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PRESIDENTE DO CPC/RN TENTARÁ CONCLUIR DOCUMENTÁRIO SOBRE PRÉDIOS ANTIGOS DAS CAPITAIS DO NORDESTE AINDA ESSE MÊS!

Fotos: Google CENTRO POTIGUAR DE CULTURA - CPC/RN Eduardo Vasconcelos, presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, t...

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Historiador Reis enfiou a Escravidão pela goela da Academia

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"A escravidão é o crime da raça branca" - Joaquim Nabuco
Reis: "meus livros são povoados de escravos que fogem de toda parte para toda parte" (Fotos: Marília Campos e Companhia das Letras)

A partir dessa terça-feira 27/XII, o Conversa Afiada começa a exibir, em três capítulos, magnífica e instigante entrevista com o historiador Durval Muniz Albuquerque sobre "a invenção do Nordeste (pela Casa Grande)" e o que fazer para dissolvê-lo.

Foi Durval quem sugeriu ao Conversa Afiada ofertar como presente de Natal a seus amigos navegantes o magnífico discurso do também historiador João José Reis, autor do clássico "Rebelião escrava no Brasil - a história do levante dos malês em 1835", ao receber, em 20 de julho de 2017, o "Prêmio Machado de Assis", da Academia Brasileira de Letras.

(Não há notícia de que o Ataulpho Merval de Paiva e o monarquista José Murilo de Carvalho o tenham vaiado...)

Ao discurso memorável:

Sou grato aos membros desta Academia por considerar minha obra merecedora do Prêmio Machado de Assis. Sendo um historiador da escravidão (embora não apenas) permitam-me imaginar a concessão do prêmio, quando a Academia cumpre 120 anos, como uma homenagem àqueles dentre os seus fundadores que, entre outros, militaram contra a escravidão — penso em Rui Barbosa, Joaquim Nabuco, José do Patrocínio e, muito especialmente, Machado de Assis, que dá seu nome a este laurel. Neto de escravos, Machado, além de abolicionista arguto, radical, embora discreto, foi a seu modo historiador da escravidão, no que acompanho um de seus mais destacados intérpretes, Sidney Chalhoub, também historiador da escravidão.

Outro historiador, o acadêmico Alberto da Costa e Silva, aqui presente, avaliou perfeita e concisamente o peso desse sistema de trabalho e modo de vida para o Brasil: “A escravidão foi o processo mais importante e profundo de nossa história.” Não podia ser diferente: durou perto de 400 anos, contra apenas 129 anos de liberdade; o tráfico transatlântico luso-brasileiro importou quase metade dos 11 milhões de suas vítimas; e o Brasil foi o último país das Américas a abolir a escravidão.  Ela deixou marcas indeléveis na sociedade que nasceu de seus fundamentos e ainda nos assombra com fantasmas de várias espécies – as desigualdades sociais e raciais, o racismo sistêmico, o racismo episódico, agora mais assanhado pelo anonimato da internet (já chamado “racismo virtual”), hoje o principal veiculo de pregação de todos os ódios, inclusive do ódio racial.

O Brasil precisará de esforço hercúleo para livrar-se desse passado que se recusa a passar. O principal caminho talvez seja mais informação, mais educação e ações afirmativas, umas entrelaçadas com as demais. Neste sentido, algumas medidas reivindicadas pelos movimentos negros foram adotadas nas últimas décadas. Entre elas, destacaria três: as cotas educacionais, o ensino da história afro-brasileira e a criação da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira.

As cotas sociorraciais para ingresso nas universidades públicas já resultaram em mudança na cor dessas instituições, corrigindo em muitos casos a quase exclusividade branca nos cursos de maior prestígio – Medicina, Direito, Engenharia. Apesar de problemas aqui e ali, as cotas estão dando certo.
A introdução, no ensino fundamental e médio, de disciplina voltada para a história e a cultura afro-brasileiras, com ênfase na história da África, prometia uma equiparação a conteúdos sobre a história da Europa. Lamentavelmente, a disciplina desapareceu da nova Base Nacional Comum Curricular. E a África voltou a ser emparedada naquela acepção, denunciada por Cruz e Souza, de “África grotesca e triste, melancólica, gênese assombrosa de gemidos, África dos suplícios e das maldições eternas”, enfim, a África que predomina na grande mídia, refém de uma “história única”, na expressão certeira da escritora nigeriana Chimamanda Adichie. Torço pelo retorno da África às escolas.

Uma história de outras vozes está representada na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira – a UNILAB, implantada a partir de 2011 como um gesto, ainda que acanhado, de solidariedade com um continente pilhado pelo tráfico luso-brasileiro de cativos. Essa instituição acolhe em suas salas de aula quase mil alunos africanos, mediadores qualificados de suas Áfricas com o Brasil, jovens que recebem pequena bolsa mensal de 530 reais. Pois a comunidade da UNILAB esteve ameaçada recentemente com o corte desse minúsculo item do orçamento nacional. Urge defender a UNILAB!

Políticas de inclusão racial, além do esforço para educar e informar todos os brasileiros sobre a imensa contribuição dos africanos e seus descendentes para a formação histórica e cultural do país, são, entre outras, medidas necessárias – não sei se suficientes – no combate ao legado nefasto da escravidão. Prefiro acreditar que seja produto da ignorância, e não desfaçatez, gestos de delinquência simbólica como batizar um restaurante chique de Senzala. Desejo, desejamos um país onde não seja preciso uma jovem negra empunhar, numa recente manifestação de rua, cartaz que dizia: “A casa-grande surta quando a senzala aprende a ler.”

