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CPC/RN PROMOVEU A I NOITE DAS HOMENAGENS EM NATAL

 Foto: Mesa de abertura, homenageados e Eduardo Vasconcelos-CPC/RN  Eduardo Vasconcelos - Presidente do Centro Potiguar de Cultura - ...

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Se eu fosse o juiz e o juiz fosse o réu


(25 perguntas para Moro)
Renan Araujo

1. Qual sua participação no arquivamento na operação do Banestado (contas CC-5)?

2. Por que fez acordo com Youssef, o deixou solto, e fez acordo com ele, novamente, mesmo ele não tendo cumprido o primeiro?

3. Por que condenou Youssef há 100 anos e ele já está solto?

4. Por que Paulo Roberto Costa, Cerveró, Fernando Baiano estão "soltos" e desfrutando de suas furtunas, tendo devolvido apenas parte do dinheiro desviado?

5. Por que Vaccari continua preso, mesmo inocentado?
6. Por que nenhum tucano preso até hoje, apesar de provas e mais provas?

7. Por que condenou Lula em assunto diverso da denuncia do MPF, no caso triplex?

8. Por que condenou Lula sem provas?

9. Por que manteve Dona Marisa no processo, apesar de morta?

10. Por que mantém ocultos à defesa de Lula, documentos que constam no processo e que podem ter sido adulterados?

11. Quem custeia suas viagens ao exterior e como elas são possíveis em dias de trabalho habituais e obrigatórios?

12. Como compatibiliza suas atividades de juiz às de professor da Universidade de Maringá?

13. Qual a relação de sua esposa com a APAE nacional e a história do desvio de dinheiro das emendas parlamentares?

14. Como o dinheiro de Tacla Duran foi parar na conta de sua esposa, mesmo o Sr. afirmando tratar-se de um bandido?

15. Por que o Sr. absolveu Claudia Cunha, mesmo tendo provas?
16. Por que o Sr. absolveu a esposa de Cabral, mesmo tendo provas?

17. Por que divulgou grampos ilegais da Presidenta da República na Rede Globo?

18. Por que o Sr. é o principal palestrante dos eventos da LIDE, empresa pertencente ao corrupto João Dória, prefeito de São Paulo?

19. Por que o Sr. participou de eventos e fez fotos com Aécio, Serra, Temer, Pedro Taques, mesmo sabendo de denuncias de corrupção contra esses políticos tucanos ou peemedebistas?

20. O Sr. ainda procura uma prova contra Lula, ou suas convicções já são suficientes para condená-lo outras vezes?

21. Seu amigo Zocolotto, padrinho de seu casamento, é mesmo uma pessoa honesta?

22. O que o Sr. sente, sabendo que quebrou a industria pesada e de ponta do Brasil e provocou centenas de milhares de desempregados?

23. Gostou do filme "A Lei é para Todos"?

24. A lei é realmente para todos?

25. O Sr. acredita que realmente combate a corrupção?

Por Renan Araujo
Fonte: ajusticeiradeesquerda.blogspot.com.br
Em 25 de setembro de 2017

