feito a leitura e aprovação do Regimento Interno da VIII CMAS, na sequência foi feito uma exposição sobre o cenário atual da Assistência Social, pela senhora Germana Targino, secretária da SMAS. Na sequência a secretária executiva do Conselho Municipal da Assistência Social, Grécia Maria Vieira fez um balanço sobre a realização das prés-conferências.

O Conselheiro do CEAS (Conselho Estadual de Assistência Social), Diác. Márcio Andrade proferiu palestra, cujo tema foi: GARANTIA DE DIREITOS NO FORTALECIMENTO DO SUAS. no final da palestra abriu-se para discussão em plenária. 
Após o almoço todos retornaram para o auditório e ouve os encaminhamentos para as divisões dos grupos para se discutir os temas da conferência, que foi dividido em 4 eixos: 1 - A proteção social não-combativa e o princípio da equidade como paradigma para a gestão dos direitos socioassistenciais; 2 - Gestão democrática e controle social: o lugar da sociedade civil no SUAS; 3 - Acesso às seguranças socioassistenciais e a articulação entre serviços, benefícios e transferência de renda como garantias de direitos socioassistenciais e 4 - A legislação como instrumento para uma gestão de compromissos e corresponsabilidades dos entes federativos para garantias dos direitos socioassistênciais.
Plenária Final: Após as apresentações e aprovação das mesmas foram escolhidos os delegados que irão participar da VIII Conferência Estadual de Assistência Social em Natal.

Atenção!  Amanhã divulgaremos as propostas aprovadas e os nomes dos respectivos delegados eleitos a CEAS.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Desgoverno de Temer lança PDV para o funcionalismo aumentando o sucateamento no serviço público


Quem deve ser demitido é o Presidente - Fora Temer !!!

Na tarde de segunda-feira, 24, o governo federal ilegítimo de Michel Temer causou espanto no funcionalismo público após anunciar um Programa de Demissão Voluntária (PDV) e redução de salário e jornada de servidores públicos federais.

O governo pretende oficializar o anúncio por meio de medida provisória (MP) e a intenção é atingir cerca de cinco mil servidores. A proposta também é implementar a redução de jornada de trabalho, de 8h diárias para 6h ou 4h, com redução do salário. Assim, os servidores podem optar trabalhar 40h, 30h ou 20h semanais.

A desculpa do governo é a mesma, racionalizar gastos públicos e proporcionar crescimento econômico. De acordo com a FASUBRA, a situação atual já é crítica na prestação de serviços públicos à população, em especial na saúde e educação. “Ao invés de priorizar a auditoria da dívida pública e combater a corrupção, o governo mais uma vez responsabiliza os trabalhadores pela crise, agora culpabilizando os servidores concursados”.

Enquanto isso, os recursos para assegurar a remuneração dos detentores dos títulos da dívida pública só  aumenta , seja para agradar a base parlamentar do governo, seja para aprovar as reformas anti-populares. Ou seja, Temer mantém a tentativa de evitar seu afastamento, em decorrência das denúncias por envolvimento em corrupção e propinas.

Nos termos do neoliberalismo, a lógica segue o processo de desmonte do serviço público atacado em todas as lacunas, pelas reformas fiscal (EC 95/16), trabalhista (PLC 38/17) e a Terceirização já aprovadas. Também por meio de algumas reformas em curso, como da Previdência (PEC 257/16) que tramita na Câmara dos Deputados, com previsão para concluir a votação até o final de agosto. De quebra, as políticas públicas e o bem estar social dá lugar ao mercado financeiro e pagamento da dívida pública, que segundo a Auditoria Cidadã da Dívida, em 2017 está crescendo cerca de R$ 100 bilhões ao mês, atingindo R$ 4,727 trilhões em março.  

Caos na educação
A redução de investimentos em políticas públicas tem deixado instituições públicas de ensino à beira da falência, sem recursos para a ciência. A previsão para setembro é de inviabilidade de funcionamento de diversas universidades federais. Entre as quais a Universidade de Brasília (UnB), que às portas da retomada de aulas em agosto, demitiu centenas trabalhadores terceirizados nesta semana, devido a redução de verbas do governo federal.

Abandono da Saúde
O abandono do Sistema Único de Saúde (SUS) pelo governo foi denunciado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) por meio de um dossiê de 15 mil páginas, entregue ao Ministério da Saúde, na última semana.