Invocar a escravidão passou à ordem do dia. Com uma maioria de detentos negros (cerca de 60%) amontoados em espaço exíguo, nossas prisões são comparadas a senzalas onde não é servida a boa comida do restaurante Senzala. Comparação talvez injusta, porque a vida de seus escravos valia mais para o senhor do que parece valer a vida dos presos para os governos e a sociedade que, conivente, se cala. Preso não conta como cidadão, ele é preto, ou, se branco, é também preto de tão pobre – já acusou Caetano Veloso. A precariedade da cidadania, filha da desigualdade social e racial, tem sido vinculada ao passado escravista com insistência. Ainda na semana passada, Milton Hatoum escreveu em sua coluna de O Globo: “Quase quatro séculos de escravidão, e mais de um século de uma democracia manca, interrompida por várias ditaduras, só poderiam gerar uma sociedade extremamente desigual.”

Há, no entanto, outra dimensão inquietante nessa ordem de questões, que é quando, em vez de alegoria, a escravidão se insinua como dado de realidade efetiva ou em construção.

Como no passado, o ciclo começa com o tráfico – de trabalhadoras e trabalhadores sexuais, domésticos, industriais ou rurais. Imigrantes legais e ilegais são com frequência resgatados de porões insalubres nas grandes cidades, onde trabalham, moram e morrem. Na zona rural chovem denúncias de pessoas submetidas a trabalho (forçado, exaustivo, degradante) análogo à escravidão, matéria que hoje mobiliza pesquisadores e membros da Justiça do Trabalho numa discussão que já ganhou foro internacional.

A recentíssima reforma trabalhista causa temor a quem entende do assunto. Segundo o auditor fiscal do trabalho Luís Alexandre farias, “as mudanças criam condições legais e permitem que a legislação banalize aquelas condições que identificamos como trabalho análogo ao escravo”. E a respeito do princípio do negociado sobre o legislado, o procurador do MPT Maurício Ferreira Brito, que encabeça a Coordenadoria Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo, advertiu sobre o perigo da escravidão voluntária: “A depender do que se negocie”, ele alertou, “você pode legalizar práticas do trabalho escravo.” Seria uma graça que este procurador fosse tão ouvido quanto os de Curitiba. Faltou falar da licença agora dada ao capital para empregar a mulher gestante em ambientes insalubres. Não me convencem as ressalvas da lei: se isso não é trabalho degradante, o que mais será?

Sobre a reforma trabalhista, aceitem um exercício de imaginação pessimista. Não resisto a comparar o “trabalho intermitente” ali contemplado com o sistema de ganho ou de aluguel nas cidades escravistas: no primeiro caso, o senhor mandava o escravo à rua para alugar ele próprio sua força de trabalho; no segundo, o senhor escolhia um locatário. Circulava o escravo ao ganho ou de aluguel entre um e outro e mais outro empregador, como cumprirá fazê-lo o trabalhador intermitente do novo Brasil. Um professor, por exemplo, poderá, como autônomo intermitente servir em vários estabelecimentos de ensino, um dia num, no dia seguinte mais um, depois ainda outro. Nascerá, assim, o professor ao ganho.

Some-se a recente Lei da Terceirização e alcançamos o quadro quase completo de precarização radical do trabalho. A terceirização agora vale para atividades fins. Ainda no setor do ensino, empresas que antes limitavam-se a fornecer empregados para atuar na segurança ou na limpeza, poderão doravante oferecer professores a escolas, faculdades e universidades, e fazê-los circular de acordo com a demanda do mercado. Nascerá, então, o professor de aluguel.

Por felicidade, já passou meu tempo de ser professor ao ganho ou de aluguel. O emprego em regime de dedicação exclusiva na Universidade Federal da Bahia deu-me a oportunidade de ser um professor pesquisador. À minha universidade e aos órgãos de fomento de pesquisa, em especial ao CNPQ, eu agradeço ter podido escrever a obra historiográfica agora premiada. Dela já falou, com generosidade, o professor José Murilo de Carvalho.

Queria apenas acrescentar que meus livros, artigos, capítulos em coletâneas etc, foram e continuam a ser escritos com paixão pelos temas de que tratam, sem o selo de garantia da objetividade perfeita exigida pelo positivista. Busquei, sim, a compreensão weberiana. No entanto, não permito que minhas inclinações ideológicas e minha utopias pautem as interpretações que faço dos processos, episódios e personagens sobre os quais escrevo. História panfletária, nem pensar! Me curvo às evidências que brotam dos arquivos, e elas não cessam de surpreender com um universo muito mais complexo do que caberia numa explanação fácil e porventura maniqueísta, que divida o mundo entre o herói e o bandido.

Meus livros são povoados de escravos que fogem de toda parte para toda parte, criam quilombos nas periferias da Cidade da Bahia ou nos mangues de Barra do Rio de Contas, se levantam em nome de Alá e de Ogum, mas nesses escritos também se encontram escravos que negociam com seus senhores um cativeiro menos opressivo. Escravos que querem e senhores que permitem a acumulação de bens e a compra da alforria. A maioria de meus personagens têm nomes, subjetividade, não são peças passivas da máquina escravista. Bilal Licutan, Luiz Sanin, Manoel Calafate, João Malomi, Francisco e Francisca Cidade, Zeferina, homens e mulheres à frente das revoltas escravas baianas. O alufá Rufino José Maria, liberto malê que virou cozinheiro de navio negreiro e pequeno traficante transatlântico de gente. Domingos Sodré, adivinho e curandeiro nagô que fornecia beberagens a escravos para amansar seus senhores, mas era ele próprio senhor de escravos. Manoel Joaquim Ricardo, dono de dezenas de escravos, liberto haussá que prosperou a ponto de ser contado entre os homens que formavam os 10% mais ricos de Salvador. E alguns outros mais…

Contudo, termino com um aviso aos navegantes: a ascensão social aconteceu para poucos escravos desembarcados ou nascidos no Brasil. A maioria morreu escravizada. No balanço final, fico com Joaquim Nabuco, que escreveu:

Não importa que tantos dos seus filhos espúrios tenham exercido sobre irmãos o mesmo jugo, e se tenham associado como cúmplices aos destinos da instituição homicida, a escravidão na América é sempre o crime da raça branca, elemento predominante da civilização nacional…

Fonte: CONVERSA AFIADA

Moro, com sua parcialidade e estrelismo, se tornou um mau exemplo para a magistratura. Por Joaquim de Carvalho


 Manoel de Queiroz Pereira Calças


Acabo de ler uma entrevista que o novo presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, Manoel de Queiroz Pereira Calças, deu aos jornalistas Lilian Matsuura, Felipe Luchete, Thiago Crepaldi, Claudia Moraes e Danilo Vital, da equipe do Conjur. Não sei se o desembargador Manoel é conservador ou liberal nos julgamentos — dizem que é rigoroso —, mas recebi como uma lufada de ar fresco as considerações que ele fez sobre os deveres dos juízes.
— O juiz não pode jogar para a torcida, não é? Não pode julgar de acordo com as expectativas da sociedade. O juiz tem que ter autonomia e independência. Mesmo que a sociedade toda diga que quer uma condenação, se for o caso de absolver, tem que absolver — disse.

Logo em seguida, sem que seja questionado, cita a Lava Jato.


— Nesses casos dessas operações famosas, seja do mensalão, seja da “lava jato”, há uma cobrança da sociedade no sentido de punição, mas o juiz não pode condenar pura e simplesmente para agradar ao clamor social, se não tiver provas. Não pode punir porque quer ficar bonito na fita, como se fala… Só pode julgar com aquilo que está dentro do processo.

O Tribunal de Justiça de São Paulo é considerado conservador em suas decisões, em contraposição ao Superior Tribunal de Justiça, mais liberal. Isso não quer dizer que, sendo conservador, deva ser injusto. É o que tem acontecido, segundo ele, com juízes que, para atender ao clamor da sociedade por punição, condenam.

— Alguns juízes agem assim equivocadamente, por falta de preparo, pressionados pela opinião pública, o que é errado. Não posso nunca agir de acordo com a pressão que eu recebo da sociedade nem da imprensa.

E cita um caso famoso, o da Escola Base, em que a aliança nefasta entre imprensa — particularmente a Rede Globo —, polícia, justiça e ministério público produziu uma grande injustiça.

— Vocês conhecem um caso clássico: a Escola Base [quando donos de uma escola foram acusados de abuso sexual de crianças, na década de 1990, até que o inquérito foi arquivado por falta de provas]. Todo mundo clamou, clamou, a sociedade achou que era um absurdo, e no fim se descobriu que o casal era gente séria. Eles foram injuriados, a escola acabou, mas nada era verdade.

O presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo vai além e fala que há juízes que, mesmo sem moral, querem aparecer na imprensa como paladinos da moral. Só faltou dizer o nome — Sergio Moro.

— O juiz não pode ser levado por isso nem pode ser exibicionista, porque há pessoas que querem realmente aparecer na imprensa, se mostrar como paladinos da moral, paladinos dos bons costumes, da ética, sem que eles o sejam. É um problema sério porque a magistratura é uma atividade que exige comprometimento e disciplina, como quase todas as atividades. O juiz deve ser imparcial, independente, sereno e prudente.

A entrevista do desembargador Manoel de Queiroz Pereira Calças ao Conjur mostra que o ativismo judicial, representado pela República de Curitiba, ultrapassou todos os limites e a comunidade jurídica está de olho, e incomodada. Não se trata de opor conservadores a liberais, mas de separar quem ama a justiça e dedica a sua vida a ela daqueles que a prostituíram, para ganhar alguns meses, talvez anos, de fama.

Já é consenso no meio jurídico que Sergio Moro forçou a barra, no processo do triplex, e condenou Lula sem provas. Por isso, o Tribunal Regional Federal da 4a. Região será um divisor de águas no direito. 

A decisão dos desembargadores do Sul no recursos apresentado pela defesa de Lula não impactará apenas quem estiver lá para defender o ex-presidente, mas todos os que querem o país com o Poder Judiciário nos seus devidos termos: sóbrio, imparcial e, sobretudo, impessoal — o ideal de Têmis, a divindade grega que simboliza a Justiça, definida, no sentido moral, como o sentimento da verdade, da equidade e da humanidade, colocado acima das paixões humanas.

Fonte:  diariodocentrodomundo.com.br

domingo, 14 de janeiro de 2018

Contra o aumento da tarifa estudantes tomam as ruas de SP


Manifestantes pelas ruas no centro de São Paulo - Foto: Yuri Salvador - UNE




lém do aumento corte em mais de mil linhas na cidade vai afetar estudantes e comunidade universitária da USP

Apesar da chuva, centenas de estudantes e trabalhadores marcharam em protesto nesta quinta-feira (11/1) contra o aumento da tarifa do transporte público em São Paulo. O protesto saiu de frente ao Teatro Municipal no Centro, passou em frente a Prefeitura Municipal e foi até o Terminal Parque Dom Pedro.

Para o 2º diretor de universidade públicas da UNE, Leonardo Guimarães, é fundamental que eles abram as planilhas do transporte público.

“Queremos transparência a abertura das planilhas do transporte público para a gente saber se realmente é preciso aumentar. Estamos aqui pressionar tanto a Câmara como a prefeitura do Dória e também contra a restrição do passe-livre”, afirmou.

No ano passado os estudantes da capital paulista foram lesados pelo Prefeito Dória (PSDB) com as mudanças do Passe Livre Estudantil, desde o corte no tempo das cotas (quatro viagens restritas a dois blocos de tempo de duas horas) até a burocracia adotada o ano passado para que cerca de um milhão de estudantes possam garantir o direito através do bilhete único escolar.