Flecha contra bala: livro resgata histórias de resistência indígena

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“Somos indígenas e muitos perguntam quem são os indígenas. Nós, indígenas, somos os guardiões da História. Em nossa memória guardamos todas as cores, todos os rumos, todas as palavras e todos os silêncios… Vivemos para que a memória viva não se perca. Nós, indígenas, somos aqueles que, tendo como base a cor da terra que somos, pintamos as primeiras das muitas cores que vivem no mundo. Somos nós, indígenas, que apontamos o tempo do qual viemos, vivendo hoje o nosso passado, para que não se perca e para que não nos percamos.” O trecho da Carta Zapatista, escrita no México, em 2001, abre o livro Histórias da Resistência Indígena – 500 Anos de Luta (Editora Expressão Popular), escrito pelo indigenista e doutor em Ciências Sociais Benedito Prezia.
Com 208 páginas, a obra é dividida em cinco partes: Os primeiros contatos, A conquista portuguesa, Do período pombalino à independência, Do Império brasileiro à 1ª República e As lutas atuais. Com textos curtos e vigorosos, o livro enfoca os mais de 500 anos de resistência dos povos indígenas sob o ponto de vista deles. Se a narrativa começa ‘amistosa’, com a chegada dos portuguesas, aos poucos o clima começa a ficar tenso: os conflitos litorâneos, a conquista do Nordeste, a violência do período bandeirista, as lutas na Amazônia e Centro-Oeste até chegar aos conflitos atuais.
“A conquista da América foi palco de um grande genocídio, talvez o maior da História. Poucos historiadores tiveram a lucidez e a coragem de Tzvetan Todorov, que escreveu que ‘se a palavra genocídio foi alguma vez aplicada com precisão a um caso, então é esse. É um recorde, não somente em termos relativos (uma destruição da ordem de 90% ou mais), mas também absolutos, já que estamos falando de uma diminuição da população [indígena] estimada em 70 milhões de seres humanos. Nenhum dos grandes massacres do século XX pode comparar-se a essa hecatombe'”, destaca o texto de apresentação.
Para o autor, era importante resgatar essas lutas e evidenciar que os indígenas não aceitaram passivamente o genocídio, ao contrário do que diz grande parte dos livros de história: “Desde 1986, quando estava no Conselho Indigenista Missionário (Cimi), procurava descobrir a trajetória de luta desses povos. Fala-se muito em genocídio, como se esses povos tivessem aceitado passivamente a conquista, sendo mortos como formigas. A maior parte dos livros que trata da história indígena enfoca muito sobre os massacres e a escravização indígena, trazendo pouco das lutas de resistência. Fora a Confederação dos Tamoios e da chamada Guerra dos Bárbaros, pouco se conhece. A história real da resistência e da luta desses povos também continua desconhecida. O nome correto e real desses povos, a descrição dos personagens, das datas e dos locais onde os fatos se sucederam são, em geral, ignorados pelos brasileiros”, afirma.
Entre os textos, um deles, Maninha Xukuru-Kariri, Grande Guerreira, traz um recorte de gênero. Prezia destaca a história de Etelvina Santana da Silva, mais conhecida como Maninha Xukuru-Kariri, que sempre acompanhou a luta de seu povo pelo direito à suas terras, em Alagoas. Ela era a única mulher na comissão da Articulação dos Povos Indígenas do Nordeste, Minas e Espírito Santo (Apoinme), em 1995, e a primeira que levantou a questão de gênero entre as lideranças. É sua trajetória que encerra o livro que já está à venda nas livrarias e no site da Editora Expressão Popular.
Inspirado pelo formato de Memórias de Fogo, de Eduardo Galeano, Benedito Prezia levou mais de nove anos para fazer este resgate histórico. “Foi um trabalho de garimpagem, pois não é fácil descobrir essas lutas, pois a história é sempre escrita pelo vencedor. Em algumas áreas não consegui encontrar nada mais específico, como foi o caso do Acre. Isso não significa que não houve lutas, mas que elas ou não foram escritas ou que eu não as identifiquei”, aponta Prezia, também autor de Esta Terra Tinha Dono, com co-autoria de Eduardo Hoornaerte, e Brasil Indígena, 500 Anos de Resistência.
Inicialmente, Histórias da Resistência Indígena – 500 Anos de Luta foi pensado para as lideranças indígenas e professores das escolas indígenas, “que precisam conhecer a própria história, pois, muitas vezes, ficam dependentes de publicações oficiais que não têm esse enfoque”, pontua o autor. “Outro público que pensei foi o da militância. Estamos num momento político de refluxo e a gente percebe que muitos jovens, mesmo em nível acadêmico, vivem uma desesperança e têm um desconhecimento muito grande dessa história de luta. Espero também que meu livro possa ser também utilizado no meio acadêmico, embora não seja um livro acadêmico. Os livros acadêmicos geralmente ficam restrito às universidades e aos pesquisadores e não chega ao grande público. Mesmo assim tive a preocupação de colocar sempre as referências e as fontes”.
Fonte: Rede Brasil Atual

Japão deve refletir sobre sua história de invasão, dizem estudiosos

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Tropas japonesas capturaram a Ilha de Hainan da China em 1939 e usaram-na como uma base de operações para a invasão da China e do Sudeste Asiático. O exército japonês também cometeu várias atrocidades na ilha, incluindo assassinatos, estupros e a queima de aldeias.
Sato começou a estudar a história da invasão militar do Japão de seus vizinhos na década de 1970 e gradualmente aprendeu sobre as atrocidades cometidas pelos militares japoneses na ilha de Hainan.
Para saber mais sobre esta parte da história, Sato fundou um grupo civil e juntamente com seus companheiros estudiosos, decidiu visitar a Ilha de Hainan para coletar testemunhos de moradores locais.
“Nós precisamos ir aos lugares onde as atrocidades aconteceram e ouvir os testemunhos das vítimas, porque nosso governo apagou todas as evidências e registros aqui sobre esses crimes de guerra,” disse Sato.
Desde 1998, Sato e os membros de seu grupo civil visitaram a ilha de Hainan mais de 30 vezes e entrevistaram mais de 200 pessoas, principalmente familiares das vítimas das atrocidades japonesas.
Apesar de ficarem chocados com os crimes de guerra cometidos pelo Japão, eles também estão preocupados com a atual situação da maioria dos jovens japoneses hoje em dia, que não têm conhecimento suficiente da história da guerra, devido à iniciativa do governo japonês de apagar a história.
Hidemaru Saito, um membro do grupo de Sato, disse que, para alguns japoneses, a história da guerra é uma história do Japão sofrendo com o bombardeio nuclear e ataques aéreos, e consideram que o país foi uma vítima, e não o agressor.
Sato disse que muitos grupos civis no Japão agora estão tentando falar às gerações mais jovens sobre a verdadeira história “sob pressão do governo, embora os jovens têm muito poucas oportunidades para aprender sobre as verdades históricas, estas oportunidades ainda sim existem.”
Kim Jung-Mi, uma estudiosa coreana que também faz parte do grupo civil de Sato, disse que o Japão tem escondido a verdade histórica sobre a guerra, e as gerações que realmente conhecem a verdade estão envelhecendo.
“Temos que gravar essas memórias na história e passar para as próximas gerações,” disse ela.
“Se eu fosse um chinês, como eu poderia confiar em um Japão que nega o Massacre de Nanjing e o fato de que o Japão invadiu também outros países? (…) O primeiro passo (para construir a confiança mútua) é admitir sua história,” disse Sato.
Fonte: Xinhua