Segundo o estudo publicado hoje no Correio Braziliense, o governo destina maiores recursos para o gasto privado com saúde e menos para o serviço público. Baseado em dados da Controladoria-Geral da União (CGU), constataram que o Brasil investe pouco em saúde pública em comparação com países que adotam o atendimento público, universal e gratuito, 44% a menos de recursos no orçamento.
Nos últimos 14 anos, as distorções ou uso irregular de recursos públicos na saúde chegaram a 15,9 bilhões.

Custos com o Congresso Nacional
Com isso, o trabalhador brasileiro continua a conviver com as altas despesas do  Congresso Nacional que custam aos cofres públicos R$ 1,1 milhão por hora. De acordo com a organização não governamental Contas Abertas, a Câmara dos Deputados já empenhou R$ 5,3 milhões para prestação de serviços na área de vigilância armada e desarmada para garantir a aprovação das votações em agosto.

O Senado Federal alugou 85 carros zero-quilômetro por R$ 8,3 milhões, durante 30 meses, segundo o blog Expresso de Época. “Dois carros são especiais. Eles têm 250 cavalos de potência, ar-condicionado com duas zonas, película antivandalismo, central multimídia com tela touch com rádio integrado e leitor de CD, MP3, GPS, DVD, Bluetooth e USB. Há também câmera de ré e comandos no volante. O aluguel de cada um dos carros mais luxuosos custará R$ 9.300 por mês”.

A FASUBRA reforça a paralisação e atos nas reitorias no dia 02 de agosto, Dia Nacional de Luta em defesa das instituições de ensino públicas e por abertura de negociações. Contra o PDV e o desmonte dos serviços públicos promovidos pelo Governo Federal !!!

Quem deve ser demitido é o Presidente - Fora Temer !!!

Assessoria de Comunicação FASUBRA Sindical

ARTIGO: Para mulher negra, resistir é questão de sobrevivência

*Por Brisa Bracchi, diretora de Mulheres da UBES
Vinte e cinco de julho, Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e, além disso, aniversário da UBES, maior entidade de organização secundarista da América Latina. Dia de celebração, mas também de muita luta e resistência.
Dia de enfrentamento ao racismo, porque sabemos que somos nós, mulheres negras, as mais afetadas pela precarização do ensino público, pela tecnização do ensino médio, pela reforma do trabalho e pelo desmonte do SUS.  Dia de lutar pelas nossas irmãs negras que não chegaram às escolas, menos ainda às universidades. Dia de mostrar que as mulheres negras estão fortes e unidas no combate ao encarceramento e extermínio da juventude negra. Dia de resistir porque as opressões de raça, classe e gênero continuam atuando sobre nossos corpos e nossas vidas sistematicamente. E resistir, para nós, é questão de sobrevivência.
A UBES, tendo uma história forjada nas lutas, nas trincheiras da resistência e mobilizando milhares de estudantes por todo o país, possui um papel fundamental. Os estudantes secundaristas, sobretudo as mulheres, resistem e afrontam ao lutar pela conquista e manutenção de programas como o Reuni, Prouni e as cotas raciais, que possibilitaram a entrada de novos sujeitos nas universidades. Ao ocupar nossas escolas contra um projeto de reformulação do ensino médio que nitidamente busca manter as estruturas de desigualdade socioeconômicas e meritocráticas. Ao parar nossas cidades contra um governo ilegítimo que se estabeleceu por meio de num golpe machista e misógino. Ao nos organizarmos para reunir estudantes para discussões sobre a educação e o país que queremos, a exemplo do que acontecerá no 4º Encontro de Mulheres Estudantes da UBES, que reunirá centenas de estudantes de todo país afim de construir e lutar por um projeto de escola e de sociedade sem machismo, racismo e LGBTfobia que queremos.
Neste 25 de julho, seguiremos em luta e resistência, pois ser mulher negra é enfrentar a hipersexualização dos nossos corpos, a não aceitação de nossos traços e nossos cachos. É enfrentar as mortes de nossos pais, filhos e companheiros que se tornam números nas estatísticas. É enfrentar a negação da nossa participação enquanto sujeitas dirigentes nos espaços da política. É enfrentar as marcas da senzala que se reproduzem em cada quarto de empregada. É enfrentar a solidão, pois nem mesmo nossa afetividade foge às garras dessa opressão.
Enfrentamos e resistimos cotidianamente a esse sistema patriarcal, racista e LGBTfóbico e será dessa resistência, construída às mãos das mulheres das escolas, das universidades, das favelas, dos guetos e do campo, que se construirá uma alternativa ao povo brasileiro, latino americano e caribenho.
Viva a resistência secundarista, negra e feminista!