Outra preocupação dos estudantes foi a diminuição de mais de mil linhas na cidade, que podem impedir alunos de chegarem as suas universidades.O DCE da USP estava em peso no protesto. Existe uma ameaça direta aos ônibus da cidade de São Paulo que passavam pela USP, no Butantã a partir de Fevereiro quando começa o ano letivo na maior universidade do país.

“São 6 linhas de ônibus que passavam pela USP e agora essas linhas simplesmente não vão parar dentro do Campus, elas foram redirecionadas ou para a Vila Madalena ou para o Terminal Pinheiros”, explica a coordenadora geral do DCE, Bianca Borges.

Ela acredita que com o retorno dos estudantes as aulas haja uma eferverscência nesse movimento. “Já começamos a nos posicionar contra e tentar abrir um diálogo para mudar essa situação porque que dificulta muito o acesso ao campus”

Cultura Popular

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Fotos: Google

Saiba o que é, definição da palavra e links relacionados, bibliografia, exemplos

Definição (conceito)

Cultura Popular pode ser definida como qualquer manifestação cultural (dança, música, festas, literatura, folclore, arte, etc.) em que o povo produz e participa de forma ativa. 

Ao contrário da cultura de elite, a cultura popular surge das tradições e costumes e é transmitida de geração para geração, principalmente, de forma oral.

Exemplos de cultura popular 

- Exemplos de manifestações da cultura popular: carnaval, danças e festas folclóricas, literatura de cordel, provérbios, samba, frevo, capoeira, artesanato, cantigas de roda, contos e fábulas, lendas urbanas, superstições, etc. 

- Exemplos de festas populares brasileiras: Festas Juninas, Folia de Reis, Festival Folclórico de Parintins e Festa do Divino.

- Exemplos de folguedos brasileiros: Congada, Marujada Fandango, Cavalhada, Bumba-meu-Boi.

Fonte:  www.suapesquisa.com

RETROSPECTIVA: Prédios históricos: degradação e abandono no Centro do Recife

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Abandonados, sem uso e degradados, prédios históricos do Recife precisam de cuidados
Foto: Ashlley Mello/JC Imagem
 O desabamento de mais um prédio histórico no Centro do Recife chama a atenção para a decadência do bairro da Boa Vista
Cleide Alves
cleide@jc.com.br
Mais de 400 prédios antigos dos bairros da Boa Vista, de Santo Antônio, de São José e do Recife, no Centro do Recife, apresentam avarias e correm algum risco de desabamento – baixo, médio ou alto. Cerca de 25 deles classificados com grau 3 e 4, o topo da lista, encontram-se tão danificados que tiveram de ser interditados. Foi exatamente um desses que desabou segunda-feira (9) na Rua da Glória, área histórica da Boa Vista.

“Lamento que tenha acontecido outro desastre desse tipo no bairro. Cada edificação que se vai é uma parte da memória coletiva da cidade que se perde”, declara o economista ambiental Jacques Ribemboim, presidente da ONG Civitate, que há 15 anos busca recuperar de áreas urbanas degradadas no Centro. “Felizmente, desta vez não houve vítimas, o dano é material.”

Legenda
O prédio da Rua da Glória, 189, que caiu parcialmente sobre a calçada, foi interditado em 2009, tinha rachaduras do piso ao teto e não resistiu à forte chuva de segunda-feira (9/05/2016). Com três andares (térreo mais dois pavimentos) e cerca de dez metros de altura, o imóvel era usado como moradia, mas estava desocupado. Por causa do desmoronamento, a Secretaria-Executiva de Defesa Civil interditou sete residências do prédio vizinho, o Edifício Dora.

“Vamos derrubar o que sobrou do casarão e as sete famílias só poderão retornar aos apartamentos quando a situação estiver resolvida”, afirma a gerente-geral de Engenharia da Defesa Civil, Elaine Holanda. A demolição teve início às 18h30 da terça-feira (10). De acordo com ela, o prédio 187, conjugado com o 189 e também interditado, não sofreu danos porque o proprietário fez um reforço estrutural depois de ter sido acionado pelo município.

Com relação ao sobrado que desabou, Elaine Holanda disse que o proprietário não foi localizado. Ano passado, a Defesa Civil cercou o prédio com tapumes, que foram retirados por populares. Para Jacques Ribemboim, numa situação dessa Executivo, Judiciário, Ministério Público e sociedade deveriam identificar instrumentos jurídicos capazes de resolver o problema com mais rapidez, dando uso aos prédios históricos.

“É preciso agilizar as desapropriações e posterior leilão dos imóveis, estabelecendo que os novos compradores assumam o compromisso de cuidar do patrimônio histórico”, destaca o economista. O secretário de Planejamento Urbano do Recife, Antônio Alexandre, disse que a prefeitura está caminhando no sentido de fazer desapropriações com fins de interesse público, por ordem judicial, quando o proprietário não é localizado.
Fonte: http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cidades/geral/noticia/2016/05/11/predios-historicos-degradacao-e-abandono-no-centro-do-recife-235122.php

Traje



Traje Africano - Indumentária Tradicional Africana

O continente africano possui uma grande variedade de línguas, costumes e religiões. Trajes pinturas corporais, tecidos e adornos. São marcas da identidade de cada grupo. Os povos do continente africano costumam usar trajes, pinturas corporais, tecidos e adornos, conforme as identidades de seus devidos grupos. Geralmente as pinturas são usadas em cerimônias, para enfeitar o corpo ou para exibir o estilo de sua tribo, todas as pinturas tem um significado diferente.

A vestimenta africana tradicional é o traje usado pelos povos nativos do continente, por vezes substituída por roupas ocidentais introduzidas pelos colonizadores europeus. Ao nordeste da África, particularmente no Egito, a vestimenta foi influenciada pela cultura do Oriente Médio, como a Gellabiya presente nos países do Golfo. Contrariamente a noroeste onde a influencia externa foi menor, as roupas preservam as suas características próprias.