PRESIDENTE DO CPC/RN ENTREGA DIPLOMA DE HONRA AO MÉRITO A SINDICALISTAS E AO PROFESSOR ADILSON GURGEL

 Presidente do CPC/RN, Eduardo Vasconcelos entrega Diploma de HONRA AO MÉRITO ao Presidente da FETARN, Manoel Cândido
 Advogado e assessor jurídico da FETARN, MARCOS GEORGE recebe das mãos do Eduardo Vasconcelos - CPC/RN
 Eduardo Vasconcelos - CPC/RN, entrega aos Coordenadores do SINTE/RN: Rômulo, Simonete e José Teixeira o Diploma ai Mérito
 Eduardo entrega ao Coordenador do SINTE/RN, José Teixeira o Diploma ao Mérito
 Coordenadora do SINTE/RN recebe em nome de FÁTIMA CARDOSO, o Diploma de Honra ao Mérito das mãos de Eduardo Vasconcelos - CPC/RN
 Coordenador Geral do SINTE/RN, Rômulo recebe o Diploma de Honra ao Mérito das mãos de Eduardo Vasconcelos
 Coordenadores do SINTE/RN: Rômulo, Simonete Almeida (Diretora de Organização da Capital) e José Teixeira exibem os Diplomas de Honra ao Mérito do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN
Eduardo Vasconcelos, presidente do CPC/RN entrega Diploma ao Mérito ao advogado, Adilson Gurgel de Castro

Hoje (25), o presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, entregou Diplomas ao Mérito a sindicalistas e ao professor da UFRN, Adilson Gurgel de Castro, ex presidente do Conselho Estadual de Educação - CEE/RN e ex presidente da OAB/RN, Dr. Adilson Gurgel, Dr. Marcos George, assessor da FETARN e Manoel Cândido, presidente da FETARN, que contribuem para os avanços e conquistas nas áreas culturais e educacionais no Estado do Rio Grande do Norte.

Eduardo Vasconcelos, presidente da entidade promotora, em suas palavras enfatizou que, “Aquele momento servira para reconhecer as personalidades, das diversas áreas ali representadas, que contribuíram incisivamente para fomentar as ações desenvolvidas pelo CPC/RN durante estes 7 anos no estado do Rio Grande do Norte e além fronteiras potiguares. Reconhecer quem sempre esteve e estar nas lutas constantes na defesa de direitos e resgate da cultura potiguar, é o reconhecimento dos valores que todos tem. São justas essas singelas homenagens!", concluiu, Eduardo Vasconcelos.


domingo, 24 de setembro de 2017

FRENTE NEGRA BRASILEIRA



Criada em outubro de 1931 na cidade de São Paulo, a Frente Negra Brasileira (FNB) foi uma das primeiras organizações no século XX a exigir igualdade de direitos e participação dos negros na sociedade brasileira. Sob a liderança de Arlindo Veiga dos Santos, José Correia Leite e outros, a organização desenvolvia diversas atividades de caráter político, cultural e educacional para os seus associados. Realizava palestras, seminários, cursos de alfabetização, oficinas de costura e promovia festivais de musica.

Foi um movimento social que ajudou muito nas lutas pelas posições do negro. Existiam diversas entidades negras. Todas essas entidades cuidavam da parte recreativa e social, mas a Frente veio com um programa de luta para conquistar posições para o negro em todos os setores da vida brasileira. Um dos seus departamentos, inclusive, enveredou pela questão política, porque nós chegamos à conclusão de que, para conquistar o que desejávamos, teríamos de lutar no campo político, teríamos de ter um partido que verdadeiramente nos representasse. A consciência que existia na época eu acho que era muito mais forte que a que existe agora. 