Deus Gregos são Mitos Culturais x Deuses Africanos são tidos como Demônios


Mitologia grega e religião.

Nas mitologias grega e romana, os semideuses eram filhos de deuses com parceiros mortais. Eles normalmente se destacavam por serem mais fortes que os humanos normais. Algumas vezes eram admitidos no Olimpo como imortais, o que é pouquíssimas vezes relatado.

Na Grécia Antiga, as pessoas seguiam uma religião politeísta, ou seja, acreditavam em vários deuses. Estes, apesar de serem imortais, possuíam características de comportamentos e atitudes semelhantes aos seres humanos. Maldade, bondade, egoísmo, fraqueza, força, vingança e outras características estavam presentes nos deuses, segundo os gregos antigos. De acordo com este povo, as divindades habitavam o topo do Monte Olimpo, de onde decidiam a vida dos mortais. Zeus era o de maior importãncia, considerado a divindade seprema do panteão grego. Acreditavam também que, muitas vezes, os deuses desciam do monte sagrado para relacionarem-se com as pessoas. Neste sentido, os heróis eram os filhos das divindades com os seres humanos comuns. Cada cidade da Grécia Antiga possuía um deus protetor. 

Cada entidade divina representava forças da natureza ou sentimentos humanos. Poseidon, por exemplo, era o representante dos mares e Afrodite a deusa da beleza corporal e do amor. A mitologia grega era passada de forma oral de pai para filho e, muitas vezes, servia para explicar fenômenos da natureza ou passar conselhos de vida. Ao invadir e dominar a Grécia, os romanos absorveram o panteão grego, modificando apenas os nomes dos deuses. 

Na nossa cultura ocidental o panteão grego-romano é considerado como arquétipo cultural, a psicologia usa da mitologia grega para caracterizarfenômenos psicológicos etc.
Temos ai os famosos complexos de Édipo, de Electra, definimos medidas de beleza como "apolíneas", Cronos é o mito do tempo, Gaia é linguagem erudita para se falar do Planeta Terra, a Olimpíada é um espetáculo mundial de culto ao Esporte, a relação "mens sana in corpore sano",que é um ideal das olimpíadas originais, é um paradigma para quem quer levar uma vida sadia.
Segundo Freud estes mitos seriam, segundo a nova perspectiva proposta por ele , uma expressão simbólica dos sentimentos e atitudes inconscientes de um povo, de forma perfeitamente comparável ao que são os sonhos na vida do indivíduo.

Mas a cultura africana, cujas divindades são as mesmas dos gregos, romanos e germânicos só que com nomes em Iourubá, Ketu, e demais línguas africanas originais, ela é demonizada e reduzida como ignorância, como supertição, como cultura inferior e, na perspectiva neo farisáica ,é tida como manifestações de demônios e outras figuras que tanto adoram evocar. 

Lógicamente que não creio nas divindades africanas, mas reconheço o grande valor cultural das manifestações religiosas da África e vejo que ela é associada ao mal, mais por uma forma de racismo camuflado do que por sua característica religiosa.



Porque demonizam os deuses africanos e reconhecem como arquétipos os deuses primitivos das civilizações européias?
A MITOLOGIA AFRICANA

A mitologia, tanto a européia como as de outras tradições, aborda instintos humanos (como o poder do amor, do ciúme, da ansiedade; o conflito de gerações; a violência; a tristeza da doença e dos sinistros; o mistério da morte; o desafio do desconhecido; os tempos de má e boa fortuna e todo o peso do destino). Contos de homens e deuses retratam os reveses e as alegrias da vida.

Nietzsche observou que os gregos ofereciam festas a todas as suas paixões e inclinações; eles consideravam como divino tudo que tem algum poder no homem; o cristianismo jamais compreendeu esse mundo pagão e sempre o combateu e o desprezou.

A mitologia européia é interpretada hoje sem restrição. Mas há restrição quando falamos em mitologia africana, certamente porque a relacionamos com o culto aos orixás (candomblé e umbanda), ainda vivo na África e no Brasil.