A Jellaba ou Gellabiya tem características semelhantes ao BouBou (pronuncia: bubu) e o Dashiki, embora menos estilizado do que esse. No Sahel esses trajes são bastante usados, porém não são os únicos. No Mali, por exemplo, usa-se o Bògòlanfini. O Dashiki é bastante ornamentado e guarnecido por uma gola em V. O Boubou é mais simples, mais ainda que o Jellaba, apesar das cores e padrões alcançarem grande beleza, especialmente entre os Tuaregues, conhecidos pela tintura com índigo.
A influencia ocidental chega através de roupas usadas revendidas no mercado africano. Essas "roupas de branco usadas" conhecidas por mitumba, são bastante comuns em algumas partes do continente. Ha muita polemica entorno delas. Os críticos consideram uma ameaça às manufaturas locais e queixam-se da exploração dos consumidores. Outros argumentam que essas roupas competem por preço baixando a qualidade dos produtos locais.

O fato é que estão disponíveis nas feiras e mercados, mesmo nos países que tentaram bani-las, o que aponta para o apetite por esse gênero mitumba. Porém prevalece o uso de roupa larga e clara, para adaptar-se ao clima quente, em qualquer tipo de roupa.

Indumentária Contemporânea
A vestimenta das mulheres africanas baseia-se, em grande parte, em panos ou cangas que enrolam no corpo como vestidos, cangas, capulanas, etc. São belos tecidos cuja padronagem e acabamentos são reconhecidos mundialmente. Os africanos, mais do que ninguém, falam através de seus panos.
Eu ando mais rápido do que minha rival, meu marido é capaz e seu pé, meu pé são algumas das expressões ditas por meio das famosas estampas figurativas impressas nos tecidos feitos naquele continente, principalmente em locais como Gana, Benin, Togo e Costa do Marfim (todos com a mesma matriz linguística e cultural, a Akan).

As africanas veem uma roupa Gucci ou Dior, copiam o modelo e dizem para o costureiro: quero um igual a este. Com uma vantagem: elas adaptam a roupa ao próprio gosto. O que importa não é se é Gucci ou Dior, e sim se o tecido é bom, se a roupa é bem-feita. Pois é: na África, o hábito de comprar um tecido e levá-lo para os profissionais que o cortam e costuram ao seu modo ainda é preservado, assim como foi comum em um Brasil não muito distante. Todos encomendam roupas, dos mais ricos aos mais pobres, diz a pesquisadora, informando que, entre os últimos, também é bastante comum à compra de roupas de segunda mão.

A prática de mandar fazer vestidos, saias e blusas é tão comum que, nas feiras-livres, veem-se homens e mulheres com máquinas de costura sentados no chão à espera de clientes que chegam com croqui na mão. Eles também têm catálogos com desenhos que são propostos pelas africanas, estas, como em outros países, bem mais propensas à moda do vestir do que eles.

Moda

A influência da cultura africana é estampada nas cores, formas e estilo da moda atual afro-brasileira. Isso pode ser observado na utilização de tecidos coloridos, tecidos africanos, ou mesmo agregando nessa moda, artefatos regionais, como a renda e o bordado. Falar de uma moda afro é tentar sintetizar parte de uma cultura muito rica e vasta. Construímos então uma moda afro-brasileira, onde a cultura regional também nos influencia. Um grupo é identificado pelas suas vestimentas, seus costumes, sua cultura. Criando assim um estilo próprio. A valorização desse estilo é resultado da nossa política de afirmação. Sim, moda também é uma ferramenta importante pra nossa identidade.

Exportamos para ruas, elementos da nossa religiosidade afro-brasileira, sem que pra isso perdessem seu valor sagrado, sendo preservados no seu espaço religioso. Isso é feito utilizando uma releitura dessas peças, como é caso por exemplo da utilização das batas. O nome é o mesmo, mas não é mesma bata que utilizamos nos momentos ritualísticos. Tem semelhanças de formas e cores. Podendo combinar essas batas não ritualísticas, com saias curtas ou mesmo com jeans do dia-dia.

Não se pode falar de moda afro ou afro-brasileira, sem citar umas das pioneiras desse segmento na Bahia, Saraí Reis, que vestia alguns integrantes do então Movimento Negro Unificado, recentemente, ela tem a loja Ifá Veste. Um dos trabalhos atuais dela como figurinista foi o figurino da peça Bença, do Bando de Teatro Olodum, por sinal lindíssimo. Contemporânea de Saraí é Goya Lopes, que criou a grife Didara. Goya utiliza nas suas coleções estampas com grafismos inspirados pela moda afro-brasileira. Sua exclusividade vem da técnica de aplicação dessas estampas no tecido de malha.

Atualmente, temos Mônica Anjos, Madá Preta, com a Negrif, Najara com a N´Black , Eu mesma em parceria com Edson Santos, com a Bettume e tantas outras, inovando e preservando nossas raízes. Pode até parecer paradoxal, mas é na verdade uma força que a moda afro-brasileira possui, saber respeitar suas referências, modernizando seus conceitos. Outra marca desse estilo é compartilhar um com outro, como se diz na gíria “tamu junto”.

Lembro que pra mim essas referências foram latentes e definiu meu caminho profissional, um fato curioso foi que eu fazia designer gráfico e iria me confirmar Makota* na religião do Candomblé. Uma amiga me apresentou Mônica Anjos, que fez minha roupa da confirmação, sim uma estilista fez minha roupa desse importante momento. E meu primeiro vestido pós-confirmação foi um branco de Goya Lopes. Mônica tinha acabado de ser formar em moda e conversando com ela pude ver que eu me identificava muito com a moda e que a moda estava mais perto do que eu podia imaginar.