Quando o negro sente uma pressão, quando qualquer agrupamento humano sente uma pressão, procura um meio de defesa. A pressão era tão forte que muitos jornais publicavam: “Precisa-se de empregado, mas não queremos de cor". Havia alguns movimentos também no interior, principalmente nos lugares em que os negros não passeavam nos jardins, mas na calçada. Muitas famílias não aceitavam, inclusive, empregadas domésticas negras; começaram a aceitar quando se criou a Frente Negra Brasileira. Chegou-se ao ponto de exigir que essas negras tivessem as carteirinhas da Frente, e dessa forma, muitas entidades

de negros que cuidavam de recreação filiaram-se à Frente Negra. E existiam diversas sociedades em São Paulo e pelo interior afora. Por isso a Frente cresceu muito, cresceu de uma tal maneira que tinha delegação no Rio de Janeiro, na Bahia, no Rio Grande do Sul, em Minas Gerais , chegado a aproximadamente cem mil integrantes em todo o país.   Em sua sede na rua da Liberdade, n. 196, funcionava o jornal O Menelik, órgão oficial e principal porta-voz da entidade, sucedido pelo O Clarim d’Alvorada, sob a direção de José Correia Leite e Jayme de Aguiar.

Se liga na historia - Dirigida por afro-brasileiros que tinham superado a barreira do analfabetismo e se tornado professores, a Frente teve de lidar com diversas contradições. Seu primeiro Presidente, Arlindo Veiga dos Santos, era patrianovista, isto é, monarquista, e, embora sempre afirmasse que essa sua posição não interferia em seu papel como frentenegrino, as maiores críticas à Frente e muitas das cisões que surgem derivam dessa postura e da linha autoritária que a diretoria teria imprimido à Frente, com a formação, por exemplo, de uma milícia. Logo no seu início, o grupo do jornal Clarim da Alvorada, de José Correia Leite, rompeu com a Frente Negra. Na Revolução de 1932, ela decidiu por se manter neutra, não aderindo à luta empreendida pelos paulistas. No entanto, houve uma cisão e de dentro da Frente saiu um grupo que formou a Legião Negra para lutar ao lado dos paulistas.

A FNB ganhou adeptos em todo o país, inclusive os jovens Abdias Nascimento e Sebastião Rodrigues Alves. Seguindo o propósito de discutir o racismo, promover melhores condições de vida e a união política e social da “gente negra nacional”.
No campo da atuação política, a FNB ressaltava a importância de o negro superar a condição de cabo eleitoral, uma condição subalternizada que reforçava e ajudava a perpetuar a subalternidade de sua inserção na sociedade como um todo. Assim, a FNB incentivava o lançamento de candidaturas políticas negras. A entidade chegou a se organizar como partido político. Logo em seguida, em 1937, o Estado Novo de Getúlio Vargas fechou todos os partidos e as associações políticas, aplicando um duro golpe na Frente Negra Brasileira, que foi obrigada a encerrar suas atividades.

Para conhecer mais sobre a Frente Negra Brasileira, sugerimos a leitura do livro Negros e Política: 1888-1937, do historiador Flávio Gomes, publicado pela Zahar Editora. Além da dissertação de mestrado da historiadora Maria Claudia Cardoso Ferreira, sob o título Representações Sociais e Práticas Políticas do Movimento Negro Paulistano: as trajetórias 
de Correia Leite e Veiga dos Santos (1928-1937)
É importante ressaltar e lembra nossa historia porque quase nunca o protagonismo afro-brasileiro é lembrado de forma positiva ao longo da história. A nós os relatos oficiais geralmente reservam o papel de coadjuvantes nos grandes eventos, especialmente naqueles que ajudam a definir a situação sociopolítica do país. 

Quando não nos dão esse papel, tentam desqualificar nossa luta rotulando-a de diversas maneiras negativas.-Mais lembre-se o protagonismo do negro ao longo da história foi e é muito intenso, grandioso e corajoso em suas diversas formas.

Um afro abraço.
Claudia Vitalino.