Devemos deixar de lado o aspecto religioso e conhecer a beleza e a riqueza da cultura africana, na qual se inclui a sua mitologia e sua arte. Os principais produtos artísticos africanos são as máscaras e as esculturas em madeira, as quais, para os membros da sociedade africana, constituíam objetos sagrados com poderes sobrenaturais: acreditavam que poderiam atrair a destruição ou distribuir bençãos.

As máscaras e as esculturas em madeira têm forma angulosa, assimétrica e distorcida; uma forma não-realista, obviamente para expressar, com efeito dramático, que os objetos abrigam espíritos poderosos; nada de aparência real, mas formas verticais e membros do corpo alongados.



Pablo Picasso conheceu, por volta de 1905, a arte africana, a qual muito o atraiu, principalmente pela sua independência da tradição européia. Disse Picasso sobre as máscaras africanas: "Senti que eram muito importantes ... As máscaras não eram apenas peças esculpidas ... Eram magia".

A arte africana inspirou Picasso a criar o movimento cubista, o qual recebeu a influência das distorções do entalhe africano, destinadas a mostrar simultaneamente aspectos múltiplos de um objeto. As técnicas cubistas expressam intensas emoções e conflitos internos. O quadro Les Demoiselles d'Avignon representa o ponto de transição da fase de influência africana para o puro Cubismo; esse quadro é uma obra de ruptura (encerrou o reinado de quase quinhentos anos da Renascença), uma das poucas obras que, sozinha, alterou o curso da arte; os cinco nus do referido quadro têm anotomia indistinta, olhos tortos, orelhas deformadas e membros deslocados.

As máscaras não eram apenas peças esculpidas ... Eram magia. Esse sentimento de magia, manifestado por Picasso, nos lembra recente ensinamento de Desmond Morris, autor de "O Macaco Nu", um dos maiores especialistas em comportamento humano e fabricante de amuletos. A revista Superinteressante perguntou-lhe: Não é contraditório que um cientista faça esse tipo de jóias? Você crê no poder desses objetos?

Respondeu Desmond: Claro que não. Mas creio no poder de quem os leva. Está provado que se você acredita que um objeto vai lhe ajudar e proteger, suas defesas crescem e sua energia flui com mais harmonia. Tudo está em nosso interior.

Na mitologia africana, há um deus supremo (Olodumaré), o qual criou os orixás (deuses) para governarem e supervisionarem o mundo. O orixá é uma força pura e imaterial, a qual só se torna perceptível aos seres humanos manifestando-se em um deles; o ser escolhido pelo orixá, um de seus descendentes, é chamado seu elégùn, o veículo que permite ao orixá voltar à terra para saudar e receber as provas de respeito de seus descendentes que o evocaram. Ainda inexiste um panteão de orixás bem hierarquizado, único e idêntico.



Nas mitologia yoruba, Olorun é o Deus e os Orixás são considerados semideuses por serem os ancestrais divinizados do povo yoruba. Assim como em outras religiões tradicionais africanas com a dos povos ewe-fon, a mitologia Fon também têem sua Deusa Mawu e o Deus Lissá e seus Vodun semideuses ancestrais divinizados. Para os Bantus na mitologia bantu das nações Angola e Congo o Deus é Nzambi e também tem os Nkisi semideuses ancestrais divinizados. Essa concepção é tida na África e no Brasil porém em outros países costumam chamar o orixá, vodun ou nkisi de deuses sendo incorreta essa denominação por estarem abaixo do Deus supremo de cada religião.

Yoruba - Orixá
Exu (orixá) O senhor da comunicações e dos caminhos
Ogum O senhor do ferro e das guerras
Oxossi O senhor da fartura e da caça
Xangô O senhor dos trovões, raios e vulcões
Obaluayê O senhor da cura e das doenças infecciosas
Orunmilá O senhor dos segredos e dos destinos
Osanyin O senhor do segredo das folhas e da cura através delas
Oxumarê O senhor do arco-íris
Ewe-fon - Vodun
Loko, Gu, Sakpatá, Dan, Agué, Agbê, Ayizan, Agassu, Possun, Aguê, Legba, Fa
Bantus - Nkisi ou Mkisi
Pambu Njila, Nkosi, Katendê, Mutalambô, Nsumbu, Kindembu, Nzazi, Hongolo, Matamba, Ndanda Lunda, Mikaia, Nzumbá, Nkasuté Lembá, Lembarenganga


Quais os principais deuses (ou orixás) ou autoridades da mitologia africana ? Exu, Ogum, Oxóssi, Ossain, Orunmilá, Oranian, Xangô, Iansã, Oxum, Obá, Iemanjá, Oxumaé, Obaluaê, Nanã e Oxalá. Africanos e não africanos têm em comum tendências inatas e um comportamento geral que corresponde às características de um orixá (arquétipos).