A gente faz moda desde pequenininha(o). fonte: Wikipédia-Enciclopédia Livre *espécie de irmã mais velha que cuida da ritualistica e de elementos da Religião do Candomblé de origem Bantu. Jamille Sodré, Designer de Moda & Produtora de Moda.Sócia – Designer da Bettume, Moda de Estilo.

Fonte:  www.faecpr.edu.br

sábado, 13 de janeiro de 2018

O pensamento filosófico-feminista de Simone de Beauvoir

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Por Magda Guadalupe dos Santos*
Relidos de distintas angulações, como a ética, a política e a corporeidade, por pesquisadoras de várias partes do mundo (Sara Heinämaa, M. Luisa Femenías e Carla Rodrigues), os textos de Beauvoir desvelam uma fenomenologia da experiência e da condição das mulheres, em que se efetiva tanto a interlocução entre o Eu e o Outro, a corporeidade e a sexualidade, quanto a desconstrução identitária de um suposto sujeito feminino. O que resulta é uma filosofia feminista bastante atual, presente não apenas na sua mais conhecida obra, O segundo sexo, de 1949, como também no conjunto dos escritos de ficção e ensaios, nos textos autobiográficas e de memória.
A fenomenologia tradicional, de Husserl a Merleau-Ponty e Sartre, investiga o corpo vivido sempre enquanto experiências genéricas, no sentido de se identificarem certas estruturas fundamentais, apresentando uma perspectiva dita universal, numa dicção bastante masculina. Assim, a filosofia da primeira metade do século 20 não parece se destacar do pensamento tradicional, já que o sujeito masculino assume a voz da universalidade corpórea e essencial. Nesse contexto é que Simone de Beauvoir rompe com as bases tradicionais de pensar e fazer filosofia, ao adotar um ponto de vista feminino do corpo vivido, o que constitui uma autêntica fenomenologia da experiência de mulheres em sua especificidade de gênero, como afirma Sara Heinämaa.
Nos escritos de Beauvoir o termo que se usa como diferencial de experiências vividas entre mulheres e homens não é gênero, mas sexo. Entretanto, a filosofia feminista dos anos 1970 em diante reconhece as características de gênero que ela utiliza, dando início a duas correntes opostas, a da diferença sexual e a da teoria do gênero. Se a teoria da diferença sexual tem origem europeia e a teoria do gênero procede do ambiente anglo-americano, ambas são devedoras de O segundo sexo em seu entendimento do gênero como uma construção social e cultural. Desse prisma, o feminismo da diferença sexual, com Hélène Cixous, Luce Irigaray e Rosi Braidotti, considera o gênero como um conceito produzido e encerrado na ordem masculina e falogocêntrica da cultura patriarcal ocidental. O gênero é entendido como um produto cultural que se sobrepõe a um sujeito corporal previamente dado, ou seja, o gênero é um suplemento, um significado acrescentado corporeamente. Nesse sentido, o sexo seria um dado não acidental, autêntico, que permanece sem representação, ou seja, se faz representar somente como a falta de inscrição na linguagem e no domínio da ordem simbólica masculina, que impõe a lógica do mesmo, do uno, do ser, em face do outro, o negado, o subordinado: a mulher. O sexo feminino é assim o outro do Outro, escreve Irigaray, em Speculum de l’autre femme (1975).
No variado espectro da teoria de gênero, pensadoras feministas têm discutido, a partir de Beauvoir, com opções liberais, como as de Kate Millet, com alternativas igualitárias, como as de Betty Friedan, e, com elaborações que transcendem a marca do sexo, como em Monique Wittig e Judith Butler. De modo bastante crítico, Butler, especialmente em Gender trouble (1990), enfatiza as práticas sexuais acima da identidade de gênero ou sexual e separa sexualidades e gênero, de modo a revisar a opressão sobre elas exercida por outros elementos, inclusive o da regulação sexual, questionando as dissonâncias entre identidades de gênero e práticas sexuais.
Nesse debate atual sobre a problematização do gênero, a obra de Simone de Beauvoir permanece como ponto de interlocução e se abre a novas abordagens epistemológicas. Repensar o lugar dos feminismos nos discursos filosóficos atuais é o desafio que leva a novas indagações sobre as possibilidades de identidades generizadas. Se não há como destacar abstratamente “a mulher”, como falar de experiências de mulheres, individuadas e descritas por meio de uma situação de mulher? O que os escritos de Beauvoir realçam é justamente essa dimensão paradoxal constituída pela experiência das mulheres em geral, num mundo registrado pelos homens, autorizado pelos códigos e leis dos homens, abençoado pelas religiões e paradigmas masculinos.
É por Beauvoir saber transitar por uma expressiva variedade de gêneros, como os ensaios, os romances, o jornalismo político e textos autobiográficos, que uma multiplicidade de vozes é trazida para seu projeto filosófico, cabendo salientar que ela sempre se considerou apenas uma escritora. Dizer isso, contudo, não implica que abdique de abordar os vários contornos do mundo, as questões da vida real e os sexismos que perpassam teses e argumentos feministas.
Seu método de trabalhar a realidade é sem dúvida fenomenológico, buscando estar sempre consciente de seu entorno e de suas vivências, mas leva em consideração sua situação cultural e histórica como uma mulher francesa de meados do século 20. A interrogação inaugural de O segundo sexo é “o que é uma mulher?” E o pressuposto de experiência que ela assume é “eu sou uma mulher”. Centrando-se sempre numa moral da ambiguidade, em que se realça o apreço à vida e o questionamento de suas condições de possibilidade, Beauvoir traz para os debates feministas a dimensão fenomenológica de tornar-se mulher. Nesse sentido, ela tanto descreve a situação de “má-fé” enquanto um comportamento feminino que se lança à histeria, narcisismo, abandono e violências, resultando na assunção de um destino de “a mulher” e das mulheres como uma concepção social, quanto se vê ligada ao destino de todas as mulheres enquanto alguém que descreve a realidade, mas se percebe inserida no contexto situacional e contingencial de sua vida.
Beauvoir escreve em uma de suas obras de memória, Tout compte fait (1972): “Aprisionando-a em frases, meu relato faz de minha história uma realidade acabada que ela não é”. Seu projeto de vida se orienta, sobretudo, para o relato da vida, ato no qual sujeito e objeto temático se mesclam em unidades e interrupções; tal como um sujeito que registra o mundo e que nele se insere para experimentá-lo corporalmente enquanto uma mulher que discute igualdade e diferença, subjetividade e alteridade, cultura e suas determinações naturalizantes e assimétricas.
Levando em consideração sua influência nas correntes feministas, seu legado explicita-se como uma tensão dialética entre o singular e o universal, a situação histórica das várias mulheres em suas características de gênero, raça, etnia, classe social, participação política, vivência sexuais e corpóreas e as análises e teses feministas sobre igualdade e diferenças, opressão e alteridade. A partir de O segundo sexo, os feminismos puderam compreender que cada mulher passa por experiências individuais de opressão e de exclusão, a articulação dialética entre o geral e o particular desenhando o quadro valorativo das experiências vividas.
Contudo, como se mostra em O segundo sexo, a questão acerca do “que é uma mulher” e a afirmação de não neutralidade epistemológica diante dessa pergunta levam Beauvoir, nesta obra e nas memórias, a distinguir dois tipos de alteridade: aquela entre os iguais e uma outra entre os diferentes, entre os quais não há que falar em reciprocidade. É o traço dialógico de suas obras que torna possível à filosofia reconhecer aspectos dos feminismos e problematizá-los sob enfoques sempre renovados.
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A terça-feira (9) marcou os 120 anos de nascimento de Simone de Beauvoir
*Magda Guadalupe dos Santos é professora-adjunta de Filosofia e do curso de Direito da PUC-Minas

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Comidas do Nordeste

Prato Camarão Empanado

A culinária nordestina é forte, influenciada pelas condições geográficas-econômicas e principalmente pelas comidas africanas/portuguesas (apesar de holandeses, franceses e ingleses terem permanecido na região por um certo tempo).
Os pratos contém, geralmente, muitos vegetais, carne bovina e caprina, peixes e frutos do mar. Devido ao bioma da caatinga, os pratos adquiriram um sabor forte, apimentado e com alto teor calórico. Já no litoral do Nordeste,  receberam um sabor carregado, além de uma variedade de ingredientes e cores. Os frutos do mar se destacam, com a produção de bobó de camarão, moquecas de peixe ou moluscos e crustáceos.
A região é formada pelos estados:
  • - Sergipe (SE);
  • - Ceará (CE);
  • - Paraíba (PB);
  • - Alagoas (AL);
  • - Rio Grande do Norte (RN);
  • - Pernambuco (PE);
  • - Maranhão (MA);
  • - Bahia (BA);
  • - Piauí (PI).

Influências na Culinária Nordestina

Na Bahia e no Pernambuco, os pratos africanos fazem sucesso, por causa da escravidão dos negros. No estado baiano, as escravas africanas produziam as comidas típicas e pratos sagrados com alto significado religioso. Exemplo disso, existem o abará e o acarajé, vendido atualmente nos tabuleiros das baianas. Outros pratos populares estão o caruru e o vatapá. Os elementos principais da cozinha baiana são o azeite de dendê, o coco, a pimenta e o quiabo que são frequentemente adicionados às receitas.
Em Alagoas, prevalecem os pratos com frutos do mar. Já no Maranhão, com um forte contribuição dos portugueses, receberam pratos com temperos picantes e uma comida característica do estado. Os pratos oriundos de Portugal foram mantidos e perpetuados pela dona de casa portuguesa. Um exemplo, é a galinha ao molho pardo, feito com o sangue da ave, que deu origem a famosa galinha de cabidela. Outros pratos lusitanos estão o sarapatel e a buchada.

No sertão do Nordeste, devido ao clima, a carne-de-sol, feijão, milho, rapadura e pratos elaborados com raízes, como a mandioca são os mais populares. No interior, uma das tradições são as festas juninas que contribuíram com a produção de diversos pratos do festejo. Com danças típicas, músicas, brincadeiras e comidas típicas é uma festa que homenageia os santos populares e atualmente é comemorada em vários estados brasileiros. Nessa festa são produzidas comidas como milho cozido ou assado, canjica, cocada, pé de moleque, arroz-doce, cuscuz e pamonha.

Pratos Típicos do Nordeste

 Tapioca  Acarajé  Vatapá  Moqueca de peixe, ostra e camarão  Buchada de Bode  Baião de Dois  Macaxeira ("aipim ou mandioca" em outros lugares)  Mariscos e Moluscos  Lagosta  Fritada de siri  Paçoca (de carne)  Caruru  Carne-de-sol  Queijo Coalho  Cuscuz de Milho.
Alguns Pratos Populares

Tapioca

A tapioca ou beiju, é uma massa feita com goma originária da fécula da mandioca que foi criada pelos índios brasileiros (tupis-guaranis). Depois, os colonizadores foram dominando as técnicas dando origem a famosa tapioca.

Baião de Dois

Quando o povo nordestino passava por problemas devido a seca na região, a comida era escassa e era preciso guardar o necessário, sem que houvesse desperdício. Por isso, surgiu no Ceará, o Baião de Dois, uma mistura de arroz, feijão, carne seca e queijo coalho.

Acarajé

Receita de origem africana que teria surgido de acordo com uma lenda de Xangô e sua esposa Iansã. É um bolinho feito com feijão fradinho, sal, alho, cebola, gengibre frito no azeite de dendê e recheado com camarão seco temperado.

Moqueca

É um prato no qual é cozido peixe com azeite de dendê, leite de coco, pimenta e coentro.

Carne de Sol com Queijo Coalho

A carne de sol geralmente é consumida no Nordeste com pirão (feito de coalhada, leite, manteiga de garrafa, farinha de mandioca) e queijo coalho.

Paçoca de Carne Seca

É uma farofa criada com a mistura da farinha de mandioca, cebola e carne seca moída. Consumida, geralmente, com banana e baião de dois.

Sarapatel

É um prato criado com vísceras de porco, bode ou carneiro, cozida com o sangue do animal e recebe diversas variações pelos estados. Pode ser acompanhado de farinha e pimenta.

Vatapá

É um creme de tem diversas receitas. Geralmente, é feito com camarão, pão, farinha de rosca ou fubá, castanha de caju, pimenta, leite de coco, amendoim e azeite de dendê. É servido com recheio para o Acarajé.

Caruru

É um prato produzido com quiabo, camarão, azeite de dendê e temperos que são misturados à farinha de mandioca e caldo.

Aprenda a Fazer Receitas do Nordeste

Receita de Tapioca com Fécula de Mandioca

Ingredientes
  •  1 kg de fécula de mandioca
  • ⇒ 2 litros de água
Recheios
Coco e leite condensado:
  • ⇒ 200 g de leite condensado
  • ⇒ 200 g de coco ralado
Banana e queijo:
  • ⇒ 1 colher (sopa) de canela (pó)
  • ⇒ ½ xícara (chá) de açúcar
  • ⇒ 200 g de queijo (fatiado)
  • ⇒ 2 bananas
Modo de preparo
  1. Deixe a fécula de mandioca de molho por 2 horas em um recipiente;
  2. Depois de 2 horas, escorra a água e coloque a fécula sobre um pano (branco);
  3. Deixe secar por mais 2 horas, e depois passe por uma peneira;
  4. Coloque uma frigideira (sem untar) no fogo baixo, e com uma colher (sopa) coloque um pouco de massa (fécula de mandioca);
  5. Depois que a massa se espalhar, alise-a para ficar macia. Faça isso em média 3 minutos, ou até a tapioca ficar ligada (com ligas);
  6. Faça esse processo com toda a massa preparada.
Modo de Preparo dos Recheios para Tapioca
Coco e Leite Condensado: Espalhe o coco ralado sobre a tapioca e jogue em cima dele o leite condensado.
Banana e Queijo: Antes de colocar a banana na tapioca, é preciso fritá-la. Depois de fritas, coloque sobre o queijo (que já está sobre a tapioca) e depois acrescente o açúcar e a canela.

Receita de Macaxeira Gratinada à Moda Nordestina

Ingredientes
  • ⇒ 2 kg de Macaxeira
  • ⇒ 1 kg de carne seca
  • ⇒ 1 colher (sopa) de manteiga
  • ⇒ 1 copo de requeijão
  • ⇒ 2 cebolas (cortadas em fatias finas)
  • ⇒ 300 g de queijo coalho ou mussarela
Modo de Preparo
  1. Deixe a carne seca de molho, por volta de 2 horas, trocando sempre a água para tirar o excesso de sal;
  2. Cozinhe a carne em uma panela de pressão, até ficar macia. Depois desfie-a;
  3. Frite a carne na manteiga, junto com a cebola e se precisar coloque o sal também;
  4. Amasse a macaxeira (cozida), tire os fiapos e misture com requeijão;
  5. Em uma travessa, coloque uma camada da mistura de macaxeira com requeijão e depois a carne acebolada. Depois cubra a carne com outra camada de macaxeira e por cima coloque o queijo fatiado;
  6. Leve ao forno para gratinar.

Receita de Paçoca de Carne

Ingredientes
  • ⇒ 1 kg de carne-de-sol magra
  • ⇒ 1 cebola (picada)
  • ⇒ 1 xícara (chá) de farinha de mandioca
  • ⇒ ½ xícara (chá) de manteiga
  • ⇒ óleo
Modo de Preparo
  1. Deixe a carne de molho, trocando a água sempre para tirar o sal;
  2. Asse a carne na brasa, ou frite no óleo. Depois desse processo, deixe esfriar;
  3. No processador, coloque a carne em pequenas porções junto com a farinha;
  4. Depois de processar toda a carne, junte e leve ao fogo com a cebola e a manteiga.

Receita de Acarajé

Ingredientes
  • ⇒ 500 g de feijão fradinho (cru)
  • ⇒ 500 g de cebola (picadas)
  • ⇒ 500 ml de óleo
  • ⇒ 500 ml de azeite de dendê
  • ⇒ 150 g de camarão seco
  • ⇒ 2 xícaras (chá) de vatapá
Modo de Preparo
  1. Em um processador, coloque os grãos de feijão e bata para quebrá-los. Cuidado para não esmigalhar, bata apenas por alguns segundos;
  2. Coloque os feijões em recipiente com água, cubrindo-os. Deixe de molho por 12 horas;
  3. Depois, com uma colher, vá retirando as cascas que se desprendem dos caroços de feijão. Lave os feijões;
  4. No processador, junte a cebola e o feijão. Bata por mais ou menos 3 minutos, até obter uma pasta lisa e uniforme;
  5. Coloque a pasta em uma panela funda. Pegue uma colher de pau e bata a massa, até que aumente o seu volume;
  6. Em outra panela, coloque o óleo, azeite de dendê, cebola e leve ao fogo;
  7. Com duas colheres de sopa, modele os acarajés até que a massa fique com formato de bolinho;
  8. Coloque esses bolinhos no óleo bem quente e deixe fritar;
  9. Depois de retirar os bolinhos do óleo, corte-os ao meio, recheie com vatapá e camarão seco.

Fonte: COMIDAS TIPICAS