Fonte: Historiadora Claudia Vitalino/Unegro Formação

Arte, uma das formas de resistência

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Além de artistas, várias instituições culturais se posicionaram contra as ações do presidente Trump. O MoMA chegou a retirar das paredes quadros do seu acervo permanente e no seu lugar expôs trabalhos de artistas de nações muçulmanas (Irã, Iraque, Síria, Líbia, Somália e Sudão), cujos cidadãos entraram para a lista de barrados. Saíram do quinto andar Picasso, Matisse e Picabia; entraram, quase numa provocação, obras da arquiteta iraquiana Zaha Hadid e do pintor sudanês Ibrahim el-Salahi, entre outros.
Em entrevista, o sociólogo Miguel Chaia comenta que ficou surpreso com o posicionamento do museu. “Por funcionarem dentro da ordem, as instituições tendem a agir como elementos de controle. Normalmente são os artistas e não os museus que protestam. Mas existem momentos de exceção como esse do MoMA”.
Arte e Resistência 
Essa grande quantidade de manifestações trouxe à tona novamente a ideia do lugar da arte como um espaço de resistência. Isso esteve presente em inúmeros momentos da história. Em entrevista à revista, a psicanalista Suely Rolnik afirma que a arte pode ser uma forma de militância e servir como veículo para uma mensagem política.
No entanto, há uma dimensão mais profunda que ­Rolnik chama de potência política da arte. “Na sociedade ocidental capitalista e colonizada, nós perdemos o contato com os conhecimentos tradicionais e com a potência criadora da natureza. Por conta disso, a única atividade humana na qual é possível manter essa germinação é a arte.” Para a psicanalista, a resistência está, portanto, no próprio ato de criação.
Rolnik ressalta que, ainda assim, com a consolidação do neoliberalismo, na década de 1980, o capital começa a se apropriar até mesmo da arte. “Hoje o capital tem uma inserção muito mais sutil e perversa do que anteriormente. Porque ele se alimenta da própria força de criação e nesse sentido a arte levou uma porrada. Quando a comunidade artística se deu conta, começou uma grande movimentação que permanece até hoje.”
Chaia concorda que no momento prevalece um tipo de produção que se aproxima do ativismo. “A relação entre a arte e a política depende do momento histórico. Com a ascensão de Trump e mesmo a de Temer, presenciamos uma politização da arte. Hoje, o artista ganha força como ativista e cidadão que atua no espaço público.”
Para o pesquisador, a diferença é que, em períodos anteriores, as críticas sociais e políticas estavam implícitas nas próprias obras. “Hoje, a resistência está muito mais no ativismo do que nos trabalhos em si. Quando o artista fala ‘Fora Temer’, ele não está produzindo um objeto estético, é um movimento. Há poucas produções que tratam disso.”
Chaia acredita que essa transformação não é boa nem ruim, sendo reflexo de uma nova conjuntura. “Hoje há uma urgência em se expressar, as coisas acontecem muito rápido, não é como no caso de Guernica, de Picasso, que era uma resposta a uma guerra longa.” Ele também cita as redes sociais como importante ferramenta de mobilização, permitindo que as pessoas tomem posições rapidamente. “Mesmo com a ascensão de políticos como Trump, não há censura e ainda há espaço para as pessoas se manifestarem. Antes, a crítica (de artistas) a um contexto político tinha que ser feita na própria obra, não havia outra forma.”
Outro fator apontado pelo pesquisador é a emergência de diversos coletivos de artistas: “não é mais o tempo de uma vanguarda que aponta para uma única direção, são vários grupos que se manifestam”.
Rolnik também comenta essa nova conjuntura: “Desde os anos 1990, o ativismo foi se distanciando da militância tradicional e incorporando novas formas. Isso se dá em vários setores, inclusive na arte. Hoje o ativismo e a arte estão interligados. Já não é mais como nos anos 60, quando de um lado ficava a prática cultural e, do outro, a militância”.
Chaia ainda pontua que é cada vez mais difícil definir o que é a arte ou a política. “São conceitos polissêmicos, não é possível fazer uma definição fechada. E o interessante é que, hoje, assim como a arte se aproxima da política, também acontece o inverso. Doria, por exemplo, está fazendo performances ao se vestir de gari. E, mais ainda, quando ele lança o programa Cidade Linda, há toda uma concepção de estética, do belo, que tem um sentido muito perigoso e autoritário”, afirma.
Fonte: Brasileiros

Rock in Rio 2017 cumpre lei da Identidade Jovem

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Maior festival de música do Brasil, o Rock in Rio aceitou, na atual edição, a ID Jovem, documento que concede o benefício da meia-entrada a pessoas com deficiência e jovens de 15 a 29 anos em situação de carência.
Contida na lei 12.933, a ID Jovem é um documento destinado a jovens pertencentes a famílias com renda mensal de até dois salários mínimos, estudantes ou não.
Para garantir o documento, é necessário baixar o aplicativo ID Jovem no celular e preencher o cadastro. Também é possível solicitar o documento por meio do site da Caixa Econômica Federal.
Lançado no fim do ano passado, o documento já contabiliza 278,1 mil emissões. Para garantir a legitimidade da identidade na entrada de eventos, o programa disponibiliza um aplicativo exclusivo para que a produção do evento valide o código contido no documento.
Fonte: Portal Brasil, com informações da Secretaria Nacional da Juventude