Exu é o guardião dos templos, das casas, das cidades e das pessoas; serve de intermediário entre os homens e os deuses (chamado de mensageiro, compadre ou homem da rua); suas cores são o vermelho e o preto. Os missionários compararam Exu com o Diabo, símbolo da maldade, porque Exu é astucioso, grosseiro, vaidoso e indecente. Mas Exu possui o seu lado bom; revela-se o mais humano dos orixás, justamente porque não é completamente mau, nem completamente bom. Exu é o arquétipo das pessoas com caráter ambivalente (ao mesmo tempo boas e más), porém com inclinação para a maldade, a obscenidade e a corrupção.

Ogum é o deus do ferro, senhor da guerra e dono das estradas, patrono das artes manuais; sua cor é o azul escuro. Sincretizado com Santo Antônio de Pádua (Bahia) e São Jorge (Rio de Janeiro), Ogum é o arquétipo das pessoas violentas, briguentas e impulsivas, incapazes de perdoar as ofensas de que foram vítimas.

Oxóssi é o deus dos caçadores; veste-se de verde na Angola e de azul-claro no Ketu. Oxóssi é o arquétipo das pessoas espertas, rápidas, sempre alerta e em movimento; pessoas cheias de iniciativa e sempre em vias de novas descobertas ou de novas atividades; pessoas com senso de responsabilidade e dos cuidados para com a família.

Ossain é o deus das plantas medicinais e litúrgicas. O arquétipo de Ossain é o das pessoas de caráter equilibrado, capazes de controlar seus sentimentos e emoções; pessoas com extraordinária reserva de energia criadora e resistência.

Orunmilá não é um orixá; é o senhor das advinhações; é consultado em caso de dúvida, quando as pessoas têm uma decisão importante a tomar a respeito de uma viagem, de um casamento, de uma compra ou venda; é consultado ainda quando as pessoas querem saber a causa de uma doença.

Oranian é o orixá famoso pelas suas numerosas conquistas, rei da terra.

Xangô, viril e atrevido, senhor do fogo, é o deus justiceiro, o qual castiga os mentirosos, os ladrões e os malfeitores; sua cor é o vermelho e o branco; esposo de Iansã, Oxum e Obá. Sincretizado com São Jerônimo, Xangô é o arquétipo das pessoas voluntariosas e enérgicas, altivas e conscientes de sua importância real ou suposta; pessoas que sabem guardar um profundo e constante sentimento de justiça.

Iansã, de temperamento ardente e impetuoso, guerreira, é a divindade dos ventos, das tempestades e do rio Níger; sua cor é o vermelho e o branco. Sincretizada com Santa Bárbara, Iansã é o arquétipo das mulheres audaciosas, poderosas e autoritárias; mulheres cujo temperamento sensual e voluptuoso pode levá-las a aventuras amorosas extraconjugais múltiplas e frequentes.

Oxum é a divindade do rio do mesmo nome; controla a fecundidade, daí por que as mulheres que desejam ter filho dirigem-se a ela. Oxum é chamada de Ialodê, título conferido à pessoa que ocupa o lugar mais importante entre todas as mulheres da cidade; além disso, ela é a rainha de todos os rios e exerce seu poder sobre a água doce. Sincretizada com Nossa Senhora das Candeias (Bahia) e com Nossa Senhora dos Prazeres (Pernambuco), Oxum é o arquétipo das mulheres graciosas e elegantes com paixão pelas jóias, perfumes e vestimentas caras; mulheres que são símbolos do charme e da beleza; mulheres que têm grande desejo de ascensão social.



Obá é a divindade do rio do mesmo nome; sua cor é o vermelho e o branco. Sincretizada com Santa Catarina, Obá é o arquétipo das mulheres valorosas e incompreendidas; mulheres que, em compensação às frustrações, encontram sucessos materiais, em virtude de sua avidez de ganho e do cuidado de nada perder dos seus bens.

Iemanjá é a deusa do mar, das ondas turbulentas, símbolo da maternidade fecunda e nutritiva (mulher de Oxalá, também é chamada de Inaê, Oloxum ou Janaína); suas cores são o azul e o branco. Sincretizada com Nossa Senhora da Imaculada Conceição, Iemanjá é o arquétipo das mulheres voluntariosas, fortes, rigorosas, protetoras, altivas e, algumas vezes, impetuosas e arrogantes; mulheres que se preocupam com os outros; maternais e sérias; mulheres sem a vaidade de Oxum, mas que gostam do luxo, dos tecidos azuis e vistosos.

Oxumaré, símbolo da riqueza, da continuidade e da permanência, é a serpente-arco-íris (é ao mesmo tempo macho e fêmea); ele transporta as águas da Terra para o Céu através do arco-íris; suas cores são o verde e o amarelo. Oxumaré é o arquétipo das pessoas que desejam ser ricas; das pessoas pacientes e perseverantes nos seus empreendimentos e que não medem sacrifícios para atingir seus objetivos.

Obaluaê é o deus da varíola e das doenças contagiosas; pune os malfeitores e insolentes enviando-lhes a varíola; cura ou faz ficar doente (também chamado de Omulu); suas cores são o preto e o branco. Sincretizado com São Lázaro e São Roque (Bahia) e com São Sebastião (Pernambuco e Rio de Janeiro), Obaluaê é o arquétipo das pessoas com tendências masoquistas; pessoas que gostam de exibir seus sofrimentos e suas tristezas, das quais tiram uma satisfação íntima; pessoas que, em certos casos, se sentem capazes de se consagrar ao bem-estar dos outros.

Nanã é deusa das águas paradas dos lagos e lamacentas dos pântanos. Sincretizada com Sant'Ana, Nanã é o arquétipo das pessoas que agem com calma, benevolência, dignidade e gentileza; das pessoas lentas no cumprimento de seus trabalhos e que julgam ter a eternidade à sua frente para acabar seus afazeres.

Oxalá, o Grande Orixá, o primeiro orixá criado por Olodumaré (conhecido também por "O Rei do Pano Branco"); patrono da fecundidade e da procriação; esposo de Yemanjá; sua cor é o branco. É sincretizado na Bahia com o Senhor do Bonfim. Oxalá é o arquétipo das pessoas calmas e dignas de confiança; das pessoas respeitáveis e reservadas, dotadas de força de vontade inquebrantável.

Os colonizadores portugueses reprimiram o culto aos orixás, porque o viam como feitiçaria. Os escravos africanos fizeram então a associação dos orixás com os santos católicos, formando o sincretismo religioso de hoje.

Jorge Amado, no capítulo Macumba de seu livro Jubiabá, relata uma festa na casa do pai-de-santo Jubiabá:

Na sala estavam todos enlouquecidos e dançavam todos ao som dos atabaques, agogôs, chocalhos, cabaças. E os santos dançavam também ao som da velha música da África, dançavam todos os quatro, entre as feitas, ao redor dos ogãs. E eram Oxóssi, o deus da caça, Xangô, o deus do raio e do trovão, Omulu, o deus da bexiga, e Oxalá, o maior de todos, que se espojava no chão.



No altar católico que estava num canto da sala, Oxóssi era São Jorge; Xangô, São Jerônimo; Omulu, São Roque; e Oxalá, o Senhor do Bonfim - que é o mais milagroso dos santos da cidade negra da Bahia de Todos os Santos e do pai-de-santo Jubiabá. É o que tem a festa mais bonita, pois a sua festa é toda como se fosse candomblé ou macumba.

Esclarece Jorge Amado: na porta da casa do pai-de-santo Jubiabá, negras vendiam acarajé e abará; antes da festa, fizeram o despacho de Exu, o qual foi perturbar outras festas mais longe.