“O velho e o mar”, a redenção literária de Ernest Hemingway

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Por Paulo Henrique Pompermaier
As constatações de que se tratava de um romance muito emocional, estático e sem a precisão estilística característica de Hemingway magoaram o autor, que então se dedicou a escrever sua “obra-prima”. No ano seguinte, junto com os originais de O velho e o mar (1952), ele enviou um bilhete ao seu editor, em que dizia: “Eu sei que isso é o melhor que posso escrever na minha vida toda”.
Hemingway não estava enganado. Publicado há 65 anos, no dia 1º de setembro de 1952, O velho e o mar garantiu o Pulitzer ao autor em 1953 e, no ano seguinte, o Prêmio Nobel de Literatura. “É um consenso crítico que O velho e o mar pode ter sido o ‘canto do cisne’ de Hemingway, sua obra-prima depois de um longo período sem boas recepções”, afirma Daniel Puglia, professor do Departamento de Língua Inglesa da USP.
Último romance do autor publicado em vida, a narrativa é centrada na história de Santiago, um velho pescador cubano. Após 84 dias sem conseguir uma presa, mas instado por um jovem companheiro a continuar tentando, o velho pesca um descomunal peixe Marlim de quase 700 quilos. Depois de horas de luta, Santiago consegue atracar a pesca em seu barco e parte para a costa cubana. Ao chegar em terra, constata que o peixe fora devorado no trajeto, sobrando apenas sua carcaça.
Apesar da brevidade narrativa, a história do velho Santiago tem sido interpretada como uma metáfora do processo artístico do autor e, em última instância, da própria condição humana. “A obra é vista como uma alegoria da dificuldade de alcançar o almejado, o sonho do que seria uma grande obra, reconhecida pelos outros”, afirma Puglia. “Ao mesmo tempo, é uma realização cheia de dor, cheia de pavor, de percalços, do medo de chegar na praia e só encontrar o esqueleto da obra”.
No plano existencial, O velho e o mar seria uma metáfora de uma vida de riscos, de investimentos que, no final, resultam em solidão ao lado de uma carcaça sem valor. Para o tradutor e doutor em linguística pela USP, Caetano Galindo, trata-se de um texto no qual “cabe de fato um mar, um sem fim de possibilidades e sentimentos em torno de uma história simples, direta”. O próprio Hemingway, no entanto, negava essas interpretações alegóricas. “O mar é o mar. O velho é um velho. Todo simbolismo do qual as pessoas falam é besteira”, escreveu em uma carta ao crítico Bernard Berenson.
Independentemente de simbolismo, as relações autobiográficas contidas no livro são latentes: Santiago provavelmente foi inspirado em Gregorio Fuentes, amigo do autor e capitão do seu barco de pesca, Pilar. Como o personagem, o companheiro de pesca do escritor era experiente, magro, tinha olhos azuis e nasceu nas Ilhas Canárias.
Nesse sentido, é possível que O velho e o mar reflita os últimos anos de vida de Hemingway, marcados pela paixão que nutria por Cuba: o autor de O sol também se levanta (1926) mudou-se para uma fazenda a 25km de Havana em 1939, com a terceira esposa, a jornalista e escritora Martha Gellhorn, e os 12 gatos do casal. Escalado para cobrir a Segunda Guerra Mundial, ele passou metade da década de 1940 vivendo na Europa, mas voltou à ilha em 1946, dessa vez com a sua quarta esposa Mary Welsh, também jornalista e escritora.
Lá viveram até 1959, quando a eclosão da Guerra Fria e o rompimento entre Cuba e Estados Unidos obrigaram a família do escritor a se mudar para seu país de origem. Em entrevista ao The New York Times em 1999, o filho do escritor, Patrick Hemingway, relatou que deixar Cuba foi um dos motivos da depressão do pai, que culminou em seu suicídio em 1961.
A influência de Cuba em Hemingway não foi menor que a do escritor na ilha. Seus livros são vendidos em lojas oficiais do governo, seu nome batiza drinks, sua fazenda se tornou um museu e os descendentes do velho Fuentes costumam levar turistas para passear no antigo barco do autor.
Para além dos aspectos biográficos e alegóricos, a obra ainda guarda uma grande atualidade, na opinião do escritor, jornalista e crítico literário José Castello. “O romance trata da solidão – e, apesar da alta tecnologia que nos conecta, nunca estivemos tão sozinhos. Trata de uma luta desesperada. Num tempo de guerras, êxodos forçados e ameaças atômicas, também o desespero exige de nós uma grande abnegação”, afirma. “Trata, enfim, da experiência da derrota, e num país que se desmonta, num mundo que parece prestes a explodir, poucas vezes nos sentimos tão vencidos.”
Fonte: Revista Cult

sábado, 23 de setembro de 2017

CPC/RN PROMOVEU A I NOITE DAS HOMENAGENS EM NATAL

 Foto: Mesa de abertura, homenageados e Eduardo Vasconcelos-CPC/RN
 Eduardo Vasconcelos - Presidente do Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, Claudio Lima e imagem da mesa de abertura
 Manoel Euflausino - SINTEST/RN
 ANDREIA JANE - ADUERN
 Reitor do IFRN, professor Wyllys Tabosa
 Ex prefeito de Nova Cruz, CID ARRUDA
 Egídio Jr - SINDSAÚDE/RN
 ANDREIA JANE - ADUERN
 Dr. CID ARRUDA
 Deputada Federal, ZENAIDE MAIA
 EDINALDO GOMES - SENALBA/RN
 Radialista, CLAUDIO LIMA
 JOSÉ ALVES (Biró) - SINTAMACOMM
 Assessor da Sen. FÁTIMA BEZERRA, Fábio Henrique
 MANOEL EUFLAUSINO - SINTEST/RN
 Sandoval Lopes - HOTELEIROS-RN
SANTINO ARRUDA - SINAI-RN
MOACIR SOARES - Dirigente da CTB/RN recebendo do Eduardo Vasconcelos, Diploma de HONRA ao MÉRITO

Aconteceu na noite da sexta feira, 22, no auditório do IFRN, na Cidade Alta em Natal, a I NOITE DAS HOMENAGENS promovida pelo Centro Potiguar de Cultura – CPC/RN, em que foram agraciados com Certificado de Honra ao Mérito vários líderes sindicais, lideranças políticas e artistas, marcando as justas homenagens a aqueles que direta ou indiretamente apoiaram ou promoveram ações culturais no nosso estado.

A solenidade foi presidida por Eduardo Vasconcelos, presidente do CPC/RN e teve como participantes da Mesa de Honra: O Sr. Fábio Henrique, representante da Senadora Fátima Bezerra, a Deputada Federal Zenaide Maia, a representante da ADUERN, Andréia Jane, o Sr. Manuel Euflasino do SINTEST, Santino Arruda do SINAI/RN, e do Professor Willys Abel Farkatt, reitor do IFRN.

Eduardo Vasconcelos, presidente da entidade promotora, em suas palavras enfatizou que, “Aquele momento servira para reconhecer as personalidades, das diversas áreas ali representadas, que contribuíram incisivamente para fomentar as ações desenvolvidas pelo CPC/RN durante estes 7 anos no estado do Rio Grande do Norte e além fronteiras potiguares”.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

É HOJE (22) NOSSA I NOITE DAS HOMENAGENS!!!

IFRN será palco da I NOITE DAS HOMENAGENS - CAMPUS - CIDADE ALTA - NATAL

Hoje (22) de setembro ás 19:30 no Auditório do IFRN - Campus da Cidade Alta - Natal/RN, o Centro Potiguar de Cultura - CPC/RN, realizaremos a I NOITE DAS HOMENAGENS, cuja finalidade é reconhecer através de DIPLOMA DE HONRA AO MÉRITO, entidades de classes, artistas culturais e políticos que tem serviços prestados de forma direta ou indireta apoios as iniciativas do CPC/RN, bem como promoveram e com certeza continuarão promovendo mais ações em defesa e resgate da CULTURAL BRASILEIRA!

Os agraciados foram escolhidos na reunião dos dirigentes do Centro Potiguar de Cultura – CPC/RN, realizada dia 11 de julho do ano em curso, cuja pauta foi APROVAÇÃO de nomes de personalidades ilustres que atuam na política e nos movimentos sociais, entre eles o sindical, educacional e cultural.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Não há cura para o que não é doença!

Decisão judicial permite que psicólogos possam tratar homossexualidade como doença 
Há alguns dias, uma notícia tomou conta do assunto de milhares de pessoas nas redes sociais e rodas de conversas: a “cura gay”. Pois é, em pleno século XXI, volta-se à tona a discussão de tratamento para a homossexualidade. A liminar concedida pelo juiz federal Waldemar Cláudio de Carvalho, da 14ª vara do Distrito Federal, na última sexta-feira (15), permite que psicólogos possam tratar gays e lésbicas como doentes e fazer terapias de "reversão sexual", sem que sofram censura.
Em 1999, o Conselho Federal de Psicologia elaborou uma resolução que orientava psicólogos sobre como atuarem nas questões relativas à orientação sexual. Proibindo a prática que patologiza as LGBT’s e as expõe a tratamentos que são verdadeiras torturas.
Quem entrou na Justiça contra a resolução foi um grupo de psicólogos, entre eles a psicóloga evangélica Rosângela Alves Justino, que foi censurada publicamente pelo CFP, em 2009, por oferecer terapia de reversão sexual.
Em nota, o Conselho Federal de Psicologia, que é contrário à medida, afirma que a ação "representa uma violação dos direitos humanos e não tem qualquer embasamento científico". Diz ainda que vai recorrer da decisão.
É importante lembrar que desde a década de 90, a Organização Mundial de Saúde, retirou a homossexualidade da lista internacional de doenças e desde 1970, as associações norte-americanas de psicologia, por exemplo, não consideram a orientação sexual como transtorno.
Essa decisão demonstra a face cruel da LGBTfobia, reforçando a violência contra as LGBT’s e refletindo as estatísticas que mostra que o Brasil é o País que mais mata LGBT’s no mundo. Legaliza a prática de tortura e a tratamentos desumanos.
Esse discurso de que LGBT’s sofrem de transtorno mental, é o que há de mais atrasado e reacionário. Com isso, a Justiça só reforça os discursos de ódio propagados por reacionários como o deputado Bolsonaro, um LGBTfóbico, racista, machista.
O Sindsaúde-RN e a Secretaria de Opressões, vem manifestar seu total repúdio a essa liminar, que legitima ainda mais a discriminação e a marginalização dessa população que já é excluída pela sociedade.
LGBT’s não são doentes. Amar pessoas do mesmo sexo não é um transtorno que precisa de tratamento. Já LGBTfobia, deve ser encarada como um crime, que mata cada dia mais pessoas que ousaram ser o que sentem.
Autor: Comunicação Sindsaúde - RN

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Vem aí o 23º Curso Anual do Núcleo Piratininga de Comunicação!

O papel da comunicação na organização popular é tema do curso.

O Curso Anual do NPC vem com tudo neste ano de 2017. Vem com a força necessária para encarar um momento grande mudanças no mundo do trabalho no Brasil. A organização dos trabalhadores e a sua comunicação vão estar no centro dos debates no Rio de Janeiro durante cinco dias, de 22 a 26 de novembro. Do velho panfleto à realidade atual, na qual Google e Facebook concentram, juntos, 87% das verbas publicitárias que circulam no mundo.

Já confirmaram presença palestrantes como Flavia Braga, Maria Lúcia Fatorelli, Reginaldo Moraes, Ruy Braga, Francisco Fonseca, Laurindo Leal, Camila Marins, Maisa Lima, Marcela Cornelli, Mauro Iasi, Ricardo Antunes, Beto Almeida, Sylvia Moretzsohn, Claudia Costa, Guilherme Boulos e Adenilde Petrina.

VEJA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA!

 O curso acontecerá no Rio de Janeiro. A hospedagem será no próprio local do curso ou em hotéis próximos ao salão de eventos. A taxa de inscrição será a mesmo do ano passado: R$ 1.490,00 (com hospedagem) R$ 890,00 (sem hospedagem).
Clique aqui e baixe a ficha de inscrição e garanta sua vaga!

Conheça um pouco mais e veja as edições anteriores do Curso Anual do NPC em: http://nucleopiratininga.org.br/retrospectiva/
Mais informações: http://nucleopiratininga.org.br

Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC)

Nota da FASUBRA contra a decisão da justiça em considerar a homossexualidade uma doença

Para a FASUBRA, a decisão da justiça é arbitrária e ofensiva aos movimentos sociais e demonstra descaso com os atos de opressão sofridos pela população LGBT. 

A FASUBRA Sindical repudia a decisão do juiz Waldemar Cláudio de Carvalho da 14ª Vara do Distrito Federal, que suspende a resolução do Conselho Federal de Psicologia (CFP), que proíbe o tratamento psicológico de homossexuais e bissexuais como doença. A resolução, publicada em 1999, é embasada na decisão da Organização Mundial de Saúde (OMS), que retirou a homossexualidade da lista de doenças.

A Federação pontua que, em toda a história do Brasil, nunca houve uma onda de retrocessos sociais tão perversa. Para a FASUBRA, a decisão da justiça é arbitrária e ofensiva aos movimentos sociais e demonstra descaso com os atos de opressão sofridos pela população LGBT.

A gravidade da situação demonstra claramente uma posição homofóbica por parte do juiz. Para a FASUBRA, a questão de gênero é inerente ao próprio ser humano, o indivíduo deve saber do próprio corpo, não pode ser algo que alguém determine.

O Brasil é o país no mundo que mais mata travestis e transexuais; em 2016 foram notificadas 347 mortes de acordo com o Grupo gay da Bahia (GGB). A preocupação da FASUBRA diante do número de homicídios da população LGBT é de que a decisão do juiz potencialize a situação.

Na última Plenária da Federação, uma técnica-administrativa em educação transgênero relatou a marginalização da população LGBT. Por não encontrar espaço no mercado de trabalho devido a discriminação, muitos trilham o caminho da prostituição, sofrendo diversos tipos de violência, opressão e morte.

Para a FASUBRA, cabe intervenção do Conselho Federal de Medicina, Conselho Federal de Psicologia e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Histórico de intolerância

No Brasil, todas as vezes que as minorias se levantam, surge uma questão científica que reforça o processo de violência. “Foi assim na década de 30 e 40 com processo de embranquecimento, no levante das mulheres para conquistar seu direito a voto e agora na questão LGBT”.

Colocar a ciência para explicar o modo operante de opressão contra as populações minoritárias é comum, e  sobre isto a FASUBRA é totalmente contra. Esse debate extrapola a questão dos ataques de conservadorismo e ao mesmo tempo se configura como um mecanismo de controle do crescimento  de um segmento no país. A população LGBT atualmente é autônoma, independente e também levanta bandeiras além da própria luta, como a defesa da democracia.

A FASUBRA defende uma política de liberdade do indivíduo sobre a sua vida e próprio corpo, como rege a Constituição Federal. “Devemos permanecer atentos para que esse elemento não se torne comum no país e combater arduamente”.

Direção Nacional FASUBRA Sindical