Fonte:Encyclopedia Mythica/African Mythology/Myths, legends, beliefs and tradional stories from Africa/os-deuses-iorubs-e-a-mitologia-/www.newton.freitas.nom.br/artigos/ Religião e Espiritualidade/www.suapesquisa.com/musicacultura/deuses_gregos

terça-feira, 25 de julho de 2017

marxismo, sexualidade e gênero


Como é ressaltado na Apresentação abaixo, este dossiê é uma tentativa dos marxistas de enfrentar, com rigor e seriedade analítica, o desafio teórico e político de debater a problemática da diversidade sexual e de gênero. Discursos e documentos produzidos sobre o tema por militantes e partidos; pesquisas recentes fundamentadas no marxismo; obras e textos sobre a história da diversidade sexual e da construção social e política da sexualidade e, finalmente, algumas contribuições do debate feminista no seu questionamento e convergências com a teoria marxista.
Somos gratos a Rafael Dias Toitio pelo trabalho de organização de Marxismo, Sexualidade e Gênero; idêntico reconhecimento aqui fazemos a Douglas Santos Alves e Miguel Trujillo que nos enviaram valiosos materiais que integram o dossiê.
Editoria
Apresentação
Rafael Dias Toitio
A dificuldade de fazer um dossiê sobre Marxismo, Sexualidade e Gênero reside no fato de, no Brasil, ainda ser uma temática de pouco aprofundamento teórico e de pesquisas iniciais. O fortalecimento da luta e da questão da diversidade sexual e de gênero nas últimas décadas tem cobrado o marxismo a oferecer respostas e formular análises a respeito. Na academia, o tema tem provocado o marxismo a superar um processo no qual está inserido e do qual sempre foi o principal crítico: a divisão do trabalho intelectual que tende a enclausurar cada teoria em determinados campos e temáticas de estudo. Já nos partidos e movimentos marxistas o debate é bem mais antigo, embora a discussão sempre se desse de forma contraditória, pois ao mesmo tempo em que reproduziam a visão hegemônica patriarcal e heterossexista, também contribuíam para combater essa visão ao procurar argumentos a partir de uma concepção histórico-concreta da sexualidade e do gênero.
Não podemos esquecer que o marxismo não é apenas expressão teórica das lutas dos/as trabalhadores/as, pois ao tornar-se movimento e colocar um projeto de sociedade socialista, apontou para um processo revolucionário que abriu caminho para outras lutas, como a feminista e a LGBT. E muitas das perspectivas e ferramentas teóricas que contribuíram para o desenvolvimento dos estudos sobre sexualidade e gênero, sobretudo a partir dos 1970, foram trazidas do marxismo. Este, cuja crise já foi decretada muitas vezes, continua a apresentar com vigor sua força explicativa, sobretudo diante da expansão das relações e valores capitalistas ao redor do mundo. Entretanto, é importante lembrar que o economicismo ainda está muito presente na esquerda marxista, permanecendo a dificuldade de assimilar teórica e politicamente a luta pela diversidade sexual e de gênero. Daí a necessidade de aprofundarmos esse debate e avançar nas problematizações.
Esse dossiê está dividido em quatro partes. A primeira é dedicada para textos, discursos e documentos produzidos sobre o tema por militantes e partidos, em diferentes contextos históricos. A segunda parte reúne pesquisas recentes que foram fundamentadas no marxismo e, em muitos casos, em diálogo com outros referenciais teóricos. A terceira parte traz obras e textos sobre a história da diversidade sexual e da construção social e política da sexualidade. E, na quarta parte, há indicações relacionadas ao debate feminista, que traz importantes desafios e críticas ao marxismo, mas que também apresenta certos elementos de continuidade em relação a este.
Boa leitura!
I. Documentos e textos de militantes
Lohana Berkins – Travestida para transgredir
Marçal Solé y Paso Gredilla – La lucha por la liberación gay y lesbiana
Mariela Castro – A Luta LGBT em Cuba
Partido Socialista Democrático (Austrália) – Uma Estratégia Revolucionária para a Libertação Gay
Silvana Mara de Morais dos Santos – Sexualidade e liberdade sexual no contexto brasileiro atual
Tendencia Bolchevique Internacional – Capitalismo y Homofobia
II. Pesquisas recentes
Peter Drucker  – Toward A Queer Marxism?
Rafael Dias Toitio – Sobre a hegemonia heterossexista
III. História
John D’Emilio – Capitalism and Gay Identity
Louis Crompton – Homossexuality & civilization
IV. Contribuições do debate feminista
Beatriz Preciado – ¿Quién defiende al niño queer?
Monique Wittig – El pensamiento heterocentrado
Fonte: http://marxismo21